sábado, 15 de dezembro de 2012

Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, dia 20 de Dezembro

Pela primeira vez desde 2009, a Assembleia de Freguesia ordinária, prevista na Lei para ser realizada em Novembro ou Dezembro de cada ano, vai-se realizar no referido período e com uma convocatória válida, algo que Ricardo Pinto, anterior Presidente da Assembleia de Freguesia e grande apoiante do movimento do Senhor Presidente da Junta de Freguesia, nunca conseguiu fazer, seja por incompetência, falta de jeito ou pura e simplesmente desrespeito para com os eleitos da Freguesia e com a População que o elegeu.

Mas apesar de irmos ter uma Assembleia de Freguesia na próxima quinta-feira, dia 20, é lamentável a atitude do Presidente da Junta e do executivo ao não enviar nos prazos previstos, quer na Lei, quer no Regimento da Assembleia de Freguesia, os documentos a que estava obrigado e que fazem parte da Ordem do Dia, para serem analisados e votados. Refiro-me à Informação escrita sobre a actividade e situação financeira da Junta, mas principalmente, ao Orçamento e Plano para 2013.

Ou seja, se já este ano a Junta de Freguesia está teoricamente a funcionar em duodécimos  por o Orçamento apresentado para 2012 ter sido chumbado em Assembleia de Freguesia, (sem que  o Senhor Presidente da Junta apresentasse outra proposta como lhe competia), ao não ser apresentada sequer proposta de Orçamento para 2013, e sem que a Junta apresente contas, como é que vai ser gerida a Junta?

E tal acontece porque, por um lado, e como foi afirmado na última Assembleia de Freguesia pelos membros da Junta presentes, o Executivo não reúne há já vários meses; e por outro, por o Senhor Presidente da Junta, há muito, ter voltado as costas à Freguesia e andar mais preocupado com a sua campanha eleitoral e do seu movimento, do que em olhar e cuidar da Freguesia que o elegeu.

Espero no entanto que, ao contrário daquilo que tem feito desde há vários meses, em que foge do debate com os autarcas e com a população "como o diabo da cruz", o Senhor Presidente não arranje outra desculpa esfarrapada para não comparecer novamente à Assembleia de Freguesia, como o fez no passado dia 20 de Novembro e como o tem feito repetidamente na Assembleia Municipal, sempre que em discussão está algum ponto relacionado com a Cruz Quebrada-Dafundo. Já em relação ao anterior Presidente da Assembleia de Freguesia, espero que esteja melhor e não tenha outra consulta de dentista à hora da assembleia, e que também ele compareça desta vez, nomeadamente para prestar contas do seu mandado e dos documentos que deveria passar à nova Presidente da Assembleia, como são os relativos às inúmeras actas de assembleias em falta.

A realização desta Assembleia de Freguesia, com o envio de uma Convocatória e da Ordem do Dia, bem como das propostas de acta da última Assembleia e de alteração dos artigos 41º e 57º do Regimento da Assembleia de Freguesia, cumprindo os prazos previstos na Lei e no Regimento, é a prova que a decisão da Assembleia no passado dia 20 de Novembro, ao eleger uma nova Presidente e uma nova Primeira Secretária para a Mesa da Assembleia de Freguesia estava correcta, possibilitando dessa forma o retomar do normal funcionamento da Assembleia de Freguesia.

Pena é que o Senhor Presidente da Junta, com a sua atitude anti-democrática, impeça quer o normal funcionamento da Junta de Freguesia, quer a substituição dos 2 membros do Executivo que se encontram demissionários há mais de 6 meses, pois ao não comparecer às Assembleias de Freguesia, não se pode proceder à substituição dos referidos 2 membros do Executivo, uma vez que compete ao Presidente da Junta e só a ele a apresentação de nomes para que a Assembleia os possa aprovar. 

Será esta a nova forma de governar uma autarquia que o senhor Presidente da Junta e os os seus tão fieis seguidores do MOV querem levar para a Câmara Municipal, com a candidatura que andam a promover e a divulgar pelo Concelho? Ou será que Oeiras precisa de UMA NOVA AMBIÇÃO, onde com diálogo e com respeito pelas pessoas, pelas colectividades, pelos autarcas, todos os autarcas, permita que Oeiras continue a ser um Concelho de referência, onde é bom viver e trabalhar, com gente séria e dedicada à frente dos destinos deste grande Concelho.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A curta memória de Mário Soares

O Jornal - 1 de Setembro de 1977

Este senhor é o tal 1º subscritor da carta exigindo a demissão do actual primeiro ministro. Lembram-se do que disse no passado? Pois até ele parece que se esqueceu! Sinal de avançada senilidade ou apenas vingança porque lhe tocaram no subsídio da sua fundação, que é paga com o dinheiro de todos nós?

Em Agosto de 1983, o Governo do Bloco Central, assinou um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional. Os impostos subiram, os preços dispararam, a moeda desvalorizou, o crédito acabou, o desemprego e os salários em atraso tornaram-se numa chaga social e havia bolsas de fome por todo o país. O primeiro-ministro era Mário Soares. 

Veja como o homem que hoje, sem ter ido a votos, se intitula representante do clamor popular e que com arrogância, desprezo pela Constituição e pela vontade expressa pelo povo, quer rasgar o acordo com a troika, defendia os sacrifícios pedidos aos portugueses:

Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. DN, 27 de Maio de 1984

Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. DN, 01 de Maio de 1984

Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.JN, 28 de Abril de 1984

Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal” Idem

Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possívelRTP, 1 de Junho de 1984

A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nósIdem 

Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”. Idem

O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. Idem

“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desempregoJN, 28 de Abril de 1984

O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade.Idem

Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. RTP, 1 de Junho de 1984

Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”. 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. DN, 19 de Fevereiro de 1984

A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representarRTP, 1 de Junho de 1984

A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. RTP, 31 de Maio de 1984

A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviçoLa Republica, 28 de Abril de 1984

As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”. Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuaisJN, 28 de Abril de 1984

Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”. RTP, 1 de Junho de 1984

e esta para terminar em grande:

Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”. 6 de Junho de 1984

domingo, 2 de dezembro de 2012

Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo regressa à normalidade

No passado dia 20 de Novembro e ao fim de quase 6 meses sem reunir, a Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo retomou a sua actividade. No entanto tal só foi possível por iniciativa dos membros da Assembleia de Freguesia eleitos pelo PSD, IOMAF e CDU, uma vez que o anterior Presidente da Mesa, eleito nas listas do PS e a quem competia convocar as Assembleias, apresentou a sua demissão em Maio e desde a sessão realizada a 5 de Junho, e que não chegou a terminar, nunca mais convocou qualquer reunião, quer as que estava obrigado por Lei (Assembleias Ordinárias de Junho e de Setembro), quer a que lhe foi solicitada pelos membros da Assembleia de Freguesia a 31 de Outubro.

Com a realização desta Assembleia de Freguesia Extraordinária é reposto o normal funcionamento da Assembleia. Foi eleita uma nova Presidente da Assembleia de Freguesia e uma nova 1ª secretária, ficando a mesa novamente completa. De referir que além do anterior Presidente se encontrar demissionário, o 1º Secretário havia renunciado ao mandato em Maio de 2010, nunca tendo o anterior Presidente procedido à sua substituição.

A Assembleia deliberou que fosse enviado ao Tribunal Fiscal e Administrativo de Sintra, ao Tribunal de Contas, à Inspecção Geral de Finanças e à Direcção Geral das Autarquias Locais, um requerimento a solicitar a intervenção destas entidades e ao mesmo tempo a denunciar as diversas irregularidades que se têm verificado no funcionamento da Junta e da Assembleia de Freguesia.

Já quanto ao processo de verificação da legalidade de algumas das opções tomadas no Regimento da Assembleia de Freguesia, intentado pelo Senhor Presidente da Junta e pelo anterior Presidente da Mesa, e sobre o qual o Tribunal já se pronunciou, não dando provimento à maioria das intenções dos referidos senhores, entendeu também a Assembleia enviar ao Tribunal Fiscal e Administrativo de Sintra, um requerimento a propor uma nova redacção aos dois artigos sobre os quais o tribunal entendeu que poderia haver alguma irregularidade, mas também a denunciar os comunicados difamatórios e a atitude do Presidente da Junta, que não só ocultou dos membros da Assembleia de Freguesia as deliberações do Tribunal, que recebeu a 1 de Outubro, como ainda as utilizou de forma a denegrir o bom nome dos autarcas do PSD, IOMAF e CDU, publicando no site da Freguesia informação incorrecta e permitindo que terceiros tivessem acesso a essa mesma  informação, que utilizaram para a espalhar pelas paredes da Freguesia mentiras e calunias sobre os membros da Assembleia de Freguesia atrás referidos.

Vamos agora aguardar serenamente que estas entidades analisem as irregularidades que têm sido praticadas nesta Freguesia e que com a nova Mesa da Assembleia de Freguesia e a sua nova Presidente, seja retomado o normal funcionamento da Assembleia, nomeadamente com a realização nas datas legalmente previstas das reuniões Ordinárias, a começar já neste mês de Dezembro.

De notar ainda a ausência do Senhor Presidente da Junta de Freguesia, que com a sua atitude pretende impedir a substituição dos dois membros demissionários do Executivo - o vogal André Paiva desde 12 de Maio e o Tesoureiro João Graça desde 20 de Julho. De referir que segundo informação prestada na Assembleia, estes serão os únicos militantes do PS na autarquia, "reconhecidos" pela estrutura local do Partido.

Será que a ausência do Senhor Presidente da Junta é por medo de enfrentar a verdade, os membros da Assembleia e o Público, ou será que o Senhor Presidente já não tem na lista que encabeçou em 2009, gente com capacidade para substituir os dois membros demissionários do executivo mais o membro que renunciou ao mandato. Ao não permitir a substituição destes membros, o Senhor Presidente mantém um Executivo em que apenas dois elementos estão em poder da totalidade das suas competências: ele próprio e a Secretária do Executivo, que casualmente é sua sogra. Aquilo a que podemos chamar uma verdadeira gestão familiar.

Ver aqui a minuta de acta aprovada, com as deliberações tomadas

Afinal a cassete sempre existe

In Expresso 1-12-2012
Não, não é uma fotomontagem. Foto de Alberto Frias, Expresso. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Demasiados semelhantes, plágio, inspiração ou pura e simplesmente criatividade?

Na sua edição de 7 de Abril deste ano, o Público apresenta-nos um excelente artigo com o titulo " Na publicidade a criatividade é uma área cinzenta", onde partindo do recente anuncio da PT à Internet 4G, aborda a questão da criatividade na publicidade e das fronteiras entre o que é original, "demasiado semelhante" ou mesmo mero plágio.

Outro anuncio Português referido e sobre o qual também são levantadas dúvidas sobre a sua originalidade, é o anuncio da Optimus - All Together Now, onde à semelhança do da PT, nos são mostrados exemplos dessas semelhanças - Red Bull, Nokia, Budweiser e Nextel.

Independentemente das suspeitas levantadas, estes anúncios da PT e da Optimus, bem como aqueles em que são "acusados" de se terem inspirado, não deixam de ser grandes produções e excelentes anúncios, que valem a pena ser vistos, e guardar "para mais tarde recordar".

E, pergunto eu, não serão os próprios anúncios da Red Bull e da Nokia, inspirados no Video Clip dos Awolnation?

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Este é o tempo de unir, de trabalhar, de edificar e de semear para colher


Excelente discurso do Pedro Pinto, no encerramento do debate do Orçamento de Estado para 2013, hoje na Assembleia da República. Com olhos postos no futuro, atento à realidade, mas sem esquecer os erros do passado. Como afirmou, também eu e todos os Portugueses, esperamos que os sacrifícios que agora nos são exigidos, evitem a tragédia e nos tragam um futuro mais risonho.

"O PSD apoia este Orçamento do Estado porque se trata de um instrumento em que, simultaneamente: 
o rigor corrige o passado
a solidariedade atende ao presente
e as políticas de crescimento servem o futuro
É um documento muito duro que evita a tragédia

(...) Uma vez mais, «a austeridade surge como condição da esperança». Esta frase foi proclamada aqui mesmo. Onde me encontro. No debate do Orçamento de 1984. Por Mário Soares. Quando Portugal estava sujeito às condições dos seus credores. Também hoje «A austeridade é condição da esperança»

(...) O País acordou de um sono criminoso que hipotecou a nossa e as futuras gerações. Durante a última década, fizemos uma transferência de responsabilidades para o futuro e esse futuro chegou. Gastámos o que herdámos, o que produzimos e o que pertencia aos nossos filhos.

(...) Há 500 anos criámos a vela que nos permitiu navegar contra o vento. Este Orçamento tem a mesma vocação. Como nessa altura, vamos crescer na adversidade. Mas, como então, não ignoramos a força da intempérie.

(...) Como o Povo sabe - e está escrito - «há um tempo para cada propósito debaixo do Céu». 
Entre outros, «o tempo de plantar e o tempo de colher», o tempo de clarificar e o tempo de unir.
De todos os tempos, este não é o tempo para dividir: Entre quem nos hipotecou - e quem agora paga; Entre quem encara os problemas de frente - e quem os quer adiar.
Este é, sim, o tempo de unir, de trabalhar, de edificar e de semear para colher.

(...) Nas políticas sociais, sobretudo na saúde e na educação, precisamos de um Estado que garanta o fornecimento de serviços públicos de qualidade, num quadro de liberdade de opção pelos cidadãos, assegurando que ninguém lhes deixa de aceder por razões económicas."

Ler o discurso na integra aqui

domingo, 25 de novembro de 2012

Parabéns à Versailles, que faz hoje 90 anos.

In Ionline 24-11-2012
Um dos ícones das Avenidas Novas, a pastelaria Versailles, inaugurada a 25 de Novembro de 1922 faz hoje 90 anos e "continua a ser uma das melhores de Lisboa. Além de manter a decoração de outros tempos, o que também a transforma numa espécie de cápsula do tempo no centro da cidade".

A Versailles continua a ser um dos poucos casos que vão resistindo à mudança, como aconteceu à sua vizinha da frente, a Pastelaria Colombo, que deu lugar ao primeiro McDonalds em Portugal.

A Versailles fez parte da minha infância e juventude. É com muitas saudades que recordo, os Domingos de manhã em que lá ia com o meu pai, comprar uns bolos para a sobremesa do almoço e anos mais tarde, os lanches com os amigos e companheiros de partido, de que recordo de momento o Luís Albergaria, o Jarbas, o Zé Tó Cunha e o Paulo Pimenta, entre outros. Vínhamos da baixa, da sede da Distrital da JSD na R. da Conceição, ao final da tarde, para um animado lanche, numa altura em que pela nossa juventude (e barulho que fazíamos) éramos olhados de lado, por muitos dos frequentadores mais antigos, que aquela hora tomavam o seu chá.

Grandes tempos esses. Grandes amizades, que felizmente na maioria dos casos perduram até hoje. Recordações que guardarei para sempre, da mesma forma, que sempre que ainda lá entro, sinto o sabor da fabulosa Fatia Imperial, que infelizmente, para mim, há muito tempo desapareceram. Era o meu bolo favorito da Versailles.