domingo, 30 de junho de 2013

Quem é Mário Nogueira?

Por Henrique Raposo (*) In Povo Livre 26-6-2013
Um professor dá aulas e Mário Nogueira não dá aulas há mais de 20 anos. Parece mentira, mas este senhor está num perpétuo horário zero há duas décadas. A sua “carreira” docente conta com 32 anos de serviço, mas, na verdade, o Glorioso Líder da Fenprof só deu aulas nos primeiros 10 anos de vida profissional. Os últimos 22 anos foram dedicados ao sindicalismo profissional. Não, Mário Nogueira não é professor, é sindicalista. O que me leva a uma pergunta óbvia: como é que alguém que não dá aulas há vinte anos pode representar com realismo as pessoas que dão aulas todos os dias? 

E esta comédia sindical não se fica por aqui. Por artes burocráticas impenetráveis, Mário Nogueira tem sido avaliado como professor: recebeu o “Bom” correspondente à classificação de 7,9 obtida no agrupamento de escolas da Pedrulha, Coimbra (Correio da Manhã, Dezembro 2011). Mais uma vez, um camião de perguntas bate à porta: se não dá aulas, como é que este indivíduo pode ser avaliado como professor? Como é que se opera este milagre da lógica? Entre outras coisas, parece que conferências e artigos de jornal contam para a avaliação de Mário Nogueira. Fazer propaganda da Fenprof, ora essa, é igual ao confronto diário com turmas de vinte e tal garotos. Justo, justíssimo, justérrimo.

Se não é professor, quem é afinal Mário Nogueira? Na minha modesta opinião de contribuinte assaltado por horários zero e afins, Mário Nogueira é o verdadeiro ministro da educação. A cadeira do ministério vai mudando de dono, mas Mário Nogueira está lá sempre. Os governos sucedem-se, mas a Fenprof está lá sempre. E, com menor ou maior intensidade, as políticas educativas são determinadas pela Fenprof e não pelos governos democraticamente eleitos. A força das eleições nunca chega à tal escola pública, que é auto-gerida há décadas pela Fenprof. Curiosamente, TVs e jornais nunca fazem fogo sobre este sindicato. O poder da educação está ali, mas as redacções só sabem queimar ministros atrás de ministros. Nunca ouvi ou li uma entrevista a Mário Nogueira. Só vi e ouvi tempos de antena. Quem é Mário Nogueira? Um dos inimputáveis do regime.
(*) Jornalista, © Expresso

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Será que estes senhores se julgam donos da cidade?

Numa campanha eleitoral não pode valer tudo.

O respeito pelas regras democráticas, pelas ideias e propostas dos adversários e principalmente o respeito pelas entidades públicas, que deverão manter a sua independência face ás diversas forças públicas, são factores que devem estar na base de actuação de todas as forças concorrentes a qualquer acto eleitoral.

Infelizmente não é essa a forma de agir da candidatura do PS à Freguesia das Avenidas Novas, que não lhe chegando as paredes e as árvores existentes na Freguesia, utiliza de forma abusiva os placards informativas da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, para promover um debate que vai levar a cabo brevemente na Freguesia e no qual estará presente o actual Presidente da Câmara de Lisboa, militante do PS.

Será que estes senhores se julgam donos da cidade? Já sabíamos que a tripla António Costa / Nunes da Silva / Sá Fernandes, desrespeitou os munícipes das Avenidas Novas durante todo a mandato, fazendo tábua rasa das suas opiniões e agindo permanentemente contra a sua vontade. Será que quando estamos ainda a 3 meses das eleições, acham que vale tudo para divulgarem a sua mensagem e que podem utilizar os placards de uma Junta de Freguesia para fazerem campanha eleitoral? Ou será que isto é já um sinal de desespero?

sábado, 22 de junho de 2013

Cartão de eleitor para jovens dos 13 aos 17 anos

Num anúncio recentemente afixado nas vitrinas que a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima tem espalhadas pela Freguesia e que pretende promover um programa de férias da Junta de Freguesia para jovens dos 13 aos 17 anos, que é de certeza uma boa iniciativa, são pedidos aos interessados alguns documentos, a saber:

Aos encarregados de educação, o BI ou Cartão de Cidadão, o que parece normal e uma declaração de autorização. Declaração de quê e para quê? Para os jovens declararem que autorizam os pais a ficarem sozinhos?

Aos jovens - dos 13 aos 17 anos, exige-se o BI ou Cartão de Cidadão, o que mais uma vez me parece normal, o Cartão de Saúde (que desconheço o que seja e mesmo se existe. Ou será que os candidatos têm que ter um dos muitos cartões de saúde de uma das Companhias de Seguros existentes no mercado?), o Boletim de Vacinas, também me parece normal (não sei é se os serviços têm capacidade para os analisar) e pasme-se CARTÃO DE ELEITOR e COMPROVATIVO DE MORADA!!!

Pois é! Se não sabiam ficam a saber. A Senhora Presidente da Junta de Freguesia, que fez questão de assinar este anúncio, comprovadamente sem o ler e que foi elaborado por um dos seus competentíssimos vogais ou assessores,  exige um documento que não só já não existe - o cartão de eleitor da Freguesia, como o exige a cidadãos que não têm ainda capacidade eleitoral, pois são menores. Mais, como é que um jovem de 13 anos apresenta um comprovativo de morada?

Como em tudo nesta Junta de Freguesia, também estas regras foram feitas sem o menor cuidado e com total desconhecimento da Lei.

Não conseguem fazer nada sem erros!

domingo, 16 de junho de 2013

Da greve de professores

Miguel Sousa Tavares, Expresso 15 Junho, via Corta-Fitas
Só uma classe que recusou, como ultraje, a possibilidade de ser avaliada para efeitos de progressão profissional – isto é, uma classe de medíocres reivindicam o direito constitucional de ganharem o mesmo que os competentes – é que se pode permitir a irresponsabilidade e a leviandade de decretar uma greve aos exames nacionais. Nisso são os professores exemplares: transmitem aos alunos o seu próprio exemplo, o exemplo de quem acha que os exames, as avaliações são um incómodo para a paz de um sistema assente na desresponsabilização, na nivelação de todos por baixo, na ausência de estímulo ao mérito e esforço individual. 
Mas a greve dos professores vai muito para lá deles: reflecte o estado de espírito de uma parte do País que não entendeu ou não quer entender o que lhe aconteceu. Deixem-me, então recordar: Portugal faliu. O Portugal das baixas psicológicas, dos direitos adquiridos para sempre, das falcatruas fiscais, das reformas antecipadas, dos subsídios para tudo e mais alguma coisa, dos salários iguais para os que trabalham e os que preguiçam, faliu. Faliu: não é mais sustentável. (…) Se alguém conhece uma alternativa mágica em que se possa ter professores sem crianças, auto-estradas sem carros, reformas sem dinheiro para as pagar, acumulando dívida a 6,7 ou 8% de juros para a geração seguinte pagar, que o diga.

Miguel Sousa Tavares, Expresso 15 Junho 2013

Visita ao Bairro Santos

Aproveitámos o último Domingo para uma visita de trabalho pelo Bairro Santos, em que contámos com o nosso companheiro José Marinho, morador e profundo conhecedor da realidade do Bairro, para nos guiar e apontar alguns dos problemas com que o Bairro se depara e que não têm tido por parte dos actuais autarcas a devida atenção.

Nesta visita, no dia da semana em que o Bairro tem menor movimento, dando até a sensação em algumas zonas, de um Bairro sem vida, começámos por contactar com moradores junto da Igreja da Nossa Senhora das Dores a que se seguiu um almoço que, como não podia deixar de ser, aconteceu num dos restaurantes do Bairro.

Desta visita, a que voltarei a falar brevemente, fica a certeza que o Bairro Santos tem de ser olhado por todos os responsáveis - Câmara Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia bem como de muitas entidades, como a Policia e a Carris, de forma diferente e muito objectiva e onde o executivo da Futura Junta de Freguesia das Avenidas Novas, que sair das próximas eleições autárquicas, tem que ter um papel activo, quer no alertar todos os intervenientes do que se passa no Bairro, quer principalmente na capacidade que tem de ter de sentar todos à mesma mesa para que, de uma vez por todas, se passe do imobilismo e das promessas à acção.

Da nossa parte, da parte da coligação PSD/CDS/MPT, encabeçada pelo Daniel Gonçalves, podem contar connosco. Não nos calaremos seja em que fórum seja, a começar pela Assembleia Municipal de Lisboa, onde a actual Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, em 8 anos de mandato, nunca interveio e em que nem sequer compareceu a quase metade das reuniões. 

Contactos no Mercado do Bairro Santos

Na continuação das actividades de campanha da Candidatura do PSD/CDS/MPT à Freguesia das Avenidas Novas, temos estado em contacto nas últimas semanas com comerciantes e moradores do Bairro Santos.

E como não podia deixar de ser, iniciámos estes contactos pelo Mercado do Bairro Santos, que esteve no centro das nossas atenções, tendo começado esta visita pela Florista da D. Teresa Lopes, a tal florista fantasma, a que aqui já me referi

Nesta prolongada visita ao Mercado, contactámos com todos os comerciantes presentes e com muitos dos clientes que ainda fazem do mercado a primeira escolha para as suas compras. Ouvimos de todos o apelo para que não deixemos fechar o mercado, mas principalmente que haja uma atenção da futura Junta de Freguesia por este espaço, que parece ser alvo de um abandono por parte da CML e da actual Junta de Freguesia, que parecem preferir ir vendo os comerciantes a desaparecerem em vez de criarem condições de revitalização e que tragam novos comerciantes e por consequência mais clientes.

Ao final da manhã, também contactámos com comerciantes que têm o seu negócio no Bairro e com os moradores, ouvindo atentamente as suas preocupações, que são em grande parte comuns, nomeadamente no que se refere a um sentimento de abandono a que o Bairro tem sido sujeito e em que o estado de conservação das ruas, a limpeza, a mobilidade e a insegurança, são as principais reclamações.

Florista fantasma


No número de Abril de 2013 da Revista da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, na página 19, é dito que a Senhora Presidente da Junta de Freguesia esteve no Mercado do Bairro Santos onde assegurou "que fará tudo o que estiver ao seu alcance". No entanto, não se sabe é para quê.

Provavelmente para acabar com o que resta do mercado que está, cada vez mais, com menos comerciantes, sendo que, com a Senhora Presidente da Junta de Freguesia a afirmar que há cerca de 3 anos que não há floristas no mercado, de certeza que não ajuda a promover o negócio, nomeadamente o da D. Teresa Lopes, florista, que apesar deste violento ataque e abandono do Mercado por parte da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, teima em manter abertas as suas portas (Loja 25).


Na recente visita ao Mercado. com vários elementos da Candidatura do PSD/CDS/MPT à Freguesia das Avenidas Novas, tive oportunidade de visitar esta florista, que segundo a Senhora Presidente da Junta de Freguesia não existe, e constatar a revolta da sua proprietária face a este título na revista da Junta de Freguesia, que naturalmente não lhe trará clientes, correndo até o risco de afastar alguns dos que ainda restam.

Será que a Senhora Presidente esteve mesmo no Mercado, como é afirmado na Revista? Será que conhece a real situação do Mercado? Será que é com artigos destes que a Junta de Freguesia pretende promover o comércio local? Porque será que a Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, depois de quase 8 anos no cargo, em que nada fez pelo único mercado da Freguesia, vem agora fazer promessas, que nem ela mesmo consegue concretizar quais serão?

Outra curiosidade deste artigo é o facto de o único elogio feito à Senhora Presidente da Junta de Freguesia, partir de alguém que, pelo que consta, é familiar de um colaborador da Junta de Freguesia, dependendo portanto uma parte, ou mesmo a totalidade, dos seus rendimentos da boa vontade da Senhora Presidente da Junta de Freguesia. Ou será que estou enganado?

Já agora Senhora Presidente, o Mercado não se chama "Mercado do Bairro de Santos", mas sim "Mercado do Bairro Santos", como o Bairro.