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sábado, 8 de agosto de 2015

Margarida Martins sacode a água do capote.

Depois da polémica com a utilização não autorizada das imagens de vários funcionários da Junta de Freguesia de Arroios, nos cartazes do PS, Margarida Martins, presidente da Junta de Freguesia, vem agora sacudir a água do capote afirmando "que foi contactada pela organização da campanha socialista “no sentido de identificar possíveis figurantes para integrarem uma campanha de ‘outdoors’ que iria sair brevemente”e que “a responsabilidade do que se passou, posteriormente, é da organização de campanha do partido”.


Percebi bem? Fez a ligação entre funcionários da sua Junta de Freguesia e a estrutura de campanha do PS!


Mas não é isto tudo utilização de meios públicos (da Junta de Freguesia de Arroios), por um partido politico?

Não tem o PS estrutura em Lisboa à qual recorrer para encontrar "figurantes" que afinal mais não eram que figuras principais para a sua campanha?

Margarida Martins explicou mesmo aos seus funcionários para que fim eram as fotos?

Seria importante que Margarida Martins viesse de viva voz, sem se esconder atrás de um comunicado, explicar frontalmente esta questão e esclarecer sem margem para dúvidas se houve ou não participação da Junta de Freguesia de Arroios na campanha do PS

Este imbróglio socialista ainda não terminou e Margarida Martins ainda tem muito para explicar.


É importante, agora, perceber-se se o PS e Margarida Martins vão tentar vingar-se, penalizando os funcionários em causa, especialmente a Maria João, por terem causado este enorme dano ao Partido Socialista, ao ponto de este se sentir na obrigação de vir publicamente pedir desculpa pelo sucedido. Aos membros da Assembleia de Freguesia de Arroios, especialmente aos do PSD, primeira força da oposição, espera-se especial atenção, ao que pode vir a acontecer a estes funcionários.

Adenda: PSD/Arroios quer saber se Margarida Martins usou meios da junta na campanha do PS

quarta-feira, 4 de março de 2015

Para quê tanta bandeira em Arroios?

Sempre defendi que as autarquias devem manter uma comunicação viva e regular com os seus munícipes, no sentido de os informar das suas actividades e projectos, mas principalmente para através dessa comunicação os motivar e incentivar a participar na vida da autarquia.

Muitos vêm nesta divulgação um mero exercício de propaganda e um gasto de dinheiro público. Mas se como deveria sempre ser, estivermos perante autarquias dinâmicas, com uma forte actividade em prol da sua população e projectos que a envolvam, é de todo o interesse que a população conheça essas programas e actividades, pois só assim poderá usufruir plenamente dos mesmos. E isso só é possível com uma comunicação regular. O custo com esta comunicação, não só não pode ser visto como um gasto, mas sim como um investimento no bem-estar da população.

Algo bem diferente são, por exemplo, as bandeiras que a Junta de Freguesia de Arroios, em jeito de animal que delimita o seu território, resolveu espalhar um pouco por toda a freguesia, mas com especial destaque para aquelas que há umas semanas apareceram nos limites da freguesia. Com um custo que é seguramente elevado, quer das próprias bandeiras e mastros, mas também de taxas camarárias (que parto do principio que terão sido pedidas e pagas, pois não há a mínima razão para o não o terem sido ou para que tenha sido concedida pela Câmara uma qualquer isenção), qual o benefício para a freguesia e o bem-estar da população desta acção, além de mera propaganda.

Imagine-se agora que todas as freguesias de Lisboa, tinham a mesma ideia. Além de mais um factor de enorme poluição visual na cidade e de mais obstáculos permanentes nos passeios, numa altura em que se deveria trabalhar no sentido de diminuir estes obstáculos, criaria nas pessoas uma enorme confusão o porquê de tanta bandeira (principalmente em artérias que são fronteira de várias freguesias).

Se em freguesias que pela sua localização mais isolada, pode fazer sentido colocar sinalização nas estradas a marcar os seus limites, em grandes centros urbanos como Lisboa, tal é totalmente despropositado e sem interesse, além de ser manifestamente um desperdício de dinheiro público.