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domingo, 6 de dezembro de 2015

Solução Syriza para a crise - cortes nas pensões e agravamento de impostos


Esta é a esquerda que em Janeiro deste ano fez sorrir as Catarinas, as Marisas e os Syrizicos cá do burgo, que tanto saudaram e aplaudiram. E agora, o que dizem?

Será que Costa ainda continua a pensar que o sinal Grego continua a dar força para seguir na mesma linha?

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Syriza apoia greve contra Syriza




Os paladinos da anti-austeridade na Grécia, são agora criticados pelos que os elegeram, por estarem a insistir na austeridade que juraram terminar. Mas o Syriza no seu habitual contorcionismo e vitimização da esquerda, apoia esta greve para arranjar mais uma desculpa para não cumprir (como é habitual nos Gregos) com os compromissos que assumiu aquando do 3º plano de resgate. Algo que parece que o PS se está a esforçar por conseguir para Portugal.

Por cá já pouco faltará para vermos o PC a apoiar e promover as greves da Intersindical, contra o Governo PS que o PC jura vir a apoiar. Vai ser interessante

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

As dez vergonhas gregas que nunca nem o Podemos nem o Syriza te contaram*

Domingo a Grécia vai a votos novamente, apenas 8 meses depois das últimas eleições que deram a vitória à extrema esquerda. Vamos ver qual vai ser a escolha dos gregos, quando após 8 meses de governação syrizica, o país está claramente pior que em Janeiro.

Mas se Tsipras contribuiu fortemente para afundar ainda mais a Grécia, que apesar de tudo registava no final do ano passado sinais de crescimento, a verdade é que a tragédia grega começou muito antes. Será possível continuar a governar um país assim? Será possível ao Syriza continuar a esconder as verdadeiras razões da crise grega? Porque é que durante estes 8 meses nunca o Syriza aceitou que são os gregos e só eles o culpados pelo estado em que se encontra o país, colocando as culpas todas nos seus parceiros europeus, que tudo fizeram (e estão a fazer) para ajudar o povo grego?

Um texto que em 10 pontos resumidos e numa linguagem clara, mostra porque é que em tão pouco tempo a Grécia vai para o terceiro resgate financeiro:

«A Grécia é não só um país falido, mas também uma das economias mais pobres e menos desenvolvidas da Europa desde há décadas. E isto, curiosamente, seguindo os ditames da esquerda radical - posto que o Estado grego caracterizou-se por ser um dos mais intervencionistas da Europa (estava no 100º lugar mundial da fragilidade de fazer negócios quando começou a crise do euro) e com um dos mais elevados níveis de gastos públicos.
A origem da tragédia grega, ao contrário do que defendem o Syriza e o Podemos, não reside na austeridade, mas sim no enorme e insustentável setor público. A Grécia foi o país da UE que mais aumentou o seu gasto público real (cerca de 80% entre 1996 e 2008) e a sua divida pública (400% superior à receita pública de 2011) desde os felizes anos da bolha de crédito. Mas estes grandes números, sendo relevantes, traduzem-se também em factos muito concretos, cuja realidade ocultam habilmente os partidos como o Syriza ou o Podemos em Espanha.
Em seguida, resumem-se as dez grandes vergonhas Gregas que a esquerda europeia se nega a reconhecer. A ruina grega é uma história cheia de mentiras, desperdícios e uma enorme hipocrisia.
1 – Mentiram sobre o défice público
O primeiro facto a assinalar é que os políticos gregos ocultaram o seu défice público real durante anos. Quando o novo governo chegou a Atenas em 2009, encontrou-se com um perdão fiscal correspondente a 14% do PIB, em oposição aos dados oficiais de Bruxelas que era de 3.7%.
De um dia para o outro, o défice passou de 7000 para 30000 milhões de euros, quase quatro vezes mais. Este manifesto embuste evidencia a enorme irresponsabilidade política dos diferentes governos gregos.
2 – Atenas recorreu à banca de investimento
A esquerda descarrega constantemente contra os mercados, em geral, e a malvada banca de investimento, em particular, mas esquecem-se que a sua admirada Grécia recorreu aos financiamentos de Wall Street para ocultar as suas contas desastrosas.
O anterior governo presidido por Yorgos Papandreu reconheceu que a Grécia mentiu nas contas do défice e da dívida para entrar no euro, oferecendo dados falsos até 2009, valendo-se, entre outros, dos serviços da Goldman Sachs. Com isto assinala-se que o actual Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dirigia as operações da Goldman Sachs na Europa em 2002, quando a Grécia iniciou as suas operações fraudulentas de engenharia financeira.
3 – O Estado causou a falência da banca
Outra verdade é que, no caso da Grécia, a falência da banca grega foi responsabilidade direta do Estado grego, e não o contrário. As entidades bancárias foram encarregadas da dívida pública grega durante os anos da bolha para financiar o enorme e sumptuoso gasto de diversos governos. Por isso, a banca grega entrou em falência quando se removeu 50% dos títulos gregos nas mãos dos credores privados em 2011, após o acordo do 2º plano de resgate da Troika.
Posteriormente, a  Europa teve de injectar dinheiro extra para salvar os depósitos gregos. Isto é, os depositantes gregos foram resgatados com o dinheiro dos contribuintes europeus através da Troika, depois da insolvência de Atenas, que arrastou a banca para a falência.
4 – Vida a correr bem, mas com dinheiro dos outros
Durante a bolha a Grécia viveu muito acima das suas possibilidades reais, recorrendo a uma prodigiosa dívida pública para poder financiar esse nível intolerável de gastos. Mais de metade da economia grega dependia, de uma ou outra forma, do maná estatal, criando assim uma grande estrutura clientelar à base de “jobs for the boys”, corrupção, subvenções.
Seguem alguns exemplos:
Durante anos, e tendo um PIB per capita muito inferior ao de Espanha, o salário mínimo grego era 50% superior.
Durante décadas, quando um partido chegava ao poder colocava pessoas no sector público a troco dos seus votos, acrescentando de forma insustentável a pandilha estatal.
O Hospital Evagelismos, um dos principais de Atenas, por exemplo, chegou a ter 45 jardineiros para cuidar de quatro jarras na sua entrada; alguns organismos públicos contavam com 50 condutores por carro, um antigo ministro da agricultura criou uma unidade não contabilizada de 270 pessoas para digitalizar as fotografias das terras públicas gregas, sem que nenhum dos contratados tivesse experiência na fotografia digital, pois eram carteiros, cabeleireiros, agricultores e em geral filiados no partido…
O gasto em educação, saúde e políticas sociais, foi de longe a que mais aumentou até ao estalar da crise da dívida, superando os 31% do PIB em 2012.
Além disso, a Grécia, essa grande referência da esquerda radical, era o país da UE que mais dinheiro destinava a gastos militares antes da crise, com uma média superior a 4% do PIB.
5 – Excesso de funcionários e ineficiência
O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.
– Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha; os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil; mas se somarmos os contratos a termo, o valor superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e quase 20% da força laboral do país.
– Ganhavam em média 1350 euros mensais, superando o salário médio existente do sector privado. Mas o relevante era que o lucro dos funcionários públicos era muito maior: além de receberem 2 salários extra, recebiam bónus e recomendações adicionais citando todo o tipo de desculpas, como chegar ao trabalho no tempo previsto, apresentar-se correctamente vestido, usar o computador ou falar línguas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um bónus por trabalharem ao ar livre.
– Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber de média mais de 70 mil euros anuais, enquanto os alemães recebiam 50 mil euros anuais.
– Mesmo assim, os funcionários também recebiam uma pensão vitalícia de 1000 euros mensais para as filhas solteiras de empregados falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.
– Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que melhores notas tinha nos exames de PISA referentes à qualidade educativa, mas essa superabundância de docentes só serviu para o país estar entre os piores países com pior nível de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam os seus filhos para escolas públicas, tinham que contratar professores particulares de reforço.
– Outro dado curioso é que na Saúde Pública a Grécia era a que mais gastava em consumos intermédios, superando a média da UE, sem que os gregos tivessem mais doentes que os restantes europeus. Motivo? Um dos muitos escândalos destapados durantes os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregados com todo o tipo de material higiénico e sanitário.
6 – Empresas públicas, o cúmulo do desperdício
No entanto, para além do número desproporcionado de funcionários públicos, os seus salários ou a grave ineficiência dos seus serviços era a sua superdimensionada estrutura estatal, tendo centenas de empresas, organismos e entidades inúteis. Basta assinalar alguns exemplos para nos apercebermos do absurdo:
O salário médio da Renfe [equivalente da REFER portuguesa] grega, chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A sua receita operacional rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto os seus gastos superavam os 700 milhões.
“Há vinte anos atrás, um próspero empresário chamado Stefanos Manos, nomeado depois ministro das finanças, sugeriu que seria mais barato colocar todos os passageiros das linhas férreas gregas em táxis – continua a ser verdade.”, tal como detalha Michael Lewis no seu livro: “Boomerang: Travels in the New Third World”, onde se explica parte dos excessos gregos cometidos durante a borbulha.
O orçamento do metro de Atenas rondava os 500 milhões de euros anuais, e ganhava com a venda de bilhetes apenas 90 milhões.
A Grécia também criou um comité para gerir o Lago Kopais, mesmo estando seco desde 1930.
Após o resgate da Troika, Atenas anunciou a eliminação ou fusão de 75 organismos públicos, em que trabalhavam mais de 7 mil pessoas, e que anualmente recebiam cerca de 2700 milhões de euros (uns 386 mil euros por empregado).
7 – Reformas douradas
Até ao estalar da crise, os gregos podiam-se reformar pouco depois dos 61 anos, recebendo cerca de 96% do seu salário, sendo um dos sistemas de pensões mais generoso e insustentável da UE.
Na Grécia existiam cerca de 600 categorias laborais, que alegando motivos de saúde, poderiam optar pela reforma antecipada, estabelecida para os homens aos 55 anos e para as mulheres aos 50 anos. E entre estes últimos beneficiados havia todo o tipo de profissões, desde cabeleireiros até trompetistas, flautistas, cozinheiros, massagistas e incluindo apresentadores de TV, entre outros.
Precisamente por isso, os gregos beneficiavam da maior esperança de vida após a reforma, não por viverem mais anos, mas por se reformaram antes. Em concreto, ao passo que a  média da OCDE era de 18.5 anos, os gregos disfrutavam de 24 anos da existência plácida da reforma, sustentada por um crescente volume de dinheiro emprestado em forma de dívida pública.
Além disso, o controlo sobre a gestão das pensões era inexistente. Durante a crise, detectaram-se milhares de familiares que recebiam reforma  depois dos seus titulares terem falecido,  ou recebiam certas prestações sem terem direito a elas.
8 – Subornos e evasão fiscal
A Grécia destaca-se também por liderar todos os indicadores europeus de evasão fiscal. Antes da crise, um em cada quatro trabalhadores não pagavam nada de impostos, de modo que os cofres públicos deixavam de receber entre 15 mil a 20 mil milhões de euros ao ano.
Antes da crise, cerca de 5 mil gregos declaravam que recebiam mais de 100 mil euros por ano – isto numa população de quase 12 milhões. Lewis explica no seu livro que dois terços dos médicos não pagavam um único euro em impostos, pois nos seus rendimentos declaravam menos de 12 mil euros anuais.
Os subornos estavam na ordem do dia. Alguns estudos lembram que os gregos gastavam cerca de 800 milhões de euros em subornos, para evitar o pagamento de multas ou para que os funcionários fechassem os olhos, incluindo os inspectores fiscais. Para termos noção, o ministério das finanças despediu, há escassos anos, 70 funcionários com um ativo imobiliário médio de cerca de 1.2 milhões de euros, quando o seu salário não superava os 50 mil euros anuais.
Outro dado alarmante é que o número de trabalhadores por conta própria na Grécia era dos mais elevados da UE, não por serem especialmente empreendedores, mas pela facilidade de ocultarem dados do Fisco. Como se isso não bastasse, em anos eleitorais, como em 2009, a recolha de impostos baixava de forma substancial (cerca de 30% do PIB), pois os políticos a nível local perdoavam impostos com o objectivo de arrecadarem votos.
9 – Dívida pública exagerada
Como consequência desta farra de gastos e crescimento estatal, o país financiou-se emitindo dívida. A Grécia foi o país que mais recorreu à dívida privada durante a época da bolha financeira e com isso a sua factura anual de juros era cerca de 12% da receita pública até ao 2º resgate (em 2011 antes do resgate, chegou aos 17%), no entanto na Alemanha o valor era de 6%.
10 – Podem pagar, mas não querem
Syriza e Podemos reclamam agora um novo corte da dívida soberana, mesmo que o Estado grego se tenha endividado voluntariamente para cometer todos os excessos descritos anteriormente – em vez da Grécia assumir a responsabilidade e pagar o que deve.
Mesmo que muitos digam que é impossível, é certo, segundo o BCE, que Atenas possuiu uma enorme carteira de ativos públicos, estimada em cerca de 300 mil milhões de euros, incluindo empresas, infraestruturas, ações, participações, solo e todo o tipo de bens. A Grécia também podia vender ilhas, praias, ouro, e até monumentos, se fosse necessário, com a meta de cumprir os seus compromissos e evitar o doloroso estigma da falência e possível saída do euro.
Não seria necessário chegar tão longe, bastava que Atenas reduzisse o peso do Estado para metade (uns 60 mil milhões de euros) com a privatização das pensões, saúde e educação, e vendesse 50% dos seus ativos (outros 100 mil milhões por baixo), e a sua dívida ficaria a cerca de 70% do PIB. Além disto, unido ao compromisso do equilíbrio das contas públicas (défice zero) e um ambicioso plano de reformas para liberalizar a economia e baixar os impostos, poderia reduzir ainda mais o seu endividamento a médio prazo por via do crescimento económico. A Grécia pode pagar, só que não quer, e tudo indica que não pague.»
* Tradução do texto inicialmente publicado no LibreMercado por M. LLamas, e traduzido por Jóni Coelho e publicado por Rui Santos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Intervenção do Deputado Europeu Gonzalez Pons, sobre a situação grega e a solidariedade Europeia

Agora que a Catarina Martins e outros Syrizicos arrivistas cá do burgo, já não apoiam o Syriza, como o fizeram em Janeiro, e António Costa tudo faz para esquecer que a "vitória do Syriza era um sinal de mudança que dava força para seguir a mesma linha", mas ao mesmo tempo continuam a insistir em muitos dos pontos da receita que o Sr. Tsipras teimou em implementar na Grécia, nestes últimos 8 meses e que teve como única consequência um terceiro resgate, convém avivar a memória de alguns, para que a história não se repita, agora por cá.

Portugal e a Europa, foram solidários com a Grécia, ao contrário do que Syrizicos, tentaram fazer querer. A Grécia é que tudo fez já por 2 vezes, para não aproveitar a solidariedade Europeia. Vamos ver se à terceira é de vez e se domingo o povo grego vota por uma solução que lhes traga a estabilidade, que a Grécia, mas também a Europa, precisam.

E é bom que os portugueses não esqueçam, que Portugal emprestou quase 555 milhões de euros à Grécia em 2011 e 548 milhões no ano anterior, em 2010. Ou seja, a Grécia deve a Portugal cerca de 1.100 milhões de euros, algo como 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) anual português.

Esta intervenção do Deputado Europeu Esteban Gonzalez Pons relembra-nos algumas verdades que nunca fizeram mal a ninguém e que ajudam a não nos deixarmos embalar pelo canto das sereias “ofendidas” de esquerda e extrema esquerda em Portugal.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Afinal havia outro

 
Afinal agora o caminho da mudança já não é o do Syriza.
Como desde sempre, os socialistas continuam a dirigir ao sabor do vento e do populismo

domingo, 16 de agosto de 2015

As semelhanças entre o PS e o Syriza, são mais do que Carlos César se esforça por negar


Mas não foi o PSD ou Pedro Passos Coelho, que afirmou que o PS é igual ao Syriza. O que Pedro Passos Coelho afirmou e chamou à atenção, é o que poderia acontecer a Portugal se seguíssemos o mesmo caminho que os gregos, liderados pelo Syriza, seguiram nos últimos meses. Pelo que não se percebe muito bem a reacção de Carlos César.

O que Carlos César se esquece, ou quer tentar esconder dos portugueses, é que internacionalmente o discurso e as propostas socialistas são comparadas com as do Syriza, onde até o insuspeito britânico Telegraph, pela voz de Ambrose Evans-Pritchard, jornalista e colunista do jornal, um dos mais influentes naquele país e seguido com atenção nos círculos financeiros de toda a Europa, afirma que nas propostas anti-austeridade, António Costa é semelhante ao grego Alexis Tsipras.



Porque a memória é curta, especialmente a dos socialistas, nunca é demais recordar certas verdades.

terça-feira, 7 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

NÃO...NÃO...E NÃO !!!!!

O povo grego votou de forma inequívoca: 61,3% disseram NÃO à austeridade. Mas este não à austeridade significa verdadeiramente o quê? Um não à Europa?

O governo grego tem afirmado repetidamente que a Grécia fica na Europa e no Euro, fosse qual fosse o resultado do referendo deste domingo. O primeiro ministro Tsipras, mal foi conhecida a vitória do não, apressou-se a comunicar que vai "regressar amanhã à mesa das negociações com o objetivo de estabilizar o sistema bancário (que está sem liquidez) e a economia". Mas Alexis Tsipras foi mais longe ao afirmar que "A questão da dívida vai estar na mesa das negociações, na sequência do relatório do FMI [em que um dos cenários admitidos elencava uma redução da dívida grega]". Este argumento também foi mencionado pelo ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, numa declaração à imprensa sobre os resultados do referendo, antes de Tsipras ter falado.

Ou seja, o que o governo grego quer é o melhor de dois mundos: permanecer activamente na Europa e usufruir da sua solidariedade (leia-se mais dinheiro), mas ao mesmo tempo que lhe seja perdoada parte da divida.




Porque não esperem os gregos que o tão apregoado fim da austeridade, que o Syriza tanto prometeu na campanha eleitoral e que neste referendo reiterou, vai acabar só porque uma larguíssima maioria do povo votou não. Ao prometer voltar às negociações, a dupla Tsipras e Varoufakis só se esqueceu de dizer aos gregos, que o que vai estar em cima da mesa das negociações são precisamente as medidas de austeridade, que até aqui têm sido debatidas, independentemente dos inevitáveis acertos pontuais que vierem a serem feitos, seja por parte do governo grego seja dos credores.

As afirmações do socialista Marin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, de que "Hoje é um dia difícil: existe uma maioria na Grécia e a promessa do primeiro-ministro Tsipras ao povo grego de que com o Não a posição da Grécia para negociar um acordo melhora é, a meu ver, falsa”, são reveladoras dos difíceis tempos que se avizinham para os gregos.

Respeito a decisão dos gregos! Mas depois dos sacrifícios que Portugal e os portugueses fizeram, e com os quais obtivemos resultados completamente diferentes dos da Grécia, que nos permitem afirmar de forma categórica que Portugal não é a Grécia, subscrevo o que o meu amigo Paulo Bento escreveu no Facebook: "A de que NÃO ESTOU DISPOSTO A PAGAR MAIS UM CÊNTIMO DE IMPOSTOS para pagar a vida que os gregos querem levar.

Quando se tomam decisões, tem de se saber assumi-las.

Por isso lhes digo...

Quando me perguntarem se estou disponível para fazer mais sacrifícios para lhes pagar as suas irresponsabilidades, responderei da mesma forma que hoje votaram...

NÃO...NÃO...E NÃO !!!!!"

sábado, 4 de julho de 2015

E quer esta gente ser governo XXVII

Seguindo a coerência já mostrada por diversas vezes dos seus amigos syrizicos gregos, António Costa, dando o dito por não dito, tenta agora a todo custo e a cada dia que passa, demarcar-se  do Syriza e do desastre em que este colocou a Grécia em apenas 6 meses.

Em Janeiro deste anos, António Costa rejubilava com a vitória do Syriza e com a derrota dos socialistas gregos do PASOK, afirmando que "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha"


Será que Costa se esquece que quem esteve à frente do Governo de Portugal, nos 6 anos anteriores á entrada da troika em Portugal, que quase nos deixou na bancarrota e à beira do está a acontecer na Grécia, foi o PS e de que num desses 2 governos ele próprio era o número 2?

Será que Costa ainda não percebeu que Portugal não é realmente a Grécia, e que apenas graças à determinação do actual governo PSD-CDS, liderado por Pedro Passos Coelho, e aos sacrifícios dos portugueses, é que "Portugal já terminou o programa com a 'troika', Portugal não teve programa cautelar, não pediu mais dinheiro, não pediu mais tempo. O país vai ter um défice inferior a 3%, pela primeira vez ficará livre de sanções ou ameaças, vai ter acesso a flexibilidade, temos o investimento a disparar, as exportações a crescer, a economia a melhorar e a criação de emprego finalmente a dar resultados positivos. Nada disto (...) tem a ver com a situação na Grécia", onde hoje já há farmácias sem alguns medicamentos, em que os limites ao levantamento de dinheiro são uma realidade e em que alimentos começam a escassear.

Mas não tenhamos dúvidas. Se o PS for governo e aplicar o que anda desesperadamente a prometer, facilmente chegaremos à situação em que o Syriza colocou a Grécia.

E quer esta gente ser governo!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

E agora Catarina e Costa o que é que têm a dizer?

Então não é que o camarada Tsipras está a queixar-se de não ter um programa de austeridade igual ao português. Ou estarei a perceber mal?

O que é que os camaradas Syrizicos cá do burgo, Catarina Martins e A. Costa (para quem a Vitória do Syriza era um sinal de mudança que incentivava a seguir a mesma linha), têm a dizer a isto?

domingo, 24 de maio de 2015

E quer este tonto ser governo XXVI

via FB
Em apenas 4 meses António Costa deixou de ver o Syriza como o exemplo a seguir na resolução dos problemas da Europa e de Portugal, para achar que são apenas uns tontos.

Para quem tem ambições politicas, António Costa devia ter, não só mais atenção de quem oportunisticamente se aproxima, numa tentativa desesperada de cativar o voto dos portugueses, mas também de ouvir aqueles que à esquerda cedo manifestaram o seu receio de "que as coisas vão correr mal na Grécia e que a identificação com o Syriza não vai ser propriamente um ativo político". Pena é que António Costa tenha demorado 4 meses a perceber isto.

Enfim, um tonto oportunista que quer ser primeiro ministro, para quem o Syriza iria ser a mãe de todas as inspirações, mas que afinal nem sabe o rumo a seguir e para quem os Syrizicos passaram rapidamente de bestiais a bestas.

E quer esta gente ser governo!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Grécia à beira do abismo?


É altura para se perguntar onde andam aqueles que tanto festejaram a vitória do Syriza e que andam casa vez mais calados. Onde andam os 70 marretas do manifesto que defendiam a reestruturação da nossa dívida, como a única cura de todos os nossos problemas?

Lembram-se do que disse António Costa, na noite de 25 de Janeiro, após a vitória do Syriza? Vale sempre a pena recordar, o que aqueles que querem governar o nosso país, diziam nessa altura e o que desejavam para Portugal:



sexta-feira, 20 de março de 2015

De bestiais a desajeitados, em menos de 2 meses

A 25 de Janeiro, António Costa considerava que a vitória do Syriza era “mais um sinal da mudança da orientação política que está em curso na Europa". Menos de 2 meses depois, António Costa parece já ter mudado de opinião, os radicais de esquerda já nada têm a oferecer à Europa e mais não são que um governo desajeitado que necessita de ajuda.

Curiosamente esta nova avaliação de António Costa sobre o governo grego, surge no mesmo dia em que em que se reuniu em Bruxelas com lideres de governo socialistas europeus, que já estão fartos dos zig-zagues de Tsipras e Varoufakis e de nenhuma acção concreta dos gregos. Dá ideia que António Costa levou um puxão de orelhas dos camaradas europeus em Bruxelas, mudou de opinião e terá finalmente percebido que nunca se deveria ter colado à vitória do Syriza, como se colou, maltratando
 vergonhosamente os seus camaradas gregos do PASOK, principais derrotados com a vitória do Syriza.

Imagino só o que a Catarina e outros syrizicos, não andariam já para aí a gritar, se tivesse sido o Pedro Passos Coelho a chamar desajeitado ao governo grego. Como foi o Costa, meteram a viola no saco e assobiam para o lado como se nada tivesse acontecido. Enfim atitudes da nossa esquerda caviar, a que já nos habituaram.

domingo, 15 de março de 2015

Arrependido?

Varoufakis arrependido? De quê? De não cumprir com o que prometeu? De ameaçar congelar promessas eleitorais? De se ter coligado com um partido da direita nacionalista, que ameça agora permitir uma invasão da Europa por imigrantes ilegais e terroristas? Do cachecol Burberrys? Da crise humanitária que afirma existir na Grécia, mas que pela forma como resolveu mostrar que vive, é algo que não sabe o que é?

Arrependidos devem estar é as Catarinas Martins desde país e principalmente o António Costa, pelo silêncio cada vez mais profundo a que se remetem, sobre as virtudes que o resultado das eleições gregas traria para Portugal e para a Europa, depois de se terem associado e rejubilado com a vitoria eleitoral do Syriza.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Garcia Pereira, os traidores do Syriza e o imperialismo

Uma traição que é uma tragédia grega! - Garcia Pereira no seu melhor

"O que está aqui em causa e é cada vez mais claro, é que o governo do Syriza que foi eleito com um conjunto de promessas, designadamente cortar com a União Europeia, cortar com o Euro e não aceitar mais uma única medida de austeridade, que chegou ao poder com o voto dos gregos (...) já depois de eleito teve um apoio de cerca de 81% da população grega.

E depois o que está a fazer neste momento, não obstante uma operação de cosmética, que torna isto ainda mais repugnante é um simples mudar de nomes. Deixa-se de falar na troika para se falar nas instituições, não se fala em credores fala-se em parceiros, mas de facto o que está aqui em causa é um novo memorando, um novo programa de resgate da Grécia e a cedência em toda a linha ao imperialismo". (Em Foco, Económico TV, 24-2-2015)

Depois de um discurso destes, que de democrata nada tem e que, apesar de dar vontade de rir, é um de radicalismo extremo, até os Syrizicos portugueses, parecem de direita.

Em resumo, segundo Garcia Pereira, o novo governo grego mais não é que um grupo de oportunistas, cobardes e mentirosos. Só faltou chamar-lhes de fascistas. Enfim o habitual discurso do MRPP, que me faz lembrar os tempos da "libertação imediata do camarada Arnaldo Matos". Quase 40 anos depois, o MRPP mantem-se fiel à sua cassete, e ao contrário do BE (e até  do PS), que não hesitaram em colarem-se à vitória do Syriza no dia das eleições, encara com frontalidade que o Syriza que ganhou as eleições há um mês atrás, não é o mesmo de hoje. E ainda bem, digo eu.

A necessidade de tomar decisões, obrigou o Syriza a mudar o seu discurso e as suas prioridades. Numa palavra a recuar. Ainda bem que o bom senso imperou, pelo menos para já, entre as instituições e a Grécia. É bom para os gregos, mas acima de tudo é bom para a Europa.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

As vitórias do Syriza e a nossa esquerda caviar

As últimas semanas e principalmente os últimos dias têm sido férteis em noticias sobre a Grécia. Eu próprio tenho aqui manifestado a minha posição sobre algumas das questões que se levantaram com o resultado das últimas eleições gregas, sendo especialmente critico para a demagogia com que a nossa esquerda caviar, a que inexplicavelmente António Costa e o PS se colaram, vêm vitórias em cada recuo do Syriza.

Não que tenha algo contra a Grécia ou os gregos, mas não consigo perceber de onde lhes veio esta súbita fobia para apresentar os Syrisicos como os salvadores da Europa, repetindo vezes sem conta o que já se percebeu não ser verdade, como se "uma mentira repetida mil vezes, passe a ser verdade".

Como infelizmente alguma da nossa imprensa já nos habituou a ser muito pouco isenta, reflectindo apenas o que mais lhe convém e se com isso conseguir atacar o governo, melhor ainda, tenho aqui replicado alguns artigos de opinião, que nos trazem uma outra visão do que se passa, além das verdades que outros teimam em nos impor.

E porque a memória às vezes é curta, convém não nos esquecermos de que estamos a falar de um país que tinha as mais inimagináveis regalias, onde cabeleireiras e massagistas eram profissões "árduas e insalubres" e davam direito a reforma aos 53 anosou que tinha uns absurdos 45 jardineiros para quatro arbustos, ou que pura e simplesmente vetou a nossa entrada e da Espanha na CEE. Ou será que não convém lembrar que nessa altura a solidariedade grega custou “dois mil milhões de dólares (cerca de 350 milhões de contos)”. Qualquer coisa como 1.750 milhões de euros, aos cofres europeus.

Porque algumas verdades são inconvenientes para uns tantos democratas, que curiosamente até há um mês atrás nunca os tinha visto como gregos e que nem faziam ideia (e se calhar continuam a não fazer) o que era o Syriza, deixo-vos aqui mais 4 artigos que ajudam a compreender a verdade sobre as recentes vitórias Syrizicas:

Bastaram três semanas - Ou a Teresa de Sousa virou uma perigosa Passista e apoiante da Sra Merkel , o que não me parece ser o caso, ou esta é mais uma análise isenta da actual realidade grega, que António Costa continua a querer ignorar;

Pequeno dicionário do nosso tempo mediático Um oportuno dicionário para o António Costa e a nossa esquerda Syrisica saberem o que dizem, quando vêem falar de crises humanitárias e de austeridade. (Crise humanitária existe na Siria, na Libia ou no Darfour. Ou de repente a nossa esquerda caviar já se esqueceu que continua a existir um Darfour...)

- O acordo do Eurogrupo explicado parágrafo a parágrafo - Como diz o mais que insuspeito Vital Moreira "É verdadeiramente patética a tentativa do governo Syriza e seus apoiantes para tresler o acordo com a UE e ver nele "uma batalha ganha" por aquele. Ver esta explicação em português entendível por toda a gente. Parece que outros comentadores leram uma versão diferente, provavelmente em grego..."

- A derrota do Syriza: não há revoluções grátis  - Ou a vitória da semântica. Já todos sabemos o que conseguiu o Syriza: em vez da troika, passou a haver “instituições”; em vez do programa, “acordo”; em vez de credores, “parceiros”; em vez de austeridade, “condições”. A verdade que alguns não querem ver.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A demagogia, os coitadinhos dos gregos, o Syriza e as IFKAT

Os gregos votaram e democraticamente fizeram uma opção e essa opção, também democraticamente, deve ser respeitada não só pelos gregos, mas também pelos europeus. Este é um facto sobre o qual parece não haver dúvidas. Diferentes são no entanto os entendimentos sobre o que o novo governo grego pretende dos seus parceiros europeus (e não só), para que mais uma vez sejam a solução dos seus problemas, criados apenas por eles, mas que infelizmente dizem respeito a todos.

Muito se tem dito e escrito nas últimas semanas sobre a situação grega, as promessas eleitorais do Syriza (sobre as quais os próprios já admitiram que fizeram bluff) e as vitórias ou recuos que o Syriza tem preconizado. Mas também muita demagogia, desinformação, meias verdades se têm dito e escrito, em grande parte à custa da ignorância da opinião pública nesta matéria, com o fim obvio de a influenciar e confundir sobre a nossa actualidade politica.

São pois muito oportunos alguns artigos de opinião, publicados este fim de semana, que de certeza ajudarão a esclarecer sobre a actual situação grega, a desmistificar algumas certezas, que de verdadeiras têm muito pouco, como a sustentabilidade ou não da dívida grega, a questão de já não negociarem com a troika, a crise humanitária, as ameças, ou as vitórias do governo grego nestas últimas semanas, mas que no último concelho europeu, não conseguiu colocar nenhum país do seu lado.

Destaco estes três a serem lidos e retidos com atenção:



A grande falácia grega (outras menores e uma sugestão) - Curiosamente ou talvez não, este artigo da Eva Gaspar, no Jornal de Negócios de sexta-feira, (já) não está on-line aqui ou aqui. (felizmente tinha-o copiado a tempo) Porque será? Por alguma azia que terá provocado à nossa esquerda e ao gregos Costa e Louçã?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

E agora SYRIZA?

2 semanas depois da esperada vitória do Syriza, é altura de se perguntar onde estão as tão propagadas medidas prometidas aos Gregos e qual o caminho que Tsipras vai fazer, agora que já se percebeu que está talvez mais isolado na Europa, do que antes das eleições.

Em dois artigos de opinião, hoje publicados pelo Observador, é feito um balanço do que foram estas duas semanas e que vale a pena ler (aqui e aqui):


"Durante a primeira semana no poder, o governo grego condenou as suas promessas ao fracasso e matou o seu programa eleitoral. O que se seguiu foi uma “tournée” europeia entre o patético e o desastroso.

Nunca vi um partido e um governo cometerem tantos erros como o Syriza e a coligação grega nos últimos dez dias".


"Ninguém estava à espera que duas semanas, umas quantas milhas acumuladas no cartão de passageiro frequente e uma dúzia de horas de conversas em algumas capitais fossem suficientes para que o novo Governo grego fizesse a Europa inverter a marcha e sacar de novo do livro de cheques.

Cumprido o ritual diplomático, tudo na mesma. Tudo, aliás, demasiado expectável. Da bonomia de Jean-Claude Juncker, que pegou na mão de Alexis Tsipras para o levar para a sala de reunião, até à intransigência alemã, que apenas concordou em discordar. De resto, muita compreensão, toda a vontade para negociar e chegar a um entendimento que sirva todas as partes, mas já com algumas linhas vermelhas bem traçadas. Primeiro, ninguém está disponível para um segundo perdão de dívida grega, exigência que era a segunda linha do programa que o Syriza levou a eleições. Segundo, a Grécia não pode rasgar unilateralmente o que acordou com os parceiros europeus. Terceiro, e provavelmente o que une toda a gente, ninguém quer chegar a um cenário de saída da Grécia do euro".

Curioso é o silencio a que a nossa esquerda, que tanto rejubilou com esta vitória e que dia após dia se tem deixado de ouvir e que nem um comentário fez à mais que surpresa que foi a coligação com um partido de extrema direita.