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domingo, 9 de abril de 2017

A Paz e a Democracia segundo o PCP

Libération 6-4-2017
Perante este bárbaro ataque com armas quimicas prepertado por Bashar Al-Assad, que vitimou 86 civis na povoação Khan Cheikhoun, por cá o PCP, na melhor tradição da sua ortodoxia, da qual não se consegue aliar, votou contra a condenação do ataque

O mesmo PCP que afirma sem margens para dúvidas que a Coreia do Norte é uma democracia, que na Venezuela é o imperialismo que está a colocar em causa o "processo democrático e progressista de afirmação soberanaque é um dos pilares que sustenta este governo. Por mais quanto tempo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Quem os viu e quem os vê

Negócios 29-10-2016
As recentes situações vividas no governo, com os casos das licenciaturas falsas declaradas por dois quadros do governo - o adjunto para os Assuntos Regionais do primeiro-ministro e o chefe de gabinete do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto - são de uma enorme gravidade. Mas teriam igualmente a mesma gravidade se tivessem acontecido num governo do PSD.

A diferença está na atitude dos geringonços, comunistas e bloquistas, para quem as situações vividas a semana passada são condenáveis mas, que com as demissões, os casos estão devidamente esclarecidos e encerrados e não se fala mais no assunto.

Agora imagine-se o que esta esquerdalha não estaria já esganiçadamente a protestar, exigindo sangue e cabeças, se os mesmos casos ocorressem num governo do PSD. Enfim, dois pesos e duas medidas, a que esta geringonça já nos vem habituando, nomeadamente com o actual silêncio dos sindicatos, sobre tudo o que se está a passar na educação, e transportes de Lisboa, para citar apenas dois exemplos.

ADENDA: "Andam por aí uns artistas do spin a tentarem fazer, pateticamente, uma analogia entre os casos das licenciaturas falsas deste Governo e o que aconteceu com Miguel Relvas. A ideia, infantil, é tentar atenuar a culpa de uns com a do outro e embrulhar tudo no mesmo.
Sejamos claros: (i) não há qualquer similitude entre as situações; (ii) as atitudes dos dois Governos são completamente diferente; (iii) o problema não é esse - e tudo isto não passa de um exercício de comunicação da Geringonça para esconder a verdadeira questão política.
(i) Relvas não alegou ter uma licenciatura sem ter obtido o título universitário. Fê-lo de acordo com as regras que a própria universidade aplicou e declarou-se licenciado com um diploma na mão
(exactamente o mesmo que fez Sócrates). Os dois boys socialistas conhecidos numa semana (até agora!) declaram TRÊS licenciaturas e não tinham nenhuma de acordo com as Universidades. Mentiram, portanto;
(ii) O Governo PSD/CDS investigou oficialmente o caso Relvas. Concluiu que a lei não tinha sido bem aplicada PELA UNIVERSIDADE e anulou administrativamente a licenciatura
(o que só não aconteceu com Sócrates, por já ter prescrito, pois as investigações também provaram irregularidades, por a Lei não ter sido aplicada correctamente). O Governo da Geringonça fez o contrário: negou, tentou esconder, mentiu, desvalorizou e agora faz spin;
(iii) O que está em causa é a distinção de atitude dos dois Governos, apesar das diferenças de gravidade dos casos. O que está em causa é que um Sec de Estado foi corrido quando informou o ministro da mentira descabelada de um boy. O que está em causa é que, a serem verdadeiras as alegações do ex-Sec de Estado, tudo indica que o ministro sabia de tudo, foi conivente e mentiu. O que está em causa é que um ministro fraquíssimo, que só se manteve no cargo até agora por se vergar à Fenprof, pode estar perto do insustentável mesmo com o apoio do dr. Nogueira. O que está em causa é que estes casos revelam a verdadeira face de quem nos (des)governa e de como estão dispostos a tudo só para se manterem no poder.
"
Carlos Abreu Amorim
Deputado do PSD

domingo, 4 de setembro de 2016

Depois do BE agora é a vez do PCP pressionar o Governo

Observador 4-9-2016
"o PCP não é uma “força de suporte ao Governo por via de um qualquer acordo de incidência parlamentar”, tendo apenas contribuído para que o “Governo [socialista] iniciasse funções e desenvolvesse a sua ação”. A independência dos comunistas mantém-se inamovível, assegurou o secretário-geral do PCP".

Mas Jerónimo de Sousa foi mais longe, e a reboque dp Bloco, reforça que "este não é um Governo do PCP, nem de esquerda" e que “As opções do PS e a sua assumida atitude de não romper com os constrangimentos externos são um grave bloqueio à resposta aos problemas do país".


Depois do Bloco, agora é a vez do PCP pressionar o Governo. O próximo orçamento de Estado, vai sem dúvida mostrar se quem governa é António Costa ou a esquerda radical que o suporta como Primeiro Ministro. Mas o próximo Orçamento vai também mostrar quem tem mais influência na geringonça: PCP ou BE.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Assim se vê a força do BE

Nos anos revolucionários do PREC, nos comícios e manifestações do PC gritava-se a plenos pulmões "assim se vê a força do PC". 

Pois é, parece realmente que a tradição já não é o que era. O camarada Jerónimo vem hoje queixar-se de ao contrário do BE, o PC não ter sido ouvido pelo PS sobre os nomes dos juízes para o Tribunal Constitucional, lamentando-se (qual Kalimero) de o PC ter sido descriminalizado.

É caso para dizer "assim se vê a força do BE". É esta gente que, nem está no governo, que nos governa! Viva a geringonça!

A tradição já não é o que era

A primeira de muitas cedências. Demorou; andou às voltas; gaguejou, mas o camarada Jerónimo lá admitiu que vem aí mais austeridade e desta vez com o beneplácito do PC.

Ou será que esta é uma estratégia do PC para conseguir distanciar-se do BE? Se assim for, não sei se lhe vai correr bem.

Vamos esperar para ver a reacção do BE. 

Decididamente a tradição já não é o que era!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Syriza apoia greve contra Syriza




Os paladinos da anti-austeridade na Grécia, são agora criticados pelos que os elegeram, por estarem a insistir na austeridade que juraram terminar. Mas o Syriza no seu habitual contorcionismo e vitimização da esquerda, apoia esta greve para arranjar mais uma desculpa para não cumprir (como é habitual nos Gregos) com os compromissos que assumiu aquando do 3º plano de resgate. Algo que parece que o PS se está a esforçar por conseguir para Portugal.

Por cá já pouco faltará para vermos o PC a apoiar e promover as greves da Intersindical, contra o Governo PS que o PC jura vir a apoiar. Vai ser interessante

domingo, 8 de novembro de 2015

Avante camarada Costa (pelo menos enquanto o sol te brilhar)

"A insurreição vitoriosa de 7 de Novembro de 1917 e o processo de construção do socialismo na Rússia e nos territórios que, em 1922, se associaram na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que se lhe seguiu, deixam aos revolucionários de todo o mundo experiências e ensinamentos preciosos: o partido, a sua organização e princípios orgânicos; o papel do Partido, da classe operária e das massas; a necessidade de alianças políticas e sociais; o desenvolvimento da teoria do Estado e da revolução; a dialética entre o geral e o particular e a questão do poder permanecem hoje como questões centrais da teoria marxista-leninista.
(...) Na etapa actual, a luta por objectivos imediatos, por uma política patriótica e de esquerda e por uma democracia avançada, que inscreva os valores de Abril no futuro de Portugal, são assumidos como parte constitutiva da luta pelo socialismo.


(...) Tal como sucedeu na Rússia em 1917, também em Portugal a construção do socialismo nascerá da combinação dialéctica entre as leis gerais do desenvolvimento social e a realidade portuguesa nos seus múltiplos e diversificados aspectos. Entre os objectivos fundamentais da revolução socialista em Portugal que o PCP aponta no seu Programa incluem-se (...) a intervenção «permanente e criadora das massas populares em todos os aspectos da vida nacional»


(...) A alteração da correlação de forças à escala internacional provocada pelo desaparecimento da URSS e do campo socialista levou a violentos recuos civilizacionais. No entanto, as lutas de hoje pelos direitos dos trabalhadores e dos povos, em defesa da paz, da soberania e da democracia têm a marca de Outubro. Tenham ou não disso plena consciência os que as travam".

Isto não foi escrito no século passado. Isto foi escrito aqui no Avante de ontem, na comemoração dos 98 anos da Revolução de 1917, por aqueles com quem o PS e a sua direcção (menos 7 ou 9) querem chegar a um acordo politico para governarem Portugal.

Avante camarada Costa enquanto é tempo, porque o sol, com esta gente, não te brilhará por muito tempo.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

“Ab sofort!, unverzüglich”

Morreu Guenter Schabowski, o homem que em 9 de Novembro de 1989 com apenas 3 palavras - “Ab sofort!, unverzüglich” (Imediatamente! Sem demora!) - derrubou de forma inesperada para todos o Muro de Berlim, num processo que se tinha iniciado apenas 3 meses antes em Leipzig, quando um punhado de pessoas insatisfeitas com o governo da Alemanha Oriental organizou uma manifestação pacífica no adro da igreja de São Nicolau.

Com a queda do Muro de Berlim, iniciava-se o desmoronamento do Bloco de Leste e de todo um sistema politico opressivo, de que em Portugal, 15 anos depois da nossa revolução de Abril, apenas o PCP e outros extremistas de esquerda continuavam a defender a todo custo. Curiosamente os mesmos com os quais António Costa quer agora estabelecer um acordo governativo e, sabe-se lá, até levar para um futuro governo por si liderado.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Antes de 4 de Outubro a extrema-esquerda era sinal de irresponsabilidade

A 3 dias das eleições, para Carlos César, PC e BE, não passavam de partidos demagógicos e radicais e Jerónimo de Sousa e Catarina Martins eram boas pessoas, mas votar neles era pedir mais irresponsabilidade.

3 dias depois, estes irresponsáveis, demagógicos e radicais passaram a ser os melhores parceiros para governar Portugal, com os quais Carlos César se tem sentado à mesa das negociações, tudo fazendo ao que parece, para garantir o poder.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

António Costa: O Bloco de Esquerda tornou-se num partido objectivamente inutil

António Costa, Quadratura do Circulo, 2011

"O Bloco tornou-se num partido objectivamente inútil"

"O Bloco não existe em parte nenhuma"

"O Bloco é um partido inexistente"

"O Bloco como partido de protesto, não acrescenta rigorosamente nada ao espectro partidário"

"Uma moção de censura, num país normal, apresentada pelo Bloco de Esquerda, não é nada"

Mas mesmo assim é com eles que te queres coligar, a todo o custo e com todas as consequências negativas que daí advêm para o país, unicamente para chegares a Primeiro-Ministro!

Mudam-se os tempos, mudam-se as ambições.

O que ontem era objectivamente inútil, hoje pode ser a chave para os socialistas chegarem ao poder. Falta perceber, apesar da abertura manifestada, qual será realmente a postura do PCP, para quem a base de um possível acordo é apenas "afastar PSD/CDS-PP do poder" e não o estabelecimento de um programa de governo estável, credível e que cumpra com os compromissos a que Portugal se obriga, seja ao nível da CE, sejam os decorrentes do acordo assinado com a Troika, a que o país foi obrigado a recorrer depois de anos de uma gestão ruinosa socialista.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O que o PS não quis ouvir








Isto é o que de importante o Presidente disse ontem aos Portugueses em geral e em particular a António Costa, que nestas três últimas semanas acenou com um pseudo acordo que asseguraria um governo estável para 4 anos, mas que chegado o momento de o apresentar, o mesmo não existe, nem sabemos se virá a existir. Posto perante este facto não restava outra saída ao Presidente da Republica.

É realmente lamentável o comportamento de António Costa, ao tentar dar a entender aos Portugueses, que tinha um acordo com o PC e o BE, que só não o mostrava para não dar trunfos à direita, quando na verdade nada ou quase nada tem. 

Mais uma vez António Costa brinca com os Portugueses e as conclusões da reunião da Comissão Politica de ontem, são prova mais do suficiente, que ainda não conseguiu chegar a um acordo. Será que vai chegar? E se chegar, com que preço para Portugal?

domingo, 18 de outubro de 2015

Prefiro mil vezes os credores aos comunistas

Discordando na parte em que coloca a Coligação Portugal à Frente e o PS, no mesmo prato da balança, pois é por demais evidente para todos, que a Coligação tudo tem feito para chegar a um entendimento com o PS e que o PS assumidamente não trata nem negoceia com a Coligação, como negoceia com o PC e o BE, este artigo de opinião do António Barreto merece ser lido, principalmente pela esquerda, que continua a ver vitórias em todo o lado, menos em quem ganhou estas eleições, ao mesmo tempo que se esquecem que são muitos mais os pontos que os separam do que aqueles que os poderiam unir e que isso foi por demais evidente nos ataques e insultos que trocaram durante a campanha.  

(...) Seria bom que se visse nos programas do PCP e do Bloco o que estes partidos pretendem do futuro de Portugal, da democracia em geral, da democracia avançada em particular, da União Europeia, do euro, da NATO, da iniciativa privada, do investimento internacional, do endividamento externo, da negociação da dívida...(...)  Na verdade, o PCP não faz parte das soluções democráticas. O PCP integra o sistema democrático pela simples razão de que a democracia é o regime de todos, incluindo dos não democratas. Essa é a força da democracia, por vezes a sua fraqueza. Mas o PCP nunca deu provas de considerar a democracia algo mais do que uma simples transição para o regime comunista, através de uma democracia avançada, cujos horrores são conhecidos. Enquanto o PCP se mantiver fiel a tudo quanto o fez viver até hoje, deveremos tratá-lo como todos os comunismos e fascismos: combatê-los com a liberdade. A ter de ficar nas mãos de alguém, prefiro mil vezes os credores aos comunistas. Destes, sei que não se sai vivo nem livre".

sábado, 17 de outubro de 2015

Isto é um putedo!





Há muito que o MRPP e o grande educador do proletariado português, não nos brindavam com tão deliciosa prosa.

Embora discordando ideologicamente do Camarada Arnaldo Matos, a verdade é que coloca o dedo na frida relativamente ao PC e ao BE, que depois de dizerem cobras e lagartos do PS na campanha eleitoral e de o acusarem de estar sempre do lado da direita quando esteve no governo, agora tudo parecem fazer para lhes viabilizarem um governo. Mas será que é isso mesmo que pretendem, ou estaremos assistir a uma grande farsa, em que por um lado negoceiam com o PS, e por outro, BE e PC, poucas ou nenhumas garantias de estabilidade e segurança oferecem a António Costa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A convergência de esquerda de que tanto se fala

Isto está bonito, está!




Entretanto Catarina Martins vai apregoando aos quatro ventos, quem manda nas negociações com António Costa: "O PS mostrou disponibilidade para aceitar as condições do Bloco de Esquerda", mostrando de forma inequívoca a posição de subserviência a que o PS e António Costa se estão a sujeitar.

Por seu turno o PC, no seu editorial de ontem do Avante, afina pelo mesmo diapasão e informa que participará na "iniciativa pela Paz e contra a NATO a realizar em Lisboa no próximo dia 24 de Outubro".


Ou seja, o que o camarada Jerónimo tem andado a dizer, é que está disponível para apoiar, ou no mínimo viabilizar, um governo com uma politica de direita, à qual se opõem, desde que seja o camarada Costa o primeiro ministro.

Está visto no que vai dar a tão propagada convergência de esquerda.

E é com esta gente que o PS e António Costa querem chegar ao poder!

domingo, 11 de outubro de 2015

Para António Costa parece valer tudo para chegar a primeiro ministro

Antes de 4 de Outubro, para António Costa o “PCP e Bloco de Esquerda eram meros partidos de protesto”, que "Querem estar nas manifestações, mas não no Governo", tendo mesmo apelidado de "parasita" o Bloco de Esquerda.

Volvidos apenas uns dias, é com estes mesmos parasitas e contestatários que António Costa negoceia, numa tentativa desesperada de chegar a primeiro ministro.


Terá sido nisto que os portugueses votaram, quando disseram que não o queriam como primeiro ministro? Não, não foi e António Costa sabe-o bem. Sabe que está a tentar obter na secretaria o que não conseguiu nas urnas e isso apenas tem um nome - Fraude!

Os portugueses sabem agora que António Costa é um melão, que apenas depois das eleições se revelou aos portugueses e aos socialistas, nos quais está a provocar divisões que poderão vir a ter consequências imprevisíveis.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E continuam a sonhar

"Um projecto que alguns se apressaram a declarar como definitivamente morto, mas que está não só vivo e bem vivo, como o ideal que transporta continua a iluminar o caminho dos que continuam a lutar pela concretização das mais profundas aspirações do povo, certos de que um dia ele será futuro", afirmou Jerónimo de Sousa, sobre o projecto comunista.

E que tal perguntarem aos povos de Cuba e da Coreia do Norte se se sentem iluminados, ou aos dos antigos países do pacto de Varsória, se preferem voltar aos tempos em que eram iluminados por esses "grandes" lideres como Khrushchov, Brejnev, Ceaușescu ou Hoxha.

Jerónimo e o PC continuam presos à cassete cunhalesca do século passado e não perceberam ainda que o mundo mudou.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Democracia do Deputado do PCP Miguel Tiago

Miguel Tiago, Deputado do PCP. Um Estalinista mascarado de Democrata! Um comunista com aspirações a ditador. 

Já agora, um partido que nas últimas eleições legislativas não chegou aos 8%, são mais do que quem? Só se for do BE?

domingo, 2 de dezembro de 2012

Afinal a cassete sempre existe

In Expresso 1-12-2012
Não, não é uma fotomontagem. Foto de Alberto Frias, Expresso.