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domingo, 8 de janeiro de 2017

A ausência de Costa no funeral de Mário Soares e o silêncio da geringonça

Lembram-se da polémica estéril que a esquerda criou em 2010, quando Cavaco Silva  não esteve presente no funeral de José Saramago?

Agora quando se trata do funeral de um ex-Presidente da República, em que independentemente  da opinião que cada um possa ter sobre Mário Soares, parece-me ser consensual que fez mais pelo país e pela democracia que Saramago (que pouco fez para unir o país, bastando para tal recordar o papel que teve enquanto director do DN entre 1974 e 1975), o Primeiro Ministro entende faltar ao seu funeral, e das esquerdas nem uma palavra se ouve.

A democracia pela qual tanto lutou, antes e depois do 25 de Abril (de que recordo apenas as manifestações/comícios de 19 de junho e de 9 de Novembro de 1975, nas quais tive o enorme prazer de ter estado presente com o meu pai) já viu dias melhores.

Enfim a geringonça no seu melhor, engolindo sapos uns atrás dos outros. Até quando?

quarta-feira, 9 de março de 2016

Obrigado, Professor Cavaco Silva

Há precisamente 5 anos atrás, após a tomada de posse para o seu 2º mandato como Presidente da República, tive a oportunidade de saudar o Prof. Cavaco Silva, com quem tive o privilégio de conviver e de acompanhar durante as suas 6 campanhas eleitorais.

Foi com o Prof. Cavaco Silva que Portugal se modernizou, desenvolveu e atingiu um nível de presença e respeito internacional que até então desconhecia, tendo sido sempre durante os seus 10 anos como Presidente da República um garante da estabilidade política do país, mantendo uma relação de total lealdade institucional para com governos. Algo que outros na mesma posição não só não conseguiram, com tudo fizeram para contrariar.

Como afirmou hoje o novo Presidente da República, o Prof. Cavaco Silva “independentemente dos juízos que toda a vivência política suscita” é merecedor de “uma palavra de gratidão pelo empenho que sempre colocou na defesa do interesse nacional – da ótica que se lhe afigurava correcta, é certo – mas sacrificando vida pessoal, académica e profissional em indesmentível dedicação ao bem comum”.

No dia em que termina funções como Presidente da República, deixo aqui a minha homenagem, ao mesmo tempo que recordo com orgulho, o ter podido humildemente contribuído para a eleição de alguém que, quer como 1º Ministro quer como Presidente da República, colocou sempre o interesse nacional em primeiro lugar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O que o PS não quis ouvir








Isto é o que de importante o Presidente disse ontem aos Portugueses em geral e em particular a António Costa, que nestas três últimas semanas acenou com um pseudo acordo que asseguraria um governo estável para 4 anos, mas que chegado o momento de o apresentar, o mesmo não existe, nem sabemos se virá a existir. Posto perante este facto não restava outra saída ao Presidente da Republica.

É realmente lamentável o comportamento de António Costa, ao tentar dar a entender aos Portugueses, que tinha um acordo com o PC e o BE, que só não o mostrava para não dar trunfos à direita, quando na verdade nada ou quase nada tem. 

Mais uma vez António Costa brinca com os Portugueses e as conclusões da reunião da Comissão Politica de ontem, são prova mais do suficiente, que ainda não conseguiu chegar a um acordo. Será que vai chegar? E se chegar, com que preço para Portugal?

sábado, 29 de março de 2014

Novos cortes só devem visar quem ganha muito

Para aqueles que acusam o Presidente da República de não intervir a tempo, as últimas intervenções do Chefe de Estado têm antecipado os acontecimentos, enviando mensagens muito claras do que pensa que devem ser os caminhos que o país deve seguir no futuro imediado.

Ontem no Alentejo, o Presidente da República foi muito claro:




Quando todos os indicadores mostram que estamos no bom caminho, destacando-se a consistente descida dos juros da dívida, nomeadamente a taxa de juro da dívida a 10 anos, que foi ontem negociada abaixo dos quatro por cento, pela primeira vez desde Janeiro de 2010, as palavras do Senhor Presidente da República não podem deixar de ter as devidas consequências.

E para os que andam, por um lado, mais distraídos com a intervenção do Senhor Presidente da República e por outro com os que julgam que o fim do programa de ajustamento em Maio, significa o fim da austeridade e do rigor financeiro e orçamental, relembro aqui o prefácio do livro Roteiros VIII, onde o Chefe de Estado afirma que, "é uma ilusão pensar que as exigências de rigor orçamental colocadas a Portugal irão desaparecer em meados de 2014, com o fim do atual programa de ajustamento económico e financeiro. Qualquer que seja o governo em funções, o escrutínio europeu reforçado das finanças públicas portuguesas, bem como a monitorização da política económica, vai prolongar-se muito para além da conclusão do atual programa de ajustamento.

Estou firmemente convicto de que os Portugueses preferem o compromisso ao conflito. Ao longo dos últimos anos, vivendo pesados sacrifícios, os nossos cidadãos revelaram um extraordinário sentido de responsabilidade. Agora, é chegado o tempo de as forças político-partidárias mostrarem que estão à altura desta exemplar atitude do povo português".

Prefácio do livro Roteiros VIII, a ler aqui na integra

sábado, 7 de dezembro de 2013

Há quem ainda não tenha percebido o legado de Nelson Mandela

Ontem foram muitas as vozes amarguradas, que aproveitando-se da morte de um homem, que deu uma lição de tolerância e perdão ao mundo, resolveram fazer baixa politica interna, com o único fim de atacar o Presidente da República de forma vil e totalmente demagógica, ao ocultarem de forma vergonhosa parte do que se passou na Assembleia Geral da ONU a 20 de Novembro de 1987, onde não foi uma mas sim oito as resoluções apresentadas (uma foi adoptada sem votação e apenas sete foram votadas) e que tinham como ponto comum a rejeição da política de apartheid que então ainda vigorava na África do Sul

Se é verdade que Portugal votou contra a resolução A/RES/42/23A, que apelando num dos seus pontos, à libertação imediata de Nelson Mandela, fazia um claro incentivo ao uso da violência, também é verdade que no mesmo dia Portugal votou a favor da resolução, A/RES/42/23G - "Acção internacional concertada para a eliminação do apartheid", que num dos seus pontos, pedia a "libertação imediata e incondicional de Nelson Mandela e de todos os outros prisioneiros políticos", sem mais considerações.


Não percebo o que Ana Gomes, Daniel Oliveira ou António Filipe, pretendem ao esconderem parte dos factos e com isso criarem mais um circo mediático, falando apenas na resolução contra a qual Portugal votou, esquecendo-se de referir o porquê de tal sentido de voto e que no mesmo dia votou favoravelmente pela libertação incondicional de Nelson Mandela. Esta gente não aprendeu nada com a lição de tolerância e com o exemplo que Nelson Mandela nos deixa.

E é bom não nos esquecermos que a posição assumida por Portugal teve ainda em conta a defesa dos interesses da enorme comunidade portuguesa na África do Sul e que permitiu mais tarde, como o próprio Nelson Mandela referiu de forma positiva, quando veio a Portugal, estabelecer pontes entre a África do Sul e a União Europeia.

É portando importante que quando queremos relembrar a história, a mesma se faça de forma transparente e imparcial, relatando todos os factos e não apenas aqueles que em determinado momento nos interessam, para criar mais umas querelas politicas. Felizmente que ainda há em Portugal, quem ande atento e nos lembre, como aqui e aqui, o enquadramento total dos factos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Zelador do espaço público

Foto site C. M. Cascais
“Dos lisboetas reclama-se um maior cuidado na protecção da sua cidade. Uma atitude activa na preservação do espaço público e dos equipamentos colectivos, maior civismo na segurança e na limpeza das ruas, um empenhamento esclarecido na salvaguarda do património histórico e arquitectónico. Sem o contributo e o brio dos lisboetas, Lisboa não cumprirá o seu desígnio de grande capital europeia”, afirmou o Senhor Presidente da República no dia 10 Junho de 2012, dias antes do inicio da greve de recolha do lixo em Lisboa.

Maior clareza era difícil. No seu discurso, feito na qualidade de lisboeta vindo do Algarve há mais de meio século, o Presidente insistiu no papel fundamental da cidadania. 'Não tenhamos dúvidas: sem a participação activa dos lisboetas, sem o envolvimento permanente dos seus moradores, os autarcas desta cidade não poderão construir uma capital de futuro que respeite e defenda a herança do passado'." (In Público, 24-06-2012)

Refere ainda o Público que “a Câmara de Cascais passou a contar com a ajuda dos chamados tutores de bairro - uma espécie de interlocutores privilegiados da autarquia para os problemas das zonas residenciais no que concerne à recolha de resíduos e à manutenção dos espaços verdes.”

Este projecto do Tutor de Bairro, é um excelente exemplo, que pode ser facilmente replicado em muitos bairros de Lisboa, se não mesmo em toda a cidade, envolvendo de forma activa e participativa cidadãos que que pelas mais variadas razões, têm disponibilidade ou pura e simplesmente gostariam de colaborar na defesa do bem estar e qualidade de vida dos seus bairros.

Mas também as inúmeras colectividades culturais e desportivas, as escolas, as IPSS, as instituições religiosas e as associações de moradores, que têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais importante na defesa do meio ambiente na cidade de Lisboa, podem em conjunto com as Juntas de Freguesia, ter aqui um papel importantíssimo.

A exemplo das Comissões Sociais de Freguesia, já implementadas em algumas Freguesias, nem sempre com o sucesso desejado, que contam com a participação de muitas destas entidades, também na área do ambiente e da preservação do espaço público, urge fazer um apelo à cidadania e estabelecer parcerias entre as diversas entidades no sentido de se apostar na melhoria do meio ambiente que nos rodeia.

O Zelador do Espaço Público, que Fernando Seara e a coligação Sentir Lisboa agora propõem, não é mais do que o colocar em prática em Lisboa de uma experiência de sucesso e de simples execução e que ao pretender envolver de forma directa os cidadãos e as instituições, tem todos os ingredientes para termos nos nossos Bairros, na nossa Cidade de Lisboa, um melhor e mais cuidado espaço público e uma melhor qualidade de vida.

domingo, 10 de março de 2013

Uma crise anunciada

Prefácio do livro "Roteiros VII", publicado pelo Presidente da República, onde é feita uma análise das razões que nos levaram a esta crise e do consequente pedido de apoio financeiro externo, apoiado por 90% dos deputados, questões que muitos continuam a querer esquecer e actuam como se não tivessem qualquer responsabilidade na actual crise.

Aos que criticam o "silêncio" do Presidente da República, é respondido de uma forma clara que não é com protagonismos e exposição mediática, que o Presidente da República pode ajudar o país, mas sim com uma verdadeira "magistratura de influencia", muita vezes executada longe dos olhares dos media e desconhecida da maioria dos Portugueses, mas que tem contribuído, tenha a certeza, para que Portugal venha recuperando a sua credibilidade quer internacional, quer junto dos Portugueses, que têm contribuindo de uma forma exemplar, para sairmos da crise. 


Download do PDF do prefácio aqui

sexta-feira, 9 de março de 2012

Mas afinal quem é o mentiroso?

Com tanta polémica acerca do que Cavaco Silva escreveu, até parece que o mentiroso é ele. Estes socialistas ainda não perceberam o que o Sócrates fez ao país.

António Capucho, em entrevista à Lusa - Diário Digital