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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Junta não apoia Arraial Popular no Bairro Santos

Na semana passada, ao sair de um restaurante no Bairro Santos, vejo colado na parte de trás de uma vitrina da Junta de Freguesia este comunicado dos “Económicos”:


Foi com total surpresa que li que a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima não vai apoiar, este ano, os tradicionais arraias populares, que nos últimos anos, pela mão dos Económicos, voltaram a animar a Freguesia em Junho e aos quais a Junta em boa ocasião se associou e apoiou.

A surpresa foi ainda maior ao saber-se que, já este ano, a Junta havia apoiado a Festa de Carnaval promovida pela actual direcção dos Económicos, que decorreu com sucesso, não havendo portanto nenhuma razão aparente para que não voltasse agora a dar o seu apoio, associando-se a esta iniciativa.

Não querendo acreditar que a Junta se afastasse desta forma de uma das actividades que nos últimos anos maior sucesso tem tido na Freguesia, fui assistir à reunião pública da Junta de Freguesia, esta segunda-feira, para ver esclarecido aquilo que para mim mais não poderia ser que um equívoco.

E qual não foi o meu espanto quando ouvi da boca da Senhora Presidente de Junta que a Junta não vai mais apoiar o “Grupo Excursionista Os Económicos” - que é na prática a única colectividade a funcionar na nossa Freguesia - sem que para tal desse qualquer justificação concreta, envolvendo-se num emaranhado de justificações que nada justificaram.

De referir que, a actual comissão administrativa dos Económicos já tem, por parte da EGEAC, o apoio e o reconhecimento necessário para que o seu Arraial seja um dos Arraiais Populares oficialmente apoiados pela EGEAC (CML), o que só por si prova a regularidade de funcionamento da Colectividade, ao contrário do que a Senhora Presidente da Junta tentou fazer crer na reunião.

Perante isto, e o silêncio dos restantes vogais, só após uma intervenção do vogal eleito pelo CDS, a senhora Presidente acedeu a dar um apoio institucional aos Económicos na organização do arraial, que mais não era que disponibilizar as 16 vitrinas da Junta para a colocação de um cartaz desde que não fosse maior que um A4.

Não posso deixar de lamentar esta postura da Senhora Presidente que, pelo que foi dito na reunião, me pareceu ter sido tomada de forma isolada e sem deliberação do Executivo. Só posso compreender esta atitude por uma de duas razões.

Uma, o facto de a pessoa que está frente dos Económicos não ser a mesma pessoa que nos últimos dois anos organizou o Arraial, e que é aquela que tem assegurado o funcionamento do Parque de Jogos da Rua Filipa da Mata.

A outra, que se prende com rumores, os quais a Senhora Presidente não desmentiu na reunião pública da Junta, de que tem estado em negociações com uma colectividade de fora da Freguesia para lhes entregar a gestão quer do Pavilhão Polidesportivo, quer do Parque de Jogos da Filipe da Mata, sem sequer ter consultado ou ouvido os Económicos, ou promovido um qualquer tipo de discussão pública, que tornasse este processo transparente.

O que não deixa de ser estranho, são as relações familiares que existem entre o Presidente da tal colectividade em relação a alguns membros da lista da Assembleia de Freguesia do PSD e de membros da Comissão Politica local do PSD que é Presidida pelo Sr. Secretário da Junta de Freguesia.

E mais ainda. Desde sempre os autarcas de Nª Srª de Fátima, incluindo a actual Senhora Presidente, sempre criticaram que o campo de jogos do Campo Pequeno fosse gerido por essa mesma colectividade, por a mesma não ser sediada na Freguesia.

E faria aqui todo o sentido ouvir os Económicos, uma vez que pelos vistos tão bem geriram em vez da Junta o Parque de Jogos da Filipa da Mata, ao ponto de nos últimos 4 anos o terem feito sem haver qualquer tipo de documento escrito a definir os termos desse acordo/protocolo. Por muito que vos espante, isto mesmo foi afirmado pela Senhora Presidente da Junta, que disse que em 2005 quando assumiu a Presidência da Junta resolveu permitir que os Económicos continuassem a gerir o Parque de Jogos, como o tinham feito nos anos anteriores, mas sem fazer nenhum acordo escrito.

Pode-se perguntar como é que não havendo nada escrito entre as duas partes eram geridos os dinheiros provenientes das receitas da utilização e de publicidade do Parque Jogos e mesmo como é que era paga a pessoa dos Económicos que todos os dias lá estava.

E assim vai a cultura e o Desporto na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima!