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domingo, 9 de agosto de 2015

Primeiro o Trigo Pereira, agora o Quintanilha. Independentes socialistas no seu melhor

Que melhor para terminar uma semana em que o PS não parou de nos surpreender, que o cabeça de lista socialista pelo segundo maior circulo eleitoral - Porto - começar já a arranjar desculpas, a dois meses das eleições, para desaparecer do mapa politico: "Tive uma pequenina experiência enquanto vereador na Câmara do Porto, que não foi uma experiência entusiasmante".

Se não gostou da experiencia politica que teve e não quer expor a sua vida privada, para que é que aceitou candidatar-se e logo como cabeça de lista pelo Porto? Não sei porquê mas isto parece-me um dejá vú. Lembram-se do Fernando Nobre?

Depois do Paulo Trigo Pereira, isto dos independentes socialistas não está a correr propriamente bem.

É o que dá colocar alguns independentes nas listas. Rapidamente se esquecem que fazem parte de uma lista de candidatos de um partido politico, assumem as suas ideias independentemente das linhas programáticas do partido porque concorrem e querem que a sua vida privada continue a passar despercebida, algo a que um politico não se pode permitir.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Independentes apenas para o que lhes convém

Pois é. Em 2009, já com a lei de limitação de mandatos em vigor - Lei 46/2005,  até era a favor de que um Presidente de Câmara há já 29 anos se candidata-se a mais um mandato e logo no mesmo Concelho. Agora como os candidatos com 3 ou mais mandatos já cumpridos são do PSD, e são candidatos noutro concelho, já é contra. E diz-se independente.


Quem mudou tão radicalmente de ideias, foi Pedro Pereira Pinto, vice-presidente do Movimento Revolução Branca, que recentemente interpôs várias acções em tribunal, para impedir que diversos candidatos do PSD, que cumpriram de forma exemplar os seus mandatos autárquicos, se vejam agora impedidos de se candidatarem a outras Câmaras Municipais, para também nessas poderem desempenhar um serviço às populações, idêntico aquele que até agora desempenharam e que foi sendo ao longo dos anos apoiado e sufragado pelas populações.

Mas este não é, recentemente, o único caso de "independentes" que vão mudando as suas opiniões, à medida que lhes convém.

No Porto o Rui Moreira, que como bom independente que se afirma, usou uma base de dados do PSD e que ao que parece utilizou para fins de campanha o site da Associação Comercial do Porto, à qual preside.

Em Oeiras, temos o sobrinho do Freitas do Amaral, o Paulo, que depois de se ter candidatado em 2009 à Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo pelo PS, partido do qual se demitiu entretanto, quer agora ser candidato à Câmara de Oeiras. Para tal criou um movimento independente, sem deixar no entanto de ter tentado obter o apoio do Partido dos Animais, namorado, ao que consta, outras forças politicas do Concelho e apresentando-se agora como candidato "independente" pelo CDS, ao mesmo que os seus antigos apoiantes do movimento que criou, afirmarem que o movimento se extinguiu, pois consideram-se traídos com esta colagem ao CDS.

Independentes ou simples oportunistas ressabiados, para quem qualquer meio é legitimo para ser candidato. Candidaturas que na larguíssima maioria das vezes, mais não são que meros projectos pessoais, de quem que foi preterido pelo partido por onde foram em tempos eleitos e onde até então militavam.