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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"Pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais"

Há 33 anos atrás, mais ou menos por esta hora, regressava a casa, quando na rua ouvi a noticia do "acidente" que vitimaria Sá Carneiro. De imediato dirigi-me para a Sede Nacional da Candidatura do General Soares Carneiro, onde desde Agosto desse ano, dava o meu contributo na campanha eleitoral.

Foi uma noite longa, durante a qual muita gente se dirigiu à Sede do General Soares Carneiro, para tentar saber mais pormenores do sucedido. Era o tempo em que o telex ainda nos dava as novidades, mesmo antes da televisão.

Desde cedo acompanhei, com o meu pai, a actividade do PPD e de Sá Carneiro. Recordo com saudade os comícios no Pavilhão dos Desportos e Campo Pequeno, onde com atenção mas muito entusiasmo, próprio da juventude, ouvia as intervenções de Sá Carneiro. Tempos inesquecíveis, onde a batalha politica, colocava indubitavelmente Portugal em primeiro lugar. Tempos em que, na política, fiz amigos que perduram até hoje.

Fui um dos muitos portugueses que acompanhou o funeral pelas ruas de Lisboa até ao Alto de São João, onde era já bem audível que tinha sido um atentado e não um qualquer acidente.

Depois do muito que li, das conclusões das diversas comissões de inquérito parlamentares, e apesar das teses em sentido contrário (se bem que cada vez menos), sou daqueles que não tenho hoje, como nunca tive, dúvidas de que Sá Carneiro foi vitima de um atentado, sobre o qual não houve até hoje a coragem de ser devidamente investigado.

Naquela noite de 4 de Dezembro de 1980, senti que o futuro de Portugal iria sofrer uma mudança de rumo e que a forma como Sá Carneiro nos ensinou a encarar a política, com risco mas sempre com ética*, nunca mais seria a mesma. E infelizmente nunca mais foi.

“Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais – isso é a Política que vale a pena viver”  Esta é a política em que continuo a acreditar e a forma como desde sempre estive e continuo a estar na política.

*A Política sem risco é uma chatice...Mas sem Ética e uma vergonha!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

PSD - 39 anos

Faz hoje 39 anos que Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota anunciavam, em conferência de imprensa, a fundação do PPD

domingo, 6 de maio de 2012

PSD 38 anos

A 6 de Maio de 1974, Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota, com a leitura de um breve comunicado no Telejornal da RTP, pouco depois das 19 horas, comunicavam ao país a criação do Partido Popular Democrático (PPD), que por aparecimento um dia antes do Partido Cristão Social Democrata (que desapareceria menos de um mês depois), já não podia assumir o nome tão querido pelos 3 fundadores - Partido Social Democrata.

No entanto e apenas a meia hora do inicio do referido Telejornal, no gabinete do Director do jornal Expresso, na Rua Duque de Palmela, e com Sá Carneiro no Porto, mas em contacto telefónico permanente, é que é sugerido e aceite quase de imediato por todos, o nome de Partido Popular Democrático, após o que Marcelo Rebelo de Sousa escreve o comunicado de 6 pontos, que viria a ser lido pouco depois.

Ao contrário do que é anunciado, o Partido nunca chegará a ocupar a sede atribuída pelo MFA na Travessa do Guarda-Mor nº 25, ficando sem sede até dia 14, altura em que é ocupada uma antiga instalação (por sinal, decrépita) da Legião Portuguesa no Largo do Rato, que depois de desocupada e limpa, abrirá ao público no dia seguinte pelas 10 horas da manhã.

Tinha acabado o tempo do Expresso - sede provisória do PPD.

Em meados de Julho a sede passa para a Av. Duque de Loulé, nº 12, ficando as instalações do Largo do Rato, para a estrutura Distrital (na altura denominada Regional)*. 

Mas, não menos importante do que uma boa sede, é a imagem básica do Partido. Falta um símbolo definitivo  e uma cor partidária.

A cor é escolhida em ainda em Junho, mas só aparece em documentos do Partido em Julho. É o laranja, cor sugerida por Conceição Monteiro.

É também em Julho que surge o símbolo do Partido, de que Augusto Cid é o principal pai e sobre o qual Pedro Roseta, em texto publicado no Povo Livre de 4 de Março de 1975, dará a sua explicação.

In "A Revolução e o Nascimento do PPD", Marcelo Rebelo de Sousa, Bertrand Editora

Filme dos 38 anos

*O Partido aqui terá a sua sede Nacional durante os 3 a 4 anos seguintes, altura em que se muda para o palacete da Rua Buenos Aires, onde ficará até finais dos anos 80 e de onde passará para a actual sede na R. de São Caetano.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

4 anos depois Lisboa está pior

terça-feira, 18 de maio de 2010

Resposta a um inquérito do Expresso, publicada a 18-05-1974

No seguimento do post de 6 de Maio, publico hoje o resto da brochura editada em Maio de 1974 pelo PPD.

Esta última parte, contém a "Resposta a um inquérito do "Expresso", publicada a 18-05-1974", há precisamente 36 anos, e nela são dadas a conhecer as linhas orientadoras do PPD, nas áreas questionadas.




Contra Capa

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Há 36 anos nascia o PPD

Faz hoje 36 anos que Francisco Sá Carneiro, Magalhães Mota e Francisco Pinto Balsemão, fundaram o Partido Popular Democrático.

Para aquele Partido de que muitos já não se lembram e outros que pela sua idade nunca conheceram, deixo-vos aqui aquela que é, pelo que sei, a primeira publicação do PPD. Esta pequena brochura, no formato 15,7x22,5 cms, a preto e branco e datada de Maio de 1974, inclui o primeiro comunicado divulgado a 7-5-74, as linhas para um programa (6-5-74) e a resposta a um questionário do jornal Expresso publicada a 18-5-74.

(Brevemente publicarei "Resposta a um inquérito do Expresso")