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domingo, 1 de janeiro de 2017

A geringonça e o aumento descontrolado da Dívida Pública em 2016

A frase atribuída a Jorge Sampaio (se bem que não foi exactamente assim que a proferiu, mas é assim que todos nos recordamos dela) "Há mais vida para além do défice", aplica-se muito bem à situação que temos hoje, em que o governo continua a insistir que tem o défice sobre controlo e que atingiremos as metas estabelecidas para este ano. Mas a que custo?

Enquanto que o anterior governo conseguiu uma redução do défice de 11,2% em 2010 para 2,98% em 2015 e ao mesmo tempo reduzir o aumento diário da dívida pública no mesmo período em mais de 25%, o actual governo socialista apoiado por PCP e BE, conseguiu em apenas 1 ano quase triplicar o aumento diário da dívida pública.

A inversão da trajectória ascendente da dívida pública, pela primeira vez em mais de 20 anos, conseguida pelo governo PSD-CDS de Pedro Passos Coelhos em 2015, foi rapidamente colocada em causa por uma geringonça, que de repente parece ter como único objectivo o valor do défice, custe isso o que custar ao país.

Factos são factos! A este ritmo, daqui a menos de um ano teremos um aumento diário da dívida pública igual ao que José Sócrates nos deixou em 2010 - 72,2 milhões de euro por dia!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Espanha sem governo, consegue taxa de juro 67% inferior à nossa

Económico 14-9-2016
Dívida portuguesa a 10 anos com juros de 3,24% afasta-se da espanhola que está nos 1,07%




Mas para este governo, tudo é normal e dentro do previsto. Lembram-se quando no anterior governo as taxas estavam a descer, a oposição de esquerda dizer que tal se devia apenas à ajuda do BCE e do seu programa de compra de dívidas?

E agora qual é a razão para estarem a subir, se a ajuda do BCE continua?

Alguns factos sobre a dívida pública portuguesa e a nossa situação financeira - Aqui

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Foi bonita a festa, pá... (2)

Evolução dos juros de Portugal, comparados com Espanha
O Tesouro português pagou juros superiores a 3% (3,093%para emitir dívida a 10 anos, um pouco mais do que no último leilão comparável (feito em junho), onde os títulos saíram com uma taxa de 2,859%, e inferior ao realizado em Maio, onde a taxa foi de 3,252%.

Mesmo em relação a esse leilão de maio houve uma deterioração do risco de Portugal — já que a tendência dos juros em toda a zona euro tem sido de um alívio bem maior:

A Alemanha, hoje pagou, pela primeira vez, juros negativos para emitir dívida com esse mesmo prazo e em Espanha os juros caíram de mais de 1,6% em maio para cerca de 1,1% hoje.

Aliás é visivel no gráfico, que desde Outubro do ano passado, é cada vez maior a diferença da taxa de juros a 10 anos entre Portugal e Espanha, onde curiosamente não há governo há mais de 6 meses.

E hoje a Universodade Católica, prevê que Portugal cresça menos de 1% este ano e que o défice se situe acima dos 3%. Apenas mais uma instituição a contrariar a geringonça, que continua alegremente a afirmar, que tudo corre sobre rodas e que todos os dados da execusão orçamental apontam para o cumprimento das metas previstas e que eram de um crescimento para este ano de 1,8%.

A mais de metade do ano, estas continuam a não ser boas noticias. As coisas complicam-se para a geringonça e consequentemente para Portugal e os portugueses.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dívida pública para totós


Uma explicação que só peca por tardia, depois da intoxicação que os partidos da oposição teimam em continuar a fazer, acusando o governo de ser o culpado do aumento da dívida, mas sem explicarem, principalmente o Partido Socialista, primeiro, quem foi o causador do brutal aumento da dívida em 46,8 pontos percentuais em apenas 6 anos (2005 a 2011) e depois o esforço que o actual governo fez, para de uma forma transparente tirar "debaixo do tapete" a divida que o PS e José Sócrates foram escondendo nas empresas públicas, não contando dessa forma para o cálculo da dívida total.



Aliás a transparência nunca foi, não é, e pelo que se pode adivinhar, nunca será, um dos pilares da actuação socialista, de que António Costa, como bom discípulo de José Sócrates é actualmente o exemplo máximo, pelas piores razões.

Um artigo a ler, aqui, com atenção!

Sobre esta questão o post "A falácia do aumento da dívida pública" de Carlos Guimarães Pinto, no Insurgente, merece igualmente a atenção.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A falácia do aumento da dívida pública

Via O Insurgente 3-2-2014
A propósito das mentiras com que Sócrates continua a brindar os poucos portugueses que ainda o ouvem aos domingos, nomeadamente a de que o actual governo é o único culpado pela continua subida da dívida pública, aqui fica um texto de Carlos Guimarães Pinto no "O Insurgente", sucinto, bem escrito, sem "palavrões" que o comum dos mortais não entende e muito esclarecedor para aqueles que continuam a achar que este governo é o culpado da crise, que Sócrates e os socialistas provocaram e que agora todos estamos a pagar.

Permitam-me acrescentar apenas um comentário do Camilo Lourenço, que retirei do Facebook - "Estou tão farto de falar no assunto da subida da dívidia pública (os défices de um ano são a dívida do ano seguinte) e dos erros de análise (pelo menos 10 pontos percentuais da subida devem-se a dívida que estava escondida e que a Troika obrigou a colocar no perímetro orçamental) que é bom ouvir mais gente a desmistificar a treta do costume..."



sábado, 11 de janeiro de 2014

Estamos no bom caminho

São já por demais evidentes os sinais de que a recuperação económica está em marcha. Os indicadores do final de 2013, a continua quedas dos juros da dívida em todos os prazos e o sucesso do leilão de dívida desta semana, são prova de que estamos no bom caminho.

Significa isto que a crise chegou ao fim? Não! Ainda falta muito, muito tempo, para que os portugueses vejam os resultados, dos sacrifícios dos últimos anos, chegarem aos seus bolsos. Mas para isso é necessário que o rigor na gestão do país não abrande, para não virmos a sofrer novamente por culpa de governos que apenas esbanjaram aquilo que era de todos nós e se esqueceram do bem estar dos portugueses e do sucesso de Portugal. Como disse recentemente Vital Moreira "A austeridade - no sentido de gestão austera das finanças públicas - veio para ficar".

Tudo isto são más noticias para a uma esquerda desajustada da realidade, que começa cada vez mais a perder credibilidade, principalmente o Partido Socialista, que quer a todo o custo apagar da história recente que foi o único culpado da entrada da Troika em Portugal e que é incapaz de dar um contributo para o sucesso de Portugal. Ao Tó Zé (in)Seguro e aos seus camaradas resta-nos pedir-lhes que...  

domingo, 22 de dezembro de 2013

Nada aprendemos com a história

Curioso artigo publicado em “A Lanterna”, a 17 de Dezembro de 1870 e que mais não é que um espelho da triste realidade de esbanjamento e mau uso dos dinheiros públicos, a que assistimos nos 6 anos de governo de um tal engenheiro e que nos deixou na situação financeira de dependência do exterior, em que hoje (e espera-se que por pouco mais tempo) ainda vivemos, mas que para muitos parece ser culpa dos que agora e nos últimos 2 anos, tentam resolver o buraco então criado, em anos de folia continua.

Dizia assim:

O governo português anda mendigando em Londres  um novo empréstimo. 
Os nossos charlatães financeiros não sabem senão estes dois métodos de governo: Empréstimos e impostos.
Por um lado, o governo mandou para as cortes uma carregação de propostas tendentes todas a aumentar de tributos; por outro lado, o governo vai negociar um empréstimo no estrangeiro.
É dinheiro emprestado e dinheiro espoliado.
Pede-se primeiro aos agiotas para pagar às camarilhas; depois tira-se ao povo para pagar aos agiotas!
E ao passo que se trata de um empréstimo em Londres, negoceia-se outro empréstimo com os bancos nacionais.
Este tem carácter de dívida flutuante (dívida pública a curto prazo) interna e é para pagamento da dívida consolidada (dívida pública sem prazo de reembolso) externa!
Este empréstimo que nos está às costas para pagamento no fim de três meses, sai na razão de 13/2%!
E no fim não é dinheiro aplicado a nenhum melhoramento público; é só dinheiro para pagar juros da dívida!
É a dívida a endividar-nos cada vez mais! É a dívida a crescer para pagar as sinecuras do estado! É a dívida a multiplicar-se para não faltarem à corte banquetes, festas, caçadas, folias!
Esta situação é terrível e tanto mais que ela exige para se não agravar, de sacrifícios com que o país não pode e que de mais não deve fazer, quando eles são penas destinados às extravagâncias da corte e ao devorismo do poder, no qual se inscreve agora o novo subsídio aos pais da pátria!"

Tirando a alusão à monarquia reinante há época, o local e método de financiamento, este é um texto actual e que mostra bem que ao longo dos anos, nada aprendemos com os erros do passado. Portugal não pode continuar a querer viver acima das suas possibilidades, pois senão o nosso problema deixa de ser o de sabermos se a origem dos nossos males é o de uma divida interna ou externa exagerada, para passarmos a ter uma divida eterna, com todas as consequências que isso traz para o desenvolvimento nacional e para o bem estar das famílias portuguesas e que hoje bem conhecemos.

O enorme esforço que hoje é pedido aos portugueses, não pode voltar a ser posto em causa por governantes que apenas pensam nas eleições seguintes, não olhando a meios para as vencerem e empenhando gravemente o futuro das gerações futuras.

sábado, 14 de maio de 2011

Uma imagem vale mais que mil palavras

Gráfico da dívida pública