In DN, 25-10-2015
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domingo, 25 de outubro de 2015
domingo, 18 de outubro de 2015
Prefiro mil vezes os credores aos comunistas
Discordando na parte em que coloca a Coligação Portugal à Frente e o PS, no mesmo prato da balança, pois é por demais evidente para todos, que a Coligação tudo tem feito para chegar a um entendimento com o PS e que o PS assumidamente não trata nem negoceia com a Coligação, como negoceia com o PC e o BE, este artigo de opinião do António Barreto merece ser lido, principalmente pela esquerda, que continua a ver vitórias em todo o lado, menos em quem ganhou estas eleições, ao mesmo tempo que se esquecem que são muitos mais os pontos que os separam do que aqueles que os poderiam unir e que isso foi por demais evidente nos ataques e insultos que trocaram durante a campanha.
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domingo, 13 de setembro de 2015
Uma verdade incómoda para os socialistas: ‘O PS não teria feito muito diferente do Governo’
É um dos mais respeitados sociólogos e pensadores da cultura portuguesa. Passou pelo Partido Comunista antes de aderir ao PS, foi ministro e deputado (...) assume-se como um liberal de esquerda.
Sempre atento à realidade politica Nacional, deseja uma nova Constituição e a alteração do sistema eleitoral, temas muito sensíveis em todos os partidos, mas em que especialmente nos partidos de esquerda, com destaque para o PS, continuam a ser verdadeiros tabus.
Muito critico quanto à actuação do governo, não deixa no entanto de lhe reconhecer méritos em muitas áreas - "Temos mercado, estamos com taxa de juro aceitável, muito mais reduzidas, acho que isso foi bom. Também acho que o Governo, em alguns aspectos que envolviam mais facilidades demagógicas, reagiu com alguma teimosia e disse não - e fez bem. Por outro lado, também concordo com a maneira como o ministro da Saúde, por exemplo, tem reagido. Ainda há filas de espera, e haverá eternamente, mas houve um período em que o ministro estava de manhã à noite a ser bombardeado, em 90% dos casos por políticos dos vários partidos que arranjavam todas as maneiras através dos sindicatos, da Ordem dos Médicos e dos enfermeiros. E ele resistiu. Melhorou na gestão de algumas coisas, acho que teve um comportamento que merece elogio".
Mas acima de tudo, António Barreto tem o discernimento, que falta a António Costa e aos socialistas, de ver que aquilo que o PS nos apresenta não é uma verdadeira alternativa ao Governo PSD-CDS e ao programa eleitoral da coligação Portugal à Frente- "Do que até agora o PS produziu eu já vi sinais de que havia alternativas, mas são alternativas muito pontuais. Pelo que eu sei, não creio que o PS tivesse feito muito diferente".
Mas é numa análise sucinta sobre o que foram estes 4 anos, que António Barreto coloca o dedo na frida e nos diz com muita clareza, que apesar dos erros (que os houve) e dos cortes dramáticos que os Portugueses sofreram, não havia alternativa pois estávamos na bancarrota, ou que a haver, nos teria levado muito certamente à miséria e à desgraça total:
E o resultado que temos hoje, que nos permitiu dizer adeus definitivo à troika, não termos um programa cautelar que muitos diziam ser imprescindível, ou termos entrado por caminhos irresponsáveis de reestruturações, que outros insistentemente pediam, só foi possível graças à determinação do Governo e ao esforço que os portugueses e as empresas fizeram para que, com muitas dificuldades é certo, possamos hoje ver um futuro melhor do que aquele que à 4 anos atrás Sócrates e os socialistas nos deixaram.
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