sábado, 1 de outubro de 2011

História das 24 novas Freguesias de Lisboa

Com a aprovação no dia 27 de Setembro da Reforma Administrativa da Cidade de Lisboa, pela Assembleia Municipal, cabe agora à Assembleia da República o último passo, para que esta Reforma seja uma realidade e Lisboa vire mais uma página da sua história e deixe para trás o actual capitulo que se iniciou em 1959.

No âmbito do debate sobre esta Reforma, o Grupo de Estudos Olisiponenses publicou um interessante trabalho sobre as Freguesias de Lisboa, que pode ser consultado aqui.

Na primeira parte deste trabalho é apresentada a história da evolução das Freguesias de  Lisboa, ilustrada com diversos mapas onde podemos ir observando o crescimento da Cidade e onde o destaque vai para a "Árvore Genealógica das Freguesias de Lisboa", já actualizada para as novas 24 Freguesias

Na segunda parte é feita a história das novas 24 freguesias, onde página a página nos é dada uma curta história de cada uma e das suas identidades Histórico-Culturais.


Na terceira e última parte, é referida a legislação fundamental, desde o séc. XVIII aos nossos dias e ainda as propostas das novas designações para as novas Freguesias e os critérios que estiveram na base da escolha de cada um delas.

Um trabalho interessantíssimo, que de uma forma resumida nos apresenta um pouco do riquíssimo passado das Freguesias de Lisboa e ao mesmo tempo nos apresenta já o principio da história do seu próximo futuro.


Educação, Juventude e Desporto na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima

Independentemente de se concordar ou não com a decisão do Governo, de retirar o prémio pecuniário de 500,00€, atribuído desde 2008 aos melhores alunos do secundário,  esta notícia de hoje do Público, é um exemplo da atenção das autarquias, nomeadamente das Juntas de Freguesias, às suas realidades locais e da impiortância que estas têm nas suas comunidades.

Mas será que a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima (J. F. N. S. Fátima), que detém actualmente saldos bancários no valor aproximado de 400.000,00€ (ou mais .....), está atenta ao que se passa na sua Freguesia ao nível da educação, nomeadamente à Escola Secundária D. Pedro V.

É bom recordar que a Escola D. Pedro V, viu recentemente aprovado o seu projecto – Das Letras ao Espectáculo: as grandes obras literárias no cinema e no teatro, no âmbito do concurso de Bibliotecas Escolares/Centros de Recursos Escolares do Ensino Secundário, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e ao qual a J. F. N. S. Fátima, não só não deu nenhum apoio, como nem sequer o divulgou.

Esta é uma escola frequentada por muitos alunos da Freguesia, além de ser a única Escola Secundária na Freguesia.

Mais uma prova do alheamento da J. F. N. S. Fátima, que se encontra de costas voltadas para o que se passa na sua área geográfica de influencia, mas que não deixa, de forma escandalosa, no último número da sua revista (pags. 12-13), de promover uma colectividade que nem é da Freguesia, apenas porque familiares do seu Presidente são apoiantes políticos da Senhora Presidente da Junta de Freguesia e fazem parte da lista por si encabeçada, no actual mandato autárquico!!

Além disto, é bom que se saiba, que na última reunião de Câmara, foi  aprovada a proposta nº 558/2011, que retirou à J. F. N. S. Fátima a verba de 1.076,63€, que tinha sido atribuída no âmbito de uma “comparticipação destinada ao desenvolvimento dos respectivos projectos de ocupação de tempos livres para os meses de Verão de 2011,  no âmbito do “Programa de Apoio a Projectos de Ocupação de Tempos Livres promovidos pelas Juntas de Freguesia” (proposta Propostan.º 439/2011), que abrangeu 27 Freguesias e que pelo que pude averiguar, apenas a J. F. N. S. Fátima, não utilizou.

Tal é o resultado da inactividade de uma Junta, que não programa atempadamente as suas actividades e que não as divulga, fazendo tudo “em cima do joelho” sem ter iniciativa em nada e apenas reagindo àquilo que lhe vai aparecendo pela frente. Na maior parte dos casos tarde e a más horas e com consequências negativas para a Freguesia.

Só assim se compreende que, as outras 26 Freguesias tenham aproveitado o estímulo e a ideia, para além da verba da CML, para actividades para os seu jovens e a J. F. N. S. Fátima afirme “que o projecto em causa não se tinha concretizado em virtude de não ter havido inscrições suficientes dentro dos prazos estipulados para o efeito pela Junta de Freguesia".

E se tivessem atempadamente “negociado” um projecto com as escolas da Freguesia, de certeza que teria sido possível proporcionar nem que fosse uma semana de Férias, a alguns jovens, cujas famílias atravessam um perido de extremas dificuldades e que de certeza não tiveram férias!!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Moradores das Avenidas Novas criticam alterações de trânsito e exigem explicações

In Público, 29 de Setembro de 2011
por Inês Boaventura
As obras para que a Avenida João Crisóstomo e a Rua D. Filipa de Vilhena passem a ter dois sentidos já estão em marcha em Lisboa 

Um grupo de moradores da Avenida João Crisóstomo e da Rua Dona Filipa de Vilhena está contra as alterações de trânsito que a Câmara de Lisboa quer introduzir nestas artérias. 

Esta noite os críticos do projecto vão levar os seus protestos às assembleias de freguesia de Nossa Senhora de Fátima e de São João de Deus. 

A mais criticada dessas alterações é o reperfilamento de ambas as ruas, para que em vez de um sentido de circulação passem a ter dois. As obras já começaram e, segundo afirma o vereador da Mobilidade numa explicação enviada às juntas de freguesia, "inserem-se no novo esquema de circulação a implementar entre Campolide e a Alameda D. Afonso Henriques, no seguimento das alterações introduzidas no Bairro Azul e na Avenida Duque de Ávila". 

Nesse documento, o vereador Fernando Nunes da Silva elenca os objectivos da intervenção: retirar o tráfego de atravessamento das ruas, qualificar o espaço público, aumentar a segurança da circulação e aumentar a oferta de estacionamento. 

"Temos a certeza que, no final, os residentes e os utilizadores da zona saberão dar o devido valor às mudanças que estão em curso", conclui o autarca. 

Mas, pelo menos até agora, as explicações da Câmara de Lisboa não convenceram os residentes da área afectada. "Se nos for bem explicado que esta é uma solução necessária e correcta os moradores aceitarão. O problema é que nós não sabemos nada e o comunicado do vereador esconde mais do que diz", afirma Paulo Lopes, um dos promotores do protesto, denunciando a existência de várias "contradições" neste processo. 

Este ex-morador da Av. João Crisóstomo não percebe por exemplo como é que a introdução de dois sentidos de trânsito e o desvio para esta artéria dos autocarros que hoje circulam nas ruas vizinhas é compatível com os objectivos enunciados por Nunes da Silva. Até porque, diz Paulo Lopes, os autocarros não só terão de circular "aos esses", como em pelo menos um trecho da avenida será impossível que se cruzem dois veículos. 

Os críticos também estão preocupados com o futuro das árvores existentes, com uma eventual diminuição dos lugares de estacionamento, com a forma como será feita a circulação de veículos pesados, bem como com um possível aumento do ruído e das emissões poluentes. 

Não são só os moradores que não estão convencidos dos benefícios desta intervenção nas Avenidas Novas. Há duas semanas o CDS apresentou, na assembleia municipal, uma recomendação exigindo à câmara que apresente os estudos técnicos que fundamentam estas alterações viárias e apelando à suspensão das obras. A recomendação teve o voto favorável de todos os partidos e a abstenção de quatro deputados dos Cidadãos por Lisboa, movimento ao qual pertence o vereador da Mobilidade.  

A CML nas costas dos moradores quer transformar a João Crisóstomo numa via com dois sentidos


Conforme já aqui referi, a CML quer transformar a Av. João Crisóstomo, bem como a R. D. Filipa de Vilhena, em artérias com dois sentidos de trânsito.

Tendo presente a recomendação aprovada por todos os partidos na Assembleia Municipal de Lisboa, no passado dia 13 de Setembro é importante que os moradores e comerciantes bem como aqueles que trabalham nesta zona, mostrem a sua indignação, pois uma coisa é certa: Se nada fizermos vamos ter de certeza mais barulho e mais poluição. E obras! Mais obras, que se vão prolongar não sabemos por quanto tempo, com que custo e para quê? E quanto às árvores???

Por isso é importante exigirmos que nos informem já do que realmente a CML quer fazer e ouçam a nossa opinião. É preciso que os autarcas das Freguesias de São João de Deus e de Nossa Senhora de Fátima, exerçam a sua principal obrigação que é ouvir as suas populações e pressionem a Câmara, para que esta ideia seja anulada, não só porque existem alternativas mas também por que entre outros aspectos há a considerar o previsível aumento de poluição e a redução de estacionamento, que aliás já se faz sentir. Além de não fazer sentido colocar autocarros numa artéria que começa numas escadas e acaba num muro, fazendo com que os autocarros tenham que andar aos “SSS”

Daí a importância da presença de todos, esta quinta-feira às 21h, nas Assembleias de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima e de são João de Deus, no sentido dessas Juntas de Freguesia nos ouvirem e nos representarem junto da CML.

domingo, 25 de setembro de 2011

Morreu o pai da primeira senha da revolução


Autor da primeira senha da revolução do 25 de Abril, José Niza morreu esta semana aos 75 anos.

Formado em medicina, director de programas da RTP, deputado pelo PS,  é no entanto como poeta e compositor que é mais conhecido, tendo escrito mais de 300 canções e “ganho” 4 festivais da canção.

Para sempre na mamória de todos ficará “E Depois do Adeus”, interpretada por Paulo de  Carvalho no Festival da Canção de 1974 e que poucos meses depois marcaria o inicio da revolução de 25 de Abril.

Visita às galerias Romanas da Rua da Prata

Este fim de semana é possível visitar as galerias Romanas da Rua da Prata. In FugasViagens, Público 23-09-2011.


"Meia dúzia de degraus são o suficiente para darmos por nós a viajar dois milénios durante um pequeno passeio por uma parte destas escuras e tropicalmente húmidas galerias do tempo do imperador Augusto (séc. I d.C.), que, por mais estudadas, parecem eternizar-se numa aura de mistério e exercerem um fascínio contínuo sobre os milhares de visitantes que fazem fila durante os únicos três dias por ano em que abrem ao público - de 23 a 25 de Setembro, integradas nas Jornadas Europeias do Património.

"Cuidado com a cabeça", vai avisando o nosso guia, o arqueólogo António Marques, do Museu da Cidade. E cuidado com os pés e onde se encosta, avisamos nós: as galerias, do tempo do imperador Augusto, permanecem inundadas ao longo de todo o ano e só quando se aproxima a época das visitas é que chega o corpo dos bombeiros para drená-las, operação que antes demorava dias e actualmente é despachada numa noite.

(...) As galerias permaneceram séculos escondidas da História até que o terramoto de 1755, ao mesmo tempo que destruía sem compaixão boa parte de Lisboa, as revelou, vai contando o nosso guia. A descoberta data de 1771. Desde essa altura, foram alvo das mais diversas teorias, incluindo julgarem-se termas, fórum municipal ou possuírem "águas milagrosas" para curar certas maleitas. Hoje, dá-se por quase certo que são criptopórticos, construções em abóboda que os romanos usavam em terras instáveis para servirem de plataforma de suporte a outras edificações, e que terão estado também ligadas a actividades portuárias e comerciais."

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Jardim Gomes de Amorim

Quando na semana passada alertei aqui para a papeleira que tinha sido arrancada e estava caída no chão no Jardim Gomes de Amorim, tinha como finalidade chamar a atenção para quem de direito para a situação (Câmara e/ou Junta de Freguesia) e conseguir uma rápida reposição da papeleira, evitando por exemplo que a roubassem ou até prevenir algum acidente.

Mas se por um lado em menos de 4 dias a papeleira foi recolocada, aquilo que seria uma boa notícia, deixa muito a desejar. Se não observe-se atentamente a foto da esquerda e repare-se como é que foi feita esta recolocação. Em vez de respeitarem a forma como foram e estão colocadas as restantes papeleiras do Jardim, nesta optaram por pura e simplesmente, colocarem um matacão de cimento, onde devia haver relva.

Pelo que sei a não foi a Câmara que procedeu a esta obra. Terá sido então quem?

Lamentavelmente aquilo que seria uma boa rápida intervenção, não passa de mais uma obra atamancada, por ventura da autoria de quem fez a rampa colocada na entrada do parque infantil e felizmente já retirada. Será que ninguém anda na rua a fiscalizar estas obras? Será esta a melhor forma de gerir os dinheiros públicos?

Este é mais um exemplo, de que quem assumiu estas responsabilidades não tem capacidade para tal. Até quando o espaço público de Lisboa continuará a ser assim tratado?