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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

717 anos do Tratado de Alcanizes e a causa de Olivença

Mapa espanhol de 1773 (detalhe), pelo cartógrafo Tomás López de Vargas Machuca: Olivença encontra-se indicada como território português.
A Vila de Olivença foi conquistada pelos portugueses aos mouros, pela primeira vez em 1166. A sua posse definitiva foi reconhecida em 12 de Setembro de 1297, faz hoje 717 anos, pela assinatura do Tratado de Alcanizes, entre os Reis D. Diniz (Portugal) e D. Fernando IV (Castela), quando foram fixados os limites do território continental português, que não tiveram alteração posterior, à excepção de Olivença, que se encontra ocupada por Espanha desde 1801.

Olivença é terra Portuguesa, reconhecida por Espanha em 7 de Maio de 1817, no Congresso de Viena, quando assinou o tratado onde são reconhecidos os direitos de Portugal. Volvidos todos estes anos, o Estado vizinho não deu, porém, provas do carácter honrado, altivo e nobre que diz ser seu, jamais nos devolvendo Olivença.

Para saber mais sobre a questão de Olivença, visite o site do Grupo dos Amigos de Olivença

terça-feira, 20 de maio de 2014

Usurpação de Olivença

Castelo de Olivença, Duarte D'Armas, c. 1509
Em 20 de Maio de 1801, a «Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença» foi ocupada militarmente pelos exércitos de Espanha. Passam hoje precisamente 213 anos.

O ocupante iniciou e prosseguiu desde então, sem pudor, a colonização e a espanholização de um território onde, desde sempre, florescera a cultura portuguesa.

Impediu-se o contacto de Olivença com o resto do país, escondeu-se aos oliventinos a sua origem, a sua história, a sua cultura, castelhanizaram-se os seus nomes, proibiu-se o uso da (sua) língua portuguesa.

O processo de colonização, aculturação e espanholização, necessariamente apoiado na força e na repressão militar e policial, encontrando a resistência surda mas permanente dos oliventinos, continua ainda nos nossos dias.

Portugal e a cultura portuguesa defrontam-se com a ocupação e o sequestro de uma parte de si. A língua portuguesa – a pátria de Fernando Pessoa! – encontra-se diminuída na sua universalidade. Aqui, à nossa beira, em Olivença.

Em contraponto, também hoje, comemora-se o décimo segundo aniversário da República Democrática de Timor Leste, proclamada em 20 de Maio de 2002. No outro lado do Mundo.

Confiando que as Autoridades nacionais saibam tomar as medidas necessárias à defesa do Direito, da dignidade e dos interesses nacionais, o Grupo dos Amigos de Olivença exorta todos os portugueses, detentores da Soberania, a sustentarem com veemência a devolução do território oliventino.

Tal como Timor Lorosae afastou o ocupante estrangeiro e iniciou a construção do seu próprio Estado, reservando à língua portuguesa uma particular importância, também Olivença há-de obter Justiça, resgatando a sua Identidade, a sua História e a sua Liberdade, reencontrando-se com a Cultura e a Língua de Camões e de Pessoa!

Lisboa, 20 de Maio de 2014.

Para saber mais sobre a questão de Olivença, visite o site do Grupo dos Amigos de Olivença

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Grupo dos Amigos de Olivença - 75 anos firmes na defesa da causa de Olivença

75 anos depois da sua fundação, é com orgulho que vejo, como neto de um dos 3 fundadores, que o Grupo dos Amigos de Olivença continua firme no rumo traçado pelos seus fundadores e não os esquece.

Aos meus amigos, peço-vos que vão até à página do Grupo dos Amigos de Olivença no Facebook e façam Gosto, para  assim aumentar a visibilidade desta causa, que devia ser de todos os Portugueses, mas que muitos ainda desconhecem.

"O Grupo dos Amigos de Olivença, sociedade patriótica que milita pela reintegração do território oliventino na Pátria Portuguesa comemora neste 15 de Agosto os seus 75 anos.

Com efeito foi em 1938 que um grupo de três distintos portugueses – Ventura Ledesma Abrantes, Francisco de Sousa Lamy e Amadeu Rodrigues Pires – inconformados com a ocupação de Olivença por Espanha e alimentados pelo espírito irredentista da restauração da soberania portuguesa sobre o território de Olivença, decidiu fundar esta Associação.

Ao longo destes 75 anos, pugnado e defendendo activamente a reintegração da Vila de Olivença e seu termo no Território Nacional do qual foi apartada à força pela Espanha em 1801, a acção do Grupo dos Amigos de Olivença sustenta-se naquela que tem sido a posição repetidamente afirmada e nunca desmentida pelo Estado Português de que «Olivença é território português».

Nesta ocasião, com a legitimidade que lhe conferem estes 75 anos de esforços pela retrocessão de Olivença, contando com um cada vez maior apoio junto da classe política e da opinião pública portuguesas, o Grupo dos Amigos e Olivença vem reafirmar publicamente a sua determinação em continuar com o seu combate em vista da recuperação do território oliventino, sem nunca esquecer a corajosa população oliventina que tendo ao longo destes 200 anos defendido e preservado a sua língua e tradições portuguesas hoje, de forma crescente, reivindica o reencontro de Olivença com Portugal.

Olivença é Terra Portuguesa!
Viva Olivença Portuguesa!"

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Felizmente que ainda há quem não esqueça que Olivença é terra Portuguesa

Espanhóis cobiçam Gibraltar e fingem esquecer Olivença
por Leonídio Paulo Ferreira, in DN 15-07-2013

Que os espanhóis achem uma vergonha que Gibraltar continue britânica ao fim de três séculos é lá com eles, que ignorem Olivença é connosco. Fez sábado anos que o Tratado de Utreque formalizou a cedência do rochedo e não faltaram nos jornais palavras de indignação sobre a recusa dos britânicos em reconhecer que se trata de um empréstimo, não de cedência de soberania. E que o texto de 1713 prevê a devolução e nunca o direito dos gibraltinos a decidir, como se defende em Londres, sobretudo após os referendos adversos às intenções espanholas.

São sólidos os argumentos de figuras como Martín Ortega, da Complutense, no El País. Até sobre a apropriação abusiva do istmo, pedaço de terra não citado no tratado que pôs fim à Guerra da Sucessão Espanhola, que levou ao trono os Bourbon, antepassados de Juan Carlos. Mas nem uma palavra sobre a questão de Olivença, território reclamado até hoje por Portugal, depois de cedido em 1801 mas recuperado, à luz do direito internacional, pelo Tratado de Viena de 1815.

Como costuma notar com malícia a imprensa londrina, se há paralelismos nisto de contenciosos com toque ibérico é entre Gibraltar e Olivença. Verdade, pois Ceuta é um caso à parte.

Que aconteceu para Olivença passar a Olivenza? Uma invasão quando os espanhóis ainda serviam Napoleão e este não perdoava aos portugueses serem leais à Inglaterra. Derrotado o francês, as potências impuseram a devolução dessas terras para lá do Guadiana. Espanha fez-se de surda e com o franquismo triunfaria a castelhanização, ficando-se os vestígios de Portugal pela arquitetura manuelina e a calçada. À parte o Grupo dos Amigos de Olivença e uma ou outra atitude simbólica do Estado, por cá pouca atenção se tem dado ao diferendo.

Londres e Madrid chegaram a negociar em vão o futuro de Gibraltar, uma mini-Inglaterra com varanda para África. Espanhóis e portugueses foram mais pragmáticos: como dos governantes pouco podem esperar, seja em Madrid ou Lisboa, os oliventinos, agora extremenhos, dão-se bem com os alentejanos e aproveitam o já não haver guardas-fronteiriços. Voltou-se até a estudar o português e junto aos nomes espanhóis as ruas recuperaram as velhas placas.

Diga-se que tudo jogou contra Portugal em Olivença. Dois séculos de submissão a Espanha bastaram para aculturar gente com a mesma religião, cultura semelhante, fisicamente impossíveis de distinguir dos hermanos. Nada tem que ver, por exemplo, com o Kosovo, onde língua e religião perpetuam o fosso entre albaneses e sérvios mesmo que as fronteiras mexam.

Há duas formas pacíficas de resolver diferendos territoriais: a vontade do povo ou o diktat dos tratados. Sobre Gibraltar, os espanhóis insistem na segunda. A geografia reforça-lhes a tese. Mas não deixa de soar a hipocrisia Olivença ser esquecida nestes 300 anos do Tratado de Utreque.

domingo, 20 de maio de 2012

Olivença é Terra Portuguesa!


Em 20 de Maio de 1801 – vão passados 211 anos! – Olivença foi tomada pelo exército espanhol. A NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA encontra-se, desde então, sequestrada pelo país vizinho.

Sustentando publicamente a posição político-diplomática e o direito constituído do nosso país (Olivença é, de jure, território de Portugal, não obstante encontrar-se, de facto, sob administração espanhola), o Grupo dos Amigos de Olivença vem pugnando, há largas dezenas de anos, pela discussão e resolução da Questão de Olivença, com a natural retrocessão do território a Portugal.

Percebendo a delicadeza que a Questão de Olivença apresenta no relacionamento peninsular, o Grupo dos Amigos de Olivença entende que só a assunção frontal, pública e desinibida do diferendo pelo Estado português, colocando-o na agenda diplomática luso-espanhola, permitirá ultrapassá-lo e resolvê-lo com Justiça.

Pedindo às Autoridades nacionais que tomem as medidas necessárias para a manutenção da Cultura Portuguesa em Olivença, O Grupo dos Amigos de Olivença exorta todos os portugueses, detentores da Soberania Nacional, a sustentarem e defenderam uma Olivença portuguesa, exigindo a sua retrocessão, repudiando dois séculos de alheamento e dando satisfação à História, à Cultura, ao Direito e à Moral.

Olivença é Terra Portuguesa!

A Direção do Grupo dos Amigos de Olivença
20-05-2012

Para saber mais sobre a questão de Olivença, visite o site do Grupo dos Amigos de Olivença