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domingo, 27 de setembro de 2015

A proposta do PS para a Segurança Social é perigosa


Nesta entrevista ao Diário de Noticias, Bagão Félix, muito critico desde sempre para o actual governo, vem agora chamar à atenção para os perigos e fragilidades da proposta do PS para a Segurança Social, que se baseia numa "fezada na economia" e "numa "fé" enorme nas folhas de cálculo como método de financiamento da SS", sem se esquecer de referir que é possível poupar os 600 milhões, propostos pela coligação, sem se mexer nas pensões e que é irrealista o corte proposto pelo PS de 1020 milhões nas pensões não contributivas.

Quanto às alternativas de financiamento da Segurança Social, propostas pelo PS, mais não são que "trocar receitas certas na SS por receitas incertas, senão mesmo falaciosas. Quanto às portagens, acho que foi um descuido de entusiasmo do Dr. António Costa de que já deve estar arrependido".

Mas sobre estas afirmações, o mais curioso é o silêncio ensurdecedor da esquerda em geral e em particular dos socialistas, que nos últimos anos têm utilizado Bagão Félix como arma de arremesso contra o governo e agora nada dizem e a quem aconselho uma leitura atenta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A austeridade segundo o PS

Afinal há socialistas de peso que discordam de António Costa, e para quem as "medidas de austeridade são "fundamentais" para o crescimento económico do país".

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Como a austeridade colocou um forte travão na dívida pública

Para além das explicações mais politicas ou práticas que já aqui e aqui publiquei, este post de João Pimentel Ferreira, publicado no blog Matemática Viva, dá-nos uma explicação "cientifica" recorrendo a exemplos práticos automobilísticos, que permitem um melhor entendimento do porquê de apesar da austeridade implementada por este governo desde o seu inicio e dos esforços que os portugueses fizeram durante estes 4 anos, só agora em 2015 se começa a inverter uma tendencia de subida permanente da divida, que se verificava sem interrupção desde 1992.

Mostra-nos também de forma clara, que apesar de nos anos de 2011 a 2014 (apesar de só ter tomado posse a 21 de Junho de 2011), o actual governo não ter conseguido travar a subida da dívida, a sua subida foi sendo sucessivamente menor de ano para ano, sendo negativa já em 2015.

A ler com atenção, especialmente para aqueles que demagogicamente continuam a insistir na mentira, de que este governo não conseguiu colocar um travão, um forte travão, no crescimento da divida pública, que teve o seu expoente máximo em 2010, último ano em que o PS e Socrates governaram e em que a divida pública de Portugal teve o maior crescimento de sempre.

(...) "A dívida pública é um sistema dinâmico porque qualquer variável de controlo que possa nela ser aplicada (os pedais no automóvel), estão longe de provocar no instante variações significativas. Cortar nos gastos do Estado não implica que a dívida desça de forma imediata, pois na dívida estão subjacentes compromissos de longo prazo, como o pagamento de juros em títulos plurianuais da dívida. Se alguns pagamentos como as PPP rodoviárias foram temporizados para alguns anos mais tarde, tal também tem efeitos dinâmicos na dívida. Podemos também afirmar de forma genérica que o Estado tem muitos compromissos financeiros, com muitas entidades, e que tal insere uma certa inércia no comportamento da dívida. Assim interessa estudar a dívida na ótica do estudo a sistemas dinâmicos. Neste caso por questões de simplicidade usamos sistemas dinâmicos discretos de segunda ordem, sendo cada ano civil a unidade de tempo.
No paralelismo da dívida pública com o automóvel de dois lugares, podemos afirmar que a distância na pista é o valor da dívida, ou seja, se o automóvel está na origem a dívida é zero, já se o automóvel está nos 160 metros, a dívida é 160 mil milhões de euros, ou seja, um metro por cada mil milhão de euros de dívida. Ora se num determinado instante em que os condutores avançam, eles trocarem de lugares e o novo condutor adotar uma tática diferente, o automóvel guarda uma inércia que precisa de ser corrigida, inércia essa que demora tempo a corrigir. Se o segundo automobilista quiser parar e fazer marcha-atrás, terá primeiro de travar. Mas mesmo que trave o automóvel, este continuará durante algum tempo no sentido positivo, ou seja, em frente (dívida a crescer, mas a crescer num ritmo mais baixo; automóvel a avançar, mas a avançar mais devagar). Só quando o automóvel estiver imobilizado, ou seja, a variação do avanço for zero (variação do avanço é a velocidade), é que o automóvel pode retornar e começar a fazer marcha-atrás.

Nesta contabilidade não se tem em conta ainda a variação do PIB, mas apenas o valor absoluto da dívida. Também não se contabilizam contabilidades paralelas (PPP, dívidas de empresas públicas), nem que mecanismos foram usados para baixar a dívida (por exemplo privatizações), fazemos apenas uma análise à dívida vista pelos valores que o PORDATA e o INE nos facultam. Resumindo, no caso do nosso automóvel, a distância percorrida pelo automóvel representa o valor absoluto da dívida; a velocidade do automóvel representa a variação da dívida; e a aceleração representa a variação de segunda ordem da dívida.
Caso o caro leitor tenha percebido a forma como funcionam estes sistemas dinâmicos (de segunda ordem), compreende de forma cristalina pelos gráficos acima que a austeridade impôs um forte travão na dívida pública. No primeiro ano do governo Sócrates, houve um aceleração da dívida, fenómeno que foi travado no segundo e terceiro anos, mas que foi novamente acelerado em ano eleitoral. Com a crise das dívidas soberanas em meados de 2008, a aceleração da dívida toma valores muito elevados em 2009, valores que se mantêm em 2010. Todavia conclui-se facilmente pelo gráfico que desde a entrada do governo seguinte que impôs políticas de austeridade, que a "velocidade" da dívida tem vindo sempre a diminuir, e que a "aceleração" da dívida é mesmo negativa. A partir de 2015 a velocidade da dívida é mesmo negativa e a dívida começa a descer a sua trajetória, ou seja, começa a diminuir.

Usando o nosso paralelismo pode-se dizer de forma categórica e inequívoca que as políticas de austeridade colocaram um forte "travão" no comportamento da dívida pública. Ignorar tal facto é ignorar as ciências matemáticas."

Artigo a ler na integra aqui

domingo, 13 de setembro de 2015

Uma verdade incómoda para os socialistas: ‘O PS não teria feito muito diferente do Governo’

É um dos mais respeitados sociólogos e pensadores da cultura portuguesa. Passou pelo Partido Comunista antes de aderir ao PS, foi ministro e deputado (...) assume-se como um liberal de esquerda.

Sempre atento à realidade politica  Nacional, deseja uma nova Constituição e a alteração do sistema eleitoral, temas muito sensíveis em todos os partidos, mas em que especialmente nos partidos de esquerda, com destaque para o PS, continuam a ser verdadeiros tabus.

Muito critico quanto à actuação do governo, não deixa no entanto de lhe reconhecer méritos em muitas áreas - "Temos mercado, estamos com taxa de juro aceitável, muito mais reduzidas, acho que isso foi bom. Também acho que o Governo, em alguns aspectos que envolviam mais facilidades demagógicas, reagiu com alguma teimosia e disse não - e fez bem. Por outro lado, também concordo com a maneira como o ministro da Saúde, por exemplo, tem reagido. Ainda há filas de espera, e haverá eternamente, mas houve um período em que o ministro estava de manhã à noite a ser bombardeado, em 90% dos casos por políticos dos vários partidos que arranjavam todas as maneiras através dos sindicatos, da Ordem dos Médicos e dos enfermeiros. E ele resistiu. Melhorou na gestão de algumas coisas, acho que teve um comportamento que merece elogio".


Mas acima de tudo, António Barreto tem o discernimento, que falta a António Costa e aos socialistas, de ver que aquilo que o PS nos apresenta não é uma verdadeira alternativa ao Governo PSD-CDS e ao programa eleitoral da coligação Portugal à Frente- "Do que até agora o PS produziu eu já vi sinais de que havia alternativas, mas são alternativas muito pontuais. Pelo que eu sei, não creio que o PS tivesse feito muito diferente".

Mas é numa análise sucinta sobre o que foram estes 4 anos, que António Barreto coloca o dedo na frida e nos diz com muita clareza, que apesar dos erros (que os houve) e dos cortes dramáticos que os Portugueses sofreram, não havia alternativa pois estávamos na bancarrota, ou que a haver, nos teria levado muito certamente à miséria e à desgraça total:


E o resultado que temos hoje, que nos permitiu dizer adeus definitivo à troika, não termos um programa cautelar que muitos diziam ser imprescindível, ou termos entrado por caminhos irresponsáveis de reestruturações, que outros insistentemente pediam, só foi possível graças à determinação do Governo e ao esforço que os portugueses e as empresas fizeram para que, com muitas dificuldades é certo, possamos hoje ver um futuro melhor do que aquele que à 4 anos atrás Sócrates e os socialistas nos deixaram.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

E quer esta gente ser governo XXXIII

Raul Almeida partilhou na sua página no Facebook um pequeno texto onde nos relembra em boa altura, qual o carácter, ou a falta dele, de alguém que quer ser Primeiro Ministro:

"Os portugueses seguiram a par e passo a traição de Costa a António José Seguro, tiveram uma oportunidade única de avaliar o seu conceito de lealdade e camaradagem, Mas, à época, dizia Costa que se tratava de salvar o PS de um resultado sofrível e de garantir rapidamente a maioria absoluta a que todos os socialistas aspiravam. Não preciso de comentar.
Agora, Costa volta a demonstrar claramente quem é. Fugir de Sócrates, como quem foge da lepra, é revelador da sua personalidade. O folhetim à volta das eventuais visitas é lamentável. Como tudo em Costa.
Mal anda quem confunda comentário e intromissão no papel da justiça, com amizade e camaradagem.
Costa quer esquecer e fazer esquecer que é quem é, e está onde está hoje também, e muito, graças a Sócrates.
Quanto a carácter, estamos definitivamente conversados".

O excerto da entrevista de ontem a Vítor Gonçalves na RTP Informação, é lamentavelmente a prova da arrogância, prepotência, falta de carácter, estilo intimidatório e atitude confrontacional adoptada por António Costa, ao melhor estilo socrático (a recordar a forma como José Sócrates lidava com as entrevistas na televisão)quer neste caso em relação ao seu entrevistador, quer mesmo em relação aos seus oponentes nos debates, seja nas televisões seja na Assembleia da República.

Este episódio foi apenas mais um exemplo da forma como os socialistas lidam e tratam aqueles que os confrontam, de que António Costa é um dos seus melhores exemplos. Lembram-se do  SMS que Costa enviou ao diretor-adjunto do jornal Expresso?  Ou do roubo do gravador protagonizado pelo deputado socialista Ricardo Rodrigues, aos jornalistas que o estavam a entrevistar, apenas porque não gostou das perguntas que estavam a ser feitas? Ou  da célebre afirmação de Jorge Coelho de que "A partir de agora quem se meter com o PS leva!"

O PS continua a lidar mal, muito mal, com o confronto de ideias e com a democracia.

E quer esta gente ser governo!!!

domingo, 6 de setembro de 2015

E quer esta gente ser governo XXXII



Quanto à segunda, Marco António Costa, denunciou as verdadeiras intenções por detrás desta proposta - "O Partido Socialista quer usar parte dos dinheiros do Fundo de Estabilização da Segurança Social, que deve estar guardado para uma situação de emergência para assegurar o pagamento das responsabilidades sociais do Estado, para apoiar obras de construção civil, no âmbito da renovação urbana", algo que o PS e António Costa foram incapazes de fazer em Lisboa, apesar de o actual Governo ter assumido 43% da dívida da Câmara de Lisboa (responsabilizando-se dessa forma  pelo pagamento da dívida de médio e longo prazo do município, no valor de 286 milhões de euros).

O vice-presidente social-democrata criticou, por outro lado, a proposta do PS "de reduzir em oito pontos percentuais a receita da TSU", o que, assinalou, "pode ter um impacto até 14.000 milhões de euros, se for incluída também a Caixa Geral de Aposentações.

João Galamba pode vir agora criticar o PSD de “distorcer” de forma “grosseira e desonesta” a proposta do PS, mas a verdade é que o PS propõe uma descida da TSU, colocando em causa, como é fácil de prever, os compromissos da segurança social para com os seus beneficiários, ao mesmo tempo que quer utilizar dinheiro da segurança social para promover a renovação urbana.


A verdade é que António Costa não faz a minima ideia de como financiaria as suas propostas se ganhasse as eleições, pois só assim se compreende esta diarreia de propostas inexplicáveis, com que diariamente nos vai brindando. Até seria para rir, se não fosse trágico.

E quer esta gente ser governo!!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

E quer esta gente ser governo XXXI






Está vista mais uma vez a coerência socialista e a identidade que existe entre António Costa e Manuela Ferreira Leite.

E quer esta gente ser governo! 

sábado, 8 de agosto de 2015

11,9% e o desemprego continua a cair, para mal estar da oposição (3ª parte)

Então não é que o PS planeia criar desemprego (via O Insurgente)

No documento - Uma década para Portugal - apresentado em Abril, o PS prevê para 2015 e mesmo para 2016, taxas de desemprego superiores aos 11,9% registados no 2º trimestre deste ano (confira aqui na página 95).

Ainda bem que este compromisso dos socialistas foi avaliado, testado e é credível e foi elaborado com rigor. O mesmo rigor que António Costa promete sempre que se candidata a alguma coisa e que infelizmente nunca consegue por em prática, como nos últimos anos os Lisboetas bem puderam sentir, seja com o aumento e criação de taxas e taxinhas seja com o aumento da divida da CML:

Retomando de novo os dados do INE, sobre a taxa de desemprego, e da azia que provocaram na esquerda, Sérgio Azevedo escreveu na crónica semanal no I que "É certo que para além dos cerca de 635 mil trabalhadores inscritos no IEFP, existem cerca de 128 mil saídas liquidas do país (cerca de 32 mil por ano) e outras tantas que deixaram de estar inscritas nos centros de emprego. Mas as contas do desemprego sempre foram feitas da mesma forma e os números apresentados pelo INE (instituto absolutamente independente e que nunca foi posto em causa pela oposição ao longo destes 4 últimos anos) são de cálculo semelhante a todos os dados apresentados desde sempre. Em todos os governos. PS e PSD/CDS.

As regras são o que são. E paralelamente a elas existe uma realidade, impossível de ser ignorada, mas que nunca contou para efeitos estatísticos.

A tendência é por isso positiva. E Portugal hoje tem um número de desempregados inferior àquele registado no segundo trimestre de 2011, o ultimo de José Sócrates como Primeiro-Ministro. Cerca de 38 mil desempregados a menos.


Há hoje, segundo o INE, mais 103 mil portugueses com emprego face ao trimestre anterior e mais 66 mil face ao mesmo período do ano anterior. Menos 92 mil desempregados em relação a março e menos 108 mil face ao mês homólogo de 2014."

E é esta verdade, que se sobrepõe de forma evidente aos cálculos do PS, que está a deixar António Costa muito nervoso, levando os socialistas ao desespero e a socorrem-se de tudo para tentarem fazer passar a sua mensagem, nem que para isso tenham que mentir aos portugueses.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

11,9% e o desemprego continua a cair, para mal estar da oposição (2ª parte)


"Mas vale a pena, em primeiro lugar, assinalar que os números do desemprego continuam ainda muito altos. Que não haja dúvida disso. E provavelmente todos conhecemos - caramba, se conheço! - alguém que tenta e não consegue encontrar ocupação. Mas se é para irmos para o debate público com base em casos particulares ou em palpites, então fechemos o INE e poupemos essa despesa. Os inquéritos que o INE faz são os números oficiais, transmitindo uma versão estatisticamente validada da realidade portuguesa.

Os números do INE devem ser vistos com calma e seriedade. Contêm resposta para quase todas as dúvidas de quem quer saber mais sobre o mercado de trabalho. E são os números apurados pela mesma instituição que os apurava quando Sócrates mandava no governo. A UGT não teve grandes dúvidas e aplaudiu a descida do desemprego mostrando confiança nos dados oficiais. Grandes declarações tiradas do ar sem nenhum respaldo nos dados, devem ser encarados como azia eleitoral.

Sai uma dose reforçada de Rennie para a mesa do PS".

Artigo de Michael Seufert, hoje publicado no Expresso, a ler na integra aqui, que com uma linguagem simples, como o de ontem do Duarte Marques, desconstroi de forma eficaz a desinformação e demagogia da esquerda, que desorientada fala cada uma para seu lado, sem terem quaisquer dados (nacionais ou internacionais) que sustentem as suas alarvidades sobre a taxa de desemprego.

Como noutras matérias (IRS), também aqui não se trata de uma questão de fé, mas sim de uma questão de números, que são reais e apresentados por uma instituição reconhecida internacionalmente e que utiliza regras aceites a nível europeu, para desenvolver o seu trabalho, que ainda há 2 meses atrás tão elogiado e utilizado foi pela nossa oposição, quando os dados provisórios referentes a Maio, sugeriam uma subida da taxa de desemprego, que felizmente não se vieram a confirmar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

11,9% e o desemprego continua a cair, para mal estar da oposição

Depois da festa inicial com a possível subida da taxa do desemprego em Maio, e do acordar para a realidade, que foi o facto de que afinal não só não subiu como até baixou, mantendo-se estável em Junho, confirmando assim a tendência de descida que se verifica há já 29 meses, a oposição tem hoje novos motivos para se preocupar.

Segundo dados hoje publicados pelo INE, a taxa de desemprego fixou-se nos 11,9% de Abril a Junho, menos 1,8 pontos percentuais do que no trimestre anterior, e 2,0 pontos percentuais abaixo do trimestre homólogo de 2014o que traduz a maior queda desde 2011, valores que representam uma diminuição trimestral de 13,0% e uma diminuição homóloga de 14,9% da população desempregada (menos 92,5 mil e menos 108,5 mil pessoas, respetivamente), para um total de 620,4 mil pessoas.

Mas mais importante ainda é a população empregada, que regista um crescimento de 2,3% em comparação com o trimestre anterior e 1,5% face ao mesmo trimestre de 2014 (mais 103,7 mil e 66,2 mil, respectivamente). Portugal tem agora 4.580,8 mil pessoas empregadas.

Com mais estes indicadores positivos para a economia portuguesa, percebe-se cada vez melhor a verdadeira intenção da Comissão de Trabalhadores do INE, quando na segunda feira passada veio muito preocupada expressar "o seu repúdio pelo aproveitamento político que tem sido feito da informação produzida pelo INE, pondo em causa a credibilidade e independência da instituição e dos seus trabalhadores". Nunca antes a C.T. do INE tinha tido uma iniciativa similar, mesmo em momentos em que os dados do INE eram utilizados e abusados pela oposição, para criticarem as politicas do governo na área do emprego, nomeadamente quando a taxa de desemprego atingiu os 17.7% em Janeiro de 2013. Só por si este comunicado era já uma ante-visão que as boas noticias para o país, não se ficariam pelos 12,4% de desemprego em Junho (valor mais baixo desde Julho de 2011), como hoje se verificou.





Um artigo esclarecedor sobre a verdade dos números do desemprego, que muita azia está a provocar na nossa oposição, a ler aqui.

Adenda: Uma opinião insuspeita, a do socialista líder da UGT - UGT diz que qualquer descida do desemprego é "satisfatória"

domingo, 26 de julho de 2015

E quer esta gente ser governo XXVIII

O PS, pela voz do seu deputado Pedro Nuno Santos, vice-presidente da bancada socialista, considerou "prematuro" e até "desonesto" o anúncio do Governo de que poderá devolver aos contribuintes 100 milhões de euros em crédito fiscal da sobretaxa de IRS em 2016, caso o aumento de 4,2 por cento da receita fiscal proveniente de IRS e de IVA se mantenha no conjunto deste ano, conforme promessa feita pelo governo durante a discussão do Orçamento de Estado de 2015.

Mas quem é Pedro Nuno Santos. Mais não é que um dos nossos syrizicos, que em 2011 defendia, como o seu querido líder Socrates, que "pagar a dívida é ideia de criança" e a escolha de António Costa para encabeçar a lista de deputados do PS por Aveiro, nas eleições legislativas de 4 de Outubro. 

Utilizando uma linguagem e um pensamento menos próprio, para quem tinha e tem as responsabilidades de Vice-Presidente de um Grupo Parlamentar, de um partido que tinha deixado de ser governo, deixando o país à beira da bancarrota, e que ambiciona voltar a ser governo, é caso para se lhe perguntar se hoje continua a estar-se "marimbando para os nossos credores!".

"Estou-me marimbando para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal (...) Estou-me marimbando que nos chamem irresponsáveis. Nós temos uma bomba atómica que nós podemos usar na cara dos franceses e dos alemães, e essa bomba atómica é simplesmente: não pagamos! Ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. E se nós não pagarmos a divida (...) as pernas dos banqueiros alemães até tremem!" afirmou em 15-12-2015 e que no dia seguinte, à boa maneira socialista, metendo os pés pelas mãos e desautorizado pelo seu líder parlamentar, dava o dito por não dito.


E quer esta gente ser governo!

sábado, 25 de julho de 2015

Pois é! As contas estavam mal feitas e o PSD avisou

Na recente entrevista à SIC, no passado dia 14, Pedro Passos Coelho afirmou e explicou porque é que as contas do memorando estavam mal feitas e que não tinha sido ele que as tinha feito.

De imediato a esquerda, com especial preponderância de socialistas e syrizicos, acusaram Pedro Passos Coelho de ter concordado com o memorando e de o ter assinado, não passando esta afirmação de uma desculpa esfarrapada, para não ter cumprido com o que se comprometeu em campanha eleitoral.

Mas se por um lado, o Primeiro Ministro, na mesma entrevista teve a frontalidade de assumir que "Nessa altura tinha uma de duas escolhas para fazer, não havia uma terceira. Ou dizia: vamos anunciar que este programa não é cumprível, e portanto requerer um segundo programa - e estaríamos como está a Grécia -, ou vamos dar tudo por tudo, diga-se o que se disser sobre o que eu disse na campanha eleitoral e sobre o memorando original. E foi o que fizemos", por outro a tal esquerda, não teve a mesma coragem de assumir, que em devido tempo - Abril 2011 -  o PSD avisou, por Eduardo Catroga, que as contas que estavam a ser apresentadas à Missão Conjunta EU/BCE/FMI, não estariam correctas.

Em carta enviada ao então Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, o socialista Pedro Silva Pereira, a 26 de Abril de 2011, Eduardo Catroga colocou em nome do PSD uma séria de questões e dúvidas, que já na altura indiciavam que as valores que o Governo socialista de José Socrates estava a apresentar estavam errados, como infelizmente todos viemos a ter conhecimento da pior maneira. Hoje sabemos que o anterior governo socrático, não contou “a verdade verdadeira” acerca da situação financeira de Portugal no momento de pedido do resgate.


Mas por acaso alguém se lembra se essa carta, como as enviadas a 13 do mesmo mês, por Pedro Passos Coelho ao Primeiro Ministro José Sócrates e a 20 do mesmo mês por Eduardo Catroga, tiveram resposta? 

Carta de Eduardo Catroga a Pedro Silva Pereira, na integra aqui

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Ah, tal e coiso ... isto não se aguenta. Maldita espiral recessiva.

Mais um dia negro para as carpideiras, para os teóricos da espiral recessiva e os defensores da reestruturação da divida, solução que em Espanha já tem os radicais de esquerda do Podemos acreditam



Como esperado, nem o clima de grande incerteza que se vive hoje na Grécia, onde os juros a 2 anos no final da semana passada estavam quase nos 45%, prejudicou esta colocação de dívida. Se tivesse havido algum efeito, as taxas longas já teriam disparado. Quem coloca o seu dinheiro em Portugal, confia nos portugueses e no nosso governo, bem como no caminho que estamos a seguir.

Aguardo ansiosamente pelos comentários dos syrizicos de serviço cá do burgo, para quem esta é certamente uma péssima noticia.....

Até Tsipras reconhece positivamente a intervenção de Pedro Passos Coelhos. Só Costa e os nossos syrizicos é que não querem ver.


Quando até Tsipras admite que se estava num impasse, quando o nosso Primeiro Ministro fez a proposta que desbloqueou o último entrave ao acordo, António Costa continua a insistir no ataque e a recorrer à difamação e desinformação, para denegrir a actuação do governo português, que desde o principio foi sempre parte activa na procura de uma solução, tendo tido sempre uma atitude muito compreensiva e colaborativa, não deixando ao mesmo tempo de defender, e bem, os interesses nacionais. E esses nunca passaram, nem poderiam passar por empurrar a Grécia para fora do Euro.

O pior cego é aquele que não quer ver e António Costa está cego pela sua ambição desmedida de chegar a Primeiro Ministro, não hesitando em recorrer à mentira, ao populismo fácil e prometer tudo e mais alguma coisa, para atingir esses objectivos.

Algo bem diferente era António Costa preocupar-se quer com a consumação efectiva do acordo conseguido, quer principalmente com o seu cumprimento. Mas isso já não lhe interessa

Adenda: Porque alguns Syrizicos e Socialistas rejubilaram com noticias segundo as quais, o Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk apresenta uma versão diferente daquela apresentada pelo primeiro-ministro português, na passada segunda-feira, tentando desmentir o nosso Primeiro Ministro, aqui fica a prova de que Pedro Passos Coelho sempre teve razão no que afirmou e teve realmente uma intervenção importante, que desbloqueou o ultimo entrave nas negociações:

terça-feira, 14 de julho de 2015

E agora PS, o que é que querem para Portugal?


Afinal o PS e António Costa vêem agora congratularem-se com aquilo a que se sempre se opuseram: um acordo que impõe medidas de austeridade muito mais drásticas do que aquelas que os gregos recusaram por expressiva maioria (61%) a 5 de Julho. Mas este acordo vai levar a Grécia a um 3º resgate internacional, algo que verdade seja dita o PS sempre defendeu para Portugal, que poderá atingir os 86 mil milhões de euro, superior ao que Portugal se viu obrigado a assinar em 2011 (78 mil milhões de euro), era o PS governo.

Percebem-se agora de forma claríssima as palavras de António Costa, quando afirmou que a "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha". Ou seja, o que o PS e António Costa desejam é que Portugal se veja na contingencia de pedir mais um resgate internacional, voltarmos a ter a troika em Portugal, a dizer o que temos que fazer e principalmente o regresso de mais e mais dura austeridade, numa altura em que as contas do país mostram claros sinais de que vamos no caminho certo e que os sacrifícios pedidos aos portugueses ajudaram Portugal a sair de uma situação de quase bancarrota, em que os socialistas deixaram o país em 2011.

Mais, o PS continua a lidar mal com o sucesso de Portugal e dos portugueses. Depois de passar meses a afirmar que o governo português estava na linha da frente no ataque à Grécia e que era um dos principais países (se não mesmo o principal) que impedia que não se tivesse chegado mais cedo a um acordo, isolando o país na cena politica europeia, o PS não conseguiu ainda digerir que Portugal e Pedro Passos Coelho tiveram não só uma intervenção positiva, que permitiu chegar ao acordo agora alcançado, mas que tal participação foi sempre feita em total sintonia com a maioria dos parceiros europeus, não tendo estado, nem estando, Portugal isolado em algum momento.

A este propósito Ricardo Costa (irmão do outro que quer ser primeiro ministro e conhecido por não ser um simpatizante do actual governo português), resume nestes dois parágrafos de forma sucinta, mas esclarecedora, o papel de Portugal neste processo, atribuindo os louros a quem os merece e esclarecendo inequivocamente quem é que realmente sempre dificultou a obtenção deste acordo.

Mas, para a história do acordo, a proposta final teve, de facto, o contributo da delegação portuguesa. Este facto contradiz uma ideia feita, e bastante errada, que passou por colocar Portugal no pelotão da linha dura do Eurogrupo. Isso não é verdade. É certo que, numa primeira fase de conversas com a Grécia, quer Portugal quer, sobretudo, Espanha se opuseram a soluções fáceis, porque isso poria em causa as suas estratégias de ajustamento e de posicionamento eleitoral a meses de eleições nacionais. Mas é ainda mais certo que essas “soluções fáceis” nunca teriam o apoio da verdadeira linha dura do Eurogrupo.


Só quem não conhece bem as tensões políticas da Zona Euro é que podia achar que seriam Portugal ou Espanha a impedir um acordo com a Grécia. As dificuldades mais sérias sempre foram com a Alemanha, a Finlândia, a Holanda, os Estados Bálticos, a Áustria ou a Eslováquia.

Só falta agora o PS e António Costa, mas também Catarina Martins e os nossos syrizicos , virem de uma vez por todas esclarecer os portugueses se as condições do acordo agora conseguido por Alexis Tsipras, é ou não o caminho que defendem para Portugal, como têm vindo permanentemente insistindo.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

E quer esta gente ser Governo XXVII

Que credibilidade tem António Costa para ser primeiro ministro, quando nem força tem internamente para manter a sua primeira escolha para um cabeça de lista?

Apenas 3 dias depois de apresentar os cabeças de lista do PS às próximas eleições legislativas, António Costa cede às pressões da Madeira e retira o candidato escolhido (Bernardo Trindade, atual secretário nacional do partido), substituindo pelo líder do PS-Madeira - Carlos Pereira. No site do PS* são apresentados todos os cabeças de lista menos o da Madeira.

Independentemente da eterna discussão de quem deve escolher os cabeças de lista dos diversos partidos, se as respectivas direcções nacionais se as estruturas locais, a verdade é que esta cedência mostra o quão fraca é a postura politica de António Costa.

A confirmar-se esta alteração, imagine-se o que será António Costa como primeiro ministro, a ceder constantemente às mais pequenas pressões a que for sujeito.

Vamos agora aguardar para ver se este caso fica arrumado por aqui, ou se António Costa vai tentar impingir o seu camarada do Secretariado Nacional do PS a outra lista distrital.

E quer esta gente ser governo!

* Ou aqui, caso o site seja actualizado...

domingo, 24 de maio de 2015

Qual a credibilidade das propostas socialistas

Nas competências do Conselho de Finanças Públicas não consta a análise dos cenários macroeconómicos propostos pelos partidos politicos, donde a sua Presidente não deverá pronunciar-se em concreto sobre a proposta apresentada pelo PS.

No entanto as declarações proferidas pela Drª Teodora Cardoso, são demolidoras para a proposta dos peritos do PS, ao defender "que medidas de estímulo à procura interna não são a solução para os problemas do país. Estão, aliás, na base dos problemas do país".


O PS não percebeu ainda que foram precisamente estas opções politicas, uma das causas que contribuíram para terem deixado o país à beira da bancarrota em 2011 e à necessidade de recorrermos à ajuda externa.

Mas as afirmações da Drª Teodora Cardoso não se ficam pela critica (ainda que em abstrato), às propostas dos génios contratados por António Costa. Vão ainda mais longe, quando de forma muito clara afirma que  "Após o tratamento de choque que já teve lugar, Portugal tem agora que construir sobre os resultados alcançados e, onde necessário, corrigi-los. Para isso, a política orçamental tem de atuar em paralelo com políticas de oferta. Estas têm a ver com o papel do Estado e com a regulação da economia e não só com aumentos ou reduções de impostos ou de despesas públicas, embora a política fiscal e o nível e a gestão das despesas públicas sejam instrumentos fundamentais da transformação da economia”.

Mas não é só internamente que surgem dúvidas e criticas às propostas socialistas. No Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, conhecido pelas suas posições heterodoxas (opõe-se frontalmente ao euro e é um crítico das políticas de austeridade), compara  o discurso do PS de Costa ao do Syriza. Para o colunista do Telegraph o cenário macroeconómico do PS “parece totalmente incompatível com o Tratado Orçamental”, uma vez que o país precisa de uma redução da dívida e do défice compatível com as regras e, para o analista, o cenário traçado pelos socialistas podem não respeitar essas limitações.

Curiosamente esta comparação surge na mesma semana, em que António Costa passou a achar os Syrizicos uns tontos, depois de meses a elogiá-los. Se calhar esta mudança de opinião chega tarde.

E quer este tonto ser governo XXVI

via FB
Em apenas 4 meses António Costa deixou de ver o Syriza como o exemplo a seguir na resolução dos problemas da Europa e de Portugal, para achar que são apenas uns tontos.

Para quem tem ambições politicas, António Costa devia ter, não só mais atenção de quem oportunisticamente se aproxima, numa tentativa desesperada de cativar o voto dos portugueses, mas também de ouvir aqueles que à esquerda cedo manifestaram o seu receio de "que as coisas vão correr mal na Grécia e que a identificação com o Syriza não vai ser propriamente um ativo político". Pena é que António Costa tenha demorado 4 meses a perceber isto.

Enfim, um tonto oportunista que quer ser primeiro ministro, para quem o Syriza iria ser a mãe de todas as inspirações, mas que afinal nem sabe o rumo a seguir e para quem os Syrizicos passaram rapidamente de bestiais a bestas.

E quer esta gente ser governo!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

E quer esta gente ser governo XXV


Cofres cheios?
Vamos pensar à grande e gastar como se não houvesse amanhã. 

Vejam bem o rigor das contas socialistas e como preparada esta gente está para governar. Tantos meses para se prepararem e aquilo que conseguiram foi copiar a receita do Sócrates e nem uns míseros números conseguem decorar.

Será mesmo que se prepararam, ou reuniram-se apenas uns minutos na tasca da esquina, antes de irem para a conferência de imprensa, gozar com os portugueses? 

Será que eles sabem mesmo o que apresentaram?

E quer esta gente ser governo!

terça-feira, 21 de abril de 2015

E quer esta gente ser governo XXIV



Se Sócrates apresentou o cheque bebé, Costa promete repor todos os salários e pensões, logo no primeiro ano de mandato. Se Sócrates prometeu 150 mil empregos, Costa promete, agora, repor de imediato todos os salários da função pública. Se Sócrates quis fazer um choque tecnológico, Costa parece querer levar o país à Lua. Costa promete baixar de imediato o IVA da restauração para 13%, nem foi para 18% ou 15%, foi mesmo para 13. Costa ainda foi mais longe do que Sócrates ao prometer retirar a sobretaxa do IRS de uma assentada só, repor as 35 horas na função pública, aumentar o salário mínimo para 552 euros e baixar o IMI. Onde já vai o PEC4. Se esquecermos a integração europeia ou o espaço de defesa comum ao hemisfério norte, entre o PS de Costa e o BE ou PCP não notamos diferença.



Porque as verdades têm que ser ditas, mais uma vez esteve bem Duarte Marques, no seu artigo de hoje no Expresso, na análise ao desvario socialista que Costa promete para o país e a comparação com a sua actuação na Câmara de Lisboa, onde apesar o Estado ter assumido 43% da dívida da Câmara de Lisboa, António Costa "conseguiu que a despesa de Lisboa tenha subido 17% em dois anos". A ler na integra aqui.