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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Juros: Portugal, os outros e a contínua defesa da geringonça por Marcelo

Se utilizarmos a lógica de Marcelo sobre a influência da inflação nos juros pagos na emissão de dívida de longo prazo de ontem, todos os outros países pagariam juros perto do zero ou mesmo abaixo. Ou seja, mesmo com esta nova teoria, nunca ouvida e que só se pode entender como mais uma intervenção do PR em defesa da geringonça, Portugal continuaria a pagar um valor muitíssimo superior ao dos seus parceiros europeus, distanciando-se cada vez mais da média europeia.

Será que instabilidade europeia que se continua a sentir, apenas afecta Portugal? Ou será que são os factores internos, que fazem a diferença neste cada vez maior afastamento dos juros que Portugal dos restantes países Europeus?

A verdade é que, mesmo com alguns altos e baixos, os juros não deixaram de subir desde que geringonça nos (des)governa, atingindo esta semana valores de Março de 2014!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Como a austeridade colocou um forte travão na dívida pública

Para além das explicações mais politicas ou práticas que já aqui e aqui publiquei, este post de João Pimentel Ferreira, publicado no blog Matemática Viva, dá-nos uma explicação "cientifica" recorrendo a exemplos práticos automobilísticos, que permitem um melhor entendimento do porquê de apesar da austeridade implementada por este governo desde o seu inicio e dos esforços que os portugueses fizeram durante estes 4 anos, só agora em 2015 se começa a inverter uma tendencia de subida permanente da divida, que se verificava sem interrupção desde 1992.

Mostra-nos também de forma clara, que apesar de nos anos de 2011 a 2014 (apesar de só ter tomado posse a 21 de Junho de 2011), o actual governo não ter conseguido travar a subida da dívida, a sua subida foi sendo sucessivamente menor de ano para ano, sendo negativa já em 2015.

A ler com atenção, especialmente para aqueles que demagogicamente continuam a insistir na mentira, de que este governo não conseguiu colocar um travão, um forte travão, no crescimento da divida pública, que teve o seu expoente máximo em 2010, último ano em que o PS e Socrates governaram e em que a divida pública de Portugal teve o maior crescimento de sempre.

(...) "A dívida pública é um sistema dinâmico porque qualquer variável de controlo que possa nela ser aplicada (os pedais no automóvel), estão longe de provocar no instante variações significativas. Cortar nos gastos do Estado não implica que a dívida desça de forma imediata, pois na dívida estão subjacentes compromissos de longo prazo, como o pagamento de juros em títulos plurianuais da dívida. Se alguns pagamentos como as PPP rodoviárias foram temporizados para alguns anos mais tarde, tal também tem efeitos dinâmicos na dívida. Podemos também afirmar de forma genérica que o Estado tem muitos compromissos financeiros, com muitas entidades, e que tal insere uma certa inércia no comportamento da dívida. Assim interessa estudar a dívida na ótica do estudo a sistemas dinâmicos. Neste caso por questões de simplicidade usamos sistemas dinâmicos discretos de segunda ordem, sendo cada ano civil a unidade de tempo.
No paralelismo da dívida pública com o automóvel de dois lugares, podemos afirmar que a distância na pista é o valor da dívida, ou seja, se o automóvel está na origem a dívida é zero, já se o automóvel está nos 160 metros, a dívida é 160 mil milhões de euros, ou seja, um metro por cada mil milhão de euros de dívida. Ora se num determinado instante em que os condutores avançam, eles trocarem de lugares e o novo condutor adotar uma tática diferente, o automóvel guarda uma inércia que precisa de ser corrigida, inércia essa que demora tempo a corrigir. Se o segundo automobilista quiser parar e fazer marcha-atrás, terá primeiro de travar. Mas mesmo que trave o automóvel, este continuará durante algum tempo no sentido positivo, ou seja, em frente (dívida a crescer, mas a crescer num ritmo mais baixo; automóvel a avançar, mas a avançar mais devagar). Só quando o automóvel estiver imobilizado, ou seja, a variação do avanço for zero (variação do avanço é a velocidade), é que o automóvel pode retornar e começar a fazer marcha-atrás.

Nesta contabilidade não se tem em conta ainda a variação do PIB, mas apenas o valor absoluto da dívida. Também não se contabilizam contabilidades paralelas (PPP, dívidas de empresas públicas), nem que mecanismos foram usados para baixar a dívida (por exemplo privatizações), fazemos apenas uma análise à dívida vista pelos valores que o PORDATA e o INE nos facultam. Resumindo, no caso do nosso automóvel, a distância percorrida pelo automóvel representa o valor absoluto da dívida; a velocidade do automóvel representa a variação da dívida; e a aceleração representa a variação de segunda ordem da dívida.
Caso o caro leitor tenha percebido a forma como funcionam estes sistemas dinâmicos (de segunda ordem), compreende de forma cristalina pelos gráficos acima que a austeridade impôs um forte travão na dívida pública. No primeiro ano do governo Sócrates, houve um aceleração da dívida, fenómeno que foi travado no segundo e terceiro anos, mas que foi novamente acelerado em ano eleitoral. Com a crise das dívidas soberanas em meados de 2008, a aceleração da dívida toma valores muito elevados em 2009, valores que se mantêm em 2010. Todavia conclui-se facilmente pelo gráfico que desde a entrada do governo seguinte que impôs políticas de austeridade, que a "velocidade" da dívida tem vindo sempre a diminuir, e que a "aceleração" da dívida é mesmo negativa. A partir de 2015 a velocidade da dívida é mesmo negativa e a dívida começa a descer a sua trajetória, ou seja, começa a diminuir.

Usando o nosso paralelismo pode-se dizer de forma categórica e inequívoca que as políticas de austeridade colocaram um forte "travão" no comportamento da dívida pública. Ignorar tal facto é ignorar as ciências matemáticas."

Artigo a ler na integra aqui

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Aumento da dívida: A desmistificação de um mito*

Sandra Pereira
A dívida pública aumentou, diz António Costa. E repete, repete até à exaustão como se uma mentira contada muitas vezes passasse a ser verdade. De facto a dívida pública aumentou nestes 4 anos mas Antonio Costa sabe porquê. Sabe porquê e não explica!! E não explica porque não lhe interessa.

Eu explico:

1) A dívida pública aumentou porque o número de entidades que passam a contabilizar para a dívida aumentou. No fundo essa dívida já existia mas não era contabilizada, estava desorçamentada. A título de exemplo, em 2011 as empresas de Transportes tinham uma dívida que ascendia a 17 mil milhões de euros. Por regras de cálculo do défice esses valores, e muitos outros, passaram a ser contabilizados. Até aí não eram, e essa foi uma das razões do pedido de resgate, as nossas contas não eram reais, e a dívida estava camuflada.

2) Se todos os anos temos défice, todos os anos estamos a gerar dívida que vai somando à dívida total. Por isso se torna tão importante reduzir ano após ano o défice. Relembro que em 2011 o nosso défice era de 11% e estima-se que este ano se situe abaixo dos 3%. Mais, se pedimos emprestados 78 mil milhões de Euros na sequência do resgate, como não aumentar a dívida???

3) O montante da dívida é calculado em razão da percentagem do PIB. Nestes 3 anos e, muito naturalmente, consequência do resgate o nosso PIB diminuiu pelo que a dívida em percentagem do PIB aumenta ainda que em montante real se mantenha inalterada.

4) Há inúmeros encargos decorrentes das PPP assinadas pelo Governo anterior que só iniciaram o seu efectivo pagamento em 2014. É que o Governo anterior utilizou um truque em inúmeros contratos de PPP em que o Estado beneficiava de um período de carência e só começava a pagar em 2014. Pelo que esse valor e esses encargos também fizeram com que a suposta dívida aumentasse, pese embora resultasse da gestão (eu acrescentaria, danosa) do Governo anterior.

Mais, este Governo estancou a dívida. E tanto assim foi que, neste preciso momento, não fosse o pagamento dos juros da dívida, e Portugal já não teria qualquer défice. Já estaríamos em excedente. E foi este o trabalho colossal que o Governo e os Portugueses fizeram.

E por isso não há como falar nestes 4 anos sem falar nas suas causas e nas suas origens. Todos os sacrifícios, e medidas de austeridade a que o país foi sujeito nestes 4 anos tiveram a sua causa nas políticas desastrosas do Governo anterior. Ou seja no PS que deixou no país uma situação absolutamente insustentável e por isso mesmo é que o país foi à bancarota.

* Por Sandra Pereira, Vereadora eleita pelo PSD na Câmara Municipal de Odivelas e candidata da Coligação Portugal à Frente

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Sem dinheiro Costa inventa ranking de doadores, para financiar a campanha

De "mobilizar Portugal", Costa passa para
um "mobilizar os militantes" para pagar a divida
Com um passivo de 18,8 milhões de euro, uma divida aos bancos de 11,5 milhões de euros e um activo de 14 milhões, sedes com rendas em atraso e água e luz cortadasAntónio Costa viu-se na obrigação de encontrar formas de fazer face a uma campanha eleitoral, onde joga o seu futuro politico.

Do pedido de empréstimo à banca (mais divida) a pedir dinheiro aos militantes, de tudo António Costa se socorre para fazer face aos elevados custos de uma campanha eleitoral legislativa. Mas daí a criar uma competição para reconhecer os doadores que façam maior contribuição monetária é que nunca se tinha visto.


Já sabemos o que é preciso para garantir o devido reconhecimento, falta saber até onde é que esse reconhecimento vai...

Se é preferível um processo de recolha de fundos junto dos seus militantes, a recorrer a meios menos transparentes para se financiar, este processo de colocar os militantes a competirem uns com os outros, a ver quem dá mais, para depois elaborarem um ranking, é inacreditável, 

Para quem já levou o país à quase bancarrota por três vezes, não consegue governar a própria casa, o PS lança agora do seio dos seus militantes, um processo de recolha de fundos, que por si só é criador de despiques internos e potenciador de comentários maldosos entre militantes. Mas com a publicidade de quem dá e de quanto dá, o PS pretende fazer com que muitos se sintam pressionados a contribuir, mesmo que não fosse essa a sua intenção, ou porque não concordam ou porque não podem, de forma a não serem apontados por não contribuírem para uma vitória, que parecia certa e que parece estar cada vez mais distante. O PS torna assim quase obrigatório aquilo que deveria ser voluntário, com as consequências que daí se podem adivinhar e que não serão de certeza positivas para a vida interna de um partido que quer ser poder.

terça-feira, 7 de julho de 2015

De que serviu afinal o referendo grego?

O respeito pelas decisões dos gregos, principalmente quando tomadas de uma forma democrática e sufragadas de forma inequívoca, é algo que ninguém nem nenhum governo deve colocar em causa.

Por outro os gregos não se podem esquecer, que os seus parceiros europeus, aqueles com quem têm que negociar - os credores - também foram eleitos democraticamente e também têm que respeitar as decisões dos seus eleitores, que são contrárias às pretensões gregas

E se ontem foi sem dúvida nenhuma uma noite de euforia para os gregos, a realidade é bem mais dura, e os dias que se avizinham, ao contrário do que Tsipras prometeu aos gregos na última semana, avizinham-se cheios de dificuldades. Se não vejamos:



O futuro não se advinha fácil para os gregos. Para o bem da Grécia e da Europa, espero que o real resultado do referendo criado pelo Syriza - a demissão forçada de Varoufakis - abra portas a um entendimento entre os gregos e os credores.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quanto é que os gregos nos devem?

Para que os nossos syrizicos não se esqueçam, é bom lembrar que quando falam em renegociação da divida grega (leia-se perdão da dívida), os gregos nos devem qualquer coisa como 4,8 mil milhões de euros, aproximadamente 2,8% do PIB, que se não pagarem (em parte ou na totalidade) teremos que ser todos nós a pagar (leia-se mais austeridade).

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Juros a 2 anos -0,4% - Lembram-se da maldita espiral recessiva?

Lembram-se da maldita espiral recessiva?

Lembram-se da ideia da renegociação da divida?

Lembram-se do manifesto dos marretas?

Lembram-se do manifesto dos simpáticos, daqueles que queriam colocar os interesses gregos à frente dos nossos, entre os quais se incluem pelo menos dois pré-candidatos a Presidente da República?

Lembram-se daqueles que queriam que seguíssemos os passos dos gregos?

Portugal saiu da crise? Estamos agora bem e sem problemas? Claro que não. 

Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estas notícias de hoje, são mais um exemplo de que estamos no bom caminho e que não podemos voltar aos tempos do despesismo e desvarios socialistas, que nos levaram a pedir a ajuda externa em 2011, quando os mesmos juros, que hoje tocaram pela primeira vez na nossa história valores negativos, atingiam os 17,5%.

segunda-feira, 2 de março de 2015

António Costa não fala verdade quando diz que reduziu a divida da Câmara Municipal de Lisboa

António Costa tem um sério problema em falar verdade. 

Depois de em 20 de Julho de 1982, em conferência de imprensa na CML, ter afirmado que a partir dessa data os "terrenos do aeroporto são propriedade do estado, que, em contrapartida, assume o pagamento da dívida de médio e longo prazo do município, no valor de 286 milhões de euros", agora quer convencer os portugueses em geral e os lisboetas em particular, que é um génio da gestão autárquica, quando afirma que "Eu reduzi a dívida que herdei em 40%, o senhor primeiro-ministro aumentou em 18% a dívida que herdou (...) esta é a diferença de quem gere bem e de quem gere mal"

António Costa só se esqueceu de referir que para que tal proeza tenha sido possível o "Estado assumiu 43% da dívida da Câmara de Lisboa".

Sim é verdade, quem contribuiu para a redução da brutal divida da CML, foi o Governo de Pedro Passos Coelho, não tendo António Costa mexido uma palha para tal redução!

Para aqueles que têm memória curta, a história explica-se de forma simples.

O estado pagou à CML em 1982, 286 milhões de euros, (relativos maioritariamente aos terrenos do aeroporto, mas também à Parque Expo, entre outros assuntos), com a condição do valor se destinar ao abate da dívida (assumindo o estado na prática 43% da divida da Câmara). Desta forma o governo encerrou a questão da expropriação dos terrenos do Aeroporto de Lisboa, feita em 1942 por Duarte Pacheco na dupla qualidade de Ministro das Obras Públicas e Presidente da CML e que começou com o processo judicial movido em 1989, pelo então Presidente da CML, Kruz Abecassis, sobre a titularidade dos terrenos do aeroporto.

A mais esta tirada de quem quer ser primeiro ministro, mas continua sem apresentar propostas ao país e a enganar os portugueses, omitindo a verdade, chama-se desonestidade politica, arma de arremesso e baixa politica

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A propósito do regresso aos mercados e do alargamento do prazo para pagar os empréstimos

Um esclarecimento necessário e oportuno de José Manuel Fernandes, pois têm-se ouvido e lido muitos disparates, ele explica por partes, pois o tema é difícil, principalmente para alguns socialistas que tentam a todo o custo ter razão, quando não a têm. A realidade é, felizmente para Portugal, bem diferente daquela que esses senhores nos querem impingir.

Já quanto ao regresso aos mercados, e quando o mercado americano ainda não fechou as notícias são sem sombra de dúvidas boas. Ainda não é a luz ao fim do túnel, que está muito longe, mas é um claro caminho de esperança e sinal de estarmos no bom caminho.