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domingo, 15 de novembro de 2015

CML e ATL tentam demolir parte do Pavilhão Carlos Lopes ao arrepio do anunciado em Junho

Subscrevi esta semana o protesto do Fórum Cidadania LX ao Senhor Presidente da CML, por esta estar prestes a aprovar, contrariando os pareceres técnicos dos próprios serviços (vide Informação Nº 41859/INF/ECR-CMP/GESTURBE/2015, de 15 de Setembro de 2015), várias demolições e alterações no edifício do Pavilhão Carlos Lopes, "a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam" e que o irão desfigurar irremediavelmente.

No "pedido de licenciamento de obras de reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes e respectiva área envolvente (Proc. nº 1243/EDI/2015)" é ainda solicitado "O abate de várias árvores na envolvente do pavilhão, o que não deixa de ser caricato, dada a área desafogada em que o pavilhão se encontra e que possibilita toda e qualquer movimentação de máquinas e pessoas".

Fico seriamente na expectativa de ver qual será a posição, entre outros, de alguns membros da Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, sobre este pedido de abate. É bom não nos esquecermos do que disseram, quando ainda bem recentemente protestaram, criticaram e apelidaram com os mais variados impropérios, os abates que a Junta de Freguesia de Avenidas Novas teve que efectuar (sempre com o acompanhamento e autorização da CML) de várias dezenas de árvores, que se encontravam doentes e em risco de queda. Tarefa que há muito a CML deveria ter realizado, mas que por desleixo, esquecimento, falta de pessoal ou pura e simplesmente incompetência, não o fez.

O Pavilhão Carlos Lopes e o Parque Eduardo VII, merecem melhor futuro.

domingo, 4 de setembro de 2011

Arte urbana ou decadência

Fonte: DN, 2 de Setembro de 2011
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Pintar a fachada de um prédio em ruínas ou promover eventos num prédio abandonado podem ser formas de dar vida a um espaço inútil. Mas também pode revelar-se uma forma de fazer as pessoas esquecerem-se de que um imóvel está ali a morrer.

Mesmo tendo em consideração, as referências elogiosas que internacionalmente têm sido atribuídas a algumas intervenções realizadas em prédios abandonados, como é o caso do conjunto da Av. Fontes Pereira de Melo, será que é deste tipo de arte que as cidades e nomeadamente Lisboa precisam, ou será que isto não é mais do que uma forma de esconder a decadência urbana.