A propósito da discussão que surgiu ontem na Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, sobre se o motocão protocolado, juntamente com mais 3 Juntas de Freguesias, com a CML, que ninguém realmente vê e que segundo palavras da Senhora Presidente de Junta, está mais tempo parado que a trabalhar, eu devo ser um dos privilegiados que já vi tal criatura na freguesia, algo realmente tão raro, que me apressei a tirar uma fotografia para memória futura....
sábado, 29 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
"A vida das Avenidas Novas não cabe nos mapas que apresentam"
DN 21-9-2012 - Clique para ampliar
"A vida das Avenidas Novas não cabe nos mapas que apresentam"
Esta frase, dita por José Sardica no debate promovido pela Câmara de Lisboa na passada quinta-feira no Palácio Galveias, sintetiza o sentimento dos moradores e comerciantes das Avenidas Novas, face às propostas da Câmara/Vereador Nunes da Silva.
Numa reunião concorrida, apesar da falta de divulgação quer por parte da CML quer por parte da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, a população presente em número muito significativo foi clara na oposição aos planos da Câmara para a introdução de 2 sentidos e placa central na Av. João Crisóstomo, redução do número de faixas de rodagem e alargamento dos passeios na Av. Miguel Bombarda, das alterações pretendidas para a Av. Defensores de Chaves, que passam pela utilização da placa central como zona pedonal e via clicável e redução de uma faixa de rodagem em cada sentido, além da continuação dos dois sentidos de trânsito na R. D. Filipa de Vilhena.
A Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, apesar de representada pela sua Presidente e por mais 2 membros do executivo, entrou muda e saiu calada, como aliás nos vem habituando a tudo o que se passa na Freguesia, não sendo possível tirar outra conclusão do que a que mais uma vez e contra aqueles que devia representar e que a elegeram, concorda com os planos da Câmara.
Sobre as opiniões dos moradores e comerciantes, expressas durante o acalorado debate, a notícia do Público de sábado é reveladora da unanimidade que estas expressaram:
Clique para ampliar ou ler no CidadaniaLX
De referir ainda a intervenção do presidente da Associação de Moradores das Avenidas Novas, que deixou bem marcadas quer as dúvidas que se levantam a todos sobre o porquê destas obras num período financeiramente tão contornado e difícil para o país e para os cidadãos, quer as razões pelas quais somos contra algumas das intenções da CML, e que no final da sua intervenção entregou ao Eng. Mendes dos Reis em forma de memorando.
É no entanto importante referir que algumas das soluções agora apresentadas pela Câmara contam com a concordância da população, como seja o rebaixamento dos passeios de forma a facilitar a mobilidade, a passagem do Bairro do Arco do Cego a zona 30, a passagem a via com 2 sentidos de trânsito em toda a extensão da Av Marquês de Sá da Bandeira, bem como a alteração do cruzamento desta avenida com a Av de Berna de forma a permitir a passagem de e para a Rua da Beneficência. Esta última proposta irá permitir um acesso fácil directo ao Túnel do Rego, aberto à circulação em Dezembro de 2005, mas que continua até hoje quase que permanentemente vazio, sendo uma excelente alternativa a quem por exemplo vem ou quer ir para a Av das Forças Armadas, Bairro Santos ou mesmo Hospital de Santa Maria, fugindo à Av. 5 de Outubro ou Praça de Espanha.
sábado, 22 de setembro de 2012
“Nós temos um sonho…viver em Portugal”
In Entronacamentoonline
Subscrevo o texto da minha amiga Paula Carloto, publicado esta semana no Entroncamentoonline. Lúcido, simples e claro. Como o povo diz, "para bom entendedor, meia palavra basta", e já que os meus 2 filhos mais velhos estão longe - França e Dinamarca, eu também tenho um sonho, que pelo menos o mais pequeno possa ficar a viver, estudar e trabalhar em Portugal.
No rol… Carta a Pedro Passos Coelho
Caro Pedro
Conhecendo-te e respeitando o teu empenho e dedicação à causa pública e, sobretudo, apelando à coragem que te caracteriza, cumpre-me hoje dizer-te o seguinte:
O povo cumpriu e continua a cumprir a sua parte. Deu-te um mandato claro nas eleições e, conformando-se com o enquadramento económico-financeiro do País, respeitou integralmente as tuas opções governativas. Em termos práticos, compreendeu a necessidade das reformas e mudou de vida: diminuiu o consumo privado, prescindiu de excessos e até, às vezes (para muita gente, muitas vezes), por força das circunstâncias, prescindiu do essencial.
Mas as novas medidas já são de difícil compreensão. Sobretudo porque não têm associado nada que seja exemplificativo de que o sacrifício é exigível (e exigido) a todos. Faltam disso exemplos concretos, percecionados e entendidos pela generalidade dos cidadãos, que credibilizem a atuação do Primeiro-Ministro e do Governo.
Desculpa que te diga, mas, às vezes, parece que tens falta de gente à tua volta que, completamente fora dos circuitos do poder político, te traduza como é a vida real no País e quais são os mais elementares sentimentos do povo que diriges.
Sabemos, como sempre soubemos, que na política, tal como na vida, há melhores e menos bons, competentes e menos competentes, e também honestos, escrupulosos, trabalhadores e o seu contrário.
Também sabemos que, enquanto o sistema politico se organizar de forma a permitir e potenciar a promoção económica e /ou social de quem se associa ao sistema de representação politica, é mais difícil fazer equivaler o seu exercício às noções de credibilidade, respeitabilidade e sentido de serviço à res publica.
Embora seja velha a máxima de que “só deve vencer na política quem venceu na vida”, talvez nada disso interesse agora (talvez não seja isso, neste momento, o mais importante). Mas há uma coisa que interessa sublinhar: tens agora o poder para dar esse exemplo. E tens que o dar
Tens o poder para pôr em prática os mais elementares princípios e valores da social-democracia e, por favor, não deixes que nem esses, nem a tua honradez sejam objeto de qualquer tipo de confundibilidade. Por ti e por todos nós!
Precisas de manter a paz social e já não há ignorantes e desinformados na sociedade portuguesa do século XXI. As pessoas vão perceber o teu esforço mas precisam que ele seja concreto e visível.
Está na altura, como, aliás. devia ter estado sempre, de cumprir com o dito popular de que “o exemplo vem de cima”.
E, porque é essencial que a estabilidade governativa e a paz social se mantenham, não deixes que a firmeza da tua vontade, tolde a tua perceção.
Desvaloriza a guerrilha política e os contornos político-partidários das eventuais convulsões dentro da coligação de Governo. Há valores, como sabes, mais importantes agora.
Demonstra, sem equívocos, que, também na política, o paradigma tem que mudar.
É o tempo da reforma do sistema político que nunca se fez.
E é o tempo de exemplos claros, concretos e imediatos na diminuição de gastos com os políticos, propondo, entre outros, que se prescinda de senhas de presença no exercício de funções públicas, a redução do número de deputados, a extinção de empresas públicas e fundações com prazo marcado, e não com grupos de estudo, e a reforma integral do setor empresarial do Estado.
O que está em causa, em muitos casos, não é, como se percebe, o significado económico das medidas, mas a moralidade do exercício das funções públicas e a noção de justiça e solidariedade na repartição do esforço.
Esperamos muito de ti! E estamos cá para ajudar. Mas também nós precisamos de sinais!
Sinais que indiquem que nunca te esqueces dos princípios e valores que partilhamos e das causas que defendemos desde os 15 anos de idade.
Peço-te, por isso, que oiças, com muito carinho e atenção, o slogan de alguns dos jovens da manifestação de 15 de Setembro:
“Nós temos um sonho…viver em Portugal”.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Debate Novas Avenidas Novas, dia 20, Quinta-feira
Promovido desta vez pela CML / Vereador Nunes da Silva, este debate sobre o futuro que esta dupla pretende impor para as Avenidas Novas, decorrerá como os anteriores, no Palácio Galveias na próxima Quinta-Feira pelas 19horas.
PARTICIPE
Sobre este tema e os debates já realizados poderá obter mais informações em:
domingo, 16 de setembro de 2012
Recuperar alamedas para as pessoas é prioridade nas Avenidas Novas.
In Público 15-09-2012, via CidadaniaLX
Requalificar o espaço público, à imagem do que já foi feito na Duque de Ávila, (...) nas avenidas Defensores de Chaves, João Crisóstomo, Miguel Bombarda e Rua Marquês Sá da Bandeira (...), que a Câmara de Lisboa vai depositar novos esforços de requalificação do espaço público, não só para promover alterações na rede viária da zona, mas acima de tudo como forma de garantir uma redistribuição mais equitativa em favor do trânsito pedonal local.
É um processo que vai ter início, em obra, no próximo ano, (...) e que segue curso com sessão pública na próxima semana (dia 20, às 18h, no Palácio Galveias) para apresentação dos projectos.
(...) um dos vectores fundamentais destes projectos assenta no tráfego automóvel, (...) reorientar o atravessamento da zona, de facilitar os movimentos internos, bem assim como procurar mais estacionamento para os residentes.
(...) Parte daqueles planos está patente desde dia 8 e até ao dia 23 no Palácio Galveias (ao Campo Pequeno) (...) Um desígnio recentemente devolvido à Duque de Ávila, já profusamente ocupada com espaços de esplanada e sombra, área de passeio triplicada e pista ciclável (esta à míngua de utentes), (...)
Contestação local
A Associação de Moradores das Avenidas Novas está desde a primeira hora descontente com as alterações viárias na Filipa de Vilhena (duplicação de sentidos de trânsito) e redução de espaços de estacionamento, situação agravada com a construção de um estacionamento subterrâneo, já na Alves Redol, no prolongamento da João Crisóstomo (obra que está parada, segundo o vereador municipal Nunes da Silva, devido à falência do empreiteiro, a Engiarte ).
(...) Para a câmara, a prioridade imediata aponta para os eixos da Avenida Defensores de Chaves e 5 de Outubro, para além de pôr a Marquês Sá de Bandeira com os dois sentidos em toda a sua extensão e permitir o atravessamento da Avenida de Berna até à Rua da Beneficência.(...) Na Defensores de Chaves (...), a que o plano municipal pretende dar novo uso, em benefício dos peões, com ciclovia anexa,
(...) O plano de melhoria de acessibilidade pedonal será acentuado pela criação da "zona 30 (km/h)" do Bairro do Arco do Cego, logo no início do próximo ano. "As vias locais serão objecto de uma intervenção mais profunda, pela continuidade dos passeios nos cruzamentos e com o arranque das obras do parque da Defensores de Chaves/Arco do Cego, para então se poder avançar as obras do reperfilamento da João Crisóstomo [que passará a ter dois sentidos], e da Miguel Bombarda", precisa o vereador municipal.
Mas subsiste a questão que tem gerado a subida de tom de antagonismo entre os munícipes locais e a vereação camarária: o que fazer com os carros? O vereador afiança que o reordenamento à superfície garantirá mais 189 lugares, em resultado do reperfilamento das ruas. "Para além disso, há ainda que contar com 40 a 50% de lugares nos dois parques de estacionamento subterrâneos previstos: o da Alves Redol - já em construção - e o da Defensores de Chaves/Arco do Cego." (...)
Ler noticia completa aqui
Curiosamente, ou talvez não, continua a ser o silêncio da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, que nem na sua página na internet dá a conhecer estas noticias, informa sobre a exposição patente no Palácio Galveias ou promove o debate do próximo dia 20. Note-se que a quase totalidade deste projecto que agora é avançado pelo Vereador Nunes da Silva, desenvolve-se na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima.
Há qualquer coisa no comportamento e atenção que esta Junta de Freguesia e em particular da Sra Presidente de Junta, relativamente ao que se passa na sua Freguesia, que nunca hei-de conseguir entender!
E é bom não esquecer a este propósito, que já por pelo menos 3 vezes, a 29 de Julho de 2010, 29 de Setembro de 2011 e 18 de Outubro de 2011 (ver também aqui), além da reunião inicial nos Paços do Concelho, que a população (moradores, comerciantes e quem aqui trabalha) manifestou de forma bastante incisiva, seja em número de presença seja em argumentos fundamentados, as suas objecções a muitas das propostas em que o Senhor Vereador Nunes da Silva teimosamente continua a insistir, contra a vontade de todos.
Casa da Moeda - Classificação como Monumento de Interesse Público
In CidadaniaLX
Presidência do Conselho de Ministros - Direção-Geral do Património Cultural
Projeto de decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) da Casa da Moeda e Valores Selados, sita na avenida António José de Almeida, avenida João Crisóstomo, avenida Defensores de Chaves e rua D. Filipa de Vilhena, freguesia de Nossa Senhora de Fátima, cidade, concelho e distrito de Lisboa, e à fixação da respetiva zona especial de proteção (ZEP)
Classificação de interesse público (in Público 15-9-2012, via CidadaniaLX)
Casa da Moeda é obra-prima do Modernismo
A Casa da Moeda e dos Valores Selados, em Lisboa, inserida no coração das Avenidas Novas e do Bairro do Arco do Cego, vai ser classificado Monumento de Interesse Público (MIP), segundo projecto de decisão favorável emitido pelo Direcção-Geral do Património Cultural. O anúncio foi publicado no Diário da República do dia 11, ficando a aguardar resultado da consulta pública durante 30 dias e o despacho do secretário de Estado da Cultura. Aberto em 2004, o projecto da proposta de classificação do conjunto de imóveis (edifício da administração e corpo de oficinas) e a delimitação da respectiva zona especial de protecção (que se prolonga até ao final do Jardim do Arco do Cego, na Avenida Duque de Ávila), assenta no que diz ser "a qualidade e singularidade da obra-prima do arquitecto Jorge Segurado (também pintor, formado nas Belas-Artes de Lisboa em 1924), uma das mais importantes do primeiro modernismo". Perto da Casa da Moeda, concluída em 1941, fica outra das suas obras: o Liceu Filipa de Lencastre. A Imprensa Nacional descreve a Casa da Moeda como o mais antigo estabelecimento fabril do país, com laboração contínua desde o final do séc. XIII. A primeira oficina localizar-se-ia na Porta da Cruz, a Santa Apolónia. C.F.
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