sábado, 22 de outubro de 2011

Sismos - Edifícios das Avenidas Novas de Lisboa são considerados dos mais perigosos

In Público 12-10-2011, por Lusa

“Um engenheiro especialista em reabilitação sísmica, José Costa, defendeu (...) que os edifícios de Lisboa devem ser alvo de uma intervenção que os torne mais seguros em caso de sismo”

“... os edifícios das Avenidas Novas de Lisboa, considerados dos mais perigosos. Nos elevadores destes prédios pode estar a solução: em vez das caixas vazadas com uma rede devem estar caixas fechadas em betão armado.”

Ver aqui a notícia completa

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lixeira frente ao Ministério da Saúde


Foto tirada hoje às 14.00h

No cruzamento da Av. João Crisóstomo com a Av. Defensores de Chaves, começa a ser habitual ver as papeleiras a transbordar de lixo. Desde ontem que as 5 papeleiras estão cheias e atendendo a que hoje é sexta-feira, é previsível que assim fiquem até segunda-feira.

A limpeza desta zona tem a vindo a degradar-se nos últimos tempos. Primeiro no quarteirão da Av. João Crisóstomo, entre a Av. Defensores de Chaves e a R. D. Filipa de Vilhena, que  desde há muitos, mesmo muitos meses raramente é limpo e onde o lixo se vai acumulando dias e dias a fio, sendo por vezes quase impossível andar no passeio junto ao muro da Casa da Moeda.


Agora são as papeleiras que começam a oferecer, com alguma regularidade, esta trista imagem. Regularmente as 5 papeleiras deste cruzamento, apresentam-se totalmente cheias, às vezes 2 dias seguidos, espalhando-se o lixo pelo chão.


Fotos tiradas hoje às 18.30h

UMA VERGONHA!!
Esta situação é inexplicável em qualquer zona da cidade, mais ainda quando estamos frente ao Ministério da  Saúde e onde nas imediações existem hotéis, restaurantes e outros equipamentos, que atraem a esta zona da cidade turistas e visitantes, aos quais a Câmara e o Zé, que há muito deixou de fazer falta a Lisboa (se é que alguma vez fez!!) oferecem este lindo espectáculo, digno do 3º mundo.

E não sendo este um problema da sua responsabilidade, gostava de saber se o exemplo da Suiça que o Vereador Nunes da Silva tanto gosta de dar e ainda esta semana utilizou na sessão de esclarecimento com moradores das Avenidas Novas no Palácio Galveias, para criticar o comportamento dos presentes, também se aplica aqui?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Moradores querem sossego e os estacionamentos de volta às Avenidas Novas

In Público, 20-10-2011
Moradores dizem que o novo esquema de circulação tirou qualidade de vida (Martim Ramos/Arquivo)

O intenso trânsito, a forma caótica e os sentidos em que circula, os autocarros, as obras do parque de estacionamento, mas, acima de tudo, o que dizem ser a carência de lugares para o estacionamento automóvel, são as principais queixas de alguns residentes nas ruas de D. Filipa de Vilhena e de Alves Redol e na Avenida de João Crisóstomo, inseridas na chamada zona das Avenidas Novas, ao Arco do Cego, em Lisboa.

Anteontem à noite, em ambiente de grande exaltação, voltaram a dirigi-las ao vereador da Mobilidade, Nunes da Silva, durante uma sessão de esclarecimento, no Palácio Galveias, promovida pela Junta de Freguesia de N.ª S.ª de Fátima. A reunião foi a tal ponto conturbada que o vereador ameaçou abandonar a sala.

Nunes da Silva não gostou quando o chamaram mentiroso, alertou que não estava ali para discutir os lugares de estacionamento de cada um diante de cada prédio e fez notar que aquele não era o local indicado para debate político.

O responsável camarário ainda não tinha concluído a sua introdução ao tema, mas tão-só o enquadramento (macro) ao esquema viário actual de toda a cidade - que a câmara pretende melhorar -, quando ameaçou abandonar a sala. Foi apupado e acusado de não querer responder às perguntas, ou de estar a dar uma aula a alunos.

Cerca de 50 cidadãos, maioritariamente residentes das três artérias referidas, e muitos deles convocados pela recém-criada Associação de Moradores dasAvenidas Novas, não queriam ouvir falar de macro, mas sim de micro - o pequeno universo daquelas ruas -, do trânsito que dizem ser caótico, da falta de estacionamento, das multas que, diziam, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa está a passar a residentes que estacionam noutras zonas que não as suas.

Onde estão os lugares?
Os queixosos estão incomodados com a falta de sossego que, dizem, lhes fugiu sem aviso, com as filas de trânsito, dos dois sentidos de circulação na Rua de D. Filipa de Vilhena, com a poluição dos autocarros que passaram a circular naquela rua e com o impasse criado na Avenida de João Crisóstomo, a nascente, devido à construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Rua de Alves Redol, nas traseiras do Instituto Superior Técnico.

Nunes da Silva frisou que aquele novo esquema de circulação, que tem por eixo principal a Av. de Duque de Ávila (ligação Campolide-Alameda) e a Av. de Miguel Bombarda (Alameda-Campolide) - ambas com um só sentido -, terá a João Crisóstomo e a D. Filipa de Vilhena (ambas com dois sentidos) em complementaridade, numa situação de trânsito local, o que foi aprovado em 2004. Anunciou que deixarão de ser vias de distribuição, onde a velocidade será bem mais reduzida, e com dispositivo policial adequado, para punir o estacionamento abusivo. "Assim passe a Divisão de Trânsito da PSP para a alçada da Polícia Municipal, como é desejo da câmara", vincou o vereador, acrescentando que outros problemas serão resolvidos com um novo regulamento de cargas e descargas.


Da assistência surgiram, dispersas, as mais variadas réplicas, sempre exaltadas: "Isso diz o senhor, que não mora aqui. Se não sabe o pesadelo que isto tem sido, venha cá ver"; "Se diz que fomos avisados, é mentira, ninguém nos avisou, eu não recebi folheto algum, colocado no correio ou no carro"; "Quando o camião vier abastecer o Pingo Doce, quero ver como vai ser, como passam os autocarros?"; "Onde está o estacionamento para os residentes? Para a PSP [junto à Casa da Moeda], aumentou; para nós, diminuiu."


O vereador garantiu que haverá mais estacionamento não só naquelas ruas, mas em toda a zona envolvente.



Parque no subsolo
O estacionamento subterrâneo em construção na Rua de Alves Redol, cujo estaleiro afecta a parte nascente da João Crisóstomo, terá 20% da sua área reservada a residentes que ali queiram arrendar um lugar, disse o vereador na mesma sessão de esclarecimento. A assembleia municipal auturizou, em 2008, a construção de três pisos e 184 lugares, após cedência de direito de superfície em subsolo ao Jardim Zoológico, que , por sua vez negociou com a Serparque a sua construção. Em 2012, comecerá a ser construído um novo parque de subterrâneo na antiga gare da Carris no Arco do Cego. C.F.

Associação de Moradores das Avenidas Novas, na Revista do ACP de Outubro

Clique na imagem para ampliar

O número de Outubro da Revista do ACP, contem na sua página 14, um artigo sobre as alterações de trânsito na Av. João Crisóstomo e R. Filipa de Vilhena, elaborado com base numa entrevista que concedi, em nome da Avenidas Novas - Associação de Moradores das Avenidas Novas e inserido num texto sobre a mobilidade em Lisboa

"Depois de confrontada com os sucessivos erros e promessas não cumpridas, a Câmara de Lisboa desdobra-se quase diariamente em anúncios irrealistas e exóticas com o propósito de impor à força menos carros na cidade", sacrificando para isso aqueles que vivem e têm os seus estabelecimentos comerciais na cidade. Para estes últimos muitas destas alterações, podem ser a machadada final, nos seus já muitos difíceis negócios.

Ver aqui o artigo completo

domingo, 16 de outubro de 2011

Reunião com o Vereador Nunes da Silva

Sem dúvida devido à mobilização dos moradores e comerciantes da João Crisóstomo e Filipa de Vilhena, que na última Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima de 29 de Setembro, enchiam por completo a sala, a Junta de Freguesia convocou uma reunião com o Sr Vereador Nunes da Silva, para a próxima terça feira dia 18 de Outubro, pelas 19,00 horas no Palácio Galveias. Sejam quais forem as razões, esta mudança de atitude, face a mais um problema da Freguesia, por parte da Junta é de assinalar positivamente.

É bom recordar que nessa Assembleia de Freguesia o público presente, de uma forma determinada, expôs as suas dúvidas e criticas às ideias absurdas de alterações de trânsito nestas duas artérias e que vão alterar por completo a qualidade de vida quer dos moradores quer dos comerciantes, como aliás já é hoje visível na Filipa de Vilhena.

Devido à falta de respostas por parte dos elementos da Junta de Freguesia, que apenas souberam dizer não saber absolutamente de nada, a não ser do comunicado de Agosto do Vereador Nunes da Silva, os moradores e comerciantes exigiram unanimemente uma reunião com o Vereador Nunes da Silva e que a mesma fosse amplamente divulgada e não apenas no site e nas famosas vitrinas de que o Senhor Secretário pateticamente fez questão de dizer várias vezes serem os melhores e únicos meios de comunicação da Junta com a População.

É pois também com satisfação que, no sábado vi na Av das Forças Armadas, uns folhetos a anunciar a reunião com o Vereador, se bem que não percebo o interesse da sua distribuição na zona do Bairro Santos e Forças Armadas, sendo a distribuição na zona afectada por estas alterações de tráfego deixada para 2º plano, tendo apenas começado a ser feita no Domingo à tarde. (curiosamente nas famosas vitrinas não havia nada que anunciasse a reunião)

Não deixo de notar que apesar do boicote feito o ano passado, pela Senhora Presidente da J. F. N. S. de Fátima, e os Senhores Secretário e Tesoureiro, à reunião realizada a 29 de Julho e que contou com cerca de 100 pessoas, tenham agora escolhido a mesma sala e hora para a realização desta sessão de esclarecimento. Será porque reconhecem agora aquilo que teimosamente teimaram em não reconhecer até agora ou será mera coincidência. Ou será que a escolha das 19,00 horas é meramente para evitar que o Senhor Tesoureiro se deite muito tarde..........

Jornadas Autárquicas PSD Oeiras

Enquanto autarca da Cruz Quebrada-Dafundo, estive ontem presente, juntamente com o também autarca da Freguesia Nuno Vitoriano e o Bruno Pires, membro não eleito da nossa lista, nas Jornadas Autárquicas organizadas pela C. P. C. do PSD de Oeiras, em que estiveram em debate as Empresas Municipais e a Reforma Administrativas. 

Este debate contou com a presença dos Deputados do PSD, Odete Silva, António Prôa e Bruno Vitorino, este último em representação do Secretário Geral do PSD e teve como ponto de partida o Documento Verde da Reforma da Administração Local.


Durante o dia, foi possível auscultar a opinião dos autarcas e outros militantes do PSD de Oeiras, quer sobre a manutenção ou alteração do número de Freguesias do Concelho, nomeadamente através da fusão de freguesias, quer principalmente sobre a alteração da estrutura orgânica da C. M. Oeiras e o papel das Empresas Municipais no futuro do Concelho.

Este foi, segundo o Presidente da C. P. C. do PSD de Oeiras, um primeiro passo no debate sobre a reforma administrativa do concelho a que se seguirão outras iniciativas e tem como finalidade a apresentação de uma proposta pelo PSD, que respeite as propostas do documento verde, mas que poderá ir até mais longe, dotando o concelho de uma estrutura autárquica mais forte e mais interventiva junto das populações.

Paulo Lopes (à esquerda), Nuno Vitoriano (à direita) e Bruno Pires (atrás)

Na ocasião foram também transmitidas aos deputados presentes, diversas questões, dúvidas e críticas  ao documento verde, que na opinião dos presentes em alguns pontos não serve da melhor forma os interesses do concelho, nomeadamente nas questões de vereadores a meio tempo, redução do número de dirigentes municipais e mobilidade dos trabalhadores.

Este foi certamente um bom exemplo de discussão e análise alargada, envolvendo nesta fase os autarcas do concelho e que infelizmente não foi possível ter em Lisboa, aquando do processo da reforma administrativa de Lisboa, que foi recentemente entregue à Presidente da Assembleia da República. E isto muito por culpa de umas estruturas concelhia e distrital, que decidiram que nem os autarcas nem os militantes tinham capacidade para participar em tal discussão e deixando esse trabalho apenas nas mãos de uns poucos, independentemente das virtudes e qualidades do resultado final a que foi possível chegar e com o qual estou de acordo, principalmente se tivermos em conta o trabalho inicial "encomendado" pelo Presidente da C. M. Lisboa que pouco mais fazia do que retalhar todo o concelho, numa lógica muito mal explicada, mas com resultados políticos que de certeza conviriam a alguém.

Presidente da Assembleia de Freguesia foge à verdade

Na edição de 11 de Outubro do Jornal de Oeiras (página 2), lê-se uma notícia de um suposto comunicado do Presidente da Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, Ricardo Pinto, acerca da última Assembleia de Freguesia, realizada no dia 30 de Setembro e em relação à qual já aqui me referi.

Nessa Assembleia de Freguesia, o PSD, bem como o IOMAF e a CDU, entenderam que não estavam reunidas as condições necessárias para a sua realização, uma vez que a respectiva convocatória não cumpria os requisitos exigidos por Lei, razão pela qual se opuseram à sua realização.

Ao contrário do que fez na própria Assembleia, em que reconheceu de forma clara a responsabilidade pela ilegalidade da convocatória, o Presidente da Assembleia vem agora atribuir a culpa da sua incompetência ao PSD e restante oposição, alterando, para isso, de forma grosseira a verdade dos acontecimentos, não referindo os verdadeiros motivos invocados para a sua não realização e aventando males menores que não tiveram qualquer relevância para a questão. Vejamos.

Nunca ao longo da Assembleia, por mim ou por qualquer outro membro foi afirmado que a convocatória teria "uma gralha", ou que o facto de a mesma não ter a data em que foi assinada era só por si razão para que a Assembleia não se realizasse. O PSD não é um partido irresponsável que impeça a realização de uma Assembleia por causa de uma gralha. O PSD apenas interveio porque o Presidente em questão teima em violar de forma grosseira a lei e o princípio democrático, desrespeitando o Povo da freguesia.

Aliás a questão da data, foi por fim referida no fim da minha intervenção, como sendo apenas mais um erro a somar a todos os outros da convocatória, esses sim importantes e impeditivos da realização da mesma. (ver aqui)

Já por outro lado, e apesar de subscrever totalmente a conclusão de que estamos perante o "fim do estado de graça", esta afirmação não foi proferida pelo PSD.

É também bom que se diga, que se não fosse o PSD, o Senhor Presidente da Assembleia teria encerrado a Assembleia, sem que os presentes assinassem a respectiva folha de presenças, como se nada se tivesse passado, talvez preparando-se para nem a acta redigir - incorrendo assim em mais uma ilegalidade.

Quanto ao pagamento das senhas de presença (e não "remuneração" como é afirmado no Jornal de Oeiras) aos membros da Assembleia e da Junta de Freguesia, esse é um imperativo legal. Quanto ao que se faz a esse dinheiro, isso é da responsabilidade de cada um. Da minha parte, não misturo solidariedade com propaganda, apenas dizendo que continuarei a ter actos de solidariedade na Freguesia e fora dela, sem disso fazer alarido.

Para finalizar, não posso deixar de estranhar que o Jornal de Oeiras não tenha tido o interesse de ouvir os representantes dos restantes partidos com assento da Assembleia. Não deixa de ser estranho, de facto, que tendo a actuação do Presidente da Assembleia sido posta em causa pela larguíssima maioria dos membros da Assembleia, tendo já sido objecto de processo em tribunal, o Jornal de Oeiras não ouça as partes envolvidas, acabando por servir de meio de propaganda do Presidente de Junta de Freguesia e dos seus acólitos. Mais acresce que tive o cuidado de enviar, no dia 2 de Outubro, ao Director do Jornal, por e-mail, o meu post dando conta dos factos ocorridos na Assembleia de Freguesia de dia 30 de Setembro.