domingo, 17 de maio de 2015

Casa Xangai e a protecção do património das Avenidas Novas

Casa Xangai, um dos símbolos comerciais das Avenidas Novas, é retratada no número de Abril da revista Lisboa.

A Casa Xangai juntamente com a Pastelaria Versailles, localizadas no mesmo quarteirão da Av da República, são as 2 únicas lojas das Avenidas Novas incluídas actualmente no projecto Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa, uma iniciativa do Fórum Cidadania LX.

Não haverá nas Avenidas Novas outras lojas que mereçam ser incluídas no Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa? Certamente que sim, pelo que se conhecerem lojas que cumpram os critérios de elegibilidade, façam a sugestão ao Círculo para as incluírem, e dessa forma contribuir para a preservação e divulgação de um património das Avenidas Novas que urge preservar.

Como é referido e bem no artigo, o quarteirão da Av. da República onde se localiza Casa Xangai escapou miraculosamente incólume à fúria demolidora dos anos 70 e 80, pelo que também ele deve ser alvo de protecção e assim preservar-se a memória do inicio das Avenidas Novas.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Descubra as diferenças

Descubra as diferenças ou duas formas de dar a mesma notícia - no Expresso e no Público - ambas positivas para Portugal.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Estaremos perante o principio do fim das intermináveis obras na Rua Marquês da Fronteira

Será que os movimentos que se verificaram hoje à tarde nas obras infindáveis da Rua Marquês da Fronteira, significam o principio do fim destas obras, que há meses, talvez já um ano, se encontram paradas.

Pelo menos há direito a uma retroescavadora novinha em folha, mais buracos e a peças novas. Será que são as tais peças referidas pelo Arq. Pedro Dinis da CML e que impediam que a obra continuasse?
Vamos aguardar e ver então se Câmara e Metropolitano, conseguem terminar rapidamente com o calvário e perigo, que é atravessar esta centena de metros diariamente.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Hoje foi dia de arejar as baias

Por causa de uma manifestação prevista para hoje de manhã, que mais terá sido um ajuntamento que no máximo contou com uma vintena de pessoas, a PSP entendeu (e se calhar bem, pois não pode adivinhar com antecedência quantas pessoas irão aparecer a manifestarem-se), estender no passeio fronteiro ao Ministério da Saúde uma dúzia de baias, daquelas que há vários meses estão "armazenadas" em pleno passeio.

Mas se já é um abuso da autoridade, ocupar o passeio com as baias, meses e meses a fio, com claro prejuízo dos peões e moradores, maior é esse desrespeito, quando por causa de uma pseudo manifestação, que não durou nem uma hora a meio da manhã, estas baias continuem espalhadas à hora a que publico este post (perto da meio noite), o que à noite, com menos iluminação, não deixa de ser um factor de perigo para a circulação automóvel, uma vez que as mesma se encontram na faixa de rodagem.

Mais uma atitude inqualificável da PSP, para as quais começa a não haver justificações, se é que, nesta questão,  alguma vez houve.

domingo, 10 de maio de 2015

Câmara quer vender terrenos da antiga Feira Popular ainda no primeiro semestre deste ano. Qual é a pressa?

Tipo promoção de loja dos 300, a Câmara Municipal de Lisboa, publicita no seu site reservado para a área imobiliária, a venda dos antigos terrenos da Feira Popular de Lisboa, como "a última grande oportunidade de investimento em Lisboa". Venda que pretende realizar ainda no primeiro semestre de 2015


Quais as regras que quem comprar os terrenos terá que respeitar? Será que vamos ter uma construção maciça nestes 143.000 m2, com uma altura a rondar os 10 pisos? Estão previstas áreas de lazer e cultura? A prevista abertura de uma ligação entre a Rua da Cruz Vermelha e a Av. da República, é para respeitar? E quanto a espaços verdes?

Com tanta pressa e com tão pouca informação, será caso para se perguntar se estaremos perante uma venda a qualquer preço, a esconder mais uma "negociata" de contornos no minimo suspeitos desta vereação socialista, à semelhança dos projectos de expansão do Hospital da Luz, da Torre da Cidade ou da Matinha, onde pairam suspeitas de favorecimento do Grupo Espírito Santo (GES).

A este respeito devem ser tidas em contas declarações de um técnico do Departamento de Política de Solos e Valorização Patrimonial, da CML, e noticiadas pelo jornal Público, segundo o qual seria "preciso fazer “uma análise de sensibilidade do mercado”, mas também ponderar se se quer promover “um procedimento prévio, de pré-qualificação de candidatos”.

O autor da informação considera que tal seria importante, para “assegurar que o promotor vencedor constitua investidor com um perfil de idoneidade, portador de um projecto integrado de qualidade para a futura intervenção, e que tenha uma clara capacidade económica e financeira para iniciar e desenvolver as actividades relacionadas com os projectos e os trabalhos de construção”.

Apesar de sublinhar que existiriam “vantagens estratégicas na implementação deste procedimento de pré-qualificação”, dada a “importância estratégica” do activo em causa e “a profunda intervenção na cidade que se projecta para o local”, o técnico do Departamento de Política de Solos e Valorização Patrimonial admite que a sua realização requereria um período de tempo “não inferior a 4/5 meses”. “Face à calendarização prevista para o acto público da hasta, neste momento não é viável implementar este procedimento”, conclui". É caso para se perguntar, qual é a pressa?

É fundamental que este seja um processo transparente, à prova de dúvidas e suspeições. Para tal é importante serem conhecidas as condicionantes que o futuro promotor terá que respeitar e que não podem de forma alguma deixar de prever áreas de usufruto para a população e a requalificação de acessos e esquemas viários, numa zona da cidade onde já hoje se verificam a várias horas do dia grandes congestionamentos de trânsito e que um empreendimento desta dimensão só terá tendência para agravar.

sábado, 9 de maio de 2015

O verdadeiro canalha


Caiu-lhe a máscara. O interesse do Sindicato, ou melhor de alguns dos seus associados, não é a defesa de um qualquer interesse dos seus associados e da sua classe, mas apenas o de infligir danos na TAP. São estes os sindicalistas que temos, o que talvez explique o cada vez mais baixo número de sindicalizados em Portugal.

O futuro dirá quem está por detrás desta greve e qual a verdadeira razão da mesma.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Uma boa noticia para o património das Avenidas Novas

Via Cidadania LX
Depois de deixado ao abandono anos a fio (ver aqui e aqui), finalmente uma boa noticia para o palacete da Praça Duque de Saldanha nº 28-30, construído no ano de 1906 como habitação unifamiliar, um preciosíssimo exemplo de arquitetura eclética que tem como elementos mais marcantes os seis colossos representando africanos, de raridade e importância inegável e o zimbório com representações de Hermes e Afrodite.

Foi publicado no Diário da República, n.º 85/2015, Série II de 4/5/2015, o anúncio  n.º 79/2015, da Direção-Geral do Património Cultural, para a Abertura de novo procedimento de classificação do imóvel sito na Praça do Duque de Saldanha, 28 a 30, e na Avenida da República, 1 e 1-A, Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito de Lisboa.

Uma palavra de agradecimento ao Fórum Cidadania LX, que desde pelo menos 2011 e 2012, vem pugnando pela classificação deste imóvel.

Adenda:
Subscrevi no passado dia 5, o voto de felecitações do Fórum Cidadania LX ao Director-Geral do Património Cultural, pela abertura do novo procedimento de classificação do imóvel em causa.