sábado, 5 de novembro de 2011

PS utiliza Assembleia de Freguesia para jogos politicos


Na ordem de trabalhos para a Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, ontem realizada, foi incluído a pedido do Partido Socialista um ponto na ordem de trabalhos com o tema “Situação dos transportes na área geográfica da freguesia”.

Quando se pensava que, finalmente, os membros do PS da Assembleia de Freguesia do Dafundo tinham alguma informação ou proposta sobre a questão dos transportes públicos e da mobilidade na Freguesia, eis que a Assembleia é confrontada com uma Moção de carácter meramente politico, onde nem por uma vez é referida a Freguesia. Mais, a referida moção foi apresentada em “papel  timbrado” da FAUL – Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, como se de uma reunião interna do Partido Socialista se tratasse.

Por outro lado, estando-se numa Assembleia Extraordinária, apenas “podem ser objecto de deliberação os assuntos incluídos na ordem do dia”, pelo que a apresentação, aceitação pela mesa e posterior votação, viola de forma grosseira este preceito legal. Para além disso, a referida moção de cariz meramente político/partidário de nível nacional, tem como única finalidade atacar o actual governo, e apenas poderia ter sido apreciada e votada  numa Assembleia Ordinária, no período de antes da ordem do dia, período esse vocacionado para o “tratamento de assuntos gerais" (art 86 da LAL), e no qual “as intervenções são por tradição mais politizadas e onde os partidos representados vêem a oportunidade de mediatização das suas mensagens politicas”.

E era precisamente isto que o PS pretendia - fazer uma mera encenação politica, utilizando um expediente legal de forma claramente abusiva, mostrando que nada tem a apresentar à Assembleia e à população nesta matéria. Aliás, ao não ter sequer utilizado da palavra neste ponto, mesmo depois das críticas e objecções do PSD, mostrou que os membros do PS da Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, são uma mera corrente de transmissão da estrutura política local do PS, sem a mínima capacidade de intervenção.

É bom não esquecer quem esteve no Governo nos últimos 6 anos. Não foi de certeza o PSD que conduziu o país ao estado em que se encontra hoje, obrigando o actual governo a tomar medidas, sem dúvida duras e que exigem um enorme esforço financeiro aos utentes, mas ainda assim indispensáveis.

E será que a não existência de uma autoridade metropolitana de transportes e a não articulação entre os diversos operadores, nomeadamente entre a Carris e o Metro, ou entre as diversas empresas que fazem a travessia do Tejo, são culpa do actual Governo, ou será que foi o PS, que nos últimos 6 anos que esteve no Governo, nada fez para alterar este estado de total descoordenação entre os diversos operadores da área metropolitana de Lisboa?

O actual governo, PSD-CDS tomou já diversas iniciativas, nos apenas 4 meses de vida, que visam alterar a actual situação, propondo nomeadamente a fusão de diversas empresas, no sentido de operacionalizar o funcionamento das mesmas.

Mas o PS, na sua demagogia e espectáculo politico, apresentou ainda no mesmo ponto da ordem de trabalhos, outra moção, onde deturpando a verdade, afirma que o Governo decidiu já acabar com a carreira 76 (Algés – Fac. Motricidade Humana), quando aquilo que existe mais não é do que uma proposta de um grupo de trabalho. Essa proposta está neste momento a ser discutida pelas diversas Câmaras Municipais envolvidas, que ao que se sabe, mostraram já forte oposição à proposta.

Nesta questão e para que não fique a mais pequena dúvida, os representantes do PSD na Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, estão frontalmente contra a eliminação da carreira 76, uma vez que isso isso iria impossibilitar toda uma população, residente e estudantil, de se deslocar, uma vez que não existe nenhuma outra alternativa válida no referido percurso, pois a VIMECA, não só não cobre todo percurso como tem custos muito mais elevados para os utilizadores.

E nesta moção, pasme-se, o PS propôs ainda a criação de um grupo de trabalho ou comissão, para discutir e acompanhar este tema, esquecendo-se que por proposta do PSD, foi aprovado no dia 16 de Abril, pela Assembleia de Freguesia e com os votos favoráveis do PS, a constituição de uma Comissão que tem como finalidade a análise, discussão e apresentação de propostas sobre a temática da mobilidade na Freguesia, que infelizmente e por total incapacidade e desinteresse do Senhor Presidente da Mesa nunca foi convocada, algo que infelizmente não é caso único, pois são já várias as deliberações da Assembleia, que quer a mesa, quer o executivo, eleitos pelo Partido Socialista, não cumprem, desrespeitando, assim, a Assembleia de Freguesia.

É pois lamentável que quer os representantes do PS, quer os das outras forças politicas que votaram favoravelmente esta moção, não prestem a mínima atenção às deliberações e trabalhos da Assembleia de Freguesia, mostrando com propostas destas que aquilo que realmente pretendem é o mero jogo de interesse politico.

Nesta Assembleia, e apesar das insistentes chamadas de atenção do PSD desde o início do mandato, a Mesa da Assembleia e o seu Presidente mostraram mais uma vez e ao fim de 2 anos, não estarem à altura do lugar. Para espanto do PSD, e com uma finalidade que não podia ser outra do que afastar e impedir a participação da população na Assembleia, o Sr. Presidente da Assembleia fez constar da Convocatória, uma nota em que refere que “Sendo esta uma Assembleia Extraordinária, não será precedida do habitual período de intervenção do público...”, contrariando e mais uma vez violando a LAL no seu art. 84º/6, onde é expressamente afirmado que “Nas reuniões dos órgãos deliberativos há um período para intervenção do público”, não distinguindo essa participação das Assembleias ordinárias e Extraordinárias. E mais uma vez, teve que ser o PSD a chamar a atenção da mesa para mais esta irregularidade e permitir assim que o público presente pudesse ser ouvido. Enfim, práticas políticas com as quais o PSD nunca pactuará (mesmo quando algumas das intervenções sejam desfavoráveis ao trabalho do Governo ou do PSD), principalmente quando com elas se pretendem limitar a participação democrática da população!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ser mecânico

"O acto de conduzir tem de ser um exercício de respeito por nós e pelos outros"

Uma condução segura começa pela forma e atenção com que regularmente inspeccionamos alguns dos órgãos da nossa viatura. O cuidado a ter com o automóvel é certamente um tema do interesse de todos, pelo que este artigo da autoria do meu amigo José Marinho, publicado no número do 3º trimestre de 2001, da revista "Quem Sabe", é do maior interesse, dando-nos várias conselhos, para de uma forma rápida e simples, "desmitificar o bicho-de-sete-cabeças", que para muitos condutores ainda é um carro.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Motivo de força maior

"Os órgãos executivos colegiais realizam, pelo menos, uma reunião pública mensal" Art. 84º, nº 2, da lei nº 169/99 alterado pela Lei nº 5-A/2002.

Mas pelos vistos esta Lei (como muitas outras) não se aplica na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima (Lisboa), onde o executivo da Junta de Freguesia e a sua Presidente, continuam a desprezar os moradores, os comerciantes, aqueles que trabalham na Freguesia e principalmente os seus eleitores.

Contrariando de forma grosseira o preceito legal atrás referido, mas nos termos da Lei (qual Lei???) e com o único propósito visível de impedir a participação popular nos destinos da Freguesia, pela segunda vez este ano, não se realizou a reunião pública mensal da Junta de Freguesia, prevista para a passada quinta-feira, dia 27 de Outubro.  O primeiro mês em que isso aconteceu foi em Agosto.

Segundo um comunicado afixado em algumas vitrinas da Junta de Freguesia, "por motivos de força maior", anunciados 4 dias antes e nos termos da Lei (sem especificar qual) a Senhora Presidente anunciou que não se realizava a reunião pública de Outubro.

Mas que motivo de força maior era esse, que surgiu a um sábado, 4 dias antes da data prevista da reunião? Com uma antecedência destas até parece que foi programado. Ou será que não foi mesmo?

E não seria normal, que no mesmo Edital fosse de imediato publicitada uma data alternativa? A única resposta possível é não! Não, porque a verdade é que a Senhora Presidente de Junta  pelos vistos tem medo de dialogar com a população e de encarar com verdade e frontalidade os muitos problemas desta Freguesia, que regularmente vêm aparecendo nos meios de comunicação social e que a Senhora Presidente tão teimosamente teima em ignorar, chegando actualmente ao ponto de esconder de todos, informações e documentos que a Câmara Municipal lhe entregou para serem divulgados pela população!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

Túneis e circulação pedonal nas Avenidas Novas


Um interessante estudo, de Charlotte Masson, publicado pela Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, 2005, que se apresenta dividido em 4 partes:

- História das Avenidas Novas e caracterização das Avenidas hoje;
- Os túneis das Avenidas Novas;
- Observação dos lugares críticos;
- Peões, automobilistas e trânsito.

O estudo apresenta-nos “o impacto da construção dum túnel sobre a vida quotidiana de um bairro e dos seus habitantes, nomeadamente ao nível do trânsito dos peões.”

“Estes túneis (localizados em quatro avenidas diferentes) situam-se em zonas caracterizadas por altos níveis de circulação automóvel, mas também com importantes fluxos pedonais. Esta coabitação entre automobilistas e peões foi organizada de maneira diferente (semáforos, passadeiras, passagens aéreas ou proibição total do atravessamento…), e desenrola-se diferentemente na prática. Assim a maior parte deste trabalho consiste num estudo dos atravessamentos, “legais” ou não, dos peões ao nível das entradas/saídas dos túneis, para levar a uma analise dos perigos inerentes a essas situações, mas também dos comportamentos dos peões em frente delas.”

Na primeira parte, que serve de enquadramento ao estudo, é-nos dado a  conhecer um pouco da história das Avenidas Novas e de como “de um bairro inicialmente residencial, que se transforma, na segunda metade do século XX, em um centro de negócios, onde se encontra hoje a maior concentração de serviços da capital.”

«Este processo de terciarização mudou  totalmente o tipo e o ritmo de vida do bairro, como o explica Manuel Nicolau num artigo de Arquitectos: “das consequências da terciarização no quotidiano, somente ao fim de vários anos nos começamos a aperceber, pela lenta mais progressiva desertificação nocturna, e consequente insegurança, pelos enervantes engarrafamentos de transito durante o dia, pela falta de qualidade dos espaços públicos…” “Avenidas Novas… que regulamento?”, Arquitectos, n° 69/70, Agosto-Setembro de 1988.»

A lamentar a deficiente revisão de texto, provavelmente originada pela origem estrangeira da autora, mas que em nada desvaloriza o conteúdo do estudo.

domingo, 23 de outubro de 2011

João Crisóstomo X Defensores de Chaves

Depois da imundice em que se encontrava o cruzamento da Av. João Crisóstomo com a Defensores de Chaves, foi com surpresa que verifiquei que durante a manhã ou madrugada de ontem (sábado), não só as papeleiras foram despejadas, como até o quarteirão da João Crisóstomo entre a Defensores de Chaves e a Filipa de Vilhena, foi limpo, algo que não acontecia há já vários dias.


E ao final da manhã, principio da tarde, ainda vi varredores da câmara a limpar os passeios, nomeadamente frente ao Ministério da Saúde. Sem dúvida algo inesperado para um sábado, mas absolutamente necessário, atendendo ao estado de sujidade em que estávamos há já vários dias. E ao mesmo tempo prova de que vale sempre a pena reclamarmos quando temos razão. À CML e particularmente à Direcção Municipal de Ambiente Urbano, só fica bem estar atenta às reclamações dos munícipes e principalmente saber responder rapidamente.

Mas nessa madrugada, não foi limpeza que houve neste cruzamento. Também as passadeiras foram pintadas, e a ponta da placa central da Av. Defensores de Chaves, que desde as obras do Metro, se encontra "esburacada", foi remendada. Sim, porque aquilo que fizeram não é mais que um remendo. Não seria já tempo, de quem estragou, arranjar esta placa, repondo a passadeira de peões no seu devido lugar? Ou será que o dinheiro se esgotou na requalificação da Duque de Ávila?

Associação Re-Food procura casa


A associação Re-Food está à procura de um espaço para poder continuar a desenvolver e alargar as suas actividades.

«A associação criada por um americano dá comida a 70 famílias das Avenidas Novas (...) e apesar de ter cada vez mais voluntários (agora são perto de 80), tem um grande problema para resolver. "Só estamos nesta loja de congelados até ao fim do mês», conta Joana. «Quem alugava o espaço emprestou-nos temporariamente, mas há duas semanas tivemos uma ordem de despejo e passámos uma noite com os frigoríficos na rua. Precisamos de um espaço”»

«Para os voluntários, o ideal seria um espaço maior onde pudessem cozinhar. "Os últimos sacos, muitas vezes, só vão com pão e salgados e era bom que tivéssemos um sítio onde pudéssemos cozinhar uma panela de sopa ou uma massa para acompanhar os salgados”» In IOnline 22-10-2011

Este projecto ganhou o "Prémio Voluntariado Jovem Montepio" entre 121 ideias de voluntariado que foram a concurso. Iniciado em Março deste ano, na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, por um americano, pretende responder àqueles que têm uma necessidade diária, através da solidariedade daqueles que têm sobras diárias que até agora iam para o lixo.

O impacto e a novidade deste projecto faz com que seja notícia habitual nos jornais e televisões Portuguesas, ultrapassando já as nossas fronteiras, sendo já noticiado e falado noutras línguas aqui perto (ver aqui e aqui) e mesmo do outro lado do Oceano (ver aqui).

«O êxito Re food não se confina a Lisboa. "Temos sido contactados por pessoas de Braga, Coimbra, Porto, Algarve e outras zonas do país, que querem copiar o projecto". Afinal, como todos concordam, "não faz sentido deitar no lixo comida que pode alimentar quem precisa"». In JN 17-10-2011

E perante este sucesso, com mais de 80 voluntários envolvidos e de 70 famílias apoiadas na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, o que faz a Junta de Freguesia local e a sua Presidente, que afirma ser o apoio social e a atenção com os mais desfavorecidos a sua principal preocupação? Nada! Que se saiba nada!

Não será esta Associação e este projecto merecedor da colaboração, apoio e ajuda de uma Junta de Freguesia que tem um saldo bancário de cerca de 400.000,00€ (ou superior), assessores a ganhar 1.400,00€ e 1.800,00€ e onde não se vêem resultados absolutamente nenhuns condizentes com tais vencimentos?

Que apoio social é que esta Junta de Freguesia presta, quando é cada vez mais público que há fome na Freguesia? Diga-nos Senhora Presidente de Junta, que apoio presta a estas famílias?

Aquilo que se lhe pede é simples - Já que não quer gastar (leia-se investir) o dinheiro que a Junta a que preside tem e não se percebe porquê, ao menos uma vez na vida, intervenha na Assembleia Municipal, onde tem lugar por inerência desde 2005 e sensibilize os seus pares e os Vereadores Municipais para esta causa, que nasceu e cresce na sua Freguesia e obtenha os meios necessários para que aqueles que passam fome na sua freguesia continuem a ser ajudados pela Re-Food.

Através desta iniciativa, a organização tem como objectivo transformar Lisboa na primeira capital europeia sem desperdício alimentar.

Veja outras noticias que ajudam a conhecer mais sobre o projecto Re-Food:
Veja aqui a reportagem do JN de 17-10-2011


sábado, 22 de outubro de 2011

Sabe quantos funcionários tem a sua Câmara Municipal?

In Jornal de Negócios, 17 de Agosto de 2011, por Bruno Simões
"As autarquias portuguesas dão trabalho a mais pessoas. Em 2008, a média de trabalhadores por mil habitantes era de 18,5. No final do ano passado, já era de 19,6. Veja aqui a infografia do Negócios para ficar a saber quantos funcionários trabalham na sua autarquia e nos restantes do país.

O concelho do Corvo, nos Açores, é o que tem um maior rácio de trabalhadores por habitante. Com 40 funcionários para 430 pessoas, quase um em cada dez corvenses trabalha na câmara municipal local. Nos últimos três anos, o pequeno município até conseguiu reduzir quatro funcionários, mas a média de 93 funcionários por mil habitantes consolida o primeiro lugar.

No extremo oposto está Esposende, que, em três anos, passou para o primeiro lugar da tabela, com uma média de 4,8 funcionários por cada mil habitantes."

Veja aqui a infografia referente a final de 2013