Mostrar mensagens com a etiqueta Jardim do Arco Cego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jardim do Arco Cego. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Apresentação do plano arquitetónico para a antiga Gare do Arco do Cego

 
Estive presente na passada segunda-feira na apresentação do projecto de arquitectura desenvolvido para a antiga Gare do Arco do Cego, que irá acolher o futuro Técnico Learning Center. Um projecto de arquitectura simples, mas funcional e que na sua essência salvaguarda o ambiente e os valores da memória e do passado novecentista do edifício.

"A reabilitação da antiga gare do Arco do Cego, cujo direito de superfície foi cedido ao IST pela Câmara Municipal de Lisboa, representa a mais importante iniciativa infraestrutural executada pela escola no campus histórico da Alameda em várias décadas".

Nestas novas instalações, abertas à cidade e à sociedade civil, como referiu o Professor Arlindo Oliveira, Presidente do IST,  pretende-se criar um espaço de grande qualidade para a comunidade académica e científica, aberto 24 horas por dia. Estas instalações, darão apoio a actividades que estimulem a interligação entre a comunidade estudantil, as empresas e a sociedade.

Será também instalado neste local, numa área de 695 m2 (cerca de 20% da área da antiga gare) o primeiro posto de socorro avançado do Regimento de Sapadores Bombeiros, construído a expensas do IST. Este posto avançado, irá substituir o actual quartel na Av. Defensores de Chaves, uma área enorme, no centro de Lisboa extremamente apetecível para construção, que inclui além do edifício propriamente dito, uma parada e uma torre oca para treinos. Sobre o futuro deste espaço, julgo que nada se sabe por enquanto, mas será fácil de imaginar que infelizmente o seu desmantelamento e substituição por mais um projecto imobiliário, será o futuro mais que provável.

Sobre o actual parque estacionamento existente no local, o projecto de arquitectura agora apresentado nada mostra e na apresentação do mesmo nada foi referido, mas o jornal Público afirma que será transferido para o subsolo. Este estacionamento subterrâneo foi aprovado em reunião de Câmara de 24-10-2012 (proposta 601/2012) e deverá ser uma peça importante e fundamental deste projecto, não só para colmatar a perda dos lugares actualmente existentes na antiga gare do Arco Cego, mas também para responder à procura de estacionamento extra, que o equipamento agora apresentado irá provocar na zona.

Outra diferença substancial entre o estudo prévio agora apresentado e a proposta camarária 602/2012, aprovada também na reunião de 24-10-2012, diz respeito à área envolvente à antiga gare. Previa essa proposta que:

O Instituto Superior Técnico fica obrigado a realizar os arranjos exteriores, tanto das parcelas assinaladas a orla verde na Planta n.o 12/085/DPSVP, consideradas como áreas non aedificandi, responsabilizando-se pelo projeto e construção do jardim envolvente ao edifício da Gare, bem como, do acesso ao espaço para serviços municipais de proteção civil, assinalado a orla laranja na mesma planta, totalizando uma área até 2.900m2, considerando os seguintes trabalhos (cf.Anexo II e IV que se dão por integralmente reproduzidos e fazem parte integrante da presente proposta): a) Impermeabilização e isolamentos sobre enchimento e camada de forma; b) Rede de drenagem, rede de rega e rede de incêndios; c) Terra vegetal para áreas ajardinadas e as áreas ajardinadas e respetivas plantações; d) Pavimentos e caminhos de superfície; e) Mobiliário urbano, guardas e iluminação;

Mais, no anexo II da proposta 602/2012, em carta do Vereador Manuel Salgado dirigida ao Presidente do IST, datada de 11-6-2012 é claramente dito que "Será da responsabilidade do IST (conforme email enviado em 14.03.2012) projectar e construir o jardim envolvente ao edifício da gare, com área aproximada de 2.900,00 m2"

Apesar de no estudo prévio de arquitectura agora apresentado ser afirmado que "Os arranjos exteriores da área de intervenção abrangem uma área 2900 m2 sendo necessárias intervenções a nível de impermeabilização, infraestruturação, tratamento de áreas ajardinadas, pavimentação e colocação de mobiliário urbano", em todas as imagens apresentadas a zona envolvente ao edifício apresenta-se totalmente coberta por calçada portuguesa, havendo até imagens em que parte da zona relvada do actual jardim é substituída por calçada portuguesa. Ora esta situação não só está de acordo com o aprovado em reunião de câmara, como é inaceitável a diminuição da área verde actualmente existente.

Por outro lado, a construção deste Learning Center irá aumentar substancialmente a carga humana a que diariamente o Jardim do Arco Cego já está hoje em dia sujeito, e que não sendo o único factor que contribui para o estado que desde há muito apresenta é certamente o principal, pelo que o aumento previsível de pessoas a usufruir deste jardim, que é sem dúvida um enorme sucesso, só contribuirá para uma maior degradação do mesmo. Convém pois desde já, acautelar esta situação e tomar medidas de que o IST não se deverá alhear, para se evitar uma maior degradação do jardim.

Aquando do aparecimento das primeiras noticias sobre este projecto em 2011, houve uma reacção bastante positiva por parte de moradores e comerciantes da área envolvente, que viam no aumento de circulação de pessoas durante 24 horas, por um lado um aumento da segurança, principalmente no período nocturno, e por outro uma possibilidade de aumento do negócio, no caso dos comerciantes.

Mas se esta apresentação foi dirigida para a comunidade académica e empresarial, é importante promover uma apresentação à população e autarcas, no sentido de envolver a comunidade local neste projecto, como tão bem fez questão de frizar por diversas vezes o Professor Arlindo Oliveira, com quem tive oportunidade de trocar umas breves palavras no final da sessão e que se mostrou totalmente aberto e interessado numa apresentação nesses moldes, e que poderá ao mesmo tempo ser um momento para esclarecer as questões que atrás levantei.

O IST conta lançar o concurso público das obras de reconversão da antiga gare do Arco do Cego, cujo custo estimado é de 3,3 milhões de euro, no segundo semestre deste ano, prevendo estar concluídas no inicio de 2017.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Arco do Cego. O jardim da cerveja de Lisboa que é odiado pelos moradores

In I 8-5-2014
Notícia publicada já há 2 meses, mas que mantém infelizmente toda a actualidade e que o bom tempo, que finalmente parece ter chegado para ficar, só irá piorar.








quarta-feira, 25 de junho de 2014

Segurança nas Avenidas Novas

A propósito da notícia de hoje do I, intitulada "Moradores de Lisboa não querem a prostituição como vizinha", é importante não esquecermos que temos hoje nas Avenidas Novas vários problemas de Segurança que se espalham um pouco por toda a Freguesia e que tendo origens diferentes e prejudicando naturalmente também de forma diferente os moradores, afectam de forma incisiva a qualidade de vida dos mesmos.

Como é referido na noticia, também o lado patrimonial não pode ser colocado de lado, uma vez que quer no caso da noticiado, como em alguns dos outros casos o valor patrimonial dos imoveis é fortemente atingido, desvalorizando-os.

Se no caso referido na zona da Rua Rodrigo da Fonseca, que tendo antecedentes que remontam há mais 30 ou 40 anos, mas que apesar de alguma acalmia nos últimos anos, teve um inesperado e súbito agravamento desde o Verão passado e no Bairro Santos, onde as questões de segurança são já antigas, tendo mesmo levado ao encerramento de um Centro Comercial devido ao elevado número de assaltos, as outras situações são mais recentes. Se não vejamos:

 - A existência de cidadãos de leste, que apesar de irem sendo "expulsos" pela policia (com a intervenção Câmara e da Junta de Freguesia de Avenidas Novas), dos locais que vão ocupando - Quinta do Ferro, junto aos novos edifícios da EPUL da Av das Forças Armadas, nos terrenos frente ao edifício da MEO na Av Alvaro Pais, a verdade é que estes cidadão se vão mantendo na zona, sendo actualmente visíveis diariamente em vários locais do zona, como os jardins junto a Rua da Cruz Vermelha ou da Rua Julieta Ferrão ou até nos antigos terrenos do Mercado, junto à Av das Forças Armadas, provocam uma enorme sensação de insegurança aos moradores locais;

- A já famosa, pelas piores razões, "Casa de Pasto" da Rua do Arco Cego, que abrindo e fechando sem se conseguir perceber muito bem porquê e com autorização de quem, provoca largos ajuntamentos, principalmente de jovens, frequentemente superiores a mais 100 pessoas, que provocam barulho até altas horas da noite e deixando as ruas circundantes num estado imundo, com a consequente perda de qualidade de vida por parte de todos os que moram, não só junto ao prédio onde se situa o referido estabelecimento, mas também nos quarteirões circundantes;

- Na Rua Filipa de Vilhena, no quarteirão do Jardim do Arco Cego, devido principalmente ao preço a que é vendida a cerveja pelos estabelecimentos de restauração da zona, é normal durante o dia o muro do jardim na Rua Filipa de Vilhena e o próprio jardim serem "invadidos" por jovens, a maioria estudantes do IST, que deixam a rua e o jardim num estado imundo, provocando por vezes alguns desacatos que já levaram a policia a intervir e que impedem por um lado a utilização do Jardim por outros cidadãos, que não se sentem à vontade devido à enorme quantidade de lixo que estes jovens espalham pelo jardim, e por outro prejudicam o sossego dos moradores locais, uma vez que alguns dos estabelecimentos continuam a servir os clientes, até muito para lá da hora para que estão licenciados,  

- Ainda na zona do Jardim do Arco Cego a recente abertura de um bar na Av. João Crisóstomo, numa artéria que apesar dos estabelecimentos de restauração existentes há muitos anos na zona ou mesmo do Bingo, nunca teve problemas de barulho ou de insegurança permanente durante a noite, trouxe aos moradores do prédio um verdadeiro inferno, quer com a música a propagar-se por todo o prédio, quer pelo barulho provocado frequentemente pelos clientes na rua além de algum clima de insegurança, que por vezes os grupos de clientes à porta do bar  a altas horas da noite, transmitem a quem lá vive.

No Bairro Santos o sentimento de insegurança é já antigo e cresceu nos últimos meses, com o aumento de assaltos a residências particulares, com o assassinato de um morador do Bairro, bem como do barulho e assaltos a viaturas durante a noite na zona das escadinhas da Rua Francisco de Holanda para a Rua Beneficência.

Também a onda de roubos de metais, das portas dos prédios e mesmo no interior dos mesmos, que sendo transversal a toda a Freguesia, têm-se sentido mais no Bairro Azul, e na zona entre o Saldanha e o Campo Pequeno, provoca nos moradores uma enorme insegurança e no caso dos mais idosos mesmo medo, que os leva a evitarem sair de casa, principalmente a partir do meio da tarde.

Naturalmente que o que hoje é noticiado pelo I, ao concentrar numa zona só, um pouco de todos os casos que atrás relatei, a que se soma uma crescente onda de prostituição, só por si atesta bem para a gravidade da situação, com a agravante de em alguns dias da semana, de manhã à noite, os moradores serem ameaçados pelo simples facto de estarem na rua ou de quererem entrar em suas casas, exige uma intervenção que resolva urgentemente este problema, que ameaça gravemente a segurança de quem lá vive.

Uma palavra final, de satisfação, para o facto de em quase todos estes casos os moradores se terem organizado para defenderem os seus direitos e como grupo terem uma posição mais forte junto das mais variadas entidades, apresentando propostas que contribuam para uma resolução das diversas situações, mas também para a atenção que Policia, Junta de Freguesia e mesmo a Câmara, têm dado a estes casos, se bem que nem sempre com os resultados desejados e principalmente com a rapidez que se impõe.

Pessoalmente não posso deixar de sublinhar, também com muita satisfação, a intervenção activa que a Junta de Freguesia de Avenidas Novas tem tido em muitas destas situações, mostrando não só que está atenta ao que se passa na sua área geográfica e de saber ouvir os seus moradores, mas principalmente de agir rapidamente na tentativa de contribuir para a sua resolução.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vandalismo e falta de resposta da CML, no Jardim do Arco do Cego

A meio de Março, portanto já há mais de um mês, alguém (vândalos pela certa) deitou fogo a dois contentores do lixo existentes no Jardim do Arco Cego. Até há semana passada a Câmara Municipal de Lisboa, entidade que ainda tem a responsabilidade pela limpeza e manutenção do jardim, ainda não teve tempo para os substituir, apesar de diariamente ter funcionários no jardim (se calhar ainda não repararam....) e de terem limpo os restos de plástico que ficaram no chão, como pode ser vistos nas fotos.
Como por diversas vezes aqui tenho referido, este jardim é um enorme sucesso. No entanto é hoje visível que não foi projectado para uma tão grande carga de utilização, sendo cada vez mais visível a degradação provocada pela simples utilização do jardim. A isto acresce a falta de educação e civismo de muitos dos seus frequentadores, que diariamente transformam este espaço numa lixeira, apesar dos inúmeros esforços que a CML, a Associação de Moradores das Avenidas Novas e até iniciativas individuais, têm feito para resolver ou minorar este problema.

Dos 3 conjuntos de contentores para o lixo colocados à cerca de 4 anos, para suprir a pouca capacidade que as papeleiras existentes no jardim têm, e que na altura resolveu o problema do excesso de lixo, passou-se hoje para 10 ou 12 conjuntos. Acontece é que neste mesmo período o número de utilizadores, maioritariamente alunos do IST, aumentou muitíssimo, a que se somarmos o facto de nas redondezas se venderem imperiais a baixo custo, aliado à falta de civismo, provoca que apesar deste esforço da CML, o lixo espalhado pelo jardim (principalmente copos de plástico e garrafas de cerveja de litro) é cada vez mais.
Mas se isto só por si já não fosse suficientemente grave, temos vindo a assistir a uma degradação generalizada e gradual do jardim, a que a CML parece já não conseguir dar resposta, de que é exemplo a falta de pedras e os grafitis no muro junto à entrada da Av. João Crisóstomo, para já não falarmos nas "peladas" no relvado
Numa altura em que já está previsto que gestão deste jardim passe para a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, espero que antes a CML, arranje todos os pontos do jardim que apresentam degradação, seja ela provocada pela simples utilização seja fruto de atos de vandalismo e não passe essa responsabilidade para a Junta de Freguesia, como quem "sacode a água do capote", de forma a que não seja a freguesia a pagar pelos erros, inércia e incompetência da CML.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cerveja barata + falta de educação e civismo = lixo!

In blog O Corvo 19-2-2014
Sobre o problema da falta de civismo, maioritariamente de alunos do Instituto Superior Técnico, que faz com que o magnifico jardim do Arco Cego, esteja em parte, mas permanentemente transformado em lixeira, o blog O Corvo publica hoje um post que apenas vem comprovar aquilo que a Associação de Moradores das Avenidas Novas há muito vem denunciando e alertando - a venda a baixo preço e até fora de horas, de cerveja, cujos copos ficam espalhados no jardim, provocando o espectáculo que a imagem mostra.




E o mais grave de tudo, é que isto é provocado maioritariamente por alunos do IST, de quem seria de esperar uma consciência ambiental e uma educação própria de quem chega ao ensino superior, depois de pelo menos 12 anos de estudos, mas que infelizmente aquilo que demonstram é precisamente o contrário, um comportamento de quem não respeita nada nem ninguém. Será esta a tão falada, geração rasca, que só julga ter direitos e nenhumas obrigações para com a sociedade em que vive, fazendo com que um espaço magnifico como o jardim do Arco Cego, pareça por vezes uma lixeira a céu aberto, onde não raras vezes são visíveis ratazanas a circularem no meio do lixo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

E o lixo continua no Jardim Gomes de Amorim

Nem as obras ilegais e eleitoralistas promovidas pela Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima e do seu vogal engenhocas, no Jardim Gomes de Amorim, levaram a que a sua atitude relativamente à limpeza do mesmo mudasse. O lixo continua a ficar amontoado em sacos plásticos, vários dias seguidos, até que alguém se lembre de os retirar. Os que se vêm nesta foto, já lá estão pelo menos há 2 dias.

Mas nem a proximidade das eleições autárquicas fez com esta gente fizesse um esforço para melhorar a limpeza deste jardim, como ainda conseguiram fazer pior. Como é bem visível nesta outra foto, chegamos ao ponto de retirar os sacos com lixo das papeleiras e a deixa-los ao lado das mesmas. Uma vergonha.

A senhora Presidente de Junta, que agora se recandidata como independente, costuma dizer que "gere a Junta como gere a sua casa". Se na sua casa a limpeza é tratada como ela trata a limpeza dos jardins que estão sua a sua responsabilidade, nem quero imaginar como estará a sua casa.

Como já aqui referi por diversas vezes, compreende-se cada vez melhor porque é que o PSD retirou o apoio a esta Senhora e não aceitou recandidata-la mais uma vez. Precisamos de quem trate e mantenha limpos os nossos jardins, todos os dias do ano. Que façam dos nossos jardins lugares aprazíveis e de lazer para a nossa população.

Na Lista da Coligação Sentir Lisboa (PSD / CDS / MPT), encabeçada pelo Daniel Gonçalves, temos pessoas conhecedoras, com experiência e provas dadas na gestão dos espaços verdes da Freguesia, e que quando tiveram essa responsabilidade, os nossos espaços verdes, eram lugares de lazer aprazíveis.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Jardim do Arco Cego - Do sucesso à falta de civismo

Ninguém pode, hoje, negar que este Jardim é um enorme sucesso. No entanto é também visível por todos, que o mesmo não está preparado para a utilização intensiva a que tem estado sujeito.

As recentes alterações introduzidas na sua manutenção pela CML - aumento de contentores para depositar o lixo, arranjo do relvado junto aos bancos a alargamento do horário dos responsáveis pela sua limpeza e manutenção, apenas resolvem uma parte dos problemas.

A falta de civismo de muito dos seus utilizadores, com destaque para muitos alunos do IST, que não são capazes de colocar o lixo nos contentores e os donos dos cães que lamentavelmente continuam a utilizar o relvado como casa de banho dos mesmos, impedem que este se mantenha limpo.

Espero que a acção de sensibilização da CML, que está a decorrer junto dos comerciantes locais e dos utilizadores do Jardim, com especial enfoque nos alunos do IST e que conta com o apoio e colaboração da Associação de Moradores das Avenidas Novas, Associação de Estudantes do IST e Juntas de Freguesias de Nossa Senhora de Fátima e de São João de Deus, produza resultados positivos.

Esta campanha só foi possível devido à iniciativa da Associação de Moradores das Avenidas Novas junto da CML, no sentido de resolver o problema da poluição orgânica e inorgânica do Jardim do Arco do Cego, que tem afastado muitos frequentadores, principalmente moradores da zona, desse espaço verde que deveria ser de eleição.

No entanto, julgo serem necessárias algumas medidas repressivas junto daqueles que julgam que o Jardim é só deles, que podem fazer o que muito bem lhes apetece, assim como  intensificar as medidas de manutenção de forma a evitar o natural desgaste provocado pela intensa utilização, que provoca desde peladas no relvado a buracos juntos à zona dos bancos. 

Imagens de 12-10-2012, ao final da tarde

domingo, 14 de outubro de 2012

A informção escrita da Senhora Presidente de Junta de Nª Srª de Fátima e a Associação de Moradores das Avenidas Novas

Na última Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, a Senhora Presidente  da Junta apresentou à Assembleia um documento, que alguém lhe terá escrito, e ao qual muito pomposamente chamou de "Informação escrita da Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima à Assembleia de Freguesia de 28-Setembro-2012".

A figura da Informação Escrita do Presidente da Junta, obrigatória em todas as Assembleias Ordinárias, deve relatar a "actividade por si ou pela junta exercida, no âmbito da competência própria ou delegada, bem como da situação financeira da freguesia" (alinea o, nº 1 do artº 17º da lei 5A de 2002).

No entanto, ao analisarmos aquela que foi apresentada pela Presidente da Junta, verificamos que quanto à situação financeira da freguesia, nada se diz, pois a Senhora Presidente continua a entender que está acima da lei e como tal recusa-se a dar conhecimento dela, apesar de já ter sido fortemente criticada e condenada pela sua actuação na auditoria de 2011 do Tribunal de Contas.

Já em relação à actividade da Junta, verifica-se que ela é diminuta (para não dizer nula), reduzindo-se esta informação escrita a um desenrolar de desculpas a justificar a falta de trabalho, junto a um manifesto de apoio à Câmara Municipal, no que respeita à introdução de parquímetros no Bairro Santos e no que toca às intenções do Vereador Nunes da Silva para a Avenidas Novas, demonstrando de forma clara que a Junta continua a ignorar totalmente a opinião dos moradores. 

Por fim, resulta clara uma tentativa de branquear a falta de iniciativa da Junta e a ausência em reuniões no toca ao jardim do Arco Cego. É preciso não ter vergonha nenhuma para escrever que o Jardim do Arco Cego será "objecto de campanha de sensibilização conjunta entre a CML e a Junta". O que é que a Junta fez para tal? NADA!

Conforme pode ser lido na Informação à população distribuída na Assembleia de Freguesia, a campanha de sensibilização que está a decorrer na zona do jardim do Arco Cego, teve como ponto de partida uma reunião, solicitada pela Associação de Moradores das Avenidas Novas, na qual esteve tive o prazer de participar enquanto um dos dirigentes desta, no passado dia 20 de Junho com o Senhor Director Municipal de Ambiente Urbano, Eng Ângelo Mesquita, e na qual alertámos a CML para os diversos problemas provocadas por um excesso de frequência do espaço e que está a provocar quer uma degradação do mesmo, quer principalmente a deixar o Jardim muitíssimo sujo.

A Câmara acolheu de imediato as nossas preocupações e propôs planear uma campanha de sensibilização junto dos comerciantes, público em geral e dos estudantes do IST, em particular, e de avançar também com medidas que permitissem de imediato minorar o problema do lixo.   Ficou também acordado convidar para se associarem a essa campanha a Associação de Estudantes do IST, a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, bem como a Junta de Freguesia de São João de Deus.

No entanto, e apesar de se terem realizado já  3 reuniões, a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima só compareceu a uma, pelo que só com muito descaramento pode agora a Presidente da Junta assumir como sua uma iniciativa para a qual pouco ou nada contribuiu ou contribui.

A Associação de Moradores das Avenidas Novas, que tem tido a preocupação de ouvir sempre a  população antes de tomar qualquer iniciativa ou posição, perante a postura da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, que sistematicamente a ignora, indo mesmo ao ponto de se recusar a publicar no seu site qualquer notícia em que a Associação seja referida, vê-se na obrigação de repor a verdade dos factos, tendo para isso distribuído a referida Informação à população.

Senhora Presidente, permita-me três conselhos. O primeiro que para a próxima vez peça a alguém que saiba o que é uma informação escrita, para lhe escrever uma. O segundo,  que leia sempre aquilo que lhe escrevem, para não fazer a triste figura que fez na Assembleia de Freguesia, quando concordou com a líder da bancada do PS, quando esta afirmou que deveria ser um erro o "alargar os passeios" na Av. Miguel Bombarda. É que essa é realmente a ideia do vereador Nunes da Silva para essa artéria. Por último, escreva sempre a verdade. Escreva aquilo que fez e não o que pensa fazer. Escreva aquilo que fez e não o que outros querem ou estão a fazer, principalmente se isso for contra a vontade da população. E por fim, não tente fazer suas, acções de outros. Eu sei que é difícil  mas faça um esforço ou peça aos seus dedicados e fieis assessores para o fazerem. Eles que puxem pela cabeça que é para isso que lhes paga.

domingo, 26 de agosto de 2012

Quiosques na Av. Duque de Ávila

Mais de um ano depois do prometido e quando o verão se aproxima do seu fim, finalmente abriram os 2 quiosques "bunker" da Av. Duque de Ávila.

Conseguiram os concessionários pagar o valor mensal previsto no concurso de Abril de 2011,  ou as condições mudaram? Ou será que estes quiosques terão uma curta vida? Espero que não.

domingo, 11 de setembro de 2011

Serviço público perverso

In Facebook, 8 de Setembro 2011, por Nuno Caiado Franco
Depois das obras de arranjo exterior do arco cego, terminadas quase 2 anos depois das obras do metro, eis que há um pedaço de terreno que ficou para trás. Deve haver, claro, uma excelente razão, mas qual será ela?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Av. João Crisóstomo

Era este o estado do quarteirão da Av. João Crisóstomo junto ao Jardim do Arco do Cego, hoje à hora de almoço.

Lixo, lixo e mais lixo. Esta é uma situação recorrente neste quarteirão, que passa dias e dias e às vezes mais de uma semana sem ser limpo, só assim se explicando esta nojeira e em que em dias de mais calor, como foi já o dia de hoje, o cheiro é nauseabundo.

Já agora vamos ver também para quando a limpeza das caldeiras das árvores. Da última vez que estiveram assim "floridas" atingiram mais de 1 metro de altura.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Antiga gare da estação do Arco Cego vai ser transformada num espaço polivalente

No espaço da antiga gare do Arco Cego, onde hoje funciona provisoriamente um parque de estacionamento e ainda se encontra um placard a anunciar o "Futuro espaço museológico dos transportes de Lisboa" irá nascer afinal um espaço polivalente aberto 24 horas.
Com base num acordo celebrado entre a CML e o Instituto Superior Técnico, no passado dia 27 de Maio, a universidade vai criar "um grande espaço de estudo aberto 24 horas por dia a todos os estudantes universitários de todas as universidades de Lisboa, disponibilizar ao público um conjunto de bens culturais actualmente fechados nas instalações do Técnico, através da criação de um espaço museológico dedicado à engenharia, à ciência, à tecnologia e à arquitectura. (...) Vai ser criada uma grande mediateca de âmbito cientifico e tecnológico que permita concentrar num único edifício todas as muitas bibliotecas sectoriais que se encontram espalhadas pelo campo do Técnico, colocando um enorme acervo bibliográfico do IST à disposição de um maior número de utilizadores."

Este acordo prevê ainda a construção pelo IST, a titulo de contrapartida pela cedência do espaço pela CML, de "um espaço de pelo menos de 500 m2 de área bruta a utilizar pela CML para instalar serviços de protecção civil", nomeadamente para realojar o "quartel do Regimento de Sapadores Bombeiros na Defensores de Chaves, que está muito deteriorado e que vai ser o primeiro posto urbano que vamos ter a funcionar na cidade".

Perde-se assim um espaço museológico previsto desde que começou a reabilitação da antiga estação da Carris, iniciativa do antigo Presidente da Câmara Pedro Santana Lopes, de que a parte mais visível é o jardim inaugurado em 2005, mas ganha-se um conjunto de serviços que vão trazer a esta zona da cidade novos utentes e trazer, espera-se, uma nova vida local, nomeadamente "fora de horas " e aos fins-de-semana.

Segundo o Sol, o IST espera que a obra comece em 2012.

Como já nos vêm habituando sobre tudo o que se passa na Freguesia, da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, até hoje, nem uma palavra sobre este assunto, quer em reuniões de Junta ou Assembleia de Freguesia (a última reunião decorreu a semana passada no dia 29 de Junho), quer no site quer mesmo na revista da Junta!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Av João Crisóstomo, junto ao Jardim do Arco Cego

Da mesma forma misteriosa que em Junho de 2010 apareceu, também desapareceu meses depois.

Refiro-me à paragem de autocarro da Carris, a que aqui me referi em 21 de Junho do ano passado.

Dela apenas ficou o sinal de "paragem e estacionamento proibido", que não se justifica e que apenas serve para roubar uns lugares de estacionamento e para a EMEL, sempre zelosa, passar mais umas "multas".

Ninguém vê isto!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Resposta à CML

A rápida resposta dos serviços camarários ao meu post anterior, onde a coloquei como comentário, mostra eficiência dos serviços e que os mesmos estão atentos às reclamações dos munícipes. Nesse sentido, tive oportunidade de imediatamente agradecer essa mesma rápida resposta.

Agora aquilo que não fica bem à CML, ainda por cima numa situação em que a causa nem é da sua responsabilidade directa é responder com afirmações que de todo fogem à realidade.

Dizer que “tem Divisão de Jardins efectuado alguns trabalhos como a limpeza e cortes de relva uma vez por semana”é não saber de que espaços estamos a falar ou desconhecer por completo a realidade actual desses mesmos espaços.

Quanto ao Jardim Gomes de Amorim, as fotos publicadas no post anterior, falam por si. Além do lixo, facilmente se vê que a relva não é cortada há muito mais de uma semana.

Mas temos outros exemplos. Nos espaços verdes localizados junto à Av. Das Forças Armadas (entre os nº 95 a 111), é fácil concluir pelas fotos seguintes que há várias semanas, talvez mais de 2 ou 3 meses, que nenhuma manutenção ali é feita.


Aliás nesta zona o canteiro frente aos nº 95 a 99, nunca foi alvo de manutenção desde há muitos anos, estando transformado em terra batida onde só crescem infestantes. Aliás o "mato" desse local tem sido cortado de vez enquanto pela CML, desde que o ano passado reclamei desta situação.

Também nos espaços verdes entre a Rua Julieta Ferrão e a Av. Álvaro Pais, qualquer pessoa verifica que não existe nenhuma intervenção já há várias semanas.

Retenho no entanto da resposta da CML de forma muito positiva a afirmação de que "A Junta de Freguesia prevê assegurar os trabalhos diários de manutenção a partir do fim do mês de Maio", pois os dois espaços que mais frequento, Av Forças Armadas e Jardim Gomes de Amorim, há muitos anos que não têm intervenção diária e às vezes nem semanal.

Assim colocam-se as seguintes questões:
- Não fiscaliza a CML o trabalho que é feito nos espaços protocolados?
- Não coincidindo a resposta que a CML me enviou com a realidade, será que a chefia da Divisão de Jardins julga que os seus serviços estão a assegurar os mínimos de manutenção desses espaços quando isso não é verdade?
- Uma vez que a JFNSF “não está a assegurar a manutenção dos jardins ou das áreas ajardinadas da sua responsabilidade”, se bem que temporariamente, foram devolvidas à CML as verbas proporcionais?

Senhores Presidentes (de Câmara e de Junta),
A população em geral e os moradores e utilizadores destes espaços, não querem saber de quem é a responsabilidade. Estes são espaços públicos da cidade de Lisboa e as pessoas querem é que estejam tratados para que todos se sintam bem e continuem a gostar de viver em Lisboa.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma rápida e eficaz resposta a uma reclamação de um munícipe



Na quarta-feira passada ao passar pelo jardim do Arco Cego na hora de almoço, fiquei por um lado admirado e contente ao ver as centenas de pessoas que àquela hora estavam no jardim, a larga maioria a almoçar, quer sentados dentro do jardim quer no muro da Rua Filipa de Vilhena.


Por outro lado, fiquei chocado com os montes de lixo que se viam em todo o jardim, junto das papeleiras existentes, que naquele momento provaram ser insuficientes para o movimento que o jardim tem.


 De uma coisa nunca tive dúvidas e cada vez tenho mais a certeza: Este jardim é um enorme sucesso. Mas para que o continue a ser, tem que ser bem cuidado.

Nesse mesmo dia, enviei um e-mail com algumas fotos do que vi, ao Director Municipal de Ambiente Urbano, Eng. Ângelo Mesquita, onde o alertei para esta situação que se cria à hora de almoço, principalmente nos dias de bom tempo, mas também para o estado em que se encontra o relvado junto aos bancos que estão implantados dentro do relvado, pedindo-lhe que interviesse rapidamente nestas duas situações, evitando assim uma degradação do jardim.

Não só obtive uma primeira resposta logo no dia seguinte de manhã, como hoje à hora de almoço, menos de 3 dias úteis depois de o ter alertado para este problema do lixo estavam colocados 3 blocos de contentores, junto das entradas com mais movimento, com dois contentores cada: um para plásticos e outro para indiferenciados.

Para muitos “velhos do Restelo”, esta pode não ser a solução ideal, mas é uma solução rápida e eficaz para um problema que, se nada fosse feito, facilmente se iria agravar.

Quanto à questão dos buracos provocados na relva junto de todos os bancos, foi também dada uma solução, que é naturalmente de mais difícil execução, mas que espero que muito brevemente esteja aplicada.

Esta é a diferença entre os que gostam de Lisboa e entendem as “reclamações” dos munícipes como uma forma de melhorar o bem estar da cidade, daqueles que são eleitos, mas para os quais os munícipes mais não são que uns “chatos” que só sabem criticar.

Ao Eng. Ângelo Mesquita e à DHURS, o meu Obrigado e de certeza o de todos os frequentadores do Jardim do Arco Cego, por esta rápida e eficaz intervenção.