domingo, 8 de junho de 2014

Ainda o chumbo pela esquerda do Regulamento do Gabinete de Psicologia das Avenidas Novas

O meu post sobre o chumbo do Regulamento do Gabinete de Psicologia da Freguesia de Avenidas Novas, por parte dos partidos de esquerda - PS, PCP e BE, parece ter deixado alguns autarcas do PS na Assembleia de Freguesia, bem como outros seus apoiantes algo "nervosos", tendo mesmo motivado um comentário do Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, eleito pelo PS, no Facebook

Para o devido esclarecimento, e para que não restem qualquer tipo de dúvidas, não só mantenho exactamente tudo o que escrevi, como entendi responder a esse comentário, de forma a repor a verdade e a esclarecer algumas questões que me parecem importantes e que tornam o chumbo deste regulamento, apenas explicado como uma posição meramente politica dos partidos de esquerda na Assembleia de Freguesia e não por não concordarem com o regulamento em si.

"Meu caro Bruno Maia, este executivo da Junta de Freguesia de Avenidas Novas tem tido uma actuação totalmente transparente (ao contrário de executivos presididos pelo PS em Lisboa), ao ter já publicados como manda a Lei, todos os contratos no portal Basegov. Por outro lado, a informação escrita do Presidente da Junta de Freguesia, apresentada na última Assembleia de Freguesia, não só cumpre rigorosamente com o que estipula a Lei (também ao contrário de muitos executivos Lisboetas, maioritariamente presididos pelo PS) como apresenta informação que vai muito mais além do que o legalmente exigido, como é por exemplo a menção da publicação dos contratos a que se refere.

Provavelmente se assim não fosse, desconheceria por completo a existência destes contratos. Desta forma este executivo, que tem o meu total apoio, permite-lhe a si e a toda a oposição ter conhecimento do que se passa na sua gestão, além de lhe permitirem uma oposição mais fundamentada. Portanto julgo que respondi à sua pergunta, sobre se conheço esses contratos.

Por outro lado ainda, o seu comentário mostra desconhecer grandemente o trabalho que era executado no passado nesta área. Se a sua ideia era a de manter o que era feito no passado nas Freguesia de Nossa Senhora de Fátima e de São Sebastião da Pedreira, então não só tem toda a razão, como provavelmente as tais 4 técnicas que refere até seriam demais, pelo que felizmente que não ganhou.

Este executivo quer ir muito mais longe. Lembro-lhe que no passado não havia, por exemplo, a Comissão Social de Freguesia, nem uma participação na Comissão de Apoio a Jovens e Menores em Risco, assim como não havia projectos como os aprovados na última Assembleia de Freguesia, alguns dos quais mereceram, e bem, o voto favorável do PS, como o a sala de estudo ou o banco de livros. Para todos estes projectos são precisos técnicos.

Acontece que, ao contrário do que sugere, estes técnicos e o Regulamento que V. Exa chumbou, não se destinavam unicamente a apoiar crianças ou jovens que estudam nas "nossas" escolas, como foi afirmado no debate, nem para meramente continuar o trabalho feito no passado. Como já disse, o actual executivo pretende ir muito mais longe e abranger toda uma população da Freguesia e durante todo o ano (e não só no ano lectivo), que hoje mais do que nunca precisa de um apoio na área da psicologia clínica, como são por exemplo os casos de muitos desempregados, de idosos que mais do que viverem sozinhos, vivem totalmente isolados e com enormes dificuldades e até de sem abrigos que existem na nossa Freguesia. Além de apoio psicológico, este era mais um projecto de carácter iminentemente social, que os partidos de esquerda, que continuam a julgarem-se arautos das causas sociais, impediram que exista, por agora na Freguesia.

E para tudo isto as tais 4 técnicas a que se refere são manifestamente insuficientes, como é bom de ver.

E quanto ao Projecto Intervir que refere (que curiosamente já não existe) e que verifico que desconhece o seu funcionamento e as suas regras, o mesmo  destinava-se apenas a fomentar o desenvolvimento integral das crianças e jovens, promovendo competências pessoais e sociais impulsionando a autonomia, responsabilização, participação ativa e tomada de decisão, nomeadamente através de sessões de informação/sensibilização no âmbito da prevenção dos comportamentos de risco e promoção de estilos de vida saudáveis, sessões de formação parental e realização de atividades lúdico-pedagógicas. Pelo que, como pode ver não incluía o acompanhamento psicológico. Aliás, bastar-lhe-ia ter lido as recomendações insítas no regulamento do Programa INTERVIR, mais especificamente o seu artigo 20.º, para verificar que a tal psicologia clinica não podia ser “enquadrada neste programa”.

Assim facilmente se depreende que não só o programa INTERVIR ou outros, não cumpririam com as necessidades da Freguesia, que nesta área não se limitam aos jovens, como seria portanto necessário a contratação de mais técnicos. Para além disso, a necessidade óbvia de que todas estas acções na área do apoio social se desenvolvam de forma coordenada, e a inexistência de alguém, com experiência já demonstrada, que pudesse desempenhar tais funções, levou à contratação do técnico que refere.

Já a contratação de uma empresa permite à Junta de Freguesia ter ao seu dispor um leque de técnicos na área social, que de outra forma não seria possível ou só o seria se se procedesse à contratação de vários técnicos, com custos muito mais elevados. É pois com uma preocupação também económica que é feita esta contratação.

Julgo que fica assim mais do que justificada a necessidade destas contratações, que foram feitas com total transparência e dentro dos parâmetros exigidos por Lei, e que como facilmente se vê, não precisam de nenhuma “justificação politica” como argumenta.

Mais, para a elaboração dos diversos regulamentos e projectos, são necessários técnicos que saibam o que estão a fazer, que analisaram o que existia e permitiu fazer uma avaliação das necessidades. Esta é uma área muito importante da actuação da Junta de Freguesia e não podem ser curiosos a criarem os regulamentos e regras e só depois é que se contratariam os técnicos. Era como começar uma casa pelo telhado. E esta Junta não faz as coisas ao contrário. Primeiros temos que construir bons alicerces, o que significa que primeiro foi necessário criar a equipa. É assim que as coisas funcionam.

Quanto aos valores que refere, e que são os dos contratos que estão publicados, seria bom que desse a informação toda e não fizesse demagogia barata. Os valores que refere são para 3 anos, conforme pode ser verificado no portal Base (e não para 1 ano, como parece resultar do seu comentário). Considerando que a empresa de psicologia irá “fornecer” 4 técnicos de diversas áreas, isto significaria um valor médio mensal para os 3 anos inferior a 800,00€ por técnico, o que em parte só é possível com a contratação da referida empresa, pois a alternativa seria contratar os mesmos técnicos individualmente, por um valor muito mais elevado e para os quais não haveria uma necessidade permanente.

Repare que, se eu usasse a mesma técnica, também poderia agora utilizar a mesma fonte e dizer que V. Exa., ao ter perdido as eleições nas Avenidas Novas, celebrou um contrato com a Câmara Municipal de Lisboa no valor de 165.564,00€, para organizar a agenda e o relacionamento do Senhor Vice-Presidente (quem sabe, já presidente) com as Juntas de Freguesia. Claro que V. Exa. iria ripostar que o Contrato foi celebrado por quatro anos. Mas convém reparar que, enquanto os contratos celebrados pela Junta a que se refere são de três anos, o seu é de quatro, sendo difícil de antever a especial fundamentação que um tal contrato terá merecido, em cumprimento do artigo 48.º do CCP, face às funções de organização de agenda e relacionamento com as juntas, ainda que não se ignore que a contratação de V. Exa. se terá baseado “em razões de especial aptidão técnica e intelectual, bem como na experiência profissional”.

Por fim  permita-me dizer-lhe que ao contrário de V. Exa eu não separo as minhas funções de autarca das de cidadão. Assim o post no meu blog, reflete a posição de um cidadão, que é ao mesmo tempo membro (se bem que em substituição) da Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, que lê a documentação que lhe é apresentada para deliberar, estuda atentamente esses mesmos documentos, questiona o que eventualmente lhe levante dúvidas e só depois decide. Mas como membro da Assembleia de Freguesia também me compete, sem demagogia, fiscalizar a acção da Junta de Freguesia, o que é muito diferente daquilo que por ventura pretende dar a entender, pelo que tem razão quando afirma que a Junta nada tem a ver quer com o meu post inicial, nem com esta minha resposta ao seu comentário, que reflectem única e exclusivamente a forma, como no presente caso, vi a forma inexplicável como V. Exa, o PS, o PCP e o BE, votaram contra um regulamento que apenas visava regulamentar a forma como os fregueses das Avenidas Novas poderiam aceder ao serviço proposto, não tento por isso nada a ver com contratações.

Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas aprova Regulamentos e Protocolos

Na última Assembleia de Freguesia Ordinária de Avenidas Novas, iniciada a 29 de Abril e que se prolongou por mais duas reuniões a 22 e 29 de Maio, foram aprovados diversos regulamentos, protocolos e a tabela de taxas a praticar pela Freguesia.

A apresentação por parte da Junta de Freguesia de 9 regulamentos, visa por uma lado dar cumprimento a imperativos legais que obrigam a que por exemplo os equipamentos da Freguesia como o mercado do Bairro Santos e as instalações desportivas tenham regulamentos próprios de funcionamento ou que as taxas a praticar pela Freguesia, tenham por base um regulamento que determine a forma como as mesmas são criadas e aplicadas. No caso dos projectos desenvolvidos pela Junta de Freguesia, além da questão legal, acresce a importância de que os mesmos estejam devidamente regulados para poderem funcionar, ficando também dessa forma bem definidos quem pode usufruir desses projectos e apoios, que têm uma vertente iminentemente de apoio social, como foi prometido durante a campanha eleitoral pelo PSD e CDS, partidos que venceram as eleições na Freguesia.

Se por um lado a existência destes regulamentos é só por si, um sinal de transparência do funcionamento da Junta de Freguesia, pois a simples existência dos mesmos, impede que fique ao livre arbítrio de quem gere esses projectos ou equipamentos a tomada de decisões ou o de beneficiar determinados utentes em detrimento de outros, por outro é mais um sinal de clara ruptura com o passado onde este tipo de regulamentos era quase inexistente, permitindo uma gestão totalmente casuística dos meios das Juntas de Freguesia.

Os regulamentos aprovados  foram: (ente parêntesis estão as proposta apresentadas á Assembleia de Freguesia, pela Junta de Freguesia, com a devida fundamentação)

- Regulamento de Taxas (proposta) e a Tabela de Taxas e Preços a cobrar pelas actividades da Junta de Freguesia e na utilização privada de bens do domínio público e privado da autarquia;








De forma totalmente inexplicável (como já aqui referi), uma vez que não foi feita qualquer critica ou observação ao regulamento apresentado, apenas tendo sido levantadas questões politicas (no final da votação o Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia, eleito pelo PS, afirmou de forma muito clara, que o voto contra do PS foi uma posição politica) e sobre a contratação de serviços nesta área (legal, como afirmou também o Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia), os partidos da oposição (PS / PCP / BE), chumbaram o Regulamento do Gabinete de Psicologia (proposta).

Na prática este chumbo inviabilizou a existência de um serviço de apoio nesta área, e que ao contrário do que tem sido afirmado, não pretendia apenas servir as crianças que estudam nas "nossas" escolas, mas sim toda uma população da Freguesia e durante todo o ano, que hoje mais do que nunca precisa de um apoio na área da psicologia clinica, como são por exemplo os casos de muitos desempregados, de idosos, que mais do que viverem sozinhos, vivem totalmente isolados e com enormes dificuldades e até de sem abrigos que existem na nossa Freguesia. Além de apoio psicológico, este era mais um projecto de carácter iminentemente social, que os partidos de esquerda, que continuam a julgarem-se arautos das causas sociais, impediram que exista, por agora na Freguesia. E digo por agora, pois espero que esta infeliz decisão seja repensada e que este projecto possa prosseguir, uma vez que a Junta de Freguesia já estava a apoiar alguns utentes aos quais teve de comunicar, com todas as consequências negativas de tal decisão, o fim do seu apoio (espero que temporariamente).

Foi também aprovado o Quadro de Pessoal da Freguesia (proposta)

Foram ainda aprovados 3 protocolos, que visam proporcionar condições vantajosas de utilização de serviços aos fregueses das Avenidas Novas:

- Protocolo de colaboração com o Ginásio New Level (serviços de saúde e bem-estar em ginásio (proposta)



A Assembleia aprovou ainda 2 isenções de taxas a entidades sediadas na Freguesia, para a utilização do Polidesportivo da Rua Filipe da Mata, como já aqui referi.

sábado, 7 de junho de 2014

Botellón no Jardim Gomes de Amorim

Passei esta tarde pelo jardim Gomes de Amorim (mais conhecido por Jardim da Casa da Moeda), um lindíssimo jardim, mas que infelizmente está a ser contagiado pelo mal do jardim do Arco Cego e onde os efeitos do botellón eram mais do que visíveis, com várias dezenas de garrafas de cerveja e pacotes de vinho, espalhados pelo jardim.

Apesar da intervenção profunda que sofreu há uns anos, que desvirtuou por completo a arquitectura inicial do jardim, este continua a ser um magnifico espaço de lazer, com uma flora que nesta altura do ano enche de cor este recanto das Avenidas Novas.

Apesar da diferença que já nota na limpeza regular do jardim, que é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Avenidas Novas, que marca um corte radical com o abandono a que, num passado recente, estava por vezes votado uma semana a às vezes até mais, acumulando-se lixo pelo jardim e com as papeleiras totalmente cheias, não há serviço de limpeza que resista a utilizadores que preferem deixar o lixo espalhado pelo chão, quando as papeleiras estão vazias. Este é infelizmente um mal, a que por mais esforço e dedicação que haja, parece que estamos condenados, impedindo uma utilização plena do jardim, até pelo perigo que apresenta, como era o caso de uma garrafa partida no meio da relva.

Apesar de tudo, o jardim mantem uma beleza, que o torna único nesta zona da cidade.

À Junta de Freguesia de Avenidas Novas pede-se agora que gradualmente proceda a uma recuperação do jardim, de forma a ir resolvendo os problemas motivados pela falta de manutenção regular a que esteve sujeito, pelo menos nos últimos mandatos autárquicos, como eu aqui (ou aqui), fui denunciando por várias vezes, e permita que o jardim retome o esplendor de outrora.

A propósito do último chumbo do Tribunal Constitucional

Uma pequena correcção: O PRD também votou favoravelmente.

Não é só a forma como são escolhidos e escrutinados os Juízes do TC que tem que mudar. O próprio funcionamento do Tribunal tem que ser alterado e as regalias escandalosas, "feitas à medida" dos Senhores de Juízes têm que terminar. Numa altura em que continuam a ser pedidos sacrifícios aos Portugueses e em que os Juízes do TC decidem em causa própria, reformas como estas são um insulto aos Portugueses.

Quando 8 dos 13 juízes são de esquerda (um dos quais participou recentemente numa acção socialista, Novo Rumo), e quando as suas decisões são "baseadas em princípios e não em qualquer norma constitucional", dificilmente qualquer decisão do governo, principalmente se for sobre a função pública, passa no crivo politico do TC.

Esta forma de interferência do TC na esfera politica, relembra-me os tempos do PREC e do Conselho da Revolução, de quem o Tribunal Constitucional parece querer ser herdeiro.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

We will accept nothing less than full Victory!

Quando é cada vez mais visível por toda a Europa o surgimento de partidos extremistas, nomeadamente alguns de índole nazista, é importante lembrar aqueles que há 70 anos lutaram e morreram pela Libertação da Europa e pela Liberdade em que ainda hoje vivemos e tanto prezamos.

Como há 70 anos, é importante que os homens livres da Europa se juntem novamente, não deixem morrer o espírito de Liberdade pelo qual tantos deram a vida e impeçam que os extremistas voltem a ter poder na Europa, que apesar de todos os problemas com que hoje se bate, não deixa de ser uma terra de Liberdade e de respeito pelas minorias.

Como diria Eisenhower, não podemos aceitar nada que não seja a continuidade de uma Europa, Livre e Unida. 
  
"The tide has turned! The free men of the world are marching together to Victory!

I have full confidence in your courage, devotion to duty and skill in battle. We will accept nothing less than full Victory!

Good Luck! And let us all beseech the blessing of Almighty God upon this great and noble undertaking." Dwight Eisenhower 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Massacre de Tiananmen faz hoje 25 anos

Há 25 anos, com a entrada dos tanques na Praça de Tiananmen, terminava o sonho, iniciado a 15 de Abril, da democracia e de reformas na China, com um massacre, de que até hoje se desconhece o número exacto de vítimas (400 a 7000 mortes consoante as fontes e milhares de feridos), e que o regime chinês continua airosamente a apelidar de "incidente de Tiananmen".

Entre o muito que se continua a desconhecer, sobre o que se passou nesse dia, está a identidade e o paradeiro do "rebelde desconhecido" ou o "homem dos tanques", que sozinho e durante cerca de 30 minutos parou aquela coluna de tanques, simbolizando com o seu acto o que aconteceu naqueles dias, e cuja fotografia se transformou num ícone do Sec. XX e do que se passou em Tiananmen.

A não esquecer!

Há vinte e cinco anos atrás, o mundo mudou. Em 1989, a revolução varreu o Bloco de Leste, o Muro de Berlim foi derrubado e a URSS começou-se dividir em vários estados menores.

domingo, 1 de junho de 2014

Actividades no Polidesportivo da Rua Filipe da Mata

Na Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, realizada na quinta-feira, por iniciativa da Junta de Freguesia, foram aprovadas por unanimidade, duas propostas de isenção de taxas pela utilização do espaço do Polidesportivo e Jardim Infantil da Rua Filipe da Mata, "com o propósito de satisfazer as necessidades das instituições sediadas na nossa Freguesia".

A primeira, solicitada pela Igreja de Ação Bíblica, visa a utilização do espaço durante o dia de hoje, por cerca de 50 famílias e tem como finalidade a realização de "Jogos em família" e de um "Almoço - churrasco oferecido pela igreja".

A segunda, foi solicitada pela Associação Quilómetro Quadrado (Instituto Padre António Vieira), para a utilização do espaço nos dias 20 e 21 de Junho, para a realização de diversas actividades integradas no "Festival da Ponte", que vai decorrer nos dias 19, 20 e 21 de Junho, em diversos locais do Bairro Santos.

Ao responder positivamente a estas duas solicitações, a Junta de Freguesia (a quem cabe a decisão de em primeira instancia aceitar ou não o pedido para a utilização do espaço), está não só a apoiar as duas instituições sediadas na Freguesia, mas ao mesmo tempo a dinamizar a vida social, cultural e desportiva do próprio Bairro, uma vez que estas iniciativas são abertas à população.

Acompanho desde 1985 a actividade autárquica da ex-Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, seja como autarca, seja como cidadão interessado na vida da Freguesia e não me lembro de por uma única vez, ver um pedido de isenção de taxas a instituições da Freguesia ou a qualquer parceria entre estas duas instituições e a Freguesia, ter surgido numa Assembleia de Freguesia.

E este é mais um claro sinal de que a actual Junta de Freguesia de Avenidas Novas está não só atenta às instituições da Freguesia, como pretende com elas ter uma forte ligação em beneficio da Freguesia, ao mesmo tempo que o faz no rigoroso cumprimento da Lei e com total transparência, a que, infelizmente, não estávamos habituados, nem era usual na gestão da Junta de Freguesia, marcando desta forma a diferença em relação a um passado recente, onde os autarcas viviam fechados dentro de quatro paredes, alheios ao que se passava na Freguesia e cuja forma de actuação era obscura e muito pouco regular, como o Tribunal de Contas apurou e revelou.