domingo, 25 de agosto de 2013

A demagogia eleitoral de António Costa no Bairro da Boavista

Enquanto candidato à Assembleia Municipal de Lisboa, pela coligação Sentir Lisboa, estive hoje de manhã no Bairro da Boavista a acompanhar o Prof Fernando Seara e o meu amigo António Gonçalves, candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Benfica.

Quando parte significativa dos prédios do Bairro se encontram em obras, promovidas pela Câmara Municipal em época de eleições, em que prometeram às pessoas colocação de vidros duplos, estores novos, arranjarem os elevadores, aquilo que se vê mais não é que pintura das fachadas. Não existe a minima intervenção nos interiores, ou nas coberturas dos prédios, há elevadores parados há mais de 3 meses e pasme-se muitas das fachadas ao nível da rua nem lavadas foram. Como ouvi de um morador, "uma vigarice, uma aldrabice total, em que enganaram toda a gente".

E como se isso só por si não bastasse, eis que nos deparamos, no meio destes prédios, com lixo por todo lado e com um parque infantil com algumas crianças a brincar e onde o lixo, madeiras, pedras e todo o tipo de porcaria, muita proveniente das obras, cobria o chão deste parque.

É esta a atenção que António Costa e a sua equipa dá a esta população, uma população jovem, onde as crianças têm um peso significativo e onde durante todo o actual mandato não olhou sequer para este Bairro, anda agora a fazer intervenções que mais não são que campanha eleitoral com a finalidade de captar os votos, mas esquecendo-se daquilo que é o mais básico e que mais não é do que a limpeza das ruas deste Bairro. O perigo que este parque infantil, nas condições em que está, apresenta para as crianças é enorme, mas nem isso demove António Costa, da sua trajetória eleitoralista.

Lisboa precisa urgentemente de alguém como Fernando Seara, que Sinta Lisboa como sua e não de alguém que esteja na Câmara Municipal de Lisboa de passagem, com olhos postos noutros voos, sejam eles o Governo, a Presidência da República ou as simples guerras internas do seu partido.

Foto de Isabel Santiago Henriques

Os nossos jardins merecem muito mais que intervenções a pensar nas eleições

Depois de durante mais de dois anos aqui denunciar a degradação a que a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima deixou chegar o WC canino, instalado pela própria Junta de Freguesia, no Jardim Gomes de Amorim (Casa da Moeda), eis que quando estamos a pouco mais de 1 mês das eleições, finalmente, a senhora Presidente de Junta, que durante os seus 8 anos à frente da Junta de Freguesia deixou chegar este jardim a um estado de degradação inexplicável, resolveu retirar o referido WC.

Mas infelizmente esta foi uma intervenção que ficou a meio. O resto das madeiras que se encontram enterradas ficaram, a parte de calçada portuguesa que servia de acesso ao WC não foi retirada e o contorno do canteiro não foi refeito. Enfim, como em tudo o que este executivo mexe, nada fica terminado ou é feito com rigor.

Acresce ainda que este não é o único problema deste jardim. A degradação da cobertura vegetal avança, os sistemas de rega continuam espalhados nos passeios, os bancos estão cada vez em pior estado, continuam a faltar luzes e principalmente a presença de sem abrigo impedem a utilização deste jardim pela população, sem que se veja da parte de quem tem a responsabilidade da sua limpeza e manutenção - a Junta de Freguesia - qualquer acção concreta que inverta estas situações.

Mas como se tudo isto não fosse suficiente e apesar dos meus alertas, o lixo proveniente do corte da relva e da limpeza geral do jardim, continua a ser colocado em sacos de plástico e a ficar abandonado de um dia para o outro (quando não mais...), em vez de serem recolhidos imediatamente por quem faz a manutenção:

Situação idêntica era também possível observar no Jardim da Av. Marquês de Tomar X Av. Duque de Ávila:

A partir de 29 de Setembro, precisamos de alguém nas Avenidas Novas que olhe para os nossos Jardins dia a dia, que fiscalize o trabalho daqueles que contrata para fazerem a limpeza e manutenção e transforme os nossos espaços verdes em locais onde seja agradável estar.

Para quem ainda poderia ter dúvidas, é cada vez mais clara a decisão do PSD de não reiterar a confiança para mais um mandato à actual Presidente de Junta e apresentar ao eleitorado uma equipa nova, coesa, experiente, conhecedora da Freguesia e motivada, para bem servir a Freguesia e assim marcar a diferença. Alguém que Sinta Lisboa como sua.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Afinal em que é que ficamos?

Sou ou não sou candidata?

Há apenas 4 meses, no encerramento do "Cantinho da Junta"(???), anunciou não ser candidata a novo mandato de Presidente de Junta. Afinal parece que mudou de ideias, ou será tudo isto um embuste, para promover o pseudo-engenheiro Figueiredo, que a precede na lista e que ao contrário de outros nem nunca se inscreveu ou andou numa faculdade. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Campo Pequeno faz hoje 121 anos

São de 1741 as primeiras referências à realização de corridas de touros na zona do Campo Pequeno. Aqui foi inicialmente construída uma praça de Madeira, mas como tinha pouca capacidade começaram também a aparecer outras praças em diferentes pontos da cidade. A praça do Campo de Santana, mandada construir pelo Rei D. Miguel, e que funcionou de 1831 a 1891, seria a mais importante, mas foi interditada em 1888, devido à falta de condições.

No ano seguinte começou a construção da actual Praça de Touros no Campo Pequeno.

A Inauguração deu-se a 18 de Agosto de 1892, com uma festiva corrida à Antiga Portuguesa, presidida pelo infante D. Afonso, em representação do Rei D. Carlos e Rainha D. Amélia. Esta corrida atraiu milhares de pessoas à praça, com destaque nos camarotes para as principais autoridades civis e militares. O 1º touro a pisar a arena era de Emílio Infante da Câmara e a sua lide coube ao cavaleiro Alfredo Tinoco.

Este notável edifício foi concebido em estilo neo-árabe pelo arquitecto António José Dias da Silva, com uma estrutura circular toda em tijolo maciço de face à vista, com 4 cúpulas bolbosas de inspiração turca. O redondel tem 38m de diâmetro e a lotação de 7000 pessoas.

No ano 2000, face à crescente degradação do edifício, a praça encerrou para obras de reabilitação profundas durante  6 anos, mantendo-se a sua traça original.

A praça ficou com o seu primeiro anel alterado estruturalmente, passando a ser de betão armado, em detrimento dos arcos de tijolo existentes inicialmente. O anel exterior manteve-se inalterado a nível estrutural, tendo sido executadas reparações e reforços. 

Foram criados, um parque de estacionamento e uma galeria comercial no subsolo, o Centro Comercial do Campo Pequeno, e alguns espaços comerciais no piso térreo. A alteração mais significativa terá sido a cobertura amovível que torna a praça num espaço mais versátil, podendo ser utilizado durante todo o ano e para qualquer fim. Tem uma capacidade de 7277 lugares.

121 anos depois da sua inauguração a Praça de Touros do Campo Pequeno continua a ser ex-libris de Lisboa e será um dos principais símbolos da Nova Freguesia das Avenidas Novas. 

sábado, 17 de agosto de 2013

Obras na Praça de Espanha - Propaganda e Demagogia

É realmente difícil mostrar obra, quando durante 8 anos nada fez pela sua Freguesia, e ainda foram provados gastos irregulares no valor de 1,4 milhões de euros pelo Tribunal de Contas.

Refiro-me à Senhora Presidente de Junta de Nossa Senhora de Fátima, que agora pretende candidatar-se a mais um mandado, mas que na sua tentativa de mostrar obra que não tem, socorre-se de tudo a começar pela demagogia. É como diz o povo o vale tudo, até o publicitar obras que não são da sua iniciativa e para as quais nada contribuiu.

Mas pior ainda é quando se falta à verdade. As obras na Av. dos Combatentes, que a Senhora Presidente publicita na sua última revista, localizam-se na Freguesia vizinha de São Domingos de Benfica e ao contrário do que é afirmado, a intervenção levada agora a cabo pela CML, com fins claramente eleitoralistas, não passou nem pelo aumento de faixas de rodagem nem pela remoção de parte do separador central.

O que aconteceu foi o deslocamento do separador central para a esquerda e a redução de 3 para 2 faixas de rodagem, nas faixas de quem se dirige para a Ponte 25 de Abril, Auto Estrada de Cascais e Alcântara  Só assim foi possível passar de 2 para 3 faixas, no sentido de quem se quer dirigir para a Av. Columbano Bordalo Pinheiro ou por exemplo para a Av. de Berna.

Ou seja, retirou-se uma faixa de rodagem para quem quer sair de Lisboa. Vamos ver a partir de meados de Setembro, com o regresso de Férias e com o inicio das aulas, se não se deslocou o engarrafamento habitual na Av. dos Combatentes, das faixas da direita para as faixas da esquerda. Ou seja e ao contrário do que é afirmado na referida noticia, a presente intervenção em nada vai permitir "um melhor escoamento do trânsito (...) às vias rápidas para Cascais, Sintra e Margem Sul do Tejo".

Mas teria sido possível neste caso, com uma intervenção mais profunda e mais planeada, sem se estar a pensar na campanha eleitoral, aumentar realmente em uma as faixas de rodagem no referido cruzamento (das actuais 5 para 6), resolvendo-se dessa forma um problema que era real, mas sem o mudar para o outro lado.

Pena é que, esta intervenção não tenha sido realizada há quatro anos atrás no inicio do mandato, como proposta por Pedro Santana Lopes. Espero é que a forma como esta intervenção foi feita, não seja o principio do fim da chamada "diagonal" da Praça de Espanha, algo que há muito é discutido na CML e transformar esta Praça numa enorme rotunda, com consequências para a circulação automóvel, que não consigo imaginar.

Há que falar verdade com todos, defender os interesses da Freguesia e acima de tudo trabalhar de forma séria. Nos últimos 8 anos a Freguesia de Nossa Senhora de Fátima  parou no tempo.

No momento em que vamos ter uma nova Freguesia - Avenidas Novas, maior e com mais competências, é tempo de uma nova atitude. É tempo de uma equipa nova, coesa, experimente, conhecedora da Freguesia e motivada, para bem servir a Freguesia e assim marcar a diferença.

O desperdício continua

Mais de uma semana depois de aqui ter chamado à atenção para o enorme desperdício de água que diariamente e desde há várias semanas, se verifica no sistema de rega dos espaços verdes localizados junto ao cruzamento da Av. Álvaro Pais com a Rua Sanches Coelho, tudo continua na mesma.

Uma Presidente de Junta que mantém a sua postura de sempre, de se recusar a ver aquilo que é mais que óbvio e a agir em conformidade, na defesa do interesse da Freguesia e dos seus recursos. Fica cada vez mais clara a decisão do PSD de não reiterar a confiança para mais um mandato à actual Presidente de Junta e apresentar ao eleitorado uma equipa nova, coesa, experimente, conhecedora da Freguesia e motivada, para bem servir a Freguesia e assim marcar a diferença. Alguém que Sinta Lisboa como sua.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Plano para margem direita do Jamor prevê prédio com 20 pisos e marina

in Público 15-8-2013



Em Agosto de 2012, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) deu parecer desfavorável a este plano, entre outros aspectos pela sua "incompatibilidade com as orientações decorrentes" do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML). "Na globalidade, a proposta não se adequa às características da área em presença, colocando pressão urbanística num território sensível, ribeirinho, aumentando os índices urbanísticos existentes em detrimento da contenção que o PROT-AML estabelece", diz a CCDR. Esta entidade critica a "deficiente fundamentação técnica da alteração pretendida ao PDM [Plano Director Municipal] eficaz". Isto porque o plano de pormenor estabelece "uma área de construção muito superior à área de construção máxima" prevista no PDM. A CCDR também manifesta reservas quanto ao ruído, por considerar que o estudo acústico desenvolvido não permite apoiar a tomada de decisões e apresenta discrepâncias com o estudo de tráfego, e critica a avaliação ambiental realizada, por ser "insuficiente e pouco desenvolvida nas matérias ambientais essenciais".




A Câmara Municipal de Oeiras que regularmente distribui pelos munícipes um boletim municipal com as actividades camarárias, folhetos sobre as mais variadas obras que faz, (como muito recentemente a dar conhecimento do reordenamento de uma rua (sim 1 rua!!) no Casal da Choca em Porto Salvo), envia convites para os autarcas para inúmeras iniciativas, foi incapaz de uma única palavra sobre esta discussão pública, com a única finalidade de a esconder da população e dos autarcas, para que ninguém se pronuncie.

Mais, escolhe o mês de Agosto para tal discussão pública, mês que mais pessoas tradicionalmente escolhe para férias. Uma atitude cobarde e que revela bem o respeito que Paulo Vistas tem pela opinião da população, que já por mais de uma vez se mostrou muito pouco receptiva a este projecto, quer em encontros com o então Presidente da CMO, quer em Assembleias de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo. Aliás, as reservas colocadas então ao projecto apresentado, verificam-se agora ser mais do que fundadas.


A este respeito, a Liga dos Amigos do Jamor, na sua página no Facebbok, através de um comunicado à imprensa, resume bem esta questão e o porquê de estarem contra:

Com início em finais de Julho e a terminar em finais de Agosto, cirurgicamente numa altura em que boa parte dos munícipes está de férias, a Câmara Municipal de Oeiras (CMO) pôs o Plano de Pormenor para a Margem Direita do Jamor (Plano de Pormenor) a consulta pública. Este plano abrange uma vasta área, com cerca de 15 hectares, junto ao rio Tejo, na foz do rio Jamor, onde se encontram presentemente as instalações desactivadas da Lusalite e da Gist Brocades, bem como a estação de comboios da Cruz Quebrada.

Evidenciando o mais profundo desprezo pelos munícipes em geral e muito particularmente pela população da Cruz Quebrada e do Dafundo, este Plano de Pormenor corresponde a um sonho antigo do anterior presidente da CMO, retomado pelo seu sucessor, o Sr. Paulo Vistas. Na CMO, a qualidade de vida das populações, a prevenção de riscos e o ambiente continuam a ser palavras vãs.

Este Plano de Pormenor:

• abrange terrenos públicos (cerca de 60%) e privados (cerca de 40%), subordinando os primeiros aos últimos e permitindo a apropriação e instrumentalização de terrenos públicos para fins privados;

• prevê a implantação de edifícios de habitação, comércio e escritórios em terrenos usados há séculos para fins industriais (que vão dos curtumes ao amianto, passando pelos aditivos para panificação) e com um nível de contaminação do solo insuficientemente estudado;

• cobre de betão cerca de 15 hectares de zona ribeirinha e domínio hídrico público, onde não deveria ser permitido construir de todo, muito menos as volumetrias previstas;

• desfigura todo o vale do Jamor na zona do Estádio Nacional com 5 torres de betão, ultrapassando visualmente a colina do Alto da Boa Viagem; 

• prevê que as 5 torres de habitação, comércio e serviços sejam implantadas quase em cima da foz do Jamor, a escassos metros do rio Tejo, em zona de elevadíssimos riscos naturais, vulnerável aos riscos de cheia (fluvial), inundação (marinha), erosão costeira, carsificação, movimentos de massa, sísmico, liquefacção e tsunami; 

• autoriza a construção de edifícios de habitação e escritórios numa zona em que os níveis de ruído estão muito acima do permitido para este tipo de utilização, com gravíssimos danos para a saúde de quem os vier a ocupar;

• destrói a Praia da Cruz Quebrada, para dar lugar a uma marina; 

• é implantado numa das últimas zonas da margem norte do troço final do estuário do Tejo onde as aves ainda nidificam, estando entre eles espécies protegidas (conforme evidenciado na Avaliação Ambiental Estratégica); 

• prevê a impermeabilização de mais de 95% dos lotes dentro do anel rodoviário (cerca de 91.000m2 num total de cerca de 95.000m2), sendo que a quase totalidade das “zonas verdes” que aparecem no Plano de Pormenor mais não são do que as coberturas dos estacionamentos, provavelmente revestidas a relva de aviário e pouco mais; 

• corta o acesso dos habitantes da Cruz Quebrada às suas próprias casas a partir da A5, prevendo o encerramento do nó do Estádio da A5, obrigando-os a entrar por Linda-a-Velha e atravessar toda esta povoação, condicionando ainda mais o já elevado tráfego nesta zona;

• impede os habitantes da Cruz Quebrada, do Dafundo e de Linda-a-Velha de atravessarem a ponte sobre o Jamor de carro, de mota ou de bicicleta – se quiserem ir para a Marginal, terão de passar a ir até Algés, uma vez que o trânsito nesta ponte fica “reservado” para um eléctrico (será um novo SATU?);

• prevê a construção dum viaduto com capacidade para trânsito pesado por cima do actual cruzamento entre o Estádio Nacional e a Marginal a uma altura de 12m, passando depois mesmo à frente de vários edifícios de habitação da Cruz Quebrada e do Dafundo, um muro de betão e trânsito entre os habitantes e o rio;

• numa zona de trânsito muito difícil e numa das mais congestionadas estradas de Portugal (a Marginal), este Plano de Pormenor prevê induzir uma nova população residente de 620 pessoas, a que se junta uma população flutuante de 920 pessoas, num total de mais de 1.500 pessoas, correspondentes a outros tantos veículos, isto sem contar com os visitantes do hotel, da marina e da zona comercial; 

• despreza imóveis classificados, a ponte sobre o rio Jamor e o Palacete de Santa Sofia, que ficarão paredes meias com o novo viaduto e à sombra de 5 arranha-céus de betão;

• apesar do novo empreendimento imobiliário ficar a salvo do risco de cheias – porque será construído em cima de um “bunker” de betão – o mesmo não se pode dizer das populações das zonas baixas da Cruz Quebrada e do Dafundo, cujo risco será agravado por este projecto, que virá aumentar ainda mais as diferenças de cota entre a margem direita (onde se situa o projecto) e a margem esquerda do Jamor (onde vivem as populações da Cruz Quebrada e Dafundo), potenciando os volumes e os caudais que atingirão estas populações em caso de cheia: a água irá para lá em maiores quantidades e mais depressa (deve notar-se que este risco já tinha sido agravado com a construção do campo de golfe do Jamor que envolveu aterros na zona intervencionada e o aumento da cota do terreno);

• orçamenta apenas cerca de 20 milhões de euros para obras de infra-estruturas, um valor manifestamente optimista (a título de exemplo, refira-se que os viadutos construídos – em 2007 – para acesso à travessia rodoviária do Tejo no Carregado tiveram um custo de construção de €14 milhões/km, um custo significativamente superior ao que se prevê no plano – €4,9 milhões para a totalidade da extensão do viaduto);

• por outro lado, destes optimistas 20 milhões, cerca de 12 milhões serão pagos por entidades públicas, ou seja, por todos nós.

A Liga dos Amigos do Jamor está extremamente preocupada com a possibilidade deste Plano de Pormenor vir a ser aprovado pela CMO e alerta muito particularmente a população da Cruz Quebrada e do Dafundo para esta situação."

Esta área da margem direita do Rio Jamor necessita sem dúvida de requalificação, mas não a qualquer preço e principalmente tendo como âncora um projecto imobiliário, que pelo que já se sabe, recebeu até agora pareceres negativos de todas as entidades que já se pronunciaram.

Numa altura em que estamos já em plena campanha eleitoral, é também com muita estranheza que verifico o silêncio do Presidente de Junta da Cruz Quebrada-Dafundo, eleito em 2009 pelo PS, que depois fundou um movimento independente e que agora é candidato à CMO pelo CDS. Um troca tintas, que durante este mandato espalhou pelas portas dos prédios da freguesia comunicados sobre tudo e mais alguma coisa, mas que sobre este assunto tem mantido um silêncio de ouro. Porque será? Terá algum acordo com a CMO? Com a Silcoge do Grupo imobiliário SIL? Saberá alguma coisa que a população e os autarcas da Freguesias desconhecem?

É também tempo, deste senhor aparecer publicamente na Freguesia e dar a cara junto da População e responder sobre este projecto e sobre a sua gestão à frente da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, da qual não presta contas à 3 anos, num total desrespeito pela Lei e pela população.