domingo, 7 de abril de 2013

Candidatura do PSD à Freguesia das Avenidas Novas continua em pré-campanha

Paulo Lopes, Isabel Simas, Daniel Gonçalves, Nelson Antunes e Maria de Fátima Samouqueiro

Atentos ao que se passa, quer na Freguesia, quer sobre a Freguesia, e em mais uma semana de pré-campanha, não quisemos deixar de estar presentes na Sessão de Esclarecimento promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, no Teatro Aberto, sobre a nova Lei das Rendas.

Uma sessão oportuna e bastante esclarecedora, mas que pecou pela reduzida assistência  fruto de uma convocação feita apenas com 2 dias de antecedência, muito pouco divulgada e na qual há a lamentar a atitude da Senhora Vereadora Helena Roseta, que com toda a razão que lhe possa assistir, esteve mais preocupada em fazer campanha eleitoral e em atacar o Governo, do que em esclarecer a assistência sobre o tema da sessão.

Não tenho dúvidas de que a realização de uma iniciativa idêntica, reservada só às Avenidas Novas e devidamente divulgada pela população terá muito mais assistência, até porque,  pelo que nos foi dado a observar nesta sessão, a população está não só  mal informada, como existe mesmo muita desinformação sobre o tema, que só prejudica os mais vulneráveis.

No mesmo dia reunimos com a Associação de Apoio e Serviço Social - ASAS, instituição de referência localizada no Bairro Santos.

Numa reunião muito produtiva que contou com a presença da Senhora Directora, Drª Alexandra e da responsável pelo apoio domiciliário Drª Maria Conceição Fonseca, tomámos conhecimento das potencialidades do Lar, que alberga 60 utentes, do Centro de Dia, com capacidade para 15 utentes (ainda que actualmente apenas seja utilizado por 7) e do apoio domiciliário que presta apoio a 20 pessoas no Bairro Santos.

Desta reunião ficou o compromisso de que após as eleições autárquicas, e da nossa vitória, o ASAS poderá contar com uma colaboração firme da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, da mesma forma que saímos com a certeza de que, nomeadamente no Apoio Domiciliário e no Centro de Dia, a Freguesia poderá contar com uma maior intervenção do ASAS, do que aquela que existe actualmente. Para tal, basta que Freguesia e Associação mantenham um diálogo e cooperação permanente.

Se como temos mostrado nesta nossa pré-campanha eleitoral, a área social será predominante no nosso programa e na actuação futura, não nos podemos esquecer de outras áreas que deverão merecer uma maior atenção por parte da Junta de Freguesia, do que aquela que têm tido até hoje, como é o caso da cultura.

Nesse sentido, o nosso candidato, Daniel Gonçalves na companhia do companheiro José Marinho, visitaram este sábado a exposição "Os desastres da guerra", da pintora e residente na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Graça Morais, no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva, acompanhando a visita guiada pela própria pintora pela exposição.

É nossa ideia, enquanto candidatura à Freguesia das Avenidas Novas, potenciar não só as actividades de âmbito cultural já actualmente levadas a cabo pelas 2 Juntas de Freguesia (Nossa Senhora de Fátima e São Sebastião da Pedreira), mas envolver nessas actividades aqueles que na Freguesia, artistas e instituições, nos podem trazer uma valor acrescido e nos ajudem a desenvolver a área cultural na Freguesia.

Almada Negreiros e a Igreja de Nossa Senhora de Fátima

Aquando das comemorações dos 50 anos da inauguração da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, o então Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, disse: "Depois desta, outras igrejas se edificaram no Patriarcado de Lisboa, algumas de inegável valor artístico. Mas nenhuma a iguala no conjunto de obras de arte, assinadas por mestres de indiscutível qualidade"

Um desses mestres foi Almada Negreiros, de quem se comemoram hoje 120 anos do seu nascimento, e sobre quem até ao final do ano irá decorrer um programa de iniciativas comemorativas do seu nascimento.

Nesta Igreja, obra do Arquitecto Pardal Monteiro e inaugurada a 13 de Outubro de 1938, são da autoria de Almada Negreiros o portão do Baptistério, mosaicos, os frescos da cúpula da àbside e os magníficos vitrais, que são a parte mais visível e conhecida dos trabalhos de Almada Negreiros nesta Igreja.

Só por si estes vitrais seriam merecedores de serem incluídos no programa destas comemorações promovidas pela CML, numa altura em que decorre uma exposição sobre o "significativo espólio documental assim como alfaias litúrgicas, esculturas, mobiliário e paramentaria, num total de 80 objectos", integrados nos 75 anos da Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

Espero que no ano em que se comemoram 75 anos desta Igreja, 120 anos do nascimento de Almada Negreiros e 100 anos do inicio da sua obra artística, alguém se lembre desta que é sem dúvida nenhuma, uma das maiores obras de Almada Negreiros, a promova e traga à Igreja de Nossa senhora de Fátima, visitantes e turistas, numa zona da cidade com enormes potencialidades turísticas e onde são cada vez mais os hotéis.

Esta é uma das áreas que tem sido ao longos dos anos esquecida pela Junta de Freguesia local, e que no futuro espero que venha a ter a atenção necessária, nomeadamente através de  parcerias locais, que promovam os monumentos e património artístico da nova Freguesia das Avenidas Novas.

sábado, 6 de abril de 2013

Vital Moreira, sobre a decisão do Tribunal Constitucional

A insuspeita opinião de um dos "pais" da nossa Constituição, Vital Moreira, actual eurodeputado eleito pelo PS, acerca da decisão do Tribunal Constitucional, sobre a qual, agora sim, seria interessante ouvir o Seguro dizer que "quem criou o problema que o resolva"

1 - A decisão do Tribunal Constitucional sobre o orçamento não cria somente um grande problema ao Governo (o que seria o menos), mas também ao País (o que é bem mais complicado).

2 -O Tribunal foi do 8 ao 80 quanto aos efeitos das inconstitucionalidades que declarou. No ano passado, afastando-se da jurisprudência estabelecida, neutralizou os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, mantendo as normas em vigor até ao fim da sua vigência. Desta vez, afastando-se de novo da jurisprudência estabelecida, mas agora no sentido contrário, declarou a inconstitucionalidade com efeitos retroativos, obrigando o Estado a repor o dinheiro já cobrado!

3 -  Até agora o Governo tinha um bode expiatório para as suas dificuldades -- o anterior Governo. Agora passa a ter outro: a decisão do Tribunal Constitucional.

4 - Desiluda-se quem julga que ganhou com esta decisão do TC (designadamente os funcionários públicos e pensionistas que recuperaram um mês de rendimento). Os efeitos desta decisão sobre a incapacidade do País de atingir as metas de consolidação orçamental e de regresso ao mercado da dívida só vai agravar e prolongar a fase de austeridade (mais cortes de despesa, mais impostos durante mais tempo). Isto sem contar com a possilidade de uma crise politica, cujos custos financeiros podemos deduzir pelo que sucedeu na Grécia há um ano.
No final, todos os portugueses, incluindo os que agora festejam a decisão do TC, terão perdido bem mais de um mês adicional de rendimento por ano.

O retrato do país

Presidente do Tribunal Constitucional, 5-4-2013
Foto de Paulo Alexandre Coelho, Diário Económico

Excelente post do Alexandre Poço, no Forte Apache. Curto, objectivo e incisivo. Um tiro certeiro!

"Durante anos, orçamentos deficitários que resultavam da escolha livre dos executivos não mereceram um aviso sequer do Tribunal Constitucional. Durante anos, manter um nível de despesa gigantesco sempre acima do nível de impostos e com isso, acelerar o caminho rumo à tragédia foi sempre constitucional. Há dois anos a esta parte, dois orçamentos que procuram retirar Portugal da situação de bancarrota em que entrámos na Primavera de 2011 são inconstitucionais. Chegar a este bonito estado respeitou sempre a Lei Fundamental, sair desta crise é claramente inconstitucional. Eis Portugal, no ano da graça de 2013. É portanto, um imperativo mudar esta Constituição, antes que ela acabe com o país primeiro (se é que já não acabou)."

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Independentes apenas para o que lhes convém

Pois é. Em 2009, já com a lei de limitação de mandatos em vigor - Lei 46/2005,  até era a favor de que um Presidente de Câmara há já 29 anos se candidata-se a mais um mandato e logo no mesmo Concelho. Agora como os candidatos com 3 ou mais mandatos já cumpridos são do PSD, e são candidatos noutro concelho, já é contra. E diz-se independente.


Quem mudou tão radicalmente de ideias, foi Pedro Pereira Pinto, vice-presidente do Movimento Revolução Branca, que recentemente interpôs várias acções em tribunal, para impedir que diversos candidatos do PSD, que cumpriram de forma exemplar os seus mandatos autárquicos, se vejam agora impedidos de se candidatarem a outras Câmaras Municipais, para também nessas poderem desempenhar um serviço às populações, idêntico aquele que até agora desempenharam e que foi sendo ao longo dos anos apoiado e sufragado pelas populações.

Mas este não é, recentemente, o único caso de "independentes" que vão mudando as suas opiniões, à medida que lhes convém.

No Porto o Rui Moreira, que como bom independente que se afirma, usou uma base de dados do PSD e que ao que parece utilizou para fins de campanha o site da Associação Comercial do Porto, à qual preside.

Em Oeiras, temos o sobrinho do Freitas do Amaral, o Paulo, que depois de se ter candidatado em 2009 à Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo pelo PS, partido do qual se demitiu entretanto, quer agora ser candidato à Câmara de Oeiras. Para tal criou um movimento independente, sem deixar no entanto de ter tentado obter o apoio do Partido dos Animais, namorado, ao que consta, outras forças politicas do Concelho e apresentando-se agora como candidato "independente" pelo CDS, ao mesmo que os seus antigos apoiantes do movimento que criou, afirmarem que o movimento se extinguiu, pois consideram-se traídos com esta colagem ao CDS.

Independentes ou simples oportunistas ressabiados, para quem qualquer meio é legitimo para ser candidato. Candidaturas que na larguíssima maioria das vezes, mais não são que meros projectos pessoais, de quem que foi preterido pelo partido por onde foram em tempos eleitos e onde até então militavam.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Quem é o responsável?

Hoje foi dia de podar algumas das árvores existentes nos espaços verdes da Av. das Forças Armadas e de cortar outras que apresentavam já há bastante tempo sinais de estarem mortas ou no mínimo em bastante mau estado, como é possível verificar nas fotos.

E se estas acções são necessárias e deviam ser habituais e portanto nada teriam de estranho, a questão que aqui deixo é se o momento escolhido foi o melhor, ou se atendendo às fortes chuvas que têm caído nos últimos dias e que empaparam as zonas relvadas, tornando-as moles e pouco consistentes, não teria sido preferível adiar pelo menos a poda em algumas das árvores, a terem danificado fortemente um relvado que ao contrário de outras zonas no mesmo local, se encontrava em bastante bom estado.

Este foi o estado em que ficou o relvado, depois de na operação de poda, ter sido utilizada uma plataforma mecânica com 4 rodas, que andou por cima do relvado, sem o mínimo cuidado.

E considerando que não se prevê um abrandamento da chuva é natural que rapidamente algumas das zonas danificadas passem rapidamente a um lamaçal. Terá valido a pena? E quem é agora o responsável por repor o relvado nas condições em que se encontrava?

Será que a "engenheira" que coordenava a operação e dava as ordens para o que devia e não devia ser cortado, não teve capacidade para ver o estrago que estavam a provocar e a lama que espalhavam pelo passeio e consequentemente suspender os trabalhos ou tentá-los realizar com a máquina a deslocar-se apenas no passeio?

A referida "máquina" utilizada para ajudar a poda

O desleixo da CMO e a falta de civismo continuam

Conforme já aqui referi recentemente, o serviço de recolha do lixo em Oeiras tem vindo a degradar-se muitíssimo.

Este era mais uma vez o estado em que se encontrava a zona dos contentores do lixo, na Rua Clemente Vicente no Dafundo, hoje de manhã pelas 8 horas.

Mas mais uma vez, e sem querer de forma alguma desculpar os serviços Camarários por tão triste espectáculo, é por demais evidente a falta de civismo de alguns moradores que teimam em não telefonar para a Câmara para saberem a que dias é que podem colocar os objectos volumosos na rua, para que sejam rápida e devidamente recolhidos e prefiram pura e simplesmente deixá-los na rua, às vezes por vários dias como é o caso.

Por outro, há moradores que continuam a colocar os sacos com lixo no chão, quando por vezes, como era o caso hoje, os contentores do lixo comum nem se encontravam totalmente cheios, ao contrario do do papel que transbordava.

E se a Câmara não pode ser responsável pelos comportamentos pouco civilizados de alguns, nada justifica que ao final do dia, pelas 21 horas, nada tenha sido limpo e esta lixeira no centro da Vila se mantenha.

 Oeiras precisamente urgentemente de