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domingo, 25 de dezembro de 2016

Já chega de afetos. É tempo de o Presidente começar a olhar para o país

Caro Presidente Marcelo… (Por Cristina Miranda, in Blasfémias, 24-12-2916)
…confesso que já não suporto mais ouvi-lo dizer que tudo está bem. Que temos estabilidade. Que o país está a crescer… Deste governo que nos mente descaradamente para se manter no poder, não esperava outra coisa. Mas de um Presidente da República que dizem ser de afectos pelo seu povo, decididamente não!

Portugal, a partir de 2016, aumentou a dívida em mais 14 mil milhões. São 51 milhões de euros POR DIA contra  19 milhões em 2015, que outros estavam a baixar. Como pode dizer que o país vai bem, de sorriso rasgado na cara, se com crescimento quase nulo, quase triplicamos a dívida, só com despesa directa do Estado? Como pode também encobrir o embuste do défice, feito à conta do registo dos gastos directamente na dívida, sem passar pelo orçamento? Porque teima, juntamente com eles,  nos iludir?

(...) De si,  esperava que obrigasse a corrigir a trajectória de quem nos empurra, de novo, para o abismo de 2011. (...) Se viajasse mais cá dentro, saberia  que os hospitais estão em ruptura financeira. Que as escolas também. Que os transportes parecem dum país do 3 mundo.  Que 99% do tecido empresarial são PME privadas sufocadas por impostos (...). Que a classe média suportou no OE2016 um aumento obsceno de impostos e vai voltar a suportar mais um  no OE2017 só para manter vivas e de boa saúde, as clientelas deste governo.

Excelente texto de Cristina Miranda, a ler na integra aqui. Se bem que ao votar em Marcelo (mais por falta de alternativa do que por convicção), não tinha dúvidas que iriamos ter um Presidente a banalizar a função Presidencial, com o seu pertenço à vontade permanente e proximidade com o povo, sempre com um sorriso rasgado de orelha a orelha, estava longe de pensar que, depois dos frequentes alertas (para não lhes chamar constantes), que fazia enquanto comentador, à politica de rigor seguida pelo anterior governo, Marcelo fosse tão permissivo com um governo de esquerda que, com sorrisos e soluções para agradar a todos os que lhe podem causar alguma sombra, nos vai empurrando para mais um beco sem saída.

Sinceramente, também eu começo a estar farto de tanto afeto e a ter saudades de quem olhava para o país de forma mais realista, se bem que muito menos popular.

Excerto de comentário ao post da Cristina Miranda, no blog Blasfémias: Aparentemente os portugueses não querem presidentes ou primeiro-ministros cinzentos e competentes, preferem uns que sejam tão irresponsáveis como eles. Que contraste fazem o brincalhão Marcelo com o soturno Cavaco, ou Passos com o alegre Costa. Pouco importa que nos estivessem a tirar, a custo, do buraco socialista, quem vê caras não vê défices.(...)
Mas esses dois, pelo menos, tinham a decência de não insultar as pessoas decentes com sorrisos permanentes e completamente desligados da realidade, que não está para graças.

domingo, 6 de novembro de 2016

Em que é que ficamos? Há ou não há pena de morte na Guiné Equatorial?

Observador 1-11-2016 aqui e aqui
A Democracia como nós a conhecemos e vivemos em Portugal ainda está longe de ser uma realidade em alguns dos países fundadores da CPLP, nomeadamente no que diz respeito às liberdades de expressão e de imprensa. Mas também é verdade que apesar de todas as adversidades e obstáculos, todos esses países são constitucionalmente e na prática democracias multipartidárias, com eleições e órgãos eleitos pelo povo. Já o mesmo não podemos dizer da Guiné Equatorial, onde o ditador Obiang governa o país há 37 anos e onde (apesar de uma moratória) a pena de morte é uma realidade.

Para Presidente da República do país que foi o primeiro a abolir a pena da morte, este comportamento de aparente complacência perante a Guiné Equatorial, e de dissonância com o governo, não lhe ficam nada bem.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Obrigado, Professor Cavaco Silva

Há precisamente 5 anos atrás, após a tomada de posse para o seu 2º mandato como Presidente da República, tive a oportunidade de saudar o Prof. Cavaco Silva, com quem tive o privilégio de conviver e de acompanhar durante as suas 6 campanhas eleitorais.

Foi com o Prof. Cavaco Silva que Portugal se modernizou, desenvolveu e atingiu um nível de presença e respeito internacional que até então desconhecia, tendo sido sempre durante os seus 10 anos como Presidente da República um garante da estabilidade política do país, mantendo uma relação de total lealdade institucional para com governos. Algo que outros na mesma posição não só não conseguiram, com tudo fizeram para contrariar.

Como afirmou hoje o novo Presidente da República, o Prof. Cavaco Silva “independentemente dos juízos que toda a vivência política suscita” é merecedor de “uma palavra de gratidão pelo empenho que sempre colocou na defesa do interesse nacional – da ótica que se lhe afigurava correcta, é certo – mas sacrificando vida pessoal, académica e profissional em indesmentível dedicação ao bem comum”.

No dia em que termina funções como Presidente da República, deixo aqui a minha homenagem, ao mesmo tempo que recordo com orgulho, o ter podido humildemente contribuído para a eleição de alguém que, quer como 1º Ministro quer como Presidente da República, colocou sempre o interesse nacional em primeiro lugar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O que o PS não quis ouvir








Isto é o que de importante o Presidente disse ontem aos Portugueses em geral e em particular a António Costa, que nestas três últimas semanas acenou com um pseudo acordo que asseguraria um governo estável para 4 anos, mas que chegado o momento de o apresentar, o mesmo não existe, nem sabemos se virá a existir. Posto perante este facto não restava outra saída ao Presidente da Republica.

É realmente lamentável o comportamento de António Costa, ao tentar dar a entender aos Portugueses, que tinha um acordo com o PC e o BE, que só não o mostrava para não dar trunfos à direita, quando na verdade nada ou quase nada tem. 

Mais uma vez António Costa brinca com os Portugueses e as conclusões da reunião da Comissão Politica de ontem, são prova mais do suficiente, que ainda não conseguiu chegar a um acordo. Será que vai chegar? E se chegar, com que preço para Portugal?

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Durão Barroso

O Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique com que o Sr. Presidente da República agraciou o Dr. Durão Barroso, é uma condecoração totalmente merecida e foi atribuída no momento correcto. Naturalmente logo se levantaram vozes contra das minorias de esquerda, que continuam a julgar que representam o povo, mas que cada vez mais, eleitoralmente, têm menos representação. Mas também a ausência dos partidos da oposição nesta cerimónia, é reveladora da forma como a esquerda, com especial relevo para o PS, continua a fazer da politica do bota a baixo e do estar contra apenas porque não tem alternativa ou ideias (ou no caso presente, porque o homenageado não é da sua cor), a sua forma de intervenção, actuando de forma totalmente provinciana.

Como o Senhor Presidente da República referiu, Durão Barroso exerceu o “mais alto cargo internacional alguma vez assumido por um português”, desempenhado com "tão grande relevo e tão grande influência na cena internacional", tendo realizado serviços de extraordinária relevância” a Portugal e à União Europeia. Só aqueles que não quiserem recordar, por exemplo, o papel que desempenhou bem recentemente "nas negociações sobre o quadro financeiro plurianual 2014-2020" ou no "alargamento das maturidades e a descida das taxas de juro dos empréstimos que Portugal obteve, no quadro do programa de ajustamento", poderam julgar que Portugal em nada beneficiou com a sua presença à frente da Comissão Europeia.

A este respeito subscrevo totalmente as palavras de Vital Moreira (insuspeitas vindas de quem vem), ao afirmar que Durão Barroso "não foi uma personagem menor, como outros que passaram pelo lugar antes dele.




Eu faço votos para que, no futuro, outros Portugueses possam alcançar tanto relevo, tanto prestígio e tanta influência a nível internacional e possam ajudar tanto Portugal, como fez o Dr. Durão Barroso". Permitam-me acrescentar, vindo de que sector da sociedade venha ou que seja oriundo de uma família politica que não a social democrata. Muito contente ficaria e tenho a certeza que muito honraria Portugal, se como se noticiou recentemente, António Guterres fosse o próximo Secretário Geral da ONU.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Há quem ainda não tenha percebido o legado de Nelson Mandela

Ontem foram muitas as vozes amarguradas, que aproveitando-se da morte de um homem, que deu uma lição de tolerância e perdão ao mundo, resolveram fazer baixa politica interna, com o único fim de atacar o Presidente da República de forma vil e totalmente demagógica, ao ocultarem de forma vergonhosa parte do que se passou na Assembleia Geral da ONU a 20 de Novembro de 1987, onde não foi uma mas sim oito as resoluções apresentadas (uma foi adoptada sem votação e apenas sete foram votadas) e que tinham como ponto comum a rejeição da política de apartheid que então ainda vigorava na África do Sul

Se é verdade que Portugal votou contra a resolução A/RES/42/23A, que apelando num dos seus pontos, à libertação imediata de Nelson Mandela, fazia um claro incentivo ao uso da violência, também é verdade que no mesmo dia Portugal votou a favor da resolução, A/RES/42/23G - "Acção internacional concertada para a eliminação do apartheid", que num dos seus pontos, pedia a "libertação imediata e incondicional de Nelson Mandela e de todos os outros prisioneiros políticos", sem mais considerações.


Não percebo o que Ana Gomes, Daniel Oliveira ou António Filipe, pretendem ao esconderem parte dos factos e com isso criarem mais um circo mediático, falando apenas na resolução contra a qual Portugal votou, esquecendo-se de referir o porquê de tal sentido de voto e que no mesmo dia votou favoravelmente pela libertação incondicional de Nelson Mandela. Esta gente não aprendeu nada com a lição de tolerância e com o exemplo que Nelson Mandela nos deixa.

E é bom não nos esquecermos que a posição assumida por Portugal teve ainda em conta a defesa dos interesses da enorme comunidade portuguesa na África do Sul e que permitiu mais tarde, como o próprio Nelson Mandela referiu de forma positiva, quando veio a Portugal, estabelecer pontes entre a África do Sul e a União Europeia.

É portando importante que quando queremos relembrar a história, a mesma se faça de forma transparente e imparcial, relatando todos os factos e não apenas aqueles que em determinado momento nos interessam, para criar mais umas querelas politicas. Felizmente que ainda há em Portugal, quem ande atento e nos lembre, como aqui e aqui, o enquadramento total dos factos.

domingo, 10 de março de 2013

Uma crise anunciada

Prefácio do livro "Roteiros VII", publicado pelo Presidente da República, onde é feita uma análise das razões que nos levaram a esta crise e do consequente pedido de apoio financeiro externo, apoiado por 90% dos deputados, questões que muitos continuam a querer esquecer e actuam como se não tivessem qualquer responsabilidade na actual crise.

Aos que criticam o "silêncio" do Presidente da República, é respondido de uma forma clara que não é com protagonismos e exposição mediática, que o Presidente da República pode ajudar o país, mas sim com uma verdadeira "magistratura de influencia", muita vezes executada longe dos olhares dos media e desconhecida da maioria dos Portugueses, mas que tem contribuído, tenha a certeza, para que Portugal venha recuperando a sua credibilidade quer internacional, quer junto dos Portugueses, que têm contribuindo de uma forma exemplar, para sairmos da crise. 


Download do PDF do prefácio aqui