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sexta-feira, 3 de abril de 2015

São Sebastião, zona de guerra (2ª parte)

Na sequência do post que aqui publiquei, e também na Rua Marquês da Fronteira, a poucos metros da zona a que na altura me referi, o caos continua.

Em meados de Fevereiro o meu amigo Paulo Ferrero, publicava no Facebook a foto abaixo com a seguinte legenda - "Tanta miséria junta no espaço de 20 metros, Junta 2 caldeiras sem árvores, 1 árvore tombada, o vidrão terceiro-mundista e pilaretes partidos! Até qdo?"

Foto Paulo Ferrero 19-2-2015

Se quanto ao vidrão discordo da opinião do Paulo Ferrero, apenas se podendo questionar a sua localização, a verdade é que este troço da Rua Marquês da Fronteira, que liga a Rua Fialho de Almeida à Av. Ressano Garcia, tem sido desde a sua reformulação há uns anos, constantemente massacrado, muito por fruto do piso escorregadio que incompreensivelmente foi escolhido, (tipo calçada mas para os automóveis), e que desde logo se mostrou ser inapropriado para aquela curva, com um declive relativamente acentuado e que inúmeros acidentes tem provocado ao longo dos anos.

Estes permanentes acidentes, provocados por vezes por pequeníssimas derrapagens, deitam constantemente abaixo os pilaretes que delimitam a faixa de rodagem, sendo infrutíferas as suas substituições, pois rapidamente voltam a ser derrubados.

Entretanto, iniciaram-se umas obras junto das 2 saídas do metropolitano (1 na R. Marquês da Fronteira e a outra no início da Av. Ressano Garcia), relativamente às quais não se percebe a finalidade e que se encontram paradas já há mais de meio ano, agravando ainda mais o estado em que esta zona se encontra.


Até quando se irão manter estes estaleiros, cuja propriedade e responsabilidade não está afixada?

Quanto às árvores de que o Paulo Ferrero se queixa e bem, parece-me ser a questão de mais fácil resolução. Espero que a Junta de Freguesia de Aveninas Novas, no seu plano para as árvores em caldeira, as reponha o mais rápido possível (como aliás tem vindo a fazer em vários pontos da freguesia) e intervenha sobre a que se encontra inclinada no sentido de tomar medidas que corrijam a já forte inclinação que apresenta.

Já relativamente ao piso da faixa de rodagem, não se percebe por que é que desde o início não foi adoptada, por exemplo, uma solução idêntica à escolhida para o passeio mesmo ali ao lado (e mais recentemente na entrada do El Corte Inglés), que utiliza dois tipos de pedra, diminuindo em muito o risco de derrapagem, mas que ao mesmo tempo permite manter a luminosidade que a nossa calçada portuguesa tão bem sabe transmitir à cidade e tão característica é. Mas uma coisa é certa, se nada se fizer, os acidentes irão continuar, os pilaretes continuarão a ser derrubados (nem sei se valerá a pena investir na sua substituição) e os buracos provocados pelo derrube dos mesmos continuarão a "nascer" e a aumentar. É urgente, pois uma intervenção, que substituindo o piso existente, termine de vez com este caos.

terça-feira, 10 de março de 2015

São Sebastião zona de guerra

Há talvez mais de 6 ou 7 meses que a obra entre o fim da Rua Marquês da Fronteira (entre as Ruas Dr. Nicolau Bettencout e Marquês Sá da Bandeira), e o principio da Av. Duque de Ávila, se encontra parada, sem que até agora tivesse sido dada a mais pequena explicação para tal, mais parecendo uma zona de guerra.

A zona encontra-se transformada num estaleiro/armazém, a céu aberto, onde se vão acumulando os mais diversos materiais de obras, está mal sinalizada e perigosa, tendo pelo menos um carro caído já num dos muitos buracos que se encontram abertos.

Esta obra, que não sendo do Metropolitano de Lisboa, é da sua responsabilidade, está parada por falta de material para substituir uma importante conduta da EPAL no local, segundo informação prestada pelo Arq. Pedro da Dinis, da CML, durante a sessão de apresentação do estudo preliminar para a renovação das Praças do Saldanha e Picoas, incluídas no projecto "Uma Praça em cada Bairro", que decorreu no passado dia 9, no Mercado 31 de Janeiro.

Nada mais nos resta que esperar que a tal "peça" chegue rapidamente, para que as obras recomecem e terminem tão breve quanto possível. Mas será importante que se apurem responsabilidades, no sentido de se saber se esta prolongada paragem se ficou a dever a falta de planeamento e coordenação entre as várias entidades envolvidas ou se pura e simplesmente tal se deveu a uma "surpresa" já no decorrer da obra.
Esta situação vai entretanto provocando danos pelo menos num passeio, que já tinha sido arranjado muito recentemente e que se apresenta já bastante danificado, pois devido ao estreitamento da faixa de rodagem, as viaturas maiores e mais pesadas vêem-se obrigadas a pisá-lo. Nas faixas que ficaram transitáveis e por onde circula o trânsito nos dois sentidos, a degradação do piso é cada vez maior, com todos os problemas e riscos que daí advém para as viaturas.
Aliás esta situação de piso muitíssimo degradado é comum, já há muitos anos nas ruas que ladeiam o Quartel General - Ruas Dr. Nicolau Bettencourt e Marquês Sá da Bandeira - e o Largo de São Sebastião da Pedreira, pelo que se espera que as obras de requalificação deste troço da Marquês da Fronteira, abranja também estas vias.