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domingo, 6 de dezembro de 2015

Solução Syriza para a crise - cortes nas pensões e agravamento de impostos


Esta é a esquerda que em Janeiro deste ano fez sorrir as Catarinas, as Marisas e os Syrizicos cá do burgo, que tanto saudaram e aplaudiram. E agora, o que dizem?

Será que Costa ainda continua a pensar que o sinal Grego continua a dar força para seguir na mesma linha?

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Syriza apoia greve contra Syriza




Os paladinos da anti-austeridade na Grécia, são agora criticados pelos que os elegeram, por estarem a insistir na austeridade que juraram terminar. Mas o Syriza no seu habitual contorcionismo e vitimização da esquerda, apoia esta greve para arranjar mais uma desculpa para não cumprir (como é habitual nos Gregos) com os compromissos que assumiu aquando do 3º plano de resgate. Algo que parece que o PS se está a esforçar por conseguir para Portugal.

Por cá já pouco faltará para vermos o PC a apoiar e promover as greves da Intersindical, contra o Governo PS que o PC jura vir a apoiar. Vai ser interessante

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

As dez vergonhas gregas que nunca nem o Podemos nem o Syriza te contaram*

Domingo a Grécia vai a votos novamente, apenas 8 meses depois das últimas eleições que deram a vitória à extrema esquerda. Vamos ver qual vai ser a escolha dos gregos, quando após 8 meses de governação syrizica, o país está claramente pior que em Janeiro.

Mas se Tsipras contribuiu fortemente para afundar ainda mais a Grécia, que apesar de tudo registava no final do ano passado sinais de crescimento, a verdade é que a tragédia grega começou muito antes. Será possível continuar a governar um país assim? Será possível ao Syriza continuar a esconder as verdadeiras razões da crise grega? Porque é que durante estes 8 meses nunca o Syriza aceitou que são os gregos e só eles o culpados pelo estado em que se encontra o país, colocando as culpas todas nos seus parceiros europeus, que tudo fizeram (e estão a fazer) para ajudar o povo grego?

Um texto que em 10 pontos resumidos e numa linguagem clara, mostra porque é que em tão pouco tempo a Grécia vai para o terceiro resgate financeiro:

«A Grécia é não só um país falido, mas também uma das economias mais pobres e menos desenvolvidas da Europa desde há décadas. E isto, curiosamente, seguindo os ditames da esquerda radical - posto que o Estado grego caracterizou-se por ser um dos mais intervencionistas da Europa (estava no 100º lugar mundial da fragilidade de fazer negócios quando começou a crise do euro) e com um dos mais elevados níveis de gastos públicos.
A origem da tragédia grega, ao contrário do que defendem o Syriza e o Podemos, não reside na austeridade, mas sim no enorme e insustentável setor público. A Grécia foi o país da UE que mais aumentou o seu gasto público real (cerca de 80% entre 1996 e 2008) e a sua divida pública (400% superior à receita pública de 2011) desde os felizes anos da bolha de crédito. Mas estes grandes números, sendo relevantes, traduzem-se também em factos muito concretos, cuja realidade ocultam habilmente os partidos como o Syriza ou o Podemos em Espanha.
Em seguida, resumem-se as dez grandes vergonhas Gregas que a esquerda europeia se nega a reconhecer. A ruina grega é uma história cheia de mentiras, desperdícios e uma enorme hipocrisia.
1 – Mentiram sobre o défice público
O primeiro facto a assinalar é que os políticos gregos ocultaram o seu défice público real durante anos. Quando o novo governo chegou a Atenas em 2009, encontrou-se com um perdão fiscal correspondente a 14% do PIB, em oposição aos dados oficiais de Bruxelas que era de 3.7%.
De um dia para o outro, o défice passou de 7000 para 30000 milhões de euros, quase quatro vezes mais. Este manifesto embuste evidencia a enorme irresponsabilidade política dos diferentes governos gregos.
2 – Atenas recorreu à banca de investimento
A esquerda descarrega constantemente contra os mercados, em geral, e a malvada banca de investimento, em particular, mas esquecem-se que a sua admirada Grécia recorreu aos financiamentos de Wall Street para ocultar as suas contas desastrosas.
O anterior governo presidido por Yorgos Papandreu reconheceu que a Grécia mentiu nas contas do défice e da dívida para entrar no euro, oferecendo dados falsos até 2009, valendo-se, entre outros, dos serviços da Goldman Sachs. Com isto assinala-se que o actual Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dirigia as operações da Goldman Sachs na Europa em 2002, quando a Grécia iniciou as suas operações fraudulentas de engenharia financeira.
3 – O Estado causou a falência da banca
Outra verdade é que, no caso da Grécia, a falência da banca grega foi responsabilidade direta do Estado grego, e não o contrário. As entidades bancárias foram encarregadas da dívida pública grega durante os anos da bolha para financiar o enorme e sumptuoso gasto de diversos governos. Por isso, a banca grega entrou em falência quando se removeu 50% dos títulos gregos nas mãos dos credores privados em 2011, após o acordo do 2º plano de resgate da Troika.
Posteriormente, a  Europa teve de injectar dinheiro extra para salvar os depósitos gregos. Isto é, os depositantes gregos foram resgatados com o dinheiro dos contribuintes europeus através da Troika, depois da insolvência de Atenas, que arrastou a banca para a falência.
4 – Vida a correr bem, mas com dinheiro dos outros
Durante a bolha a Grécia viveu muito acima das suas possibilidades reais, recorrendo a uma prodigiosa dívida pública para poder financiar esse nível intolerável de gastos. Mais de metade da economia grega dependia, de uma ou outra forma, do maná estatal, criando assim uma grande estrutura clientelar à base de “jobs for the boys”, corrupção, subvenções.
Seguem alguns exemplos:
Durante anos, e tendo um PIB per capita muito inferior ao de Espanha, o salário mínimo grego era 50% superior.
Durante décadas, quando um partido chegava ao poder colocava pessoas no sector público a troco dos seus votos, acrescentando de forma insustentável a pandilha estatal.
O Hospital Evagelismos, um dos principais de Atenas, por exemplo, chegou a ter 45 jardineiros para cuidar de quatro jarras na sua entrada; alguns organismos públicos contavam com 50 condutores por carro, um antigo ministro da agricultura criou uma unidade não contabilizada de 270 pessoas para digitalizar as fotografias das terras públicas gregas, sem que nenhum dos contratados tivesse experiência na fotografia digital, pois eram carteiros, cabeleireiros, agricultores e em geral filiados no partido…
O gasto em educação, saúde e políticas sociais, foi de longe a que mais aumentou até ao estalar da crise da dívida, superando os 31% do PIB em 2012.
Além disso, a Grécia, essa grande referência da esquerda radical, era o país da UE que mais dinheiro destinava a gastos militares antes da crise, com uma média superior a 4% do PIB.
5 – Excesso de funcionários e ineficiência
O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.
– Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha; os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil; mas se somarmos os contratos a termo, o valor superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e quase 20% da força laboral do país.
– Ganhavam em média 1350 euros mensais, superando o salário médio existente do sector privado. Mas o relevante era que o lucro dos funcionários públicos era muito maior: além de receberem 2 salários extra, recebiam bónus e recomendações adicionais citando todo o tipo de desculpas, como chegar ao trabalho no tempo previsto, apresentar-se correctamente vestido, usar o computador ou falar línguas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um bónus por trabalharem ao ar livre.
– Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber de média mais de 70 mil euros anuais, enquanto os alemães recebiam 50 mil euros anuais.
– Mesmo assim, os funcionários também recebiam uma pensão vitalícia de 1000 euros mensais para as filhas solteiras de empregados falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.
– Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que melhores notas tinha nos exames de PISA referentes à qualidade educativa, mas essa superabundância de docentes só serviu para o país estar entre os piores países com pior nível de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam os seus filhos para escolas públicas, tinham que contratar professores particulares de reforço.
– Outro dado curioso é que na Saúde Pública a Grécia era a que mais gastava em consumos intermédios, superando a média da UE, sem que os gregos tivessem mais doentes que os restantes europeus. Motivo? Um dos muitos escândalos destapados durantes os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregados com todo o tipo de material higiénico e sanitário.
6 – Empresas públicas, o cúmulo do desperdício
No entanto, para além do número desproporcionado de funcionários públicos, os seus salários ou a grave ineficiência dos seus serviços era a sua superdimensionada estrutura estatal, tendo centenas de empresas, organismos e entidades inúteis. Basta assinalar alguns exemplos para nos apercebermos do absurdo:
O salário médio da Renfe [equivalente da REFER portuguesa] grega, chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A sua receita operacional rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto os seus gastos superavam os 700 milhões.
“Há vinte anos atrás, um próspero empresário chamado Stefanos Manos, nomeado depois ministro das finanças, sugeriu que seria mais barato colocar todos os passageiros das linhas férreas gregas em táxis – continua a ser verdade.”, tal como detalha Michael Lewis no seu livro: “Boomerang: Travels in the New Third World”, onde se explica parte dos excessos gregos cometidos durante a borbulha.
O orçamento do metro de Atenas rondava os 500 milhões de euros anuais, e ganhava com a venda de bilhetes apenas 90 milhões.
A Grécia também criou um comité para gerir o Lago Kopais, mesmo estando seco desde 1930.
Após o resgate da Troika, Atenas anunciou a eliminação ou fusão de 75 organismos públicos, em que trabalhavam mais de 7 mil pessoas, e que anualmente recebiam cerca de 2700 milhões de euros (uns 386 mil euros por empregado).
7 – Reformas douradas
Até ao estalar da crise, os gregos podiam-se reformar pouco depois dos 61 anos, recebendo cerca de 96% do seu salário, sendo um dos sistemas de pensões mais generoso e insustentável da UE.
Na Grécia existiam cerca de 600 categorias laborais, que alegando motivos de saúde, poderiam optar pela reforma antecipada, estabelecida para os homens aos 55 anos e para as mulheres aos 50 anos. E entre estes últimos beneficiados havia todo o tipo de profissões, desde cabeleireiros até trompetistas, flautistas, cozinheiros, massagistas e incluindo apresentadores de TV, entre outros.
Precisamente por isso, os gregos beneficiavam da maior esperança de vida após a reforma, não por viverem mais anos, mas por se reformaram antes. Em concreto, ao passo que a  média da OCDE era de 18.5 anos, os gregos disfrutavam de 24 anos da existência plácida da reforma, sustentada por um crescente volume de dinheiro emprestado em forma de dívida pública.
Além disso, o controlo sobre a gestão das pensões era inexistente. Durante a crise, detectaram-se milhares de familiares que recebiam reforma  depois dos seus titulares terem falecido,  ou recebiam certas prestações sem terem direito a elas.
8 – Subornos e evasão fiscal
A Grécia destaca-se também por liderar todos os indicadores europeus de evasão fiscal. Antes da crise, um em cada quatro trabalhadores não pagavam nada de impostos, de modo que os cofres públicos deixavam de receber entre 15 mil a 20 mil milhões de euros ao ano.
Antes da crise, cerca de 5 mil gregos declaravam que recebiam mais de 100 mil euros por ano – isto numa população de quase 12 milhões. Lewis explica no seu livro que dois terços dos médicos não pagavam um único euro em impostos, pois nos seus rendimentos declaravam menos de 12 mil euros anuais.
Os subornos estavam na ordem do dia. Alguns estudos lembram que os gregos gastavam cerca de 800 milhões de euros em subornos, para evitar o pagamento de multas ou para que os funcionários fechassem os olhos, incluindo os inspectores fiscais. Para termos noção, o ministério das finanças despediu, há escassos anos, 70 funcionários com um ativo imobiliário médio de cerca de 1.2 milhões de euros, quando o seu salário não superava os 50 mil euros anuais.
Outro dado alarmante é que o número de trabalhadores por conta própria na Grécia era dos mais elevados da UE, não por serem especialmente empreendedores, mas pela facilidade de ocultarem dados do Fisco. Como se isso não bastasse, em anos eleitorais, como em 2009, a recolha de impostos baixava de forma substancial (cerca de 30% do PIB), pois os políticos a nível local perdoavam impostos com o objectivo de arrecadarem votos.
9 – Dívida pública exagerada
Como consequência desta farra de gastos e crescimento estatal, o país financiou-se emitindo dívida. A Grécia foi o país que mais recorreu à dívida privada durante a época da bolha financeira e com isso a sua factura anual de juros era cerca de 12% da receita pública até ao 2º resgate (em 2011 antes do resgate, chegou aos 17%), no entanto na Alemanha o valor era de 6%.
10 – Podem pagar, mas não querem
Syriza e Podemos reclamam agora um novo corte da dívida soberana, mesmo que o Estado grego se tenha endividado voluntariamente para cometer todos os excessos descritos anteriormente – em vez da Grécia assumir a responsabilidade e pagar o que deve.
Mesmo que muitos digam que é impossível, é certo, segundo o BCE, que Atenas possuiu uma enorme carteira de ativos públicos, estimada em cerca de 300 mil milhões de euros, incluindo empresas, infraestruturas, ações, participações, solo e todo o tipo de bens. A Grécia também podia vender ilhas, praias, ouro, e até monumentos, se fosse necessário, com a meta de cumprir os seus compromissos e evitar o doloroso estigma da falência e possível saída do euro.
Não seria necessário chegar tão longe, bastava que Atenas reduzisse o peso do Estado para metade (uns 60 mil milhões de euros) com a privatização das pensões, saúde e educação, e vendesse 50% dos seus ativos (outros 100 mil milhões por baixo), e a sua dívida ficaria a cerca de 70% do PIB. Além disto, unido ao compromisso do equilíbrio das contas públicas (défice zero) e um ambicioso plano de reformas para liberalizar a economia e baixar os impostos, poderia reduzir ainda mais o seu endividamento a médio prazo por via do crescimento económico. A Grécia pode pagar, só que não quer, e tudo indica que não pague.»
* Tradução do texto inicialmente publicado no LibreMercado por M. LLamas, e traduzido por Jóni Coelho e publicado por Rui Santos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Intervenção do Deputado Europeu Gonzalez Pons, sobre a situação grega e a solidariedade Europeia

Agora que a Catarina Martins e outros Syrizicos arrivistas cá do burgo, já não apoiam o Syriza, como o fizeram em Janeiro, e António Costa tudo faz para esquecer que a "vitória do Syriza era um sinal de mudança que dava força para seguir a mesma linha", mas ao mesmo tempo continuam a insistir em muitos dos pontos da receita que o Sr. Tsipras teimou em implementar na Grécia, nestes últimos 8 meses e que teve como única consequência um terceiro resgate, convém avivar a memória de alguns, para que a história não se repita, agora por cá.

Portugal e a Europa, foram solidários com a Grécia, ao contrário do que Syrizicos, tentaram fazer querer. A Grécia é que tudo fez já por 2 vezes, para não aproveitar a solidariedade Europeia. Vamos ver se à terceira é de vez e se domingo o povo grego vota por uma solução que lhes traga a estabilidade, que a Grécia, mas também a Europa, precisam.

E é bom que os portugueses não esqueçam, que Portugal emprestou quase 555 milhões de euros à Grécia em 2011 e 548 milhões no ano anterior, em 2010. Ou seja, a Grécia deve a Portugal cerca de 1.100 milhões de euros, algo como 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) anual português.

Esta intervenção do Deputado Europeu Esteban Gonzalez Pons relembra-nos algumas verdades que nunca fizeram mal a ninguém e que ajudam a não nos deixarmos embalar pelo canto das sereias “ofendidas” de esquerda e extrema esquerda em Portugal.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Até Tsipras reconhece positivamente a intervenção de Pedro Passos Coelhos. Só Costa e os nossos syrizicos é que não querem ver.


Quando até Tsipras admite que se estava num impasse, quando o nosso Primeiro Ministro fez a proposta que desbloqueou o último entrave ao acordo, António Costa continua a insistir no ataque e a recorrer à difamação e desinformação, para denegrir a actuação do governo português, que desde o principio foi sempre parte activa na procura de uma solução, tendo tido sempre uma atitude muito compreensiva e colaborativa, não deixando ao mesmo tempo de defender, e bem, os interesses nacionais. E esses nunca passaram, nem poderiam passar por empurrar a Grécia para fora do Euro.

O pior cego é aquele que não quer ver e António Costa está cego pela sua ambição desmedida de chegar a Primeiro Ministro, não hesitando em recorrer à mentira, ao populismo fácil e prometer tudo e mais alguma coisa, para atingir esses objectivos.

Algo bem diferente era António Costa preocupar-se quer com a consumação efectiva do acordo conseguido, quer principalmente com o seu cumprimento. Mas isso já não lhe interessa

Adenda: Porque alguns Syrizicos e Socialistas rejubilaram com noticias segundo as quais, o Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk apresenta uma versão diferente daquela apresentada pelo primeiro-ministro português, na passada segunda-feira, tentando desmentir o nosso Primeiro Ministro, aqui fica a prova de que Pedro Passos Coelho sempre teve razão no que afirmou e teve realmente uma intervenção importante, que desbloqueou o ultimo entrave nas negociações:

terça-feira, 14 de julho de 2015

E agora PS, o que é que querem para Portugal?


Afinal o PS e António Costa vêem agora congratularem-se com aquilo a que se sempre se opuseram: um acordo que impõe medidas de austeridade muito mais drásticas do que aquelas que os gregos recusaram por expressiva maioria (61%) a 5 de Julho. Mas este acordo vai levar a Grécia a um 3º resgate internacional, algo que verdade seja dita o PS sempre defendeu para Portugal, que poderá atingir os 86 mil milhões de euro, superior ao que Portugal se viu obrigado a assinar em 2011 (78 mil milhões de euro), era o PS governo.

Percebem-se agora de forma claríssima as palavras de António Costa, quando afirmou que a "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha". Ou seja, o que o PS e António Costa desejam é que Portugal se veja na contingencia de pedir mais um resgate internacional, voltarmos a ter a troika em Portugal, a dizer o que temos que fazer e principalmente o regresso de mais e mais dura austeridade, numa altura em que as contas do país mostram claros sinais de que vamos no caminho certo e que os sacrifícios pedidos aos portugueses ajudaram Portugal a sair de uma situação de quase bancarrota, em que os socialistas deixaram o país em 2011.

Mais, o PS continua a lidar mal com o sucesso de Portugal e dos portugueses. Depois de passar meses a afirmar que o governo português estava na linha da frente no ataque à Grécia e que era um dos principais países (se não mesmo o principal) que impedia que não se tivesse chegado mais cedo a um acordo, isolando o país na cena politica europeia, o PS não conseguiu ainda digerir que Portugal e Pedro Passos Coelho tiveram não só uma intervenção positiva, que permitiu chegar ao acordo agora alcançado, mas que tal participação foi sempre feita em total sintonia com a maioria dos parceiros europeus, não tendo estado, nem estando, Portugal isolado em algum momento.

A este propósito Ricardo Costa (irmão do outro que quer ser primeiro ministro e conhecido por não ser um simpatizante do actual governo português), resume nestes dois parágrafos de forma sucinta, mas esclarecedora, o papel de Portugal neste processo, atribuindo os louros a quem os merece e esclarecendo inequivocamente quem é que realmente sempre dificultou a obtenção deste acordo.

Mas, para a história do acordo, a proposta final teve, de facto, o contributo da delegação portuguesa. Este facto contradiz uma ideia feita, e bastante errada, que passou por colocar Portugal no pelotão da linha dura do Eurogrupo. Isso não é verdade. É certo que, numa primeira fase de conversas com a Grécia, quer Portugal quer, sobretudo, Espanha se opuseram a soluções fáceis, porque isso poria em causa as suas estratégias de ajustamento e de posicionamento eleitoral a meses de eleições nacionais. Mas é ainda mais certo que essas “soluções fáceis” nunca teriam o apoio da verdadeira linha dura do Eurogrupo.


Só quem não conhece bem as tensões políticas da Zona Euro é que podia achar que seriam Portugal ou Espanha a impedir um acordo com a Grécia. As dificuldades mais sérias sempre foram com a Alemanha, a Finlândia, a Holanda, os Estados Bálticos, a Áustria ou a Eslováquia.

Só falta agora o PS e António Costa, mas também Catarina Martins e os nossos syrizicos , virem de uma vez por todas esclarecer os portugueses se as condições do acordo agora conseguido por Alexis Tsipras, é ou não o caminho que defendem para Portugal, como têm vindo permanentemente insistindo.

domingo, 12 de julho de 2015

E que tal porem os gregos a pagar impostos como deve ser?

Andam para aí uns esquerdoides irresponsáveis a falarem em perdoar parte da divida aos gregos (esquecendo-se que já lhes perdoaram em 2012 [o famoso hair-cut] 107 mil milhões de euro, mais do que o valor do nosso resgate de 78 mil milhões de euro em 2001) a lamentarem-se que os gregos são uns coitadinhos, que a Europa deve ser solidária com o povo grego (ainda mais do que tem sido), que até são os que trabalham mais horas na Europa, e que é o país europeu com maior taxa de desemprego (26%)....

E que tal porem os gregos a pagar impostos e a pagarem eles próprios os seus desvarios?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Foi bonita a festa, pá

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
(...)
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Como dizia ontem Guy Verhofstadt a Alexis Tsipras “Não seja um falso profeta e apresente as reformas”, e "não traias o teu povo" e a confiança que depositou em si.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Grande discurso. O que Tsipras não pensava ouvir na primeira presença no Parlamento Europeu

Isto sim é politica! Para os que gostam e vivem a política, um discurso a guardar e recordar.

Hoje no parlamento Europeu, GuyVerhofstadt - líder do ALDE Group – Liberals and Democrats in the European Parliament, em 8 minutos disse frente a frente a Alexis Tsipras, o que ele nunca pensou ouvir, no dia em que finalmente resolveu enfrentar os eleitos democraticamente pelos Europeus.

Sempre com um sorriso, Guy Verhofstadt, ao mesmo tempo que reconhecia os enormes esforços feitos pelo povo grego, e a redobrada legitimidade dada pela vitória no referendo do passado domingo, não deixou de aconselhar e de confrontar frontalmente Alexis Tsipras com a necessidade de um plano de ação claro e concreto. “Há cinco anos que caminhamos como sonâmbulos em direção ao Grexit (à saída da Grécia da zona euro) com a ajuda e o apoio da extrema-direita. E nos últimos meses já não caminhamos, mas corremos em direção a uma saída do euro”. “Não vai ser você, nem vamos ser nós a pagar a conta. Serão os cidadãos gregos que vão sofrer os custos da Grexit”, afirmou. Verhofstadt também aconselhou Tsipras a ser um verdadeiro revolucionário e a acabar os os privilégios no seu país



Um discurso que António Costa, Catarina Martins e os syrizicos cá do burgo, deveriam ouvir atentamente.

O discurso de Guy Verhofstadt, já tem mais de 1.500.000 de visualizações no Facebook.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A crise da dívida grega explicada em dois minutos

De que serviu afinal o referendo grego?

O respeito pelas decisões dos gregos, principalmente quando tomadas de uma forma democrática e sufragadas de forma inequívoca, é algo que ninguém nem nenhum governo deve colocar em causa.

Por outro os gregos não se podem esquecer, que os seus parceiros europeus, aqueles com quem têm que negociar - os credores - também foram eleitos democraticamente e também têm que respeitar as decisões dos seus eleitores, que são contrárias às pretensões gregas

E se ontem foi sem dúvida nenhuma uma noite de euforia para os gregos, a realidade é bem mais dura, e os dias que se avizinham, ao contrário do que Tsipras prometeu aos gregos na última semana, avizinham-se cheios de dificuldades. Se não vejamos:



O futuro não se advinha fácil para os gregos. Para o bem da Grécia e da Europa, espero que o real resultado do referendo criado pelo Syriza - a demissão forçada de Varoufakis - abra portas a um entendimento entre os gregos e os credores.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quanto é que os gregos nos devem?

Para que os nossos syrizicos não se esqueçam, é bom lembrar que quando falam em renegociação da divida grega (leia-se perdão da dívida), os gregos nos devem qualquer coisa como 4,8 mil milhões de euros, aproximadamente 2,8% do PIB, que se não pagarem (em parte ou na totalidade) teremos que ser todos nós a pagar (leia-se mais austeridade).

NÃO...NÃO...E NÃO !!!!!

O povo grego votou de forma inequívoca: 61,3% disseram NÃO à austeridade. Mas este não à austeridade significa verdadeiramente o quê? Um não à Europa?

O governo grego tem afirmado repetidamente que a Grécia fica na Europa e no Euro, fosse qual fosse o resultado do referendo deste domingo. O primeiro ministro Tsipras, mal foi conhecida a vitória do não, apressou-se a comunicar que vai "regressar amanhã à mesa das negociações com o objetivo de estabilizar o sistema bancário (que está sem liquidez) e a economia". Mas Alexis Tsipras foi mais longe ao afirmar que "A questão da dívida vai estar na mesa das negociações, na sequência do relatório do FMI [em que um dos cenários admitidos elencava uma redução da dívida grega]". Este argumento também foi mencionado pelo ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, numa declaração à imprensa sobre os resultados do referendo, antes de Tsipras ter falado.

Ou seja, o que o governo grego quer é o melhor de dois mundos: permanecer activamente na Europa e usufruir da sua solidariedade (leia-se mais dinheiro), mas ao mesmo tempo que lhe seja perdoada parte da divida.




Porque não esperem os gregos que o tão apregoado fim da austeridade, que o Syriza tanto prometeu na campanha eleitoral e que neste referendo reiterou, vai acabar só porque uma larguíssima maioria do povo votou não. Ao prometer voltar às negociações, a dupla Tsipras e Varoufakis só se esqueceu de dizer aos gregos, que o que vai estar em cima da mesa das negociações são precisamente as medidas de austeridade, que até aqui têm sido debatidas, independentemente dos inevitáveis acertos pontuais que vierem a serem feitos, seja por parte do governo grego seja dos credores.

As afirmações do socialista Marin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, de que "Hoje é um dia difícil: existe uma maioria na Grécia e a promessa do primeiro-ministro Tsipras ao povo grego de que com o Não a posição da Grécia para negociar um acordo melhora é, a meu ver, falsa”, são reveladoras dos difíceis tempos que se avizinham para os gregos.

Respeito a decisão dos gregos! Mas depois dos sacrifícios que Portugal e os portugueses fizeram, e com os quais obtivemos resultados completamente diferentes dos da Grécia, que nos permitem afirmar de forma categórica que Portugal não é a Grécia, subscrevo o que o meu amigo Paulo Bento escreveu no Facebook: "A de que NÃO ESTOU DISPOSTO A PAGAR MAIS UM CÊNTIMO DE IMPOSTOS para pagar a vida que os gregos querem levar.

Quando se tomam decisões, tem de se saber assumi-las.

Por isso lhes digo...

Quando me perguntarem se estou disponível para fazer mais sacrifícios para lhes pagar as suas irresponsabilidades, responderei da mesma forma que hoje votaram...

NÃO...NÃO...E NÃO !!!!!"

sábado, 4 de julho de 2015

E quer esta gente ser governo XXVII

Seguindo a coerência já mostrada por diversas vezes dos seus amigos syrizicos gregos, António Costa, dando o dito por não dito, tenta agora a todo custo e a cada dia que passa, demarcar-se  do Syriza e do desastre em que este colocou a Grécia em apenas 6 meses.

Em Janeiro deste anos, António Costa rejubilava com a vitória do Syriza e com a derrota dos socialistas gregos do PASOK, afirmando que "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha"


Será que Costa se esquece que quem esteve à frente do Governo de Portugal, nos 6 anos anteriores á entrada da troika em Portugal, que quase nos deixou na bancarrota e à beira do está a acontecer na Grécia, foi o PS e de que num desses 2 governos ele próprio era o número 2?

Será que Costa ainda não percebeu que Portugal não é realmente a Grécia, e que apenas graças à determinação do actual governo PSD-CDS, liderado por Pedro Passos Coelho, e aos sacrifícios dos portugueses, é que "Portugal já terminou o programa com a 'troika', Portugal não teve programa cautelar, não pediu mais dinheiro, não pediu mais tempo. O país vai ter um défice inferior a 3%, pela primeira vez ficará livre de sanções ou ameaças, vai ter acesso a flexibilidade, temos o investimento a disparar, as exportações a crescer, a economia a melhorar e a criação de emprego finalmente a dar resultados positivos. Nada disto (...) tem a ver com a situação na Grécia", onde hoje já há farmácias sem alguns medicamentos, em que os limites ao levantamento de dinheiro são uma realidade e em que alimentos começam a escassear.

Mas não tenhamos dúvidas. Se o PS for governo e aplicar o que anda desesperadamente a prometer, facilmente chegaremos à situação em que o Syriza colocou a Grécia.

E quer esta gente ser governo!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

E agora Catarina e Costa o que é que têm a dizer?

Então não é que o camarada Tsipras está a queixar-se de não ter um programa de austeridade igual ao português. Ou estarei a perceber mal?

O que é que os camaradas Syrizicos cá do burgo, Catarina Martins e A. Costa (para quem a Vitória do Syriza era um sinal de mudança que incentivava a seguir a mesma linha), têm a dizer a isto?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Grécia à beira do abismo?


É altura para se perguntar onde andam aqueles que tanto festejaram a vitória do Syriza e que andam casa vez mais calados. Onde andam os 70 marretas do manifesto que defendiam a reestruturação da nossa dívida, como a única cura de todos os nossos problemas?

Lembram-se do que disse António Costa, na noite de 25 de Janeiro, após a vitória do Syriza? Vale sempre a pena recordar, o que aqueles que querem governar o nosso país, diziam nessa altura e o que desejavam para Portugal:



domingo, 15 de março de 2015

Arrependido?

Varoufakis arrependido? De quê? De não cumprir com o que prometeu? De ameaçar congelar promessas eleitorais? De se ter coligado com um partido da direita nacionalista, que ameça agora permitir uma invasão da Europa por imigrantes ilegais e terroristas? Do cachecol Burberrys? Da crise humanitária que afirma existir na Grécia, mas que pela forma como resolveu mostrar que vive, é algo que não sabe o que é?

Arrependidos devem estar é as Catarinas Martins desde país e principalmente o António Costa, pelo silêncio cada vez mais profundo a que se remetem, sobre as virtudes que o resultado das eleições gregas traria para Portugal e para a Europa, depois de se terem associado e rejubilado com a vitoria eleitoral do Syriza.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Garcia Pereira, os traidores do Syriza e o imperialismo

Uma traição que é uma tragédia grega! - Garcia Pereira no seu melhor

"O que está aqui em causa e é cada vez mais claro, é que o governo do Syriza que foi eleito com um conjunto de promessas, designadamente cortar com a União Europeia, cortar com o Euro e não aceitar mais uma única medida de austeridade, que chegou ao poder com o voto dos gregos (...) já depois de eleito teve um apoio de cerca de 81% da população grega.

E depois o que está a fazer neste momento, não obstante uma operação de cosmética, que torna isto ainda mais repugnante é um simples mudar de nomes. Deixa-se de falar na troika para se falar nas instituições, não se fala em credores fala-se em parceiros, mas de facto o que está aqui em causa é um novo memorando, um novo programa de resgate da Grécia e a cedência em toda a linha ao imperialismo". (Em Foco, Económico TV, 24-2-2015)

Depois de um discurso destes, que de democrata nada tem e que, apesar de dar vontade de rir, é um de radicalismo extremo, até os Syrizicos portugueses, parecem de direita.

Em resumo, segundo Garcia Pereira, o novo governo grego mais não é que um grupo de oportunistas, cobardes e mentirosos. Só faltou chamar-lhes de fascistas. Enfim o habitual discurso do MRPP, que me faz lembrar os tempos da "libertação imediata do camarada Arnaldo Matos". Quase 40 anos depois, o MRPP mantem-se fiel à sua cassete, e ao contrário do BE (e até  do PS), que não hesitaram em colarem-se à vitória do Syriza no dia das eleições, encara com frontalidade que o Syriza que ganhou as eleições há um mês atrás, não é o mesmo de hoje. E ainda bem, digo eu.

A necessidade de tomar decisões, obrigou o Syriza a mudar o seu discurso e as suas prioridades. Numa palavra a recuar. Ainda bem que o bom senso imperou, pelo menos para já, entre as instituições e a Grécia. É bom para os gregos, mas acima de tudo é bom para a Europa.