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domingo, 30 de agosto de 2015

O passado do PS legitima as suspeitas, sobre a partidarização da Justiça pelos socialistas


Estas afirmações provocaram uma despropositada resposta e declarações de uma gravidade extrema do Francisco Assis, levantando falsas e infundadas suspeitas sobre uma pseudo "operação de partidarização do sistema judicial".


Porque a memória socialista é curta e tentam por todos os meios esconder o passado e as acções dos seus dirigentes, convém avivar-lhes a memória, mostrar que os que vergonhosamente tentaram realmente influenciar e partidarizar a justiça, chegando ao ponto de afirmarem que se estavam "cagando para o segredo de justiça", são os mesmos socialistas - António Costa, Ferro Rodrigues entre outros - que agora querem voltar o poder.

Felizmente que a Justiça nos últimos anos mudou e para melhor. O "clima que se vive e que não decorreu apenas de medidas que tivessem sido tomadas por este Governo, mas que tem permitido que os cidadãos avaliem o funcionamento da justiça de uma forma mais positiva do que no passado"

Adenda: “No tempo do Dr. Pinto Monteiro, quem tinha processos mediáticos acabava com processos disciplinares
A denúncia é do recém eleito presidente do Sindicato do Ministério Público, António Ventinhas, numa entrevista à Antena 1.
"Suscitava-se uma grande polémica à volta daqueles colegas que estavam a investigar processos sensíveis e, muitas das vezes, os colegas acabavam com processos de averiguações ou processos disciplinares. É claro que, com este tipo de atitude, não havia grande incentivo para investigar pessoas poderosas, porque determinadas atuações podiam acabar em prejuízo para a carreira”, disse o dirigente sindical".

sábado, 15 de agosto de 2015

Silly Season à Portuguesa... As listas de deputados

Rodrigo Gonçalves publicou esta semana na sua página no Facebook, um texto onde mais uma vez se constata que a constituição das listas de deputados nos partidos com uma larga base de militantes, em que a diversidade e pluralidade de opiniões, bem como a quantidade e qualidade dos seus quadros, são a base da sua força, nunca é um processo fácil.

Mais uma vez foi o que aconteceu este ano, com algumas demissões de militantes, que com a justificação de os partidos em que militavam já não reapresentarem os ideais da sua fundação, se afastaram, juntaram-se ou formaram novos partidos - PDR, Livre, Tempo de Mudança, MAS, Nós Cidadãos - ou pura e simplesmente passam a dizer mal do partido em que desde sempre militavam, apenas porque não foram escolhidos ou porque os seus ídolos ficaram de fora das listas. Curiosamente muitas destas demissões, verificam-se depois da aprovação das listas de deputados. Porque será?

Se é normal que as listas de deputados, representem a força das direcções politicas dos seus partidos, algumas opções são mal explicadas aos militantes, com a consequência natural de descontentamento das bases partidárias, ou de pelo menos de algumas delas.. E foi o que aconteceu nas listas do PSD, CDS e principalmente no PS, onde "este tema veio demonstrar que a bitola foi a imposição descarada o que revelou mais um lado de António Costa que os media não têm abordado mas que nesta “Estação Ridícula” começa a ser revelado de forma preocupante para alguns com a sucessão de casos e equívocos que têm sucedido no PS durante este período", motivando enormes controvérsias, que deixaram muitas estruturas distritais descontentes, tendo mesmo motivado a posterior troca de pelo menos um cabeça de lista.

Mas também a inserção de "indepententes" nas listas esteve mais uma vez presente. Independentes que raramente se têm revelado uma verdadeira mais valia para os partidos pelos quais se candidatam, causando mesmo mais dissabores do que real ganhos. Como refere o Rodrigo Gonçalves "parece-me que continua a existir o “mito” dos independentes como se de pessoas de outra galáxia “livre” se falasse"

Sobre este tema, e apesar de achar que a vitória da Coligação Portugal à Frente - PSD / CDS - é cada dia que passa cada vez mais uma certeza, e não uma mera possibilidade, e de poder questionar a oportunidade,  subscrevo o artigo de opinião do Rodrigo Gonçalves, acrescentando apenas a insatisfação de ver nas listas da coligação Portugal à Frente de nomes que em várias disputas eleitorais recentes, se candidataram contra os partidos que constituem a Coligação.

Mas porque entendo que o futuro de Portugal está à frente de uma mera escolha de nomes e porque acredito que o rumo que o governo PSD / CDS deu a Portugal, é o rumo certo, estarei nesta campanha, como sempre estive, ao lado do PSD, do seu Presidente e da Coligação Portugal à Frente.

O texto do Rodrigo Gonçalves pode ser lido na integra aqui ou aqui (PDF)

sábado, 25 de julho de 2015

Pois é! As contas estavam mal feitas e o PSD avisou

Na recente entrevista à SIC, no passado dia 14, Pedro Passos Coelho afirmou e explicou porque é que as contas do memorando estavam mal feitas e que não tinha sido ele que as tinha feito.

De imediato a esquerda, com especial preponderância de socialistas e syrizicos, acusaram Pedro Passos Coelho de ter concordado com o memorando e de o ter assinado, não passando esta afirmação de uma desculpa esfarrapada, para não ter cumprido com o que se comprometeu em campanha eleitoral.

Mas se por um lado, o Primeiro Ministro, na mesma entrevista teve a frontalidade de assumir que "Nessa altura tinha uma de duas escolhas para fazer, não havia uma terceira. Ou dizia: vamos anunciar que este programa não é cumprível, e portanto requerer um segundo programa - e estaríamos como está a Grécia -, ou vamos dar tudo por tudo, diga-se o que se disser sobre o que eu disse na campanha eleitoral e sobre o memorando original. E foi o que fizemos", por outro a tal esquerda, não teve a mesma coragem de assumir, que em devido tempo - Abril 2011 -  o PSD avisou, por Eduardo Catroga, que as contas que estavam a ser apresentadas à Missão Conjunta EU/BCE/FMI, não estariam correctas.

Em carta enviada ao então Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, o socialista Pedro Silva Pereira, a 26 de Abril de 2011, Eduardo Catroga colocou em nome do PSD uma séria de questões e dúvidas, que já na altura indiciavam que as valores que o Governo socialista de José Socrates estava a apresentar estavam errados, como infelizmente todos viemos a ter conhecimento da pior maneira. Hoje sabemos que o anterior governo socrático, não contou “a verdade verdadeira” acerca da situação financeira de Portugal no momento de pedido do resgate.


Mas por acaso alguém se lembra se essa carta, como as enviadas a 13 do mesmo mês, por Pedro Passos Coelho ao Primeiro Ministro José Sócrates e a 20 do mesmo mês por Eduardo Catroga, tiveram resposta? 

Carta de Eduardo Catroga a Pedro Silva Pereira, na integra aqui

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Juros a 2 anos -0,4% - Lembram-se da maldita espiral recessiva?

Lembram-se da maldita espiral recessiva?

Lembram-se da ideia da renegociação da divida?

Lembram-se do manifesto dos marretas?

Lembram-se do manifesto dos simpáticos, daqueles que queriam colocar os interesses gregos à frente dos nossos, entre os quais se incluem pelo menos dois pré-candidatos a Presidente da República?

Lembram-se daqueles que queriam que seguíssemos os passos dos gregos?

Portugal saiu da crise? Estamos agora bem e sem problemas? Claro que não. 

Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estas notícias de hoje, são mais um exemplo de que estamos no bom caminho e que não podemos voltar aos tempos do despesismo e desvarios socialistas, que nos levaram a pedir a ajuda externa em 2011, quando os mesmos juros, que hoje tocaram pela primeira vez na nossa história valores negativos, atingiam os 17,5%.

terça-feira, 31 de março de 2015

E quer esta gente ser governo XXIII



Só por desconhecimento na matéria, incompetência ou má fé, é que António Costa pode ter afirmado, o que afirmou, quando "Portugal é o país da União Europeia, entre 28 Estados-membros, com melhor taxa de execução dos fundos de toda a União Europeia". (Jornal de Negócios 27-10-2014)

Para quem não se lembre, António Costa fez parte do Governo com a pior execução de um Quadro Comunitário (QREN).


O quadro plurianual que vigorou de 2007 a 2013, deverá estar fechado até 31 de Dezembro de 2015. A actual taxa de absorção de dinheiros comunitários por parte de Portugal é de 92,6%, é das mais elevadas a nível europeu, apenas superado por pequeníssima margem (1,1%), pela Estónia e a Lituânia.

O que terá o Dr António Costa agora a dizer sobre fundos comunitários, quando entre 2007 e 2011 a taxa de absorção foi de apenas 37,8%.

E quer esta gente ser Governo!

domingo, 29 de março de 2015

Parabéns Miguel Albuquerque! Parabéns PSD!

Contra tudo e contra todos, Miguel Albuquerque e o PSD, venceram hoje as eleições na Madeira com maioria absoluta, sendo a força mais votada em todos os 11 concelhos, elegendo 24 deputados.

Estes resultados são uma pesadíssima derrota para o PS, que se apresentou coligado com mais 3 partidos, que em 2011 tinham obtido quase 22,5% dos votos, e hoje nem conseguem atingir o resultado que o PS obteve sozinho nessas eleições (11,5%), ficando-se pelos 11,4%, não conseguindo evitar nem mais uma maioria absoluta do PSD (11ª consecutiva), nem sequer passar a 2ª força na região, ficando-se mais uma vez atrás do CDS. Em número de deputados a coligação socialista fica-se pelos 6 deputados, perdendo 5 relativamente a 2011. Uma derrota em toda a linha!

E esta derrota dos socialistas é tão ou mais pesada se tivermos em conta os resultados das últimas eleições autárquicas na Madeira em 2013, onde o PSD apenas ganhou em 4 dos 11 concelhos e que leva a que contrariamente ao que seria natural, António Costa não aparecesse a comentar os resultados, tendo enviado um elemento de 3ª linha do PS - Porfirio Silva, para dar a cara por esta derrota.

Só falta agora os syrizicos virem afirmar que estas eleições não foram uma vitória da democracia, nem um acto de soberania popular, apenas porque os Madeirenses não se deixaram influenciar e souberam escolher muito bem o que querem para a Madeira.

Não se podendo fazer extrapolações ou leituras destes resultados regionais a nível nacional, os mesmos são um sinal claro de que os eleitores sabem muito bem o que querem e o que não querem, reconhecendo de forma clara quem são os que tiraram Portugal da quase bancarrota, em que os socialistas deixaram o país em 2011, apesar dos sacrifícios que lhes foram e são exigidos. Estes resultados devem merecer uma profunda reflexão a todos os partidos a nível nacional.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

As taxas e taxinhas de António Costa, vão custar aos bolsos do lisboetas mais 70 milhões de euros em 2015


Sérgio Azevedo, líder do grupo do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, explica no SOL a forma que António Costa encontrou para sacar aos lisboetas 70 milhões de euros em novas taxas e taxinhas e em brutais aumentos, ao mesmo tempo que prescinde de 1,8 milhões de euros de receita camarária, ao pretender perdoar ao Benfica o pagamento de taxas urbanísticas 

As novas ‘taxas’, que mais não são do que impostos encapotados, terão única e exclusivamente um propósito.

Esse propósito é financiar a autarquia lisboeta, cuja sustentabilidade económico-financeira a médio prazo é altamente frágil e comporta sérios riscos.

O orçamento da Câmara Municipal de Lisboa para 2015 é um esquema ardiloso de novas formas de financiamento de uma despesa estrutural ainda muito elevada e de expectativas vãs que nem no melhor dos tempos se chegarão a cumprir.

A ler na integra aqui

E quer esta gente ser governo XVII



Depois de tudo pelo que o país teve que passar, devido aos desvarios e teimosias do 44, que nos deixou em herança um Portugal quase na bancarrota, este resultado deveria merecer a congratulação e os aplausos de todos. Mas não, o PS continua a lidar mal com o sucesso de Portugal e dos portugueses. É o dizer mal, apenas por dizer!

Esquece-se Ferro Rodrigues, que com o PS no governo, ao fim de 6 anos o resultado foi uma Troika. Com o PSD em apenas 3 anos regressámos ao crescimento. Pequeno sem dúvida, mas incomparavelmente melhor do que continuarmos de mão estendida a negociar e a pedir ajuda aos nossos parceiros internacionais, como outros, que parecem ser para os socialistas o exemplo a seguir. Triste exemplo, diga-se.

Se não estivéssemos hoje, como infelizmente ainda vamos estar ainda muitos anos, a pagar essa ajuda e as loucuras das SCOUTS e PPP's Socráticas, imagine-se qual poderia ser hoje o crescimento de Portugal.

É caso para dizer, Por qué no te callas, Ferro Rodrigues.

E quer esta gente ser governo!

Adenda:
Outubro de 2013: PS teme que Orçamento provoque recessão em 2014
Hoje: PS perplexo com elogios do Governo a "resultados medíocres"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

À custa dos lisboetas, António Costa prescinde de 1,8 milhões de euros de receita camarária

À boa maneira socialista, António Costa gere a Câmara de Lisboa à custa do dinheiro dos lisboetas.

A maioria socialista na CML aprovou, esta semana, a isenção de taxas urbanísticas ao Benfica quer por construções já existentes há muito (e que apenas agora foram licenciadas…), quer por novas construções.

Esta isenção, que mais não é que um perdão fiscal, foi aprovada com os votos contra de toda a oposição - PSD, CDS-PP e PCP - e da vereadora Paula Marques do movimento Cidadãos por Lisboa (eleita nas listas do PS). O vereador João Afonso (do mesmo movimento) absteve-se.


Se a isenção de taxas poderia ser ponderada relativamente a áreas afectas estritamente a equipamentos desportivos, tal não é tolerável quando aplicado a áreas onde se desenvolverão actividades de cariz comercial.

No presente momento, os lisboetas e os portugueses não compreendem que se isente o pagamento de taxas para atividades que não são de interesse público e que não têm a ver com a vocação da instituição, ainda para mais depois dos sacrifícios sentidos pelos portugueses e com uma Câmara que aumentou brutalmente as taxas em Lisboa, criando ainda novas taxas. É intolerável esta decisão que se traduz na dispensa de receita no valor de cerca de 1,8 milhões de euros. Seja para o Benfica ou para outra instituição".

Esta é atitude de alguém que constantemente afirma que quer governar o país como tem governado a Câmara de Lisboa, onde continua a imperar o despesismo, a falta de transparência e os favores pessoais.

Foi precisamente com este forrobodó e despesismo que Sócrates quase colocou Portugal na bancarrota, obrigando a que o país pedisse ajuda externa e que a Grécia está na situação que todos conhecemos.

Espera-se agora que o bom senso impere, e que na Assembleia Municipal, onde o PS não tem maioria, esta proposta de António Costa seja chumbada.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A calçada portuguesa deve ser preservada

Esteve esta semana em discussão na Assembleia da República, a Petição "Pela Manutenção da Calçada Portuguesa na Cidade de Lisboa!", lançada em 2013 pelo Fórum Cidadania LX e que foi subscrita por mais de 4500 pessoas, de que eu me orgulho de ter sido uma delas.

Desta discussão, que pouco mais foi que isso mesmo, fica a unanimidade dos deputados pelo reconhecimento e dignificação da profissão de calceteiro e pela necessidade da sua preservação. Esperava-se mais. Mas protegidos pela capa da não interferência nas competências da CML, nem uma simples resolução ou recomendação foi apresentada.

Mas este debate foi no entanto importante pelo destaque, mesmo que momentâneo,  que permitiu dar à Calçada Portuguesa e principalmente pela chamada de atenção que alguns Deputados não deixaram de fazer, para o ataque que a CML tem vindo nos últimos tempos a fazer, a este património da cidade de Lisboa.


domingo, 30 de novembro de 2014

Em política, o que parece é.*

Desde que comecei a militar na JSD, já lá vão mais de 35 anos, sempre tive em Francisco Sá Carneiro o meu referencial de como estar e viver a política.

Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais, isso é política que vale a pena”, esta é a forma como sempre estive, estou e estarei na política, com frontalidade, honestidade e lealdade.

Hoje mais do que nunca, estes 3 princípios fazem para mim cada vez mais sentido

*Francisco Sá Carneiro

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Transparência Orçamental e Orçamento Cidadão

Apesar dos grandes constrangimentos orçamentais que o país vivia, e vive, em pleno período de intervenção da Troika, o actual Governo, do PSD, não se coibiu de lançar pela primeira vez o ano passado o Orçamento Cidadão. Este documento síntese do Orçamento de Estado, pretende dar a conhecer o OE “sem a especificidade técnica e o detalhe da informação que a proposta de lei exige, para que todos possam interpretar de forma autónoma as escolhas do Governo e o impacto que estas escolhas têm na economia e na sociedade”.

Neste documento, os Portugueses podem ficar a saber, de forma simples, quais os objectivos do governo, como é gasto o dinheiro dos impostos de todos nós e como é que o esforço que está a ser solicitado aos portugueses é gerido. Algo que os governos socialistas sempre fizeram questão de esconder dos portugueses.

Esta iniciativa inédita em Portugal, contribuiu certamente para o elogio recente do FMI, à transparência orçamental do governo Português, pois os países que são melhor avaliados em termos de transparência têm um orçamento do cidadão”.

Download do Orçamento Cidadão 2014 aqui

sábado, 11 de outubro de 2014

Para recordar - OE 2014

No momento em que vai ser apresentado o Orçamento de Estado para 2015, convém recordar alguns dados económicos, que estiveram na base do orçamento para 2014 e que durante este ano continuaram a ter uma evolução positiva.

Dados que a nossa oposição teima em continuar a esconder, não reconhecendo os resultados positivos, fruto do enorme esforço pedido aos Portugueses, em virtude da governação desastrosa dos Governos Sócrates/PS, que deixaram em 2011 o país à beira da banca rota, quase sem dinheiro para o pagamento sequer dos salários da função pública e que levou ao pedido de ajuda externa, a que o país esteve sujeito nos últimos 3 anos.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Visita ao Mercado do Bairro Santos

Paulo Lopes (PSD), Isabel Varão (PCP), José Marinho (PSD), Helena Figueiredo (BE), Bruno Maia (Presidente da Assembleia de Freguesia - de costas) e Isabel Simas (Vogal da Junta de Freguesia)
No passado sábado dia 21 de Maio, a Comissão para o  Acompanhamento da Transferência de Competências da CML para a Junta de Freguesia de Avenidas Novas, constituída no âmbito da Assembleia de Freguesia, visitou o Mercado do Bairro Santos, tendo eu e o meu companheiro José Marinho estado presentes em representação do PSD.

Nos termos da Lei 56/2012, a gestão e manutenção corrente deste mercado passou no passado dia 10 de Março para a Junta de Freguesia de Avenidas Novas, apesar de apenas agora se ter verificado uma passagem efectiva dessa gestão, pois até ao mês passado as rendas pagas pelos comerciantes ainda reverteram para a CML.

Helena Figueiredo, Bruno Maia, Paulo Lopes, Cristina Martins, José Marinho e Isabel Simas (de costas)
Como na visita realizada ao posto de limpeza, também desta será apresentado à Assembleia de Freguesia um relatório pormenorizado do estado decadente e de abandono em que o Mercado se encontra, que não vê há muitos anos qualquer intervenção de manutenção (se é que alguma vez teve alguma) e onde a ferrugem abunda.

No entanto não posso deixar de referir desde já a forma traiçoeira como a CML entregou a gestão do Mercado à Junta de Freguesia, fazendo de forma clara deste equipamento o presente envenenado da transferência de competências da Câmara para a Junta de Freguesia de Avenidas Novas.

Como foi possível ouvir da boca dos comerciantes, a Câmara abandonou este mercado há vários anos, que "não vê a visita de um veterinário há 5 ou 6 anos" e cujo último funcionário camarário, que apesar de não estar em exclusividade ao serviço deste mercado, ainda ia fazendo alguma ligação com a entidade responsável pelo sua gestão, foi retirado para outro mercado, pela Câmara Municipal, no dia seguinte à transferência da gestão.

Mas mais grave ainda é o facto de o funcionário camarário, que estava previsto passar para a Junta de Freguesia, se encontrar de baixa há cerca de 2 anos. E a Câmara sabendo desta situação, entregou a gestão do mercado sem o substituir e sem responder até agora às solicitações que nesse sentido foram já feitas por parte da Junta de Freguesia. Só podemos considerar esta atitude da Câmara Municipal de Lisboa de alguém que está de má fé neste processo.

Na prática a Câmara entregou a "gestão" deste mercado há vários anos, à Senhora da limpeza (funcionária de uma empresa privada de limpezas), que é quem tem aberto e fechado o mercado, que verifica o funcionamento das máquinas de refrigeração, além de ir fazendo a limpeza possível do mercado, pois por razões que não conseguimos entender muito bem durante a visita, até a máquina de limpeza foi retirada para outro mercado há já muito anos.

Helena Figueiredo, Isabel Simas, Cristina Martins, Bruno Maia e Paulo Lopes
Mas se esta triste realidade é mais do que reconhecida pelos comerciantes que ainda sobrevivem, não esperando "milagres por parte da Junta de Freguesia", é também verdade que depositam na Junta de Freguesia esperança que esta situação se inverta, tendo-se mostrado abertos a analisarem todas as propostas que possam revitalizar o mercado.

E neste aspecto foi com muito agrado que verifiquei que  também os membros da comissão presentes - PSD, PCP, BE, Presidente da Assembleia de Freguesia e representante da Junta de Freguesia, não colocam à partida de lado nenhuma hipótese que possa permitir a revitalização do mercado, seja ela de iniciativa privada, da Junta de Freguesia, mista, com ou sem a intervenção dos comerciantes.

Uma palavra final de agradecimento aos meus companheiros, Fátima Samouqueiro, Cristina Martins e José Caeiro, que apesar de não fazerem parte da comissão, como autarcas da Freguesia não deixaram de marcar presença e de acompanharem a visita.

Isabel Simas, Isabel Varão, Bruno Maia, Paulo Lopes, Helena Figueiredo, Cristina Martins, José Caeiro e Fátima Samouqueiro

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Abertura do Festival da Ponte


Paulo Lopes (PSD Assembleia de Freguesia), Fernando António (Comandante da 31ª Esquadra da PSP), José Marinho (PSD Assembleia de Freguesia) e José Melo (Coordenador da área social da Junta de Freguesia Avenidas Novas)
Na presença dos meus companheiros do PSD José Marinho e José Caeiro enquanto membros da Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, tivemos oportunidade de dialogar com alguns dos intervenientes neste projecto, como o Sr Comandante da 31ª Esquadra da PSP, com o coordenador da área social na Junta de Freguesia e com o Drº Rui Marques, que foi o anfitrião desta cerimónia e um dos responsáveis pelo projecto.

José Caeiro (membro da lista do PSD à Assembleia de Freguesia), Isabel Simas (membro da Junta de Freguesia), Paulo Lopes e José Marinho
Na ocasião tivemos ainda oportunidade de saudar, na pessoa do Senhor Presidente da Junta de Freguesia, a participação da Junta de Freguesia, como parceira neste projecto, que é mais uma marca de ruptura com o passado, onde a Junta de Freguesia estava de costas voltadas a tudo o que acontecia na Freguesia, incentivando não só a Junta de Freguesia para que tenha uma maior participação neste projecto, que tenho a certeza que pode ter uma palavra importante na revitalização do Bairro Santos, como também a de servir de interlocutor junto de outras entidades da Freguesia, de forma a envolve-las neste projecto.

Paulo Lopes, José Marinho e Daniel Gonçalves (Presidente da Junta de Freguesia de Avenidas Novas)
Paulo Lopes, José Marinho e o Dr. Rui Marques (Km2/IPAV)
Uma palavra final, mas nem por isso menos importante, de agradecimento a todos os voluntários, que nos últimos dias trabalharam para que a festa a que hoje assistimos fosse possível (que continuará amanhã e sábado) e que mereceram o agradecimento e o devido destaque que o Dr. Rui Marques fez questão de assinalar no final da sessão de abertura do Festival, chamando-os ao palco. Eles são e serão no futuro, tenho a certeza uma das faces mais visíveis do projecto.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

PSD intervém junto da EMEL em defesa dos moradores do Bairro Santos

Muito se tem dito e comentado nos últimos dias sobre a instalação, por parte da EMEL, de zonas de estacionamento pago e de bolsas reservadas a moradores, no Bairro Santos.

Há vários anos que se ouviam reclamações por o Bairro ser uma ilha no centro de zonas tarifadas e por esse motivo, ponto de fuga e de estacionamento de centenas de carros, cujos proprietários utilizavam o Bairro unicamente para estacionarem, para depois irem para os seus locais de trabalho fora do Bairro (como é o caso de muitos funcionários do HSM), impedindo dessa forma os moradores de estacionarem. Esta situação levou a que fossem vários os pedidos de moradores para que a Câmara ou EMEL interviessem no Bairro de forma a disciplinar o estacionamento. Aliás o assunto foi por várias vezes levantado na Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, e a resposta que a Junta de Freguesia de então sempre deu, era a que a EMEL não considerava a zona rentável, razão pela qual não iria intervir no Bairro.

E foi na sequência dessas reclamações, (mais uma vez ouvidas ao longo da última campanha eleitoral autárquica),  que levou a que a Junta de Freguesia respondesse positivamente, e muito bem, à EMEL quando esta lhe solicitou um parecer sobre esta questão.

No entanto, esteve muito mal a EMEL na forma como iniciou este processo, desde logo por ter procedido à execução da instalação das zonas de estacionamento, sem antes ter falado com a população, levando naturalmente a inúmeros mal-entendidos e contra-informação, a que não ajudou haver ruas mal identificadas, sinalização deficiente, e folhetos distribuídos pela EMEL com informações incorrectas e funcionários incapazes de prestar os esclarecimentos necessários, ainda que sempre se tenham mostrado cordiais e educados. 

A agravar toda a situação, o facto da EMEL ter optado por apenas parquear sensivelmente metade do Bairro criando uma situação de desigualdade e de discriminação entre os moradores do Bairro, totalmente injustificada, e que levou naturalmente a que se verificasse uma fuga para a zona a sul das Ruas Cardeal Mercier e Carlos Réis, onde se verificou um aumento exponencial de viaturas à procura de estacionamento.

Tudo isto teria sido evitável se a EMEL – empresa tutelada pela Câmara Municipal de Lisboa – tivesse optado por uma postura mais dialogante, não só com os órgãos autárquicos de Avenidas Novas, mas com a própria população.

Perante todos estes problemas, os autarcas do PSD na Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas  fizeram chegar à Junta de Freguesia várias reclamações e recomendações, que naturalmente foram por esta defendidas junto da EMEL e que entretanto já mereceram genericamente resposta positiva da EMEL, nomeadamente acedendo a que os moradores da Zona não concessionada possam requerer o dístico de residente para poderem estacionar na zona concessionada.

No entanto, mais uma vez, esta solução só contemplou parte dos moradores da rua Filipe da Mata, continuando os restantes a serem tratados como cidadãos de segunda.

Face a esta situação, e sem prejuízo de todos os esforços que têm vindo a ser desenvolvidos pela Junta de Freguesia, mas a título de complementariedade a esses mesmos esforços, os membros da Assembleia de Freguesia, eleitos pelo PSD, solicitaram à EMEL que realizasse uma visita ao Bairro, de forma a melhor identificarem e avaliarem as situações pendentes.

Na sequência da visita que se realizou na passada sexta feira, e que contou com 3 técnicos superiores da EMEL, Jose Marinho (membro da Assembleia de Freguesia), Isabel Simas (vogal da Junta de Freguesia) e José Caeiro, membro da lista do PSD, fomos já hoje informados pela EMEL que todos os moradores da zona do Bairro Santos que neste momento não é concessionada, incluindo todos os da Rua Filipe da Mata, vão poder requerer o cartão de residente, ou seja, desta forma é reposta a situação de igualdade e pacificação dos moradores, que com muita razão estavam revoltados e se sentiam discriminados pela EMEL.

Foi ainda esclarecido que não passou de um boato a afirmação de que a zona a sul das ruas Cardeal Mercier e Carlos Reis, não seria concessionada à EMEL, por  lobie/pressão da empresa Rupauto, que dessa forma poderia continuar a estacionar livremente as suas viaturas sem pagar. De facto, tal não corresponde à verdade, tendo ficado claro que a referida empresa negociou com a EMEL o aluguer de diversos lugares no parque de estacionamento da Av. Álvaro Pais, o que permite libertar muitos lugares de estacionamento, respondendo a outra reclamação antiga dos moradores, que desde há muito se queixavam de a referida empresa usar a via pública como sua garagem.

Devido às motos normalmente estacionadas na zona da Rua Soeiro Pereira Gomes, e uma vez que não estava prevista nenhuma zona para o estacionamento das mesmas, foi também por nós solicitado à EMEL que equacionasse a criação de lugares específicos para estes veículos, sugestão que foi aceite.

Informamos também que, com a nossa intervenção e a anuência da EMEL, foi possível encontrar uma solução para o estacionamento de viaturas do Tribunal Central Administrativo, que permitirá também libertar lugares de estacionamento na via pública, ao mesmo tempo que se resolve o problema do estacionamento em 2ª fila que normalmente existe naquela zona.

Os eleitos do PSD, tanto na Junta como na Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas mostram desta forma, e mais uma vez, que estão atentos ao que se passa na Freguesia e intervêm sempre que necessário para defender os direitos legítimos dos fregueses, não se limitando a participar em reuniões ou  a levantar o braço esperando que as soluções apareçam.

Aproveitámos ainda para solicitar à EMEL que repense a decisão de não parquear a zona a sul das Ruas Cardial Mercier e Carlos Reis, criando bolsas para residentes nalgumas ruas, e proceda ao parqueamento de outras, permitindo dessa forma criar uma rotatividade no estacionamento, que só pode ser positiva para o Bairro. Ficámos com a convicção clara de que a EMEL será sensível a este pedido, pelo que foi avançada a realização de uma nova visita ao Bairro, para se fazer um balanço do funcionamento da zona já intervencionada, bem como para se saber o que realmente tenciona a EMEL fazer na outra zona.

domingo, 8 de junho de 2014

Ainda o chumbo pela esquerda do Regulamento do Gabinete de Psicologia das Avenidas Novas

O meu post sobre o chumbo do Regulamento do Gabinete de Psicologia da Freguesia de Avenidas Novas, por parte dos partidos de esquerda - PS, PCP e BE, parece ter deixado alguns autarcas do PS na Assembleia de Freguesia, bem como outros seus apoiantes algo "nervosos", tendo mesmo motivado um comentário do Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, eleito pelo PS, no Facebook

Para o devido esclarecimento, e para que não restem qualquer tipo de dúvidas, não só mantenho exactamente tudo o que escrevi, como entendi responder a esse comentário, de forma a repor a verdade e a esclarecer algumas questões que me parecem importantes e que tornam o chumbo deste regulamento, apenas explicado como uma posição meramente politica dos partidos de esquerda na Assembleia de Freguesia e não por não concordarem com o regulamento em si.

"Meu caro Bruno Maia, este executivo da Junta de Freguesia de Avenidas Novas tem tido uma actuação totalmente transparente (ao contrário de executivos presididos pelo PS em Lisboa), ao ter já publicados como manda a Lei, todos os contratos no portal Basegov. Por outro lado, a informação escrita do Presidente da Junta de Freguesia, apresentada na última Assembleia de Freguesia, não só cumpre rigorosamente com o que estipula a Lei (também ao contrário de muitos executivos Lisboetas, maioritariamente presididos pelo PS) como apresenta informação que vai muito mais além do que o legalmente exigido, como é por exemplo a menção da publicação dos contratos a que se refere.

Provavelmente se assim não fosse, desconheceria por completo a existência destes contratos. Desta forma este executivo, que tem o meu total apoio, permite-lhe a si e a toda a oposição ter conhecimento do que se passa na sua gestão, além de lhe permitirem uma oposição mais fundamentada. Portanto julgo que respondi à sua pergunta, sobre se conheço esses contratos.

Por outro lado ainda, o seu comentário mostra desconhecer grandemente o trabalho que era executado no passado nesta área. Se a sua ideia era a de manter o que era feito no passado nas Freguesia de Nossa Senhora de Fátima e de São Sebastião da Pedreira, então não só tem toda a razão, como provavelmente as tais 4 técnicas que refere até seriam demais, pelo que felizmente que não ganhou.

Este executivo quer ir muito mais longe. Lembro-lhe que no passado não havia, por exemplo, a Comissão Social de Freguesia, nem uma participação na Comissão de Apoio a Jovens e Menores em Risco, assim como não havia projectos como os aprovados na última Assembleia de Freguesia, alguns dos quais mereceram, e bem, o voto favorável do PS, como o a sala de estudo ou o banco de livros. Para todos estes projectos são precisos técnicos.

Acontece que, ao contrário do que sugere, estes técnicos e o Regulamento que V. Exa chumbou, não se destinavam unicamente a apoiar crianças ou jovens que estudam nas "nossas" escolas, como foi afirmado no debate, nem para meramente continuar o trabalho feito no passado. Como já disse, o actual executivo pretende ir muito mais longe e abranger toda uma população da Freguesia e durante todo o ano (e não só no ano lectivo), que hoje mais do que nunca precisa de um apoio na área da psicologia clínica, como são por exemplo os casos de muitos desempregados, de idosos que mais do que viverem sozinhos, vivem totalmente isolados e com enormes dificuldades e até de sem abrigos que existem na nossa Freguesia. Além de apoio psicológico, este era mais um projecto de carácter iminentemente social, que os partidos de esquerda, que continuam a julgarem-se arautos das causas sociais, impediram que exista, por agora na Freguesia.

E para tudo isto as tais 4 técnicas a que se refere são manifestamente insuficientes, como é bom de ver.

E quanto ao Projecto Intervir que refere (que curiosamente já não existe) e que verifico que desconhece o seu funcionamento e as suas regras, o mesmo  destinava-se apenas a fomentar o desenvolvimento integral das crianças e jovens, promovendo competências pessoais e sociais impulsionando a autonomia, responsabilização, participação ativa e tomada de decisão, nomeadamente através de sessões de informação/sensibilização no âmbito da prevenção dos comportamentos de risco e promoção de estilos de vida saudáveis, sessões de formação parental e realização de atividades lúdico-pedagógicas. Pelo que, como pode ver não incluía o acompanhamento psicológico. Aliás, bastar-lhe-ia ter lido as recomendações insítas no regulamento do Programa INTERVIR, mais especificamente o seu artigo 20.º, para verificar que a tal psicologia clinica não podia ser “enquadrada neste programa”.

Assim facilmente se depreende que não só o programa INTERVIR ou outros, não cumpririam com as necessidades da Freguesia, que nesta área não se limitam aos jovens, como seria portanto necessário a contratação de mais técnicos. Para além disso, a necessidade óbvia de que todas estas acções na área do apoio social se desenvolvam de forma coordenada, e a inexistência de alguém, com experiência já demonstrada, que pudesse desempenhar tais funções, levou à contratação do técnico que refere.

Já a contratação de uma empresa permite à Junta de Freguesia ter ao seu dispor um leque de técnicos na área social, que de outra forma não seria possível ou só o seria se se procedesse à contratação de vários técnicos, com custos muito mais elevados. É pois com uma preocupação também económica que é feita esta contratação.

Julgo que fica assim mais do que justificada a necessidade destas contratações, que foram feitas com total transparência e dentro dos parâmetros exigidos por Lei, e que como facilmente se vê, não precisam de nenhuma “justificação politica” como argumenta.

Mais, para a elaboração dos diversos regulamentos e projectos, são necessários técnicos que saibam o que estão a fazer, que analisaram o que existia e permitiu fazer uma avaliação das necessidades. Esta é uma área muito importante da actuação da Junta de Freguesia e não podem ser curiosos a criarem os regulamentos e regras e só depois é que se contratariam os técnicos. Era como começar uma casa pelo telhado. E esta Junta não faz as coisas ao contrário. Primeiros temos que construir bons alicerces, o que significa que primeiro foi necessário criar a equipa. É assim que as coisas funcionam.

Quanto aos valores que refere, e que são os dos contratos que estão publicados, seria bom que desse a informação toda e não fizesse demagogia barata. Os valores que refere são para 3 anos, conforme pode ser verificado no portal Base (e não para 1 ano, como parece resultar do seu comentário). Considerando que a empresa de psicologia irá “fornecer” 4 técnicos de diversas áreas, isto significaria um valor médio mensal para os 3 anos inferior a 800,00€ por técnico, o que em parte só é possível com a contratação da referida empresa, pois a alternativa seria contratar os mesmos técnicos individualmente, por um valor muito mais elevado e para os quais não haveria uma necessidade permanente.

Repare que, se eu usasse a mesma técnica, também poderia agora utilizar a mesma fonte e dizer que V. Exa., ao ter perdido as eleições nas Avenidas Novas, celebrou um contrato com a Câmara Municipal de Lisboa no valor de 165.564,00€, para organizar a agenda e o relacionamento do Senhor Vice-Presidente (quem sabe, já presidente) com as Juntas de Freguesia. Claro que V. Exa. iria ripostar que o Contrato foi celebrado por quatro anos. Mas convém reparar que, enquanto os contratos celebrados pela Junta a que se refere são de três anos, o seu é de quatro, sendo difícil de antever a especial fundamentação que um tal contrato terá merecido, em cumprimento do artigo 48.º do CCP, face às funções de organização de agenda e relacionamento com as juntas, ainda que não se ignore que a contratação de V. Exa. se terá baseado “em razões de especial aptidão técnica e intelectual, bem como na experiência profissional”.

Por fim  permita-me dizer-lhe que ao contrário de V. Exa eu não separo as minhas funções de autarca das de cidadão. Assim o post no meu blog, reflete a posição de um cidadão, que é ao mesmo tempo membro (se bem que em substituição) da Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, que lê a documentação que lhe é apresentada para deliberar, estuda atentamente esses mesmos documentos, questiona o que eventualmente lhe levante dúvidas e só depois decide. Mas como membro da Assembleia de Freguesia também me compete, sem demagogia, fiscalizar a acção da Junta de Freguesia, o que é muito diferente daquilo que por ventura pretende dar a entender, pelo que tem razão quando afirma que a Junta nada tem a ver quer com o meu post inicial, nem com esta minha resposta ao seu comentário, que reflectem única e exclusivamente a forma, como no presente caso, vi a forma inexplicável como V. Exa, o PS, o PCP e o BE, votaram contra um regulamento que apenas visava regulamentar a forma como os fregueses das Avenidas Novas poderiam aceder ao serviço proposto, não tento por isso nada a ver com contratações.

Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas aprova Regulamentos e Protocolos

Na última Assembleia de Freguesia Ordinária de Avenidas Novas, iniciada a 29 de Abril e que se prolongou por mais duas reuniões a 22 e 29 de Maio, foram aprovados diversos regulamentos, protocolos e a tabela de taxas a praticar pela Freguesia.

A apresentação por parte da Junta de Freguesia de 9 regulamentos, visa por uma lado dar cumprimento a imperativos legais que obrigam a que por exemplo os equipamentos da Freguesia como o mercado do Bairro Santos e as instalações desportivas tenham regulamentos próprios de funcionamento ou que as taxas a praticar pela Freguesia, tenham por base um regulamento que determine a forma como as mesmas são criadas e aplicadas. No caso dos projectos desenvolvidos pela Junta de Freguesia, além da questão legal, acresce a importância de que os mesmos estejam devidamente regulados para poderem funcionar, ficando também dessa forma bem definidos quem pode usufruir desses projectos e apoios, que têm uma vertente iminentemente de apoio social, como foi prometido durante a campanha eleitoral pelo PSD e CDS, partidos que venceram as eleições na Freguesia.

Se por um lado a existência destes regulamentos é só por si, um sinal de transparência do funcionamento da Junta de Freguesia, pois a simples existência dos mesmos, impede que fique ao livre arbítrio de quem gere esses projectos ou equipamentos a tomada de decisões ou o de beneficiar determinados utentes em detrimento de outros, por outro é mais um sinal de clara ruptura com o passado onde este tipo de regulamentos era quase inexistente, permitindo uma gestão totalmente casuística dos meios das Juntas de Freguesia.

Os regulamentos aprovados  foram: (ente parêntesis estão as proposta apresentadas á Assembleia de Freguesia, pela Junta de Freguesia, com a devida fundamentação)

- Regulamento de Taxas (proposta) e a Tabela de Taxas e Preços a cobrar pelas actividades da Junta de Freguesia e na utilização privada de bens do domínio público e privado da autarquia;








De forma totalmente inexplicável (como já aqui referi), uma vez que não foi feita qualquer critica ou observação ao regulamento apresentado, apenas tendo sido levantadas questões politicas (no final da votação o Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia, eleito pelo PS, afirmou de forma muito clara, que o voto contra do PS foi uma posição politica) e sobre a contratação de serviços nesta área (legal, como afirmou também o Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia), os partidos da oposição (PS / PCP / BE), chumbaram o Regulamento do Gabinete de Psicologia (proposta).

Na prática este chumbo inviabilizou a existência de um serviço de apoio nesta área, e que ao contrário do que tem sido afirmado, não pretendia apenas servir as crianças que estudam nas "nossas" escolas, mas sim toda uma população da Freguesia e durante todo o ano, que hoje mais do que nunca precisa de um apoio na área da psicologia clinica, como são por exemplo os casos de muitos desempregados, de idosos, que mais do que viverem sozinhos, vivem totalmente isolados e com enormes dificuldades e até de sem abrigos que existem na nossa Freguesia. Além de apoio psicológico, este era mais um projecto de carácter iminentemente social, que os partidos de esquerda, que continuam a julgarem-se arautos das causas sociais, impediram que exista, por agora na Freguesia. E digo por agora, pois espero que esta infeliz decisão seja repensada e que este projecto possa prosseguir, uma vez que a Junta de Freguesia já estava a apoiar alguns utentes aos quais teve de comunicar, com todas as consequências negativas de tal decisão, o fim do seu apoio (espero que temporariamente).

Foi também aprovado o Quadro de Pessoal da Freguesia (proposta)

Foram ainda aprovados 3 protocolos, que visam proporcionar condições vantajosas de utilização de serviços aos fregueses das Avenidas Novas:

- Protocolo de colaboração com o Ginásio New Level (serviços de saúde e bem-estar em ginásio (proposta)



A Assembleia aprovou ainda 2 isenções de taxas a entidades sediadas na Freguesia, para a utilização do Polidesportivo da Rua Filipe da Mata, como já aqui referi.