domingo, 30 de maio de 2010

Encruzilhada no Jamor


Projecto provoca incertezas. Moradores temem perder praia e estacionamento.

Um exemplo de trabalho autárquico, mesmo sendo oposição

Participei ontem à tarde no II Seminário “O Associativismo e o Desporto” organizado pelos autarcas do PSD de Porto Salvo em colaboração com a JSD de Oeiras, no Hotel Express Holiday Inn, Porto Salvo.

Este seminário é a prova de que, mesmo sendo oposição e logo numa Freguesia onde o PSD elegeu apenas 1 autarca, é possível realizar actividades que visam quer a formação quer o debate de ideias essenciais para o desenvolvimento de um bom trabalho autárquico.

Apesar de não terem sido eleitos, foi com grande satisfação, mas não admiração, que vi estarem presentes uma grande parte dos membros da Lista que em Outubro se candidatou à Assembleia de Freguesia de Porto Salvo, numa prova que o trabalho partidário a nível de Freguesia não se esgota ou termina no dia das eleições.

Imagine-se aquilo que seria possível fazer, se houvesse liderança e espírito de equipa, em Freguesias onde o PSD ganhou, elegendo 6, 7 ou mais candidatos e tendo neste momento em funções, entre Assembleia de Freguesia e Junta 10 ou mais autarcas.


Deste seminário, que pelo valor dos oradores convidados e do interesse das suas comunicações, não teve a participação que merecia, e na sequência da intervenção de Miguel Jerónimo sobre “Gestão de infraestruturas desportivas no âmbito de health clubs”, ficou-me a ideia de que seria possível desenvolver um projecto de Health Club com uma vertente social na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima.

A Freguesia dispõe na sua área, se bem que em locais diferentes, de Piscina e Pavilhão Desportivo, além de outros espaços desportivos, que são só por si uma excelente base para iniciar um projecto desta natureza, que permitiria ainda uma gestão integrada e eficaz dos equipamentos existentes na Freguesia.

Uma iniciativa desta natureza, que teria por objectivo ver as pessoas com saúde e felizes, pode fazer a ligação entre os utentes e o seu médico de família, ajudando na resolução de diversos problemas relacionados com o bem-estar físico e psíquico.

Voltando ao Seminário de ontem, uma palavra de apreço e de parabéns ao Luís Tavares e a toda a equipa que ele lidera, pelo esforço e dedicação que colocam na sua actividade partidária/autárquica, que tem por finalidade a união de todos em volta de um projecto comum para a Freguesia.
Programa do Seminário

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma rápida e eficaz resposta a uma reclamação de um munícipe



Na quarta-feira passada ao passar pelo jardim do Arco Cego na hora de almoço, fiquei por um lado admirado e contente ao ver as centenas de pessoas que àquela hora estavam no jardim, a larga maioria a almoçar, quer sentados dentro do jardim quer no muro da Rua Filipa de Vilhena.


Por outro lado, fiquei chocado com os montes de lixo que se viam em todo o jardim, junto das papeleiras existentes, que naquele momento provaram ser insuficientes para o movimento que o jardim tem.


 De uma coisa nunca tive dúvidas e cada vez tenho mais a certeza: Este jardim é um enorme sucesso. Mas para que o continue a ser, tem que ser bem cuidado.

Nesse mesmo dia, enviei um e-mail com algumas fotos do que vi, ao Director Municipal de Ambiente Urbano, Eng. Ângelo Mesquita, onde o alertei para esta situação que se cria à hora de almoço, principalmente nos dias de bom tempo, mas também para o estado em que se encontra o relvado junto aos bancos que estão implantados dentro do relvado, pedindo-lhe que interviesse rapidamente nestas duas situações, evitando assim uma degradação do jardim.

Não só obtive uma primeira resposta logo no dia seguinte de manhã, como hoje à hora de almoço, menos de 3 dias úteis depois de o ter alertado para este problema do lixo estavam colocados 3 blocos de contentores, junto das entradas com mais movimento, com dois contentores cada: um para plásticos e outro para indiferenciados.

Para muitos “velhos do Restelo”, esta pode não ser a solução ideal, mas é uma solução rápida e eficaz para um problema que, se nada fosse feito, facilmente se iria agravar.

Quanto à questão dos buracos provocados na relva junto de todos os bancos, foi também dada uma solução, que é naturalmente de mais difícil execução, mas que espero que muito brevemente esteja aplicada.

Esta é a diferença entre os que gostam de Lisboa e entendem as “reclamações” dos munícipes como uma forma de melhorar o bem estar da cidade, daqueles que são eleitos, mas para os quais os munícipes mais não são que uns “chatos” que só sabem criticar.

Ao Eng. Ângelo Mesquita e à DHURS, o meu Obrigado e de certeza o de todos os frequentadores do Jardim do Arco Cego, por esta rápida e eficaz intervenção.

Plano de Pormenor da Área da Margem Direita da Foz do Rio Jamor

A C. M. de Oeiras promoveu na passada terça-feira, dia 18, uma Sessão de Esclarecimento para apresentar publicamente os Termos de Referência, já aprovados em reunião de Câmara, do futuro Plano de Pormenor da Área da Margem Direita da Foz do Rio Jamor.

Apesar de esta sessão ter sido divulgada à população apenas na véspera à tarde e de a hora a que se realizou, 19,00h, poder antever uma baixa participação, a verdade é que, à hora marcada, o salão nobre da SIMECQ estava praticamente cheio, prova de que a população da Cruz Quebrada-Dafundo está interessada, mas também preocupada, com o futuro da sua “terra”.

Como foi afirmado quer pelos responsáveis municipais presentes, quer pelo Sr. Presidente da Câmara, este projecto está no princípio, estando apenas definidos os Termos de Referência, que como foi afirmado representam os objectivos estratégicos da Câmara para esta zona.

Pela apresentação feita, pelas respostas dadas às muitas questões colocadas pelos presentes e também pela informação escrita disponibilizada pela Câmara, este parece ser um bom ponto de partida para a requalificação desta zona da Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, tão abandonada e mal tratada hoje em dia.

No entanto ficaram algumas dúvidas, que pela sua importância, merecem melhor esclarecimento.

Sobre a habitação a construir, muito falada durante toda a sessão, não existe uma única palavra no documento apresentado, principalmente pela área que irá ocupar no plano, uma vez que apenas nos foram dadas a conhecer as áreas da Piscina (5.900 m²) e do Equipamento Hoteleiro (13.900 m²). Aliás desconhecemos mesmo a dimensão total da área de intervenção a que se refere este plano.

Outra questão para a qual não houve resposta e que muito preocupou os presentes, prende-se com a volumetria do plano. Sobre este assunto, não só não houve respostas como ficou a dúvida se não poderá aparecer ali uma qualquer torre à beira mar plantada, que nas palavras do Sr. Presidente da Câmara, pode ser uma solução de forma a não ocupar toda a zona com construção. Ou, digo eu, de responder a alguns promotores imobiliários, pois não nos podemos esquecer que grande parte daqueles terrenos é privada. E também neste aspecto desconhecemos qual a dimensão da área privada e da pública.

Sendo este sem dúvida um projecto que poderá trazer um grande desenvolvimento e valorização da Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, bem como das Freguesias vizinhas, implicará certamente um grande acréscimo de trânsito à zona, assunto sobre o qual os moradores já estão “escaldados”, pois como todos sabemos muito bem o que acontece aquando da realização de grandes jogos no Estádio do Jamor ou como aconteceu bem recentemente com o Open de ténis. Também sobre a questão do estacionamento muito pouco foi dito, além de o mesmo não poder ser feito no subsolo, por impedimento legal da Administração da Região Hídrica e de que uma das soluções poderá ser a de fazer um parque de estacionamento nos primeiros andares de um dos possíveis prédios a construir. Ou seja voltamos ao mesmo problema da volumetria…..

Sobre os acessos muito se disse, mas muito ficou no ar. Falou-se por exemplo na reintrodução do eléctrico, de ligações aéreas ao rio, mas estas entre a margem esquerda do Rio Jamor e Algés e portanto fora da zona do Plano.

Estas e muitas outras questões ficaram sem respostas ou as respostas dadas além de muito vagas, deixaram-nos muitas dúvidas e não nos convenceram.

Assim e como membro da Assembleia de Freguesia e em nome do PSD, solicitei já ao Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo nos termos da alínea c) do nº 1 do artigo 18º do Regimento a convocação de uma Assembleia de Freguesia Extraordinária para a análise deste Plano e para que a Assembleia de Freguesia enquanto órgão eleito pela População da Cruz Quebrada-Dafundo e como tal seu legitimo representante, possa apresentar, de forma formal, a sua opinião e as suas sugestões, no momento devido que é aquele que está já a decorrer e no qual está a ser elaborado o Plano propriamente dito.

Pedi ainda para que sejam convidados representantes da Câmara, para que melhor nos possam esclarecer e que nos seja disponibilizada com antecedência mais documentação de forma a podermos debater com conhecimento e com fundamentos o que para esta zona se prevê. Solicitei ainda ao Sr. Presidente da Assembleia que seja permitida a participação do público nesta Assembleia.

Da parte do PSD, não temos dúvidas quanto à necessidade de reconversão da zona em apreço, pelo que nos termos e princípios em que nos foram apresentados, estes objectivos estratégicos merecem a nossa concordância na generalidade. Falta agora a resposta às questões atrás referidas e a outras, para sabermos realmente se este Plano será o ponto de partida para uma melhoria, desenvolvimento e valorização da zona envolvente e da Freguesia, ou se pelo contrário vai ser o ponto de partida para piorar o nível de vida daqueles que lá moram, nomeadamente em termos de acessos e estacionamento.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Resposta a um inquérito do Expresso, publicada a 18-05-1974

No seguimento do post de 6 de Maio, publico hoje o resto da brochura editada em Maio de 1974 pelo PPD.

Esta última parte, contém a "Resposta a um inquérito do "Expresso", publicada a 18-05-1974", há precisamente 36 anos, e nela são dadas a conhecer as linhas orientadoras do PPD, nas áreas questionadas.




Contra Capa

segunda-feira, 17 de maio de 2010

12 dias depois lá os levaram

Valeu a pena chamar a atenção. 12 dias depois de terem sido deixados no passeio, os 3 sacos pretos utilizados para recolher o lixo provocado pela limpeza e manutenção dos espaços verdes existentes entre a Av. das Forças Armadas e a Rua Sanches Coelho, lá desapareceram.

Fotos tiradas hoje pelas 16.30 horas

Igual destino tiveram, felizmente, os outros 5 sacos, que desde a passada quarta-feira "nasceram" em cima do muro, bem como outros que se encontravam noutros locais da mesma zona, há também já vários dias.

No entanto hoje de manhã ainda era este o espectáculo:



Fotos tiradas hoje de manhã por volta das 12.30 horas

Juntamente com os referidos sacos, foram limpos os caixotes de lixo, bem como outro lixo, que cidadãos menos educados vão deixando ficar no passeio, e que também já por ali "andava" há algumas semanas.

Espero que de futuro, quando seja feita a manutenção destes espaços verdes, levem de imediato os sacos do lixo e que em termos de limpeza esta zona mereça mais atenção da CML.