domingo, 9 de fevereiro de 2014

Calçada portuguesa em Olivença

Enquanto que por cá António Costa e a maioria socialista da Câmara Municipal de Lisboa, tudo fazem para paulatinamente acabar com a calçada portuguesa, aqui ao lado, na portuguesa vila de Olivença*, onde os sinais característicos da presença portuguesa se mantêm, apesar da governação espanhola, a calçada portuguesa é um dos símbolos mais visíveis, onde nem mesmo um dos nossos símbolos nacional - a esfera armilar, foi retirado.

Num artigo do Público de 29-01-2009 é afirmado que "Não só a língua identifica o passado português de Olivença" que "não se parece com qualquer outra cidade da região extremenha".  

E ao enunciar vários dos sinais que identificam sem sombra para dúvidas o passado de Olivença como português, a calçada portuguesa é a primeira a ser referida: "Reconhece-se a calçada típica portuguesa, a arquitectura manueliana aparece em cada frontaria das igrejas e até a entrada da câmara não se "libertou" do testemunho deixado pelo rei venturoso, que se projecta ainda com particular evidência nas torres de forma quadrada do castelo erguido na cidade."
Pena que em Lisboa, quem governa não tenha o mesmo cuidado e atenção com o nosso passado, a nossa história e com aquela que é uma das principais marcas de Lisboa, se não mesmo a mais importante.

É urgente preservar a calçada portuguesa. Petição "Pela Manutenção da Calçada Portuguesa na Cidade de Lisboa!", assine e divulgue!

*Ocupada por Espanha desde 1801, apesar das determinações internacionais (designadamente o Tratado de Viena de 1815) e dos próprios compromissos assumidos pelo Estado espanhol. Portugal não reconhece a Espanha a soberania sobre o território de Olivença.

Saber mais no site do Grupo dos Amigos de Olivença, aqui e aqui

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

É para isto que a CML quer acabar com a calçada portuguesa

"O pavimento deve ter um acabamento não polido e garantir boa aderência, mesmo na presença de humidade ou água. Alerta-se para o facto de ocorrer um polimento rápido na calçada de vidraço ou noutros pavimentos pétreos igualmente vulneráveis ao polimento."
"O revestimento deve ter ”reflectâncias correspondentes a cores nem demasiado claras nem demasiado escuras”. Os pisos muito claros refletem muita luz, e acentuam as dificuldades de peões com alguns tipos de deficiência visual ou incapacidade de adaptação a variações bruscas de intensidade luminosa, como acontece com as pessoas mais idosas."
(Plano de acessibilidade pedonal de Lisboa/Volume 2 – Via pública – Ponto 12.4.3, página 227)

Se a isto acrescentarmos que é intenção da Câmara Municipal de Lisboa "substituir paulatinamente mas em força a quase totalidade da calçada portuguesa" preservando-a apenas, nas zonas históricas e turísticas, mas que como já nos vem habituando não cumpre o que promove, o resultado é o que podemos ver na Rua da Vitória, onde o novo piso após uma chuvada mais parece um espelho, que contradiz no essencial o previsto no Plano de acessibilidade pedonal de Lisboa, recentemente apresentado pela CML e que de certeza não evitará as quedas (bem pelo contrário), que a CML e António Costa tanto criticam na calçada portuguesa.

Foto retirada do Facebook do meu amigo Vasco Morgado.

A falácia do aumento da dívida pública

Via O Insurgente 3-2-2014
A propósito das mentiras com que Sócrates continua a brindar os poucos portugueses que ainda o ouvem aos domingos, nomeadamente a de que o actual governo é o único culpado pela continua subida da dívida pública, aqui fica um texto de Carlos Guimarães Pinto no "O Insurgente", sucinto, bem escrito, sem "palavrões" que o comum dos mortais não entende e muito esclarecedor para aqueles que continuam a achar que este governo é o culpado da crise, que Sócrates e os socialistas provocaram e que agora todos estamos a pagar.

Permitam-me acrescentar apenas um comentário do Camilo Lourenço, que retirei do Facebook - "Estou tão farto de falar no assunto da subida da dívidia pública (os défices de um ano são a dívida do ano seguinte) e dos erros de análise (pelo menos 10 pontos percentuais da subida devem-se a dívida que estava escondida e que a Troika obrigou a colocar no perímetro orçamental) que é bom ouvir mais gente a desmistificar a treta do costume..."



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Lisboa está entregue aos bichos

Enquanto os estrangeiros elogiam cada vez mais Lisboa, por cá há quem insista em tratá-la cada vez pior.

António Costa continua com o vergonhoso ataque à calçada portuguesa e Sá Fernandes despreza a manutenção dos espaços verdes da Cidade, enquanto continua alegremente a esbanjar dinheiro nas ciclovias, em beneficio de uma minoria e em grave prejuízo para a Lisboa. A ponte pedonal/ciclável, que está a ser construída na 2ª circular e que era suposto não ter custos para a câmara, afinal vai custar à cidade, pelo menos 465.000,00€

Lisboa vista de lá de fora

O canal norte-americano CNN elegeu recentemente Lisboa como a cidade mais cool da Europa. A revista de viagens espanhola 'Condé Nast Traveler' escolheu a Rua Augusta como uma das "31 ruas a percorrer antes de morrer". O The Guardian incluiu o Museu Berardo na lista dos 10 melhores museus gratuitos do mundo. O The Huffington Post distinguiu a estação de metro das Olaias como uma das 20 estações mais bonitas do MundoO site USiteGuides, colocou Lisboa em 4º lugar, na sua lista das 10 cidades mais bonitas do mundo

Estas são apenas algumas das referencias elogiosas de que Lisboa tem sido alvo ultimamente e que muito devem encher de orgulho os Portugueses e muito particularmente os Alfacinhas e que em parte se poderá dever à campanha promovida pela Associação de Turismo de Lisboa em 14 países europeus - “Lisbon, Unique City. Lisbon, City of Light and Sea”.

Pela mão do blog Pensar Lisboa, ficamos também a saber que Lisboa é 40ª cidade mais reputada do mundo no ranking das 100 cidades mundiais com melhor reputação, segundo os resultados do estudo City RepTrak™ 2013 promovido pelo Reputation Institute.

Num post intitulado Ten things I’ve learned about the Portuguese publicado em Março de 2013 no blog Popanth, por uma australiana que vive em Portugal, Erin Taylor, podemos ler "que todo o país se revela extremamente cuidado com "calçadas de pedra"" e que "Comparando com outros países, a investigadora diz que os portugueses são "incrivelmente dedicados" às suas cidades."

Mas enquanto isto, alguns querem e estão lentamente a substituir a calçada portuguesa em Lisboa, por outros tipos de piso, quando esta é precisamente uma das características tão própria e única de Lisboa, que é realçada e fazem de Lisboa, uma das cidades mais bonitas do mundo - The city has an unpolished, seductive appearance; an effortless beauty with captivating details such as cobbled designs, tiled façades, and pastel-colored buildings blending together to give it a singular atmosphere now lost in so many other cities.

Lisboa está na moda e isso é bom. Mas...

Apesar destes elogios, merecidos sem dúvidas, há também uma outra Lisboa que é retratada lá fora e à qual não podemos ficar indiferentes e deixarmo-nos iludir apenas pelo que de bom é dito sobre Lisboa.

Exemplo disso mesmo foi o artigo publicado pela revista boliviana 'Escape', que sob o titulo "Lisboa rachada" começa por afirmar que a "La luz de Lisboa mezcla el olor a pescado asado con los lamentos del fado, en una instantánea incompleta sin las docenas de edificios abandonados que brotan por doquier. Las calles lisboetas son un encanto para los (sin)sentidos. La decadente coquetería de la capital de Portugal es la seña de identidad que la diferencia del resto de metrópolis europeas: infinitos adoquines crudos en rúas que suben y bajan y que vuelven a subir (y a bajar), azulejos en incólumes fachadas rotas, junto a puertas y ventanas tapiadas en casas art decó o modernistas, grafitis para disimular el desamparo de las viviendas apuntaladas. Los carteles anuncian obras de rehabilitación que nunca terminan porque no empiezan. Una metáfora de lo hecho y lo que queda por hacer. De lo que fue y de lo que es. Lisboa. Ciudad resquebrajada."

O artigo continua contabilizando os cerca de 5.000 edifícios vazios, mais 8.000 em mau estado de conservação, afirmando mesmo que Lisboa parece ter saído de um conflito bélico, ilustrando o artigo apenas com fotos de prédios em ruínas e emparedados.

Quem faz uma descrição destas, se bem que com base em números que correspondem a uma realidade que sabemos ser verdadeira, não pode estar de boa fé com Lisboa.

Se queremos que Lisboa continue a ser elogiada lá fora e a ser mencionada de cidade mais bonita, mais cool, é preciso que quem a governa não se esconda atrás do que de bom é dito sobre Lisboa e ao mesmo tempo a esteja a descaracterizar, seja destruindo a calçada portuguesa, seja não agindo no sentido de reabilitar a Lisboa "resquebrajada", que não é, felizmente, a imagem de Lisboa, mas que alguns querem dar da nossa Capital.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

As PPP e a herança socialista

A propósito da apresentação hoje à tarde do livro do meu companheiro Sérgio de Azevedo - "PPP e o custo de um estado fraco", deixo-vos aqui dois gráficos bem exemplificativos de como o PS governou e empenhou Portugal e as gerações futuras, enquanto foi Governo.

No primeiro gráfico, atentem na curiosidade que é a súbita quebra nas rendas a pagar pelo estado nos anos 2012 e 2013, e como essa quebra se deve às PPP rodoviárias, para imediatamente nos anos seguintes se assistir a uma subida vertiginosa, alcançando em 2015 o valor mais alto.

Não existe nenhuma lógica que explique esta quebra, a não ser a da negociação de uma parte significativa destas PPP ter sido feita pela dupla José Sócrates/Paulo Campos e de a mesma coincidir com um previsível ciclo eleitoral, pois se não tivesse ocorrido uma eleição legislativa antecipada em 2011, Sócrates teria governado até 2013, esperando nessa altura repetir a vitória eleitoral de 2009, em parte muito à conta da folga orçamental obtida com esta inesperada quebra nos anos imediatamente ao das eleições.

O outro gráfico, mostram-nos como entre 1985 e 2010 o PS usou e abusou das PPP na sua Governação, em que do valor total investido em PPP's, cerca de 80%% foram realizados por Governos Socialistas e em que parte significativa foram realizados já em período de crise nos anos 2008, 2009 e 2010.

De referir no entanto o enorme esforço feito pelo actual governo, que apesar dos acordos ruinosos feitos nas PPP rodoviárias, principalmente nos últimos anos pelos Governos PS/Sócrates, tem conseguido renegociar esses contratos, com significativas poupanças para o país, aliviando dessa forma o pesado fardo herdado dos socialistas.

Os insurgentes Europeus

In The Economist 4-01-2014
A propósito da recente sondagem que aponta para uma possível vitória da Front Nacional em França, nas próximas eleições europeias, que se realizam já em Maio, sugiro uma leitura atenta a um artigo do The Econimist, intitulado "Europe’s Tea Parties", onde partindo de uma comparação o Tea Party americano, é feita uma abordagem à crescente influencia dos partidos insurgentes, maioritariamente de extrema direita, na Europa em oposição à posição dos principais partidos na Europa, que é a mais fraca desde a segunda Guerra Mundial.

Não existindo em Portugal nenhum partido de extrema direita, com influencia suficiente para sobressair nas próximas eleições europeias, não devemos menosprezar algumas forças à esquerda do nosso espectro politico ou candidatos populistas, que tendo perdido recentemente o palco mediático, tentam através de partidos minoritários recuperar esse palco, em parte muito à custa de possível perda de influencia dos principais partidos portugueses.