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sábado, 17 de outubro de 2015

Será que vão matar o Camarada Garcia Pereira e o bando dos 4?

Afinal as tradições ainda são o que eram.

Esta semana o glorioso MRPP ressuscitou, fez-nos recordar os tempos do PREC nos quais se manifestavam contra tudo e todos. Trouxeram-nos à memórias velhas expressões como a da "morte aos fascistas e aos social-fascistas"


Aliás, este nobre principio da suspensão de funções dos que não cumprem com as suas obrigações partidárias, ainda para mais quando estavam reunidas as melhores "condições objectivas de sempre para alcançar os seus objectivos políticos imediatos", deveria ser pratica normal a aplicar a todos os que objectivamente e escandalosamente falharam os fins a que se propuseram. Se assim fosse, não estaria agora o país suspenso por causa das brincadeiras do camarada Costa.

Mas também deveria ser engraçado, ver a autocritica do Costa, sobre os directores de campanha que arranjou, dos cartazes de que não sabia, dos cabeças de listas que desencantou, que de cada vez que abriam a boca saía asneira, ou das invasões de palco que no final de campanha se sucediam a um ritmo vertiginoso e que de certeza contribuíram para o resultado final que obteve, mas que numa palavra mostram como estava e está impreparado para governar o país. 


Será que isto significa que vão propor a morte do Garcia Pereira e dos outros 4 camaradas do comité permanente do Comité Central?

40 anos depois do 25 de Abril o MRPP ainda é o que era, agarrado aos seus fantasmas e "democraticamente" a pedir a morte de todos os que pensam ou agem diferente deles. Será isto aceitável em democracia?

Isto é um putedo!





Há muito que o MRPP e o grande educador do proletariado português, não nos brindavam com tão deliciosa prosa.

Embora discordando ideologicamente do Camarada Arnaldo Matos, a verdade é que coloca o dedo na frida relativamente ao PC e ao BE, que depois de dizerem cobras e lagartos do PS na campanha eleitoral e de o acusarem de estar sempre do lado da direita quando esteve no governo, agora tudo parecem fazer para lhes viabilizarem um governo. Mas será que é isso mesmo que pretendem, ou estaremos assistir a uma grande farsa, em que por um lado negoceiam com o PS, e por outro, BE e PC, poucas ou nenhumas garantias de estabilidade e segurança oferecem a António Costa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Garcia Pereira, os traidores do Syriza e o imperialismo

Uma traição que é uma tragédia grega! - Garcia Pereira no seu melhor

"O que está aqui em causa e é cada vez mais claro, é que o governo do Syriza que foi eleito com um conjunto de promessas, designadamente cortar com a União Europeia, cortar com o Euro e não aceitar mais uma única medida de austeridade, que chegou ao poder com o voto dos gregos (...) já depois de eleito teve um apoio de cerca de 81% da população grega.

E depois o que está a fazer neste momento, não obstante uma operação de cosmética, que torna isto ainda mais repugnante é um simples mudar de nomes. Deixa-se de falar na troika para se falar nas instituições, não se fala em credores fala-se em parceiros, mas de facto o que está aqui em causa é um novo memorando, um novo programa de resgate da Grécia e a cedência em toda a linha ao imperialismo". (Em Foco, Económico TV, 24-2-2015)

Depois de um discurso destes, que de democrata nada tem e que, apesar de dar vontade de rir, é um de radicalismo extremo, até os Syrizicos portugueses, parecem de direita.

Em resumo, segundo Garcia Pereira, o novo governo grego mais não é que um grupo de oportunistas, cobardes e mentirosos. Só faltou chamar-lhes de fascistas. Enfim o habitual discurso do MRPP, que me faz lembrar os tempos da "libertação imediata do camarada Arnaldo Matos". Quase 40 anos depois, o MRPP mantem-se fiel à sua cassete, e ao contrário do BE (e até  do PS), que não hesitaram em colarem-se à vitória do Syriza no dia das eleições, encara com frontalidade que o Syriza que ganhou as eleições há um mês atrás, não é o mesmo de hoje. E ainda bem, digo eu.

A necessidade de tomar decisões, obrigou o Syriza a mudar o seu discurso e as suas prioridades. Numa palavra a recuar. Ainda bem que o bom senso imperou, pelo menos para já, entre as instituições e a Grécia. É bom para os gregos, mas acima de tudo é bom para a Europa.