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domingo, 8 de janeiro de 2017

A ausência de Costa no funeral de Mário Soares e o silêncio da geringonça

Lembram-se da polémica estéril que a esquerda criou em 2010, quando Cavaco Silva  não esteve presente no funeral de José Saramago?

Agora quando se trata do funeral de um ex-Presidente da República, em que independentemente  da opinião que cada um possa ter sobre Mário Soares, parece-me ser consensual que fez mais pelo país e pela democracia que Saramago (que pouco fez para unir o país, bastando para tal recordar o papel que teve enquanto director do DN entre 1974 e 1975), o Primeiro Ministro entende faltar ao seu funeral, e das esquerdas nem uma palavra se ouve.

A democracia pela qual tanto lutou, antes e depois do 25 de Abril (de que recordo apenas as manifestações/comícios de 19 de junho e de 9 de Novembro de 1975, nas quais tive o enorme prazer de ter estado presente com o meu pai) já viu dias melhores.

Enfim a geringonça no seu melhor, engolindo sapos uns atrás dos outros. Até quando?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Curiosidades de uma maioria de esquerda 2

"Mário Soares garante que “quando” o Partido Socialista (PS) vencer as próximas eleições legislativas, fazendo de António Costa primeiro-ministro, “não haverá necessidade de mais greves de comboios ou de quaisquer outros transportes" (21-4-2015)

CP, CP Carga, Metro de Lisboa e STCP são as empresas que já têm greves marcadas para este mês. (2-12-2015)

A previsão do vidente Soares, parece  comprovar-se. Costa não ganhou as eleições e portanto as greves nos transportes estão para durar.

Ou será que António Costa está a fugir ao que prometeu ao PCP, no que toca às reversões das subconcessões e privatizações, e a Inter já está a fazer marcação cerrada?

Agora só falta a Carris e a TAP marcarem uma grevesita, para compor o ramalhete.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O regresso dos Marretas

Os Marretas reuniram-se mais uma vez ontem à noite na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa e ninguém melhor que Pacheco Pereira, um dos oradores da noite, para definir o que lá se passou e ao que vêm:


Ideias não têm, apenas o dizer mal por dizer. Apenas o deitar abaixo porque sim. E o que não deixa de ser curioso, é que além da ausência dos principais dirigentes políticos de esquerda, do PS ao BE, foi o facto de a intervenção que maior destaque e ovação despertou, foi a do Marreta Pacheco, que já disse mal de tudo e de todos, que não sabe onde anda e muito menos para onde vai.

sábado, 9 de novembro de 2013

Mais uma mijadinha das esquerdas?

In Público 9-11-2013


Quando tudo indica que o País está a entrar numa recuperação, que os esforços pedidos aos portugueses começam a produzir efeitos e que o fim do programa assistência financeira é cada vez mais uma realidade, Mário Soares tenta novamente provocar a destabilização politica, que é tudo aquilo que o país não precisa. A Mário Soares o sucesso deste governo e do país são incomodos.

A este propósito e da necessidade de Mário Soares marcar o seu terreno e manter o protagonismo folclórico a que já nos habitou, relembro o que disse Daniel Oliveira, que de uma forma sintética, mas muito objectiva, definiu aquilo que se passou em Maio na Aula Magna, no então primeiro "congresso" das esquerdas:

Bem como a crónica de José António Lima, que na mesma altura relembrava os vários pseudo candidatos a candidatos presidenciais, que Mário Soares tanto gosta de lançar. Será que neste "congresso" vai lançar mais alguém, ou Sampaio da Nóvoa mantem-se na corrida?


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A curta memória de Mário Soares

O Jornal - 1 de Setembro de 1977

Este senhor é o tal 1º subscritor da carta exigindo a demissão do actual primeiro ministro. Lembram-se do que disse no passado? Pois até ele parece que se esqueceu! Sinal de avançada senilidade ou apenas vingança porque lhe tocaram no subsídio da sua fundação, que é paga com o dinheiro de todos nós?

Em Agosto de 1983, o Governo do Bloco Central, assinou um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional. Os impostos subiram, os preços dispararam, a moeda desvalorizou, o crédito acabou, o desemprego e os salários em atraso tornaram-se numa chaga social e havia bolsas de fome por todo o país. O primeiro-ministro era Mário Soares. 

Veja como o homem que hoje, sem ter ido a votos, se intitula representante do clamor popular e que com arrogância, desprezo pela Constituição e pela vontade expressa pelo povo, quer rasgar o acordo com a troika, defendia os sacrifícios pedidos aos portugueses:

Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. DN, 27 de Maio de 1984

Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. DN, 01 de Maio de 1984

Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.JN, 28 de Abril de 1984

Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal” Idem

Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possívelRTP, 1 de Junho de 1984

A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nósIdem 

Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”. Idem

O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. Idem

“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desempregoJN, 28 de Abril de 1984

O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade.Idem

Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. RTP, 1 de Junho de 1984

Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”. 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. DN, 19 de Fevereiro de 1984

A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representarRTP, 1 de Junho de 1984

A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. RTP, 31 de Maio de 1984

A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviçoLa Republica, 28 de Abril de 1984

As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”. Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuaisJN, 28 de Abril de 1984

Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”. RTP, 1 de Junho de 1984

e esta para terminar em grande:

Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”. 6 de Junho de 1984