quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

As PPP e a herança socialista

A propósito da apresentação hoje à tarde do livro do meu companheiro Sérgio de Azevedo - "PPP e o custo de um estado fraco", deixo-vos aqui dois gráficos bem exemplificativos de como o PS governou e empenhou Portugal e as gerações futuras, enquanto foi Governo.

No primeiro gráfico, atentem na curiosidade que é a súbita quebra nas rendas a pagar pelo estado nos anos 2012 e 2013, e como essa quebra se deve às PPP rodoviárias, para imediatamente nos anos seguintes se assistir a uma subida vertiginosa, alcançando em 2015 o valor mais alto.

Não existe nenhuma lógica que explique esta quebra, a não ser a da negociação de uma parte significativa destas PPP ter sido feita pela dupla José Sócrates/Paulo Campos e de a mesma coincidir com um previsível ciclo eleitoral, pois se não tivesse ocorrido uma eleição legislativa antecipada em 2011, Sócrates teria governado até 2013, esperando nessa altura repetir a vitória eleitoral de 2009, em parte muito à conta da folga orçamental obtida com esta inesperada quebra nos anos imediatamente ao das eleições.

O outro gráfico, mostram-nos como entre 1985 e 2010 o PS usou e abusou das PPP na sua Governação, em que do valor total investido em PPP's, cerca de 80%% foram realizados por Governos Socialistas e em que parte significativa foram realizados já em período de crise nos anos 2008, 2009 e 2010.

De referir no entanto o enorme esforço feito pelo actual governo, que apesar dos acordos ruinosos feitos nas PPP rodoviárias, principalmente nos últimos anos pelos Governos PS/Sócrates, tem conseguido renegociar esses contratos, com significativas poupanças para o país, aliviando dessa forma o pesado fardo herdado dos socialistas.

Os insurgentes Europeus

In The Economist 4-01-2014
A propósito da recente sondagem que aponta para uma possível vitória da Front Nacional em França, nas próximas eleições europeias, que se realizam já em Maio, sugiro uma leitura atenta a um artigo do The Econimist, intitulado "Europe’s Tea Parties", onde partindo de uma comparação o Tea Party americano, é feita uma abordagem à crescente influencia dos partidos insurgentes, maioritariamente de extrema direita, na Europa em oposição à posição dos principais partidos na Europa, que é a mais fraca desde a segunda Guerra Mundial.

Não existindo em Portugal nenhum partido de extrema direita, com influencia suficiente para sobressair nas próximas eleições europeias, não devemos menosprezar algumas forças à esquerda do nosso espectro politico ou candidatos populistas, que tendo perdido recentemente o palco mediático, tentam através de partidos minoritários recuperar esse palco, em parte muito à custa de possível perda de influencia dos principais partidos portugueses.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sinais positivos (2)

Apesar do continuado discurso catastrofista da oposição e de muitos "fazedores de opinião", a verdade é que a economia portuguesa, fruto do esforço dos portugueses e da determinação do Governo, apresenta cada vez mais sinais de que 2014 será o ano da mudança.

Segundo o EUROSTAT a inflação média em Portugal no ano passado foi de 0,4%, a terceira mais baixa da União Europeia. Em termos homólogos, em Dezembro, Portugal apresentou a quinta taxa mais baixa da União Europeia.  Curiosamente desta vez não ouvimos o Tó Zé (in)Seguro a colocar em causa a credibilidade desta instituição europeia, como bem recentemente o fez relativamente ao INE. 




O Tó Zé (in)Seguro afirmava recentemente que o Primeiro Ministro andava desorientado. Mas quem parece estar realmente desorientado, é o líder do PS, pois só assim se compreendem as asneiras que repetidamente tem dito nos últimos tempos e que estes dados económicos, a serem divulgados pelas mais variadas instituições nacionais e internacionais, vêm sustentadamente contrariando, para seu mal e para bem de Portugal.


A acabar uma semana de boas noticias para Portugal, foi divulgado que o défice para 2013 deverá ficar em 4,4% do PIB, abaixo dos 5,5% que haviam sido acordados com a troika.

Utilizando uma expressão que é muito querida ao Tó Zé (in)Seguro, é caso para dizer que a "espiral recessiva" é tramada.....

Ver também aqui, mais sinais positivos

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Até os Socialistas concordam que estamos no bom caminho


Quem o diz é Vital Moreira, eurodeputado socialista, com quem nunca esperei concordar tanto como nestes últimos tempos, nomeadamente quando se tem pronunciado sobre a austeridade e as decisões do tribunal constitucional.

Esta opinião socialista, é mais uma prova, de que por um lado Portugal está no bom caminho e que as recentes noticias sobre os mais variados indicadores económicos, mostram que estamos a conseguir sair do buraco, onde o PS/Sócrates nos deixaram em 2011 e por outro, que o Partido Socialista não tem soluções para Portugal nem é alternativa ao actual governo.

E a continuar a pensar e a escrever desta forma, não sei quem será o próximo cabeça de lista do PS às Europeias.......

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sinais positivos

Esta foi mais uma semana em que os sinais positivos de que estamos no bom caminho, são cada vez mais consistentes e de 2014 será o ano da viragem.

Todos os indicadores que mês após mês vão sendo conhecidos, indicam isso mesmo:

As duas emissões de divida pública, de dias 9 e 15 do corrente mês, atestam que a percepção de risco que os investidores têm sobre a dívida portuguesa está a diminuir consideravelmente.

No dia 15 os juros atingiram metade do valor pago anteriormente. Desde 2009 que Portugal não conseguia uma colocação de divida a juros tão baixos. Há cinco anos que tal não acontecia!

O Banco de Portugal reviu em alta as projeções para a economia portuguesa, prevendo crescimentos de 0.8 por cento e 1.3 por cento em 2014 e 2015.

Mas também no exterior, a percepção que existe e que começa a ser transmitida por algumas instituições financeiras como Commerzbank, que é o segundo maior banco comercial na Alemanha, é que o esforço pedido a todos os portugueses, começa a apresentar resultados credíveis e sustentados:


Todos estes indicadores revelam que Portugal está a sair da crise económica e financeira em que estava afundado em 2011, depois de 6 anos de governo Sócrates/PS. Mas apesar disso o PS do Tó Zé (in)Seguro teima em manter uma postura de contra vapor, mostrando sistematicamente ficar zangado com estes sinais ou revelar indisposição face às boas notícias.

Estas são, como é óbvio, muito boas notícias para Portugal.

Ler aqui a declaração de 15-1-2014 do Vice Presidente do PSD, após o conhecimento do sucesso que foi a emissão de divida pública de dia 15 de Janeiro.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Irresponsabilidade

Porque acredito que uma criança precisa de um pai e de uma mãe, não sou por principio favorável à coadoção por casais do mesmo sexo (sendo contra a adopção), mas respeito e aceito quem pense o contrário. 

O que não posso aceitar de forma alguma, foi a posição do meu partido hoje na Assembleia da República, que levou à aprovação de um referendo sobre a coadoção. Mas discordo ainda mais do papel que a JSD, onde militei e fui dirigente durante vários anos e que para mim continua a ser a melhor organização politica de juventude em Portugal, se prestou de avançar com uma proposta, só porque o PSD, seja por medo, seja por incómodo, não teve a frontalidade de o fazer.

Nestas questões o Partido tem de se assumir: ou é a favor ou é contra. Não pode nem abster-se e muito menos esconder-se atrás de um referendo. É uma atitude de desresponsabilização cobarde.

Não costumo estar muito de acordo com a Teresa Leal Coelho (que até é favorável à coadoção), mas desta vez, com a decisão de se demitir da direcção da bancada parlamentar do PSD, tem o meu aplauso. E a questão não é ser a favor ou contra a coadoção. 

É uma vergonha fazer-se um referendo sobre um tema que não é nem prioritário nem urgente e muito menos preocupa os Portugueses, nos tempos difíceis e conturbados que vivemos. Quando são cada vez mais os casos de famílias em enormes dificuldades, vão-se gastar uns larguíssimos milhares de euros num processo eleitoral (desculpem referendo), que muito provavelmente nem vai conseguir chegar aos 50% de participação, como já aconteceu no passado.

E depois, como é que querem que o povo perceba os sacrifícios que lhes andamos a pedir. É por decisões como a de hoje que a classe politica é cada vez mais mal vista. O que se passou hoje, mais não foi que uma atitude irresponsável, na qual não me revejo, nem é própria do PSD onde cresci e no qual continuo a acreditar e da qual o PSD saiu isolado.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Apesar dos milhões que o estado injectou nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o passivo da empresa passou de 128 milhões de euros em 2005, para 281 milhões de euros em 2012, ao mesmo tempo que o número de trabalhadores descia de 1098 para 608;

Em 1998 o governo PS/Guterres anuncia pela primeira vez a intenção de reprivatizar a empresa, solução que se tornou inviável em 2012 pela decisão Direcção Geral da Concorrência da Comissão Europeia, pois esta só permitia a reprivatização se a empresa devolvesse ao estado os 181 milhões de euros que recebeu de ajudas ilegais, dinheiro que a empresa não tem;

Dos 22 navios entregues entre 2003 e 2013, 20 deram prejuízo, a que somam os mais de 70 milhões de euros pelos 2 navios construídos e que o governo dos Açores liderado pelo PS/Carlos César recusou receber;



Durante estes anos, em que os estaleiros viveram à conta do dinheiro de todos nós, com prejuízos atrás de prejuízos, não me lembro de ouvir o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo (PS), a eurodeputada Ana Gomes (PS), a Intersindical, o PCP ou BE protestarem contra este sorvedouro de dinheiros públicos, pois como bons socialistas/comunistas continuaram a entender que o estado tem que suportar tudo e todos, mesmo com milhões e milhões de prejuízos.

Em 2013, quando a hipótese mais provável era o encerramento dos estaleiros, o governo PSD, através de um concurso público internacional, encontra uma solução, que permite manter a construção naval em Viana do Castelo e que defende os trabalhadores, mas que liberta o estado deste enorme fardo financeiro, agora sim vêm todos protestar, mas sem sugerirem uma alternativa.

Enterrar a cabeça na areia, tapar buracos com dinheiro, dizer mal do governo, é fácil. Difícil é tomar decisões! O futuro dará razão ao governo e ao PSD.