segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Zelador do espaço público

Foto site C. M. Cascais
“Dos lisboetas reclama-se um maior cuidado na protecção da sua cidade. Uma atitude activa na preservação do espaço público e dos equipamentos colectivos, maior civismo na segurança e na limpeza das ruas, um empenhamento esclarecido na salvaguarda do património histórico e arquitectónico. Sem o contributo e o brio dos lisboetas, Lisboa não cumprirá o seu desígnio de grande capital europeia”, afirmou o Senhor Presidente da República no dia 10 Junho de 2012, dias antes do inicio da greve de recolha do lixo em Lisboa.

Maior clareza era difícil. No seu discurso, feito na qualidade de lisboeta vindo do Algarve há mais de meio século, o Presidente insistiu no papel fundamental da cidadania. 'Não tenhamos dúvidas: sem a participação activa dos lisboetas, sem o envolvimento permanente dos seus moradores, os autarcas desta cidade não poderão construir uma capital de futuro que respeite e defenda a herança do passado'." (In Público, 24-06-2012)

Refere ainda o Público que “a Câmara de Cascais passou a contar com a ajuda dos chamados tutores de bairro - uma espécie de interlocutores privilegiados da autarquia para os problemas das zonas residenciais no que concerne à recolha de resíduos e à manutenção dos espaços verdes.”

Este projecto do Tutor de Bairro, é um excelente exemplo, que pode ser facilmente replicado em muitos bairros de Lisboa, se não mesmo em toda a cidade, envolvendo de forma activa e participativa cidadãos que que pelas mais variadas razões, têm disponibilidade ou pura e simplesmente gostariam de colaborar na defesa do bem estar e qualidade de vida dos seus bairros.

Mas também as inúmeras colectividades culturais e desportivas, as escolas, as IPSS, as instituições religiosas e as associações de moradores, que têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais importante na defesa do meio ambiente na cidade de Lisboa, podem em conjunto com as Juntas de Freguesia, ter aqui um papel importantíssimo.

A exemplo das Comissões Sociais de Freguesia, já implementadas em algumas Freguesias, nem sempre com o sucesso desejado, que contam com a participação de muitas destas entidades, também na área do ambiente e da preservação do espaço público, urge fazer um apelo à cidadania e estabelecer parcerias entre as diversas entidades no sentido de se apostar na melhoria do meio ambiente que nos rodeia.

O Zelador do Espaço Público, que Fernando Seara e a coligação Sentir Lisboa agora propõem, não é mais do que o colocar em prática em Lisboa de uma experiência de sucesso e de simples execução e que ao pretender envolver de forma directa os cidadãos e as instituições, tem todos os ingredientes para termos nos nossos Bairros, na nossa Cidade de Lisboa, um melhor e mais cuidado espaço público e uma melhor qualidade de vida.

domingo, 25 de agosto de 2013

A demagogia eleitoral de António Costa no Bairro da Boavista

Enquanto candidato à Assembleia Municipal de Lisboa, pela coligação Sentir Lisboa, estive hoje de manhã no Bairro da Boavista a acompanhar o Prof Fernando Seara e o meu amigo António Gonçalves, candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Benfica.

Quando parte significativa dos prédios do Bairro se encontram em obras, promovidas pela Câmara Municipal em época de eleições, em que prometeram às pessoas colocação de vidros duplos, estores novos, arranjarem os elevadores, aquilo que se vê mais não é que pintura das fachadas. Não existe a minima intervenção nos interiores, ou nas coberturas dos prédios, há elevadores parados há mais de 3 meses e pasme-se muitas das fachadas ao nível da rua nem lavadas foram. Como ouvi de um morador, "uma vigarice, uma aldrabice total, em que enganaram toda a gente".

E como se isso só por si não bastasse, eis que nos deparamos, no meio destes prédios, com lixo por todo lado e com um parque infantil com algumas crianças a brincar e onde o lixo, madeiras, pedras e todo o tipo de porcaria, muita proveniente das obras, cobria o chão deste parque.

É esta a atenção que António Costa e a sua equipa dá a esta população, uma população jovem, onde as crianças têm um peso significativo e onde durante todo o actual mandato não olhou sequer para este Bairro, anda agora a fazer intervenções que mais não são que campanha eleitoral com a finalidade de captar os votos, mas esquecendo-se daquilo que é o mais básico e que mais não é do que a limpeza das ruas deste Bairro. O perigo que este parque infantil, nas condições em que está, apresenta para as crianças é enorme, mas nem isso demove António Costa, da sua trajetória eleitoralista.

Lisboa precisa urgentemente de alguém como Fernando Seara, que Sinta Lisboa como sua e não de alguém que esteja na Câmara Municipal de Lisboa de passagem, com olhos postos noutros voos, sejam eles o Governo, a Presidência da República ou as simples guerras internas do seu partido.

Foto de Isabel Santiago Henriques

Os nossos jardins merecem muito mais que intervenções a pensar nas eleições

Depois de durante mais de dois anos aqui denunciar a degradação a que a Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima deixou chegar o WC canino, instalado pela própria Junta de Freguesia, no Jardim Gomes de Amorim (Casa da Moeda), eis que quando estamos a pouco mais de 1 mês das eleições, finalmente, a senhora Presidente de Junta, que durante os seus 8 anos à frente da Junta de Freguesia deixou chegar este jardim a um estado de degradação inexplicável, resolveu retirar o referido WC.

Mas infelizmente esta foi uma intervenção que ficou a meio. O resto das madeiras que se encontram enterradas ficaram, a parte de calçada portuguesa que servia de acesso ao WC não foi retirada e o contorno do canteiro não foi refeito. Enfim, como em tudo o que este executivo mexe, nada fica terminado ou é feito com rigor.

Acresce ainda que este não é o único problema deste jardim. A degradação da cobertura vegetal avança, os sistemas de rega continuam espalhados nos passeios, os bancos estão cada vez em pior estado, continuam a faltar luzes e principalmente a presença de sem abrigo impedem a utilização deste jardim pela população, sem que se veja da parte de quem tem a responsabilidade da sua limpeza e manutenção - a Junta de Freguesia - qualquer acção concreta que inverta estas situações.

Mas como se tudo isto não fosse suficiente e apesar dos meus alertas, o lixo proveniente do corte da relva e da limpeza geral do jardim, continua a ser colocado em sacos de plástico e a ficar abandonado de um dia para o outro (quando não mais...), em vez de serem recolhidos imediatamente por quem faz a manutenção:

Situação idêntica era também possível observar no Jardim da Av. Marquês de Tomar X Av. Duque de Ávila:

A partir de 29 de Setembro, precisamos de alguém nas Avenidas Novas que olhe para os nossos Jardins dia a dia, que fiscalize o trabalho daqueles que contrata para fazerem a limpeza e manutenção e transforme os nossos espaços verdes em locais onde seja agradável estar.

Para quem ainda poderia ter dúvidas, é cada vez mais clara a decisão do PSD de não reiterar a confiança para mais um mandato à actual Presidente de Junta e apresentar ao eleitorado uma equipa nova, coesa, experiente, conhecedora da Freguesia e motivada, para bem servir a Freguesia e assim marcar a diferença. Alguém que Sinta Lisboa como sua.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Afinal em que é que ficamos?

Sou ou não sou candidata?

Há apenas 4 meses, no encerramento do "Cantinho da Junta"(???), anunciou não ser candidata a novo mandato de Presidente de Junta. Afinal parece que mudou de ideias, ou será tudo isto um embuste, para promover o pseudo-engenheiro Figueiredo, que a precede na lista e que ao contrário de outros nem nunca se inscreveu ou andou numa faculdade. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Campo Pequeno faz hoje 121 anos

São de 1741 as primeiras referências à realização de corridas de touros na zona do Campo Pequeno. Aqui foi inicialmente construída uma praça de Madeira, mas como tinha pouca capacidade começaram também a aparecer outras praças em diferentes pontos da cidade. A praça do Campo de Santana, mandada construir pelo Rei D. Miguel, e que funcionou de 1831 a 1891, seria a mais importante, mas foi interditada em 1888, devido à falta de condições.

No ano seguinte começou a construção da actual Praça de Touros no Campo Pequeno.

A Inauguração deu-se a 18 de Agosto de 1892, com uma festiva corrida à Antiga Portuguesa, presidida pelo infante D. Afonso, em representação do Rei D. Carlos e Rainha D. Amélia. Esta corrida atraiu milhares de pessoas à praça, com destaque nos camarotes para as principais autoridades civis e militares. O 1º touro a pisar a arena era de Emílio Infante da Câmara e a sua lide coube ao cavaleiro Alfredo Tinoco.

Este notável edifício foi concebido em estilo neo-árabe pelo arquitecto António José Dias da Silva, com uma estrutura circular toda em tijolo maciço de face à vista, com 4 cúpulas bolbosas de inspiração turca. O redondel tem 38m de diâmetro e a lotação de 7000 pessoas.

No ano 2000, face à crescente degradação do edifício, a praça encerrou para obras de reabilitação profundas durante  6 anos, mantendo-se a sua traça original.

A praça ficou com o seu primeiro anel alterado estruturalmente, passando a ser de betão armado, em detrimento dos arcos de tijolo existentes inicialmente. O anel exterior manteve-se inalterado a nível estrutural, tendo sido executadas reparações e reforços. 

Foram criados, um parque de estacionamento e uma galeria comercial no subsolo, o Centro Comercial do Campo Pequeno, e alguns espaços comerciais no piso térreo. A alteração mais significativa terá sido a cobertura amovível que torna a praça num espaço mais versátil, podendo ser utilizado durante todo o ano e para qualquer fim. Tem uma capacidade de 7277 lugares.

121 anos depois da sua inauguração a Praça de Touros do Campo Pequeno continua a ser ex-libris de Lisboa e será um dos principais símbolos da Nova Freguesia das Avenidas Novas. 

sábado, 17 de agosto de 2013

Obras na Praça de Espanha - Propaganda e Demagogia

É realmente difícil mostrar obra, quando durante 8 anos nada fez pela sua Freguesia, e ainda foram provados gastos irregulares no valor de 1,4 milhões de euros pelo Tribunal de Contas.

Refiro-me à Senhora Presidente de Junta de Nossa Senhora de Fátima, que agora pretende candidatar-se a mais um mandado, mas que na sua tentativa de mostrar obra que não tem, socorre-se de tudo a começar pela demagogia. É como diz o povo o vale tudo, até o publicitar obras que não são da sua iniciativa e para as quais nada contribuiu.

Mas pior ainda é quando se falta à verdade. As obras na Av. dos Combatentes, que a Senhora Presidente publicita na sua última revista, localizam-se na Freguesia vizinha de São Domingos de Benfica e ao contrário do que é afirmado, a intervenção levada agora a cabo pela CML, com fins claramente eleitoralistas, não passou nem pelo aumento de faixas de rodagem nem pela remoção de parte do separador central.

O que aconteceu foi o deslocamento do separador central para a esquerda e a redução de 3 para 2 faixas de rodagem, nas faixas de quem se dirige para a Ponte 25 de Abril, Auto Estrada de Cascais e Alcântara  Só assim foi possível passar de 2 para 3 faixas, no sentido de quem se quer dirigir para a Av. Columbano Bordalo Pinheiro ou por exemplo para a Av. de Berna.

Ou seja, retirou-se uma faixa de rodagem para quem quer sair de Lisboa. Vamos ver a partir de meados de Setembro, com o regresso de Férias e com o inicio das aulas, se não se deslocou o engarrafamento habitual na Av. dos Combatentes, das faixas da direita para as faixas da esquerda. Ou seja e ao contrário do que é afirmado na referida noticia, a presente intervenção em nada vai permitir "um melhor escoamento do trânsito (...) às vias rápidas para Cascais, Sintra e Margem Sul do Tejo".

Mas teria sido possível neste caso, com uma intervenção mais profunda e mais planeada, sem se estar a pensar na campanha eleitoral, aumentar realmente em uma as faixas de rodagem no referido cruzamento (das actuais 5 para 6), resolvendo-se dessa forma um problema que era real, mas sem o mudar para o outro lado.

Pena é que, esta intervenção não tenha sido realizada há quatro anos atrás no inicio do mandato, como proposta por Pedro Santana Lopes. Espero é que a forma como esta intervenção foi feita, não seja o principio do fim da chamada "diagonal" da Praça de Espanha, algo que há muito é discutido na CML e transformar esta Praça numa enorme rotunda, com consequências para a circulação automóvel, que não consigo imaginar.

Há que falar verdade com todos, defender os interesses da Freguesia e acima de tudo trabalhar de forma séria. Nos últimos 8 anos a Freguesia de Nossa Senhora de Fátima  parou no tempo.

No momento em que vamos ter uma nova Freguesia - Avenidas Novas, maior e com mais competências, é tempo de uma nova atitude. É tempo de uma equipa nova, coesa, experimente, conhecedora da Freguesia e motivada, para bem servir a Freguesia e assim marcar a diferença.

O desperdício continua

Mais de uma semana depois de aqui ter chamado à atenção para o enorme desperdício de água que diariamente e desde há várias semanas, se verifica no sistema de rega dos espaços verdes localizados junto ao cruzamento da Av. Álvaro Pais com a Rua Sanches Coelho, tudo continua na mesma.

Uma Presidente de Junta que mantém a sua postura de sempre, de se recusar a ver aquilo que é mais que óbvio e a agir em conformidade, na defesa do interesse da Freguesia e dos seus recursos. Fica cada vez mais clara a decisão do PSD de não reiterar a confiança para mais um mandato à actual Presidente de Junta e apresentar ao eleitorado uma equipa nova, coesa, experimente, conhecedora da Freguesia e motivada, para bem servir a Freguesia e assim marcar a diferença. Alguém que Sinta Lisboa como sua.