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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Calçada à portuguesa abre 'guerra'

In Sol 26-11-2013
Este é um tema que ultrapassa as fronteiras politicas e une à volta da defesa de uma técnica que é genuinamente nossa, parte intrínseca de Lisboa, que faz parte do nosso ADN, como é moda ouvir-se, gente de vários quadrantes políticos, como o Arq. Gonçalo Ribeiro Teles ou o actual Vereador do PCP, Carlos Moura.

O Forum cidadania LX, lançou a petição on-line "Pela Manutenção da Calçada Portuguesa na Cidade de Lisboa!", que conta já com mais de 1300 assinaturas.

Parece que só o Senhor Presidente da Câmara, que se esconde atrás de um Plano de Acessibilidade Pedonal desenhado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) (...) Cujo projecto – que esteve em discussão pública até 31 de Outubro – levantou uma onda de indignação nas redes sociais, parece não quer ver aquilo que é uma evidência - a recusa da cidade em perder aquele que é o seu símbolo mais característico e reconhecido internacionalmente e que a mobilidade pedonal de Lisboa, não se resolve acabando com a calçada portuguesa e a sua substituição por pedra de lioz ou blocos de betão, como já se começa a ver, nomeadamente na Rua da Vitória, Rua Conde Sabugosa (Av Roma) ou Av 5 de Outubro.




Ler aqui o artigo do Sol na integra.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Calçada portuguesa, o princípio do fim?

Por Paulo Ferrero* In Público 12-11-2013
A notícia que dá conta da intenção oficial da CML, plasmada na "janela de oportunidade" Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa (em consulta pública), em substituir, paulatinamente mas em força, a quase totalidade da calçada portuguesa de Lisboa salvo na zona histórica, por novos pavimentos ditos menos perigosos e, supomos, mais fáceis e baratos de colocar e manter, não é nova, apenas recorrente, mas desta vez é a sério, parece.
Desde logo, há duas questões básicas por esclarecer: uma, semântica, sobre o que se entende por "zona histórica" (o novel PDM consagra quase toda a Lisboa como histórica, certo?), outra, de igualdade de género, como agora se diz: a calçada portuguesa passa a ser apenas para turista ver? Só ao turista é "permitido" cair e estatelar-se?
É que ao avançar com esse condicionamento no tratamento do espaço público, a CML passa a ter duas realidades, duas cidades: a do natural e a do turista - afinal de contas, já se passa o mesmo na portagem ao Castelo, dirão os mais sarcásticos, pelo que por aí também nada de novo...
Há também um punhado de esclarecimentos que tardam a vir da CML (quererá mesmo fazê-lo?), e que responda às perguntas, também básicas, infelizmente recorrentes: a escola de calceteiros da CML forma quantos calceteiros por ano? Depois de formados, vão trabalhar com quem? Quem costuma colocar a calçada? É calçada aquilo que é colocado na generalidade do espaço público ou outra coisa qualquer a que se chama calçada? Não é verdade que existem vários tipos de vidrado? Por que razão não é sempre aplicado o melhor vidrado? Qual o ordenado-base de um calceteiro da CML e que incentivos extra há em termos de carreira e outros? Por que não é dignificada esta profissão? Quanto é que custa e quanto demora em média a boa colocação/reparação de 1m2 de calçada portuguesa vs bloco de lioz, por ex.? Quando é que a CML acaba com o estacionamento automóvel em cima dos passeios? Quando é que a CML regulamenta convenientemente as obras avulsas que abrem e fecham o subsolo? Por que não dispõe a CML de brigadas de calceteiros de fiscalização diária aos arruamentos da cidade, de modo a poder corrigir o mau calcetamento no devido tempo? Não é sadio e custa a aceitar que a CML decida unilateralmente (a calçada nem sequer foi minimamente abordada durante a campanha (?) eleitoral recente), mesmo que pela melhor das intenções (maior segurança e conforto aos peões mais velhos, deficientes motores, senhoras de saltos altos ou, simplesmente, aos distraídos), abrir guerra à calçada portuguesa e condicionar Lisboa a duas velocidades: a "moderna", pseudo-asséptica e antiderrapante, e a retrógrada, histórica, para postalinho de ocasião (os belos tapetes de calçada artística de Belém ou da Baixa, etc.) só que a CML já se contradisse ao repavimentar com lioz o miradouro de Santa Catarina e a Rua da Vitória...
Pior, parece haver também duas CML: a que pugna pela boa manutenção da calçada portuguesa e que procura soluções para a dignificar e manter como ex-líbris da cidade a par do azulejo, do fado, dos eléctricos e dos Santos Populares (veja-se a excelente intervenção recente nos passeios íngremes e estreitos das calçadas do Sacramento e do Combro, em que se misturaram dois tipos de pedra, diminuindo drasticamente o risco de escorregadela e o polimento rápido) e a que não vê forma de colocar senão lioz, tantas vezes mal cortado e fica logo sujo, feio e também esburacado e tão escorregadio como a melhor das calçadas - dirão que é mais barato, não precisa de mestres-calceteiros, é de rápida colocação e substituição, e implicará um maior negócio do que um simples cubo de calçada, talvez.
Seja como for, a CML parece esquecer-se de um facto insofismável: a calçada portuguesa é parte intrínseca de Lisboa, faz parte do nosso ADN, como é moda ouvir-se. E é uma vantagem comparativa e competitiva (idem) para a nossa capital, inclusive, chega a ser o elemento distintivo e valorizador de um espaço público (e urbano) feito, regra geral, de pouca valia estética e fraca luminosidade.
Daí este alerta a quem de direito: para que não deixe escapar este trunfo para terras distantes do Brasil, por ex., onde a calçada parece estar já a ser mais acarinhada do que aqui... E para que não ceda ao facilitismo e a supostos ganhos de poupança no curto prazo, pois tal será, creio, um tremendo erro estratégico e que custará caro no longo prazo. Haja CML!
*Fundador do Fórum Cidadania Lx

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

É urgente preservar a calçada portuguesa



Por causa de umas senhoras que não gostam da calçada portuguesa, porque ficam com os tacões presos nos passeios, dos idosos, que toda a vida viveram e calcorrearam a calçada portuguesa, mas aos quais parece que só agora é que traz problemas e essencialmente por causa do estacionamento indevido em cima dos passeios, que esse sim danifica profundamente a calçada portuguesa, vai-se acabar uma das principais características de Lisboa, em vez de se se encontrarem soluções que preservem e promovam esta arte.

O que é que se entende por zonas históricas? É que em algumas zonas da cidade, que para o comum dos mortais são históricas, como a Rua da Vitória ou o miradouro de Santa Catarina, parece que o ataque à calçada portuguesa já começou. E ou eu não conheço Lisboa ou será que o Sacramento não é zona histórica?

Não seria  de bom senso, começar por identificar o que se entende por zonas históricas e o que realmente se pretende com esta ideia, antes de começarem a destruir um património único? Alguém se lembra de como era a calçada portuguesa, que rodeava a placa central do Terreiro do Paço e que foi substituída por pedra (mármore?) lisa? Ou será que o Terreiro do Paço não é nem histórico nem turístico?

Mas também há que ter atenção às zonas turísticas,  nomeadamente às zonas da cidade como as Avenidas Novas, onde se localizam alguns dos mais importantes hotéis da cidade.

E as alternativas à calçada portuguesa, não são bem piores e perigosas, nomeadamente em tempo de chuva? 

Esta é uma técnica genuinamente nossa, que tem de ser preservada e melhorada. A solução deve passar por recuperar a verdadeira calçada portuguesa, pois aquilo que se vê actualmente em grande parte da cidade mais não é, como muitos lhe chamam, de amontoados de pedras colocadas por curiosos, que causam a maior parte dos problemas de que muitos se queixam.