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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Uma boa noticia para o património das Avenidas Novas

Via Cidadania LX
Depois de deixado ao abandono anos a fio (ver aqui e aqui), finalmente uma boa noticia para o palacete da Praça Duque de Saldanha nº 28-30, construído no ano de 1906 como habitação unifamiliar, um preciosíssimo exemplo de arquitetura eclética que tem como elementos mais marcantes os seis colossos representando africanos, de raridade e importância inegável e o zimbório com representações de Hermes e Afrodite.

Foi publicado no Diário da República, n.º 85/2015, Série II de 4/5/2015, o anúncio  n.º 79/2015, da Direção-Geral do Património Cultural, para a Abertura de novo procedimento de classificação do imóvel sito na Praça do Duque de Saldanha, 28 a 30, e na Avenida da República, 1 e 1-A, Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito de Lisboa.

Uma palavra de agradecimento ao Fórum Cidadania LX, que desde pelo menos 2011 e 2012, vem pugnando pela classificação deste imóvel.

Adenda:
Subscrevi no passado dia 5, o voto de felecitações do Fórum Cidadania LX ao Director-Geral do Património Cultural, pela abertura do novo procedimento de classificação do imóvel em causa.

sábado, 9 de março de 2013

Saldanha - A praça mais caótica de Lisboa

In revista Sábado 7-03-2013
"Diariamente, centenas de pessoas fazem travessias fora das passadeiras. Quem cumpre as normas pode levar cinco minutos à espera nos semáforos.
(...) Em nenhum outro local de Lisboa automóveis e peões convivem de forma tão violenta.
(...) Entre 2004 e 2011 houve 230 acidentes no Saldanha, dos quais 35 foram atropelamentos".

Ler aqui o artigo na integra

Referido neste artigo da revista Sábado, o estudo da socióloga Hélène Frétigné - A Praça Adida, estudo de fluxos pedonais na praça do Duque de Saldanha, apresenta algumas razões para o caos referido no artigo, além de nos dar na sua primeira parte uma história da evolução da praça desde o final do sec XIX até quase aos nossos dias.

No estudo é afirmado que "apesar do grande fluxo pedonal gerado na praça – relativamente ao qual não é preciso dar grandes justificações – nada foi (nem está a ser) feito para melhorar as condições de circulação dos peões para aumentar as suas possibilidades da fruição, para fazer deste espaço tão frequentado um espaço de convívio, uma praça pública.

Surge então uma pergunta: será que são os centros comerciais que constituem a praça pública em lugar da Praça propriamente dita? É o que nos dá a entender o arquitecto Diogo Lino Pimentel, quando lhe é formulada a questão da má gestão da Praça no que diz respeito ao pouco interesse por parte da Câmara Municipal para dar resposta a essa necessidade de praça pública no Saldanha."

Um desafio para a próxima Vereação Municipal de Lisboa e para os futuros autarcas das Novas Freguesias das Avenidas Novas e de Arroios.