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domingo, 18 de outubro de 2015

Prefiro mil vezes os credores aos comunistas

Discordando na parte em que coloca a Coligação Portugal à Frente e o PS, no mesmo prato da balança, pois é por demais evidente para todos, que a Coligação tudo tem feito para chegar a um entendimento com o PS e que o PS assumidamente não trata nem negoceia com a Coligação, como negoceia com o PC e o BE, este artigo de opinião do António Barreto merece ser lido, principalmente pela esquerda, que continua a ver vitórias em todo o lado, menos em quem ganhou estas eleições, ao mesmo tempo que se esquecem que são muitos mais os pontos que os separam do que aqueles que os poderiam unir e que isso foi por demais evidente nos ataques e insultos que trocaram durante a campanha.  

(...) Seria bom que se visse nos programas do PCP e do Bloco o que estes partidos pretendem do futuro de Portugal, da democracia em geral, da democracia avançada em particular, da União Europeia, do euro, da NATO, da iniciativa privada, do investimento internacional, do endividamento externo, da negociação da dívida...(...)  Na verdade, o PCP não faz parte das soluções democráticas. O PCP integra o sistema democrático pela simples razão de que a democracia é o regime de todos, incluindo dos não democratas. Essa é a força da democracia, por vezes a sua fraqueza. Mas o PCP nunca deu provas de considerar a democracia algo mais do que uma simples transição para o regime comunista, através de uma democracia avançada, cujos horrores são conhecidos. Enquanto o PCP se mantiver fiel a tudo quanto o fez viver até hoje, deveremos tratá-lo como todos os comunismos e fascismos: combatê-los com a liberdade. A ter de ficar nas mãos de alguém, prefiro mil vezes os credores aos comunistas. Destes, sei que não se sai vivo nem livre".

domingo, 13 de setembro de 2015

Uma verdade incómoda para os socialistas: ‘O PS não teria feito muito diferente do Governo’

É um dos mais respeitados sociólogos e pensadores da cultura portuguesa. Passou pelo Partido Comunista antes de aderir ao PS, foi ministro e deputado (...) assume-se como um liberal de esquerda.

Sempre atento à realidade politica  Nacional, deseja uma nova Constituição e a alteração do sistema eleitoral, temas muito sensíveis em todos os partidos, mas em que especialmente nos partidos de esquerda, com destaque para o PS, continuam a ser verdadeiros tabus.

Muito critico quanto à actuação do governo, não deixa no entanto de lhe reconhecer méritos em muitas áreas - "Temos mercado, estamos com taxa de juro aceitável, muito mais reduzidas, acho que isso foi bom. Também acho que o Governo, em alguns aspectos que envolviam mais facilidades demagógicas, reagiu com alguma teimosia e disse não - e fez bem. Por outro lado, também concordo com a maneira como o ministro da Saúde, por exemplo, tem reagido. Ainda há filas de espera, e haverá eternamente, mas houve um período em que o ministro estava de manhã à noite a ser bombardeado, em 90% dos casos por políticos dos vários partidos que arranjavam todas as maneiras através dos sindicatos, da Ordem dos Médicos e dos enfermeiros. E ele resistiu. Melhorou na gestão de algumas coisas, acho que teve um comportamento que merece elogio".


Mas acima de tudo, António Barreto tem o discernimento, que falta a António Costa e aos socialistas, de ver que aquilo que o PS nos apresenta não é uma verdadeira alternativa ao Governo PSD-CDS e ao programa eleitoral da coligação Portugal à Frente- "Do que até agora o PS produziu eu já vi sinais de que havia alternativas, mas são alternativas muito pontuais. Pelo que eu sei, não creio que o PS tivesse feito muito diferente".

Mas é numa análise sucinta sobre o que foram estes 4 anos, que António Barreto coloca o dedo na frida e nos diz com muita clareza, que apesar dos erros (que os houve) e dos cortes dramáticos que os Portugueses sofreram, não havia alternativa pois estávamos na bancarrota, ou que a haver, nos teria levado muito certamente à miséria e à desgraça total:


E o resultado que temos hoje, que nos permitiu dizer adeus definitivo à troika, não termos um programa cautelar que muitos diziam ser imprescindível, ou termos entrado por caminhos irresponsáveis de reestruturações, que outros insistentemente pediam, só foi possível graças à determinação do Governo e ao esforço que os portugueses e as empresas fizeram para que, com muitas dificuldades é certo, possamos hoje ver um futuro melhor do que aquele que à 4 anos atrás Sócrates e os socialistas nos deixaram.