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domingo, 5 de outubro de 2014

E com os feriados, começa o facilitismo socialista

"Esperamos que brevemente sejam restabelecidos os feriados do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro" - A isto se resume o discurso de António Costa, hoje nas comemorações do 5 de Outubro, anunciador das propostas facilitistas e populistas que se advinham e a que os socialistas já nos habituaram.

Ao contrário dos últimos 3 anos, em que no 5 de Outubro fez discursos como se fosse o líder da oposição, António Costa fez hoje um discurso politicamente menos incisivo, pode mesmo dizer-se que foi um discurso suave e anunciador da sua saída da Câmara Municipal de Lisboa. E não deixa de ser curioso, que no momento em que, na prática, já é o líder do PS e da oposição, António Costa mude a tónica do seu discurso, prova de que quando não se tem a responsabilidade que tem que ter um candidato a primeiro ministro, o discurso é bem mais fácil.

Quando se estava à espera que começasse a anunciar ao país, com seriedade, o que pensa e quais as suas propostas para o futuro do país, António Costa resume-se a propor o regresso de dois feriados. Pouco. Muito pouco, para quem quer ser primeiro ministro daqui a um ano.

Mas António Costa voltou a afirmar que "quer no país o que fez em Lisboa". Mas o que é que fez em Lisboa? A reforma administrativa de Lisboa, à qual se está sempre a referir, não é de certeza, pois essa só foi possível com a intervenção e participação decisiva do PSD, pois caso contrário o que teríamos tido era um retalhar completo da cidade, com fins claramente eleitoralistas e de consequências imprevisíveis, que era o que a proposta inicial de António Costa previa.

sábado, 4 de outubro de 2014

Mudam-se os tempos, mudam-se as prioridades

Lisboa deixou de ser uma prioridade para António Costa.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Queixinhas II

António Costa mais preocupado com a guerra interna do PS e com o debate de hoje à noite na RTP, faltou hoje mais uma vez à reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, continuando de costas voltadas para a cidade que devia governar. Mas, entretanto, não deixou de dar um puxão de orelhas ao Vereador Carlos Castro, pelas declarações de ontem, em que acusou o IPMA de ser o culpado das inundações que trouxeram o caos a Lisboa ontempor não ter previsto tanta chuva, acrescentando que a cidade teve de se preparar “à última da hora”, pois só assim se entende que hoje,  tenha vindo o dito por não dito, negando "ter acusado o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ou a Proteção Civil pelos danos causados pela chuva de segunda-feira, afirmando que deram uma “resposta notável”. “Não acusei, não me queixei, nem desconsiderei os serviços”, e até teceu elogios. É preciso ter muita lata!

Este é o resultado de uma Câmara que está sem Presidente, que mesmo numa situação extrema, apenas se limitou a fazer comentários de Coimbra, acompanhando a situação por telefone!!

Senhor Vereador, assuma as criticas que ontem fez e que todos pudemos ver e ouvir e peça desculpa pela suas lamentáveis declarações, não só de ontem, mas também de hoje.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Avisem o Costa


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Lisboa é linda

In Observador 18-8-2014
Vídeo sobre Lisboa, em 3 rápidos minutos, pela objectiva de um Polaco - Kirill Neiezhmakov, tem já mais de 135.000 visualizações no Vimeo e mais de 11.000 no You Tube, em apenas 7 dias.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

One of the most beautiful cities in the world

In The National, 20-3-2014
Lisboa continua a ser falada e elogiada por esse mundo fora. Desta vez é o The National (primeira publicação em língua Inglês de Abu Dhabi) que considera Lisboa como uma das cidades mais bonitas do mundo.


Até podemos não concordar com a opinião expressa sobre o tráfego, mas se dúvidas houvesse, de que a calçada portuguesa, a nossa calçada, é um dos elementos mais característicos e diferenciadores da nossa cidade, a fotografia que ilustra este artigo e a forma como o jornal se lhe refere, é só por si esclarecedor de que a calçada portuguesa é realmente um tesouro único:


Pena que António Costa e a maioria socialista que governa Lisboa, queiram transformar este nosso tesouro numa espécie em vias de extinção, reduzindo-a a apenas 29 locais.

Artigo na integra a ler aqui

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O chão de pedras pretas e brancas nasceu há 172 anos

In Público 5-3-2014
Um pouco de história condensada sobre o nascimento da Calçada Portuguesa, património de Lisboa, parte integrante do seu ADN e da sua história, e que de repente a CML parece querer acabar. A ler aqui

terça-feira, 8 de abril de 2014

Lisboa no The Washington Post

Lisboa continua na moda. Desta vez é o jornal norte-americano The Washington Post, que num longo artigo intitulado Falling in love, and longing, in Lisbon, da autoria de Anja Mutic, escritora e colaboradora do guia dedicado a Portugal da Lonely Planet, faz um retrato completo de Lisboa no país em que “a música marca a melancolia”. Do Terreiro do Paço, “recentemente restaurado”, a Alfama, “o mais antigo bairro da cidade”, Mutic também viaja na emblemática carreira do elétrico 28, hoje com circuito mais adaptado ao turista, mas nem por isso menos autêntica, diz Mutic.

Lisboa pode não ter os monumentos mais conhecidos da Europa, nem ser ainda uma cidade devidamente preparada para receber os que nos visitam como deve ser, mas com a sua luz, a sua cor e a sua alegria, continua a encantar e a marcar quem nos visita e que têm sido um dos seus melhores cartões de visita. 

Este é o tempo de fazer com que em Lisboa o turismo seja encarado como uma prioridade e onde o papel a desempenhar pela Câmara Municipal deverá ser fundamental ao contrário do que tem sucedido nos últimos anos.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Terreiro do Paço - o antes e o depois

Valeu a pena?
Esta é uma das obras que a dupla António Costa / Sá Fernandes deixam em Lisboa. Basta de destruírem o nosso património.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lisboa histórica e turística resumida a 29 locais

In Dinheiro Vivo 24-2-2014
Apesar de reconhecer que a grande maioria dos defeitos e problemas que ultimamente são colocados á caçada portuguesa, são devidos a uma má colocação da calçada, à utilização de materiais de inferior qualidade e a mão de obra não especializada, ao estacionamento abusivo em cima dos passeios e até, pasme-se, à falta de fiscalização, a Câmara insiste em substituir a calçada portuguesa por outros tipos de piso, como recentemente já o fez, por exemplo na Rua da Vitória, sem que a solução encontrada seja menos perigosa para os peões e até com criticas violentas de parte de um dos vereadores municipais.

Durante a discussão do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, que foi aprovado na passada semana na Assembleia Municipal, e que "prevê a substituição da calçada portuguesa, em alguns espaços da cidade, mas não revela quais são as alternativas para a substituição deste pavimento" nem identifica quais são esses locais, a Câmara sempre se defendeu, afirmando que a calçada portuguesa seria mantida nas zonas históricas e turísticas, curiosamente locais por onde a começaram a substituir por outros tipos de piso. Veja-se o caso já citado da Rua da Vitória, a Praça do Comércio ou o miradouro de Santa Catarina.

Pois bem, só agora, após a aprovação do referido Plano, é que a "Câmara Municipal de Lisboa indica os espaços onde será preservada a calçada artística. São eles:


Mas o que tem estado em cima da mesa é a calçada portuguesa como um todo e não particularmente a calçada artística, donde somos levados a concluir que a CML apenas pretende preservar alguns locais (29) onde hoje existe a calçada artística e que no resto da cidade, onde apenas existe a calçada portuguesa lisa ou branca, sejam ou não zonas históricas ou turisticas, nada irá fazer para a preservar.

Mas olhando mais atentamente para a lista dos 29 locais onde, supostamente, será preservada a calçada artística, de repente lembro-me de alguns locais onde ainda existem excelentes trabalhos de calçada artística e que não constam da lista, como a Praça do Município, Rua do Alecrim/Largo Barão de Quintela, o Largo do Carmo, o Largo e Jardim da Estrela, o Padrão dos Descobrimentos ou Praça Luis de Camões entre muitos outros. Será que à semelhança do que aconteceu na Praça do Comércio, também nestes locais a calçada artística vais ser substituída por pedra de lioz?

Na Praça do Comércio era assim. Agora só em fotografia e se não tivermos atenção, brevemente só teremos recordações do que é a magnifica calçada portuguesa, pois a intenção da CML é a de acabar com a mesma, substituindo-a por outros materiais, como a pedra de lioz ou quem sabe até se betão.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Refood aumenta a sua área de intervenção nas Avenidas Novas

A Refood vai inaugurar já na Primavera um núcleo em São Sebastião da Pedreira, passando a contar com 2 núcleos na Freguesia de Avenidas Novas.

Com este alargamento, a Refood passa a cobrir toda a Freguesia de Avenidas Novas e estou certo que a partir do momento em que a Câmara Municipal de Lisboa passe finalmente para as Juntas os meios previstos para dar cumprimento às novas competências das Juntas de Freguesia, nomeadamente na área social, a população das Avenidas Novas poderá contar com uma estreita colaboração entre as duas instituições - Refood e Junta de Freguesia.

Do Rocio à Praça de D. Pedro IV - História do mobiliário urbano numa Praça de Lisboa de 1755 a 1920

Interessante estudo da autoria de Sílvia Barradas, doutoranda na Faculdade de Belas Artes de Barcelona, sobre a história do mobiliário urbano no Rocio de 1755 a 1920 e ao mesmo tempo da evolução da própria praça, do qual tomei conhecimento através do Fórum Cidadania LX

Uma nota de curiosidade para as páginas 21 a 24 do PDF, onde se podem ver os bancos encomendados para o Rossio, no século XIX e que parecem ser semelhantes aos que ainda estão no Príncipe Real e no Largo Trindade Coelho.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Freguesias actuais e futuras

Mais de ano depois da aprovação da Lei, em 8 Novembro de 2012, que entre outros assuntos, alterou o número de Freguesias em Lisboa, de 53 para 24, o site da CML continua a apresentar os mapas das actuais e futuras Freguesias, que mais não é do que o sinal de um site espelho de uma câmara parada.

Ou sinal de que mais de um ano depois da importantíssima alteração administrativa da nossa cidade, a mesma não foi ainda bem absorvida por alguns, e que resulta na enorme confusão em que ainda está a passagem das competências previstas na Lei para as Freguesias, que deveria ter acontecido no inicio do ano e que em finais de Fevereiro ainda nada aconteceu e que está a bloquear por completo o trabalho das Freguesias.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Vereador da CML, diz que não gosta do que a Câmara fez na Rua da Vitória

In Público 11-2-2014
Num artigo hoje publicado no Público, sob o titulo "Câmara define cem acções para tornar Lisboa acessível aos que não são super-heróis" o Vereador dos Direitos Sociais (???) da Câmara Municipal de Lisboa, João Afonso, sobre o Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, afirmando que “Este não é um plano de remoção da calçada, nem um plano para alteração de pavimentos”, sempre vai afirmando que “A calçada não é um bom pavimento, um pavimento que assegure as melhores condições de acessibilidade. Só é o melhor se tivermos condições para o manter e em determinados sítios”, afirmou o vereador. Aquilo que o autarca defende é que “não há uma solução universal” para a cidade, devendo ser introduzidos diferentes pavimentos consoante as características da zona em causa.

Até poderíamos estar de acordo com o Vereador, quando dá claramente a entender que a calçada tem sido nos últimos largos anos descorada por parte da Câmara, o que tem provocado, juntamente com o estacionamento abusivo em cima dos passeios, uma degradação deste pavimento que faz parte do ADN da cidade e dado argumentos aos que defendem a sua substituição. Em conclusão a Câmara não tem investido nem na manutenção e preservação da calçada portuguesa nem na formação de bons calceteiros.

O problema começa, quando afirma que só será para manter em "alguns sítios". Quais? É legitimo perguntar, quando os locais onde a calçada tem sido recentemente substituída se situam precisamente na zona histórica da cidade, onde a mesma começou - Terreiro do Paço, Rua da Vitória e Miradouro de Santa Catarina.

Mas o mais grave é quando o Vereador tem mesmo o descaramento de afirmar, que o que a CML fez na Rua da Vitória, em que a calçada foi substituída por pedra de lioz, foi uma má escolha, "que não gosta do resultado, desde logo pela falta de aderência do piso quando chove e pelo seu custo. “Tempos de crise poderão evitar esse tipo de solução, espero”. Donte é legitimo concluir, que a solução encontrada foi cara e que será até mais perigosa para os peões do que a calçada, nomeadamente quando chove. Curiosamente dois dos argumentos utilizados, pelos que agora se lembraram de atacar a calçada.....

Pena é, que o que há muito é obvio para muita gente e tem sido alvo de inúmeras criticas, só agora, depois de gastos muitos milhares de euros, a Câmara venha reconhecer ter sido um erro. Espero que este erro sirva de lição e que a Vereação socialista que (des)governa Lisboa, reconsidere os planos que tem para paulatinamente mas em força, ir acabando com a calçada portuguesa.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

É para isto que a CML quer acabar com a calçada portuguesa

"O pavimento deve ter um acabamento não polido e garantir boa aderência, mesmo na presença de humidade ou água. Alerta-se para o facto de ocorrer um polimento rápido na calçada de vidraço ou noutros pavimentos pétreos igualmente vulneráveis ao polimento."
"O revestimento deve ter ”reflectâncias correspondentes a cores nem demasiado claras nem demasiado escuras”. Os pisos muito claros refletem muita luz, e acentuam as dificuldades de peões com alguns tipos de deficiência visual ou incapacidade de adaptação a variações bruscas de intensidade luminosa, como acontece com as pessoas mais idosas."
(Plano de acessibilidade pedonal de Lisboa/Volume 2 – Via pública – Ponto 12.4.3, página 227)

Se a isto acrescentarmos que é intenção da Câmara Municipal de Lisboa "substituir paulatinamente mas em força a quase totalidade da calçada portuguesa" preservando-a apenas, nas zonas históricas e turísticas, mas que como já nos vem habituando não cumpre o que promove, o resultado é o que podemos ver na Rua da Vitória, onde o novo piso após uma chuvada mais parece um espelho, que contradiz no essencial o previsto no Plano de acessibilidade pedonal de Lisboa, recentemente apresentado pela CML e que de certeza não evitará as quedas (bem pelo contrário), que a CML e António Costa tanto criticam na calçada portuguesa.

Foto retirada do Facebook do meu amigo Vasco Morgado.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Lisboa está entregue aos bichos

Enquanto os estrangeiros elogiam cada vez mais Lisboa, por cá há quem insista em tratá-la cada vez pior.

António Costa continua com o vergonhoso ataque à calçada portuguesa e Sá Fernandes despreza a manutenção dos espaços verdes da Cidade, enquanto continua alegremente a esbanjar dinheiro nas ciclovias, em beneficio de uma minoria e em grave prejuízo para a Lisboa. A ponte pedonal/ciclável, que está a ser construída na 2ª circular e que era suposto não ter custos para a câmara, afinal vai custar à cidade, pelo menos 465.000,00€

Lisboa vista de lá de fora

O canal norte-americano CNN elegeu recentemente Lisboa como a cidade mais cool da Europa. A revista de viagens espanhola 'Condé Nast Traveler' escolheu a Rua Augusta como uma das "31 ruas a percorrer antes de morrer". O The Guardian incluiu o Museu Berardo na lista dos 10 melhores museus gratuitos do mundo. O The Huffington Post distinguiu a estação de metro das Olaias como uma das 20 estações mais bonitas do MundoO site USiteGuides, colocou Lisboa em 4º lugar, na sua lista das 10 cidades mais bonitas do mundo

Estas são apenas algumas das referencias elogiosas de que Lisboa tem sido alvo ultimamente e que muito devem encher de orgulho os Portugueses e muito particularmente os Alfacinhas e que em parte se poderá dever à campanha promovida pela Associação de Turismo de Lisboa em 14 países europeus - “Lisbon, Unique City. Lisbon, City of Light and Sea”.

Pela mão do blog Pensar Lisboa, ficamos também a saber que Lisboa é 40ª cidade mais reputada do mundo no ranking das 100 cidades mundiais com melhor reputação, segundo os resultados do estudo City RepTrak™ 2013 promovido pelo Reputation Institute.

Num post intitulado Ten things I’ve learned about the Portuguese publicado em Março de 2013 no blog Popanth, por uma australiana que vive em Portugal, Erin Taylor, podemos ler "que todo o país se revela extremamente cuidado com "calçadas de pedra"" e que "Comparando com outros países, a investigadora diz que os portugueses são "incrivelmente dedicados" às suas cidades."

Mas enquanto isto, alguns querem e estão lentamente a substituir a calçada portuguesa em Lisboa, por outros tipos de piso, quando esta é precisamente uma das características tão própria e única de Lisboa, que é realçada e fazem de Lisboa, uma das cidades mais bonitas do mundo - The city has an unpolished, seductive appearance; an effortless beauty with captivating details such as cobbled designs, tiled façades, and pastel-colored buildings blending together to give it a singular atmosphere now lost in so many other cities.

Lisboa está na moda e isso é bom. Mas...

Apesar destes elogios, merecidos sem dúvidas, há também uma outra Lisboa que é retratada lá fora e à qual não podemos ficar indiferentes e deixarmo-nos iludir apenas pelo que de bom é dito sobre Lisboa.

Exemplo disso mesmo foi o artigo publicado pela revista boliviana 'Escape', que sob o titulo "Lisboa rachada" começa por afirmar que a "La luz de Lisboa mezcla el olor a pescado asado con los lamentos del fado, en una instantánea incompleta sin las docenas de edificios abandonados que brotan por doquier. Las calles lisboetas son un encanto para los (sin)sentidos. La decadente coquetería de la capital de Portugal es la seña de identidad que la diferencia del resto de metrópolis europeas: infinitos adoquines crudos en rúas que suben y bajan y que vuelven a subir (y a bajar), azulejos en incólumes fachadas rotas, junto a puertas y ventanas tapiadas en casas art decó o modernistas, grafitis para disimular el desamparo de las viviendas apuntaladas. Los carteles anuncian obras de rehabilitación que nunca terminan porque no empiezan. Una metáfora de lo hecho y lo que queda por hacer. De lo que fue y de lo que es. Lisboa. Ciudad resquebrajada."

O artigo continua contabilizando os cerca de 5.000 edifícios vazios, mais 8.000 em mau estado de conservação, afirmando mesmo que Lisboa parece ter saído de um conflito bélico, ilustrando o artigo apenas com fotos de prédios em ruínas e emparedados.

Quem faz uma descrição destas, se bem que com base em números que correspondem a uma realidade que sabemos ser verdadeira, não pode estar de boa fé com Lisboa.

Se queremos que Lisboa continue a ser elogiada lá fora e a ser mencionada de cidade mais bonita, mais cool, é preciso que quem a governa não se esconda atrás do que de bom é dito sobre Lisboa e ao mesmo tempo a esteja a descaracterizar, seja destruindo a calçada portuguesa, seja não agindo no sentido de reabilitar a Lisboa "resquebrajada", que não é, felizmente, a imagem de Lisboa, mas que alguns querem dar da nossa Capital.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lisboa e o trabalho do LxCRAS pela Conservação

Uma curta metragem documental sobre a biodiversidade da cidade de Lisboa e o trabalho que o LxCras tem vindo a desenvolver enquanto centro de recuperação de animais selvagens

Entre outras informações explica a existência dos periquitos de colar nas grandes urbes.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A degradação a que chegou o Campo Pequeno em apenas 8 anos

Menos de oito anos depois de ter sido reinaugurado o complexo da Praça de Touros, no Campo Pequeno, o espaço exterior circundante ao edifício, apresenta um estado de degradação inqualificável.

Dezenas e dezenas de buracos na calçada portuguesa, sinal de uma total inexistência de manutenção, que vai permitindo uma degradação maior a cada dia que passa.

As pedras que cobrem a caleira central de escoamento de águas pluviais está maioritariamente danificada, sendo vários os locais em que várias pedras vão sendo substituídas por barrotes de madeira e outra parte, que não me recordo se desde o inicio era em ferro forjado, ou se terá já sido entretanto colocado em substituição da pedra que se foi danificando. No minimo parece estranho que uma parte da caleira continue tapada por pedra e outra parte por grelhas de ferro (que diga-se em abono da verdade, apresenta melhor conservação e aspecto).

Nos diversos "muros" que delimitam as entradas no centro comercial ou as diversas escadas que existem na zona e que vão dar a lado nenhum, são inúmeras as pedras de revestimento que já caíram. Para não falarmos no cheiro nauseabundo que algumas dessas escadas exalam, fruto do uso menos próprio como WC público.

Tudo isto contribui para um aspecto de degradação, próprio do que muitos chamariam terceiro mundo, mas que se localiza bem no centro de Lisboa, em plenas Avenidas Novas, numa zona turística por excelência, com vários hotéis na proximidade e que em dias de espetáculos atrai milhares de visitantes, portugueses e estrangeiros. Para já não falarmos no enorme perigo que muitas destas situações oferecem a quem por lá circula.

De quem é a responsabilidade por este caos? Da Soc. de Reabilitação do Campo Pequeno? Da Câmara Municipal de Lisboa? Estava este enorme passeio incluído no protocolo de delegação de competências da CML na Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima?

A pergunta à qual se exige resposta é saber se alguém vai assumir as suas responsabilidades nesta situação, ou se caso a responsabilidade tenha sido até hoje da Câmara Municipal de Lisboa, se esta não vai airosamente passar este problema para a nova Junta de Freguesia das Avenidas Novas, descartando-se deste enorme problema, com a passagem de competências para as Juntas de Freguesias previstas na Lei nº 56/2012.

À Junta de Freguesia das Avenidas Novas, peço para que leve esta situação à Câmara Municipal de Lisboa, antes que lhe ofereçam este presente envenenado e pressione os responsáveis camarários para que urgentemente intervenham, seja na fiscalização e respectiva averiguação dos responsáveis, seja na recuperação do espaço, caso seja sua essa responsabilidade.

Também a limpeza da zona é algo que deixa muito a desejar. Nalguns locais o lixo acumula-se vários dias, como é visível nas fotos. Curiosamente, segundos depois de ter tirado estas fotos, uma brigada da CML, iniciou uma limpeza do espaço, mas que tal apenas aconteceu porque terá havido uma denúncia ou um pedido da Policia nessa manhã, segundo informação dos próprios funcionários municipais.

Urgente é que haja uma intervenção de fundo, que reponha a dignidade que este espaço nobre da cidade merece.

Uma palavra final para o parque infantil, que está claramente sub aproveitado e de onde desapareceu o bebedouro, ficando perigosamente à mostra a ponta do cano, num espaço frequentado por crianças e para o estado da relva junto ao campo de jogos. Não eram estes espaços cuja manutenção era da responsabilidade da anterior Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima? O que aconteceu então? Onde foi gasto o dinheiro que recebeu da CML? Também aqui a nova Junta de Freguesia das Avenidas Novas, deve tomar as devidas precauções antes de receber a responsabilidade de os manter.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pela defesa da Calçada Portuguesa

In Mar da Palha
Excelente texto em defesa da calçada portuguesa, publicado na página do Facebook - Mar da Palha, que merece uma cuidada leitura e a divulgação por todos os que consideram a proposta de substituição da calçada portuguesa, por outros tipos de pisos, que a Câmara Municipal de Lisboa, de maioria socialista, quer levar a efeito na maioria da cidade e que ao contrário do que a própria CML afirma, no plano de acessibilidade pedonal, atinge desde já as principais zonas históricas e turísticas da cidade. Um atentado à história, à tradição e à cultura da nossa Lisboa, que deve merecer a nossa repulsa e o nossa resistência.

"Todos os dias mostramos o melhor de Lisboa e não nos envolvemos em disputas políticas ou públicas. Desta vez, abrimos uma exceção.

O ataque que a calçada portuguesa tem vindo a sofrer e o que se anuncia deve mobilizar-nos a todos. A calçada portuguesa é um elemento tradicional e distintivo da cidade, que faz parte da sua identidade e ajuda a diferenciá-la, num mundo globalizado e cada vez mais uniformizado.

A calçada portuguesa é também ela responsável pela luminosidade da cidade, pelo embelezamento e dignificação do espaço público (muitas vez o único elemento em determinadas zonas modernas ou suburbanas). Acresce que torna as ruas mais frescas, o que não acontece com materiais como cimento ou alcatrão que absorvem o calor e, ao contrário destes, não impermeabiliza o solo, contribuindo para o melhor escoamento das águas. 

Os problemas normalmente associados à calçada – pedras soltas, piso escorregadio, quedas ou danos no calçado – não são uma característica do piso em si, mas da sua falta de manutenção e de tratamento. O facto de os veículos, pesados e ligeiros, estacionarem selvaticamente em cima dos passeios, o facto de as empresas que intervêm, continuamente e sem coordenação, em cabos e condutas no subsolo, sem reporem o piso ou reporem mas sem pessoal habilitado ou supervisionado, o facto de não serem formados calceteiros (perden-se o conhecimento e morrendo a profissão, colocando piso que se desfaz em semanas, o facto de não existir monitorização e substituição constante por parte de funcionários camarários, levam a que a calçada se deteriore com bastante facilidade, causando os problemas referidos.

Em muitos locais mais inclinados, nas colinas, a Câmara de Lisboa encontrou soluções para evitar quedas, como a inclusão de pedra basáltica rugosa ou escadas no passeio, bem como corrimões, com bons resultados (Chiado, Rua da Vitória, Calçada do Combro).
Quer agora a mesma autarquia limitar a calçada apenas zonas histórias e substituir nas restantes zonas. A grande dúvida será o que se entende por zona histórica e o que custará aos dinheiros públicos substituir nas restantes zonas. 

Na verdade, temos vindo a constatar a colocação de outros tipos de pisos mesmo em zonas histórias (Adamastor, Terreiro do Paço, Areeiro). Será que, além da (crescente e esmagadora) demolição de edifícios históricos que temos vindo a assistir, tanto em zonas históricas como nas zonas mais recentes da cidade (também zonas do sec XX são históricas), bem como a substituição de candeeiros e mobiliário urbano de valor mesmo em zonas antigas (ribeira das naus, adamastor, terreiro do paço) vamos também aceitar que, por vezes, o único elemento de dignificação do espaço público – a calçada – seja também substituída por cimento ou asfalto, através de critérios que apenas oferecem dúvidas?

O que justifica que zonas mais recentes da cidade não possam ter o seu espaço público com calçada? Alguém imagina o Parque das Nações sem os imensos e magníficos espaços públicos com a calçada portuguesa (que aliás, são Prémio Valmor)? E não serão esses espaços que podem atrair turistas a outras zonas da cidade que não não has habituais e mais antigas? 

Sejamos claros, Lisboa é um sucesso cada vez mais mundial porque é uma cidade diferente, com características diferentes. Vamos eliminar um dos poucos elementos distintivos e diferenciadores que nos posiciona no mundo?

É nosso dever defender o património que outras gerações nos legaram, pois somos apenas fiéis depositários e devemos transmiti-lo para o futuro. É nosso dever defender a cidade de Lisboa e contribuir para o seu sucesso no mundo, beneficiando-nos a todos."