sexta-feira, 5 de abril de 2013

Independentes apenas para o que lhes convém

Pois é. Em 2009, já com a lei de limitação de mandatos em vigor - Lei 46/2005,  até era a favor de que um Presidente de Câmara há já 29 anos se candidata-se a mais um mandato e logo no mesmo Concelho. Agora como os candidatos com 3 ou mais mandatos já cumpridos são do PSD, e são candidatos noutro concelho, já é contra. E diz-se independente.

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Quem mudou tão radicalmente de ideias, foi Pedro Pereira Pinto, vice-presidente do Movimento Revolução Branca, que recentemente interpôs várias acções em tribunal, para impedir que diversos candidatos do PSD, que cumpriram de forma exemplar os seus mandatos autárquicos, se vejam agora impedidos de se candidatarem a outras Câmaras Municipais, para também nessas poderem desempenhar um serviço às populações, idêntico aquele que até agora desempenharam e que foi sendo ao longo dos anos apoiado e sufragado pelas populações.

Mas este não é, recentemente, o único caso de "independentes" que vão mudando as suas opiniões, à medida que lhes convém.

No Porto o Rui Moreira, que como bom independente que se afirma, usou uma base de dados do PSD e que ao que parece utilizou para fins de campanha o site da Associação Comercial do Porto, à qual preside.

Em Oeiras, temos o sobrinho do Freitas do Amaral, o Paulo, que depois de se ter candidatado em 2009 à Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo pelo PS, partido do qual se demitiu entretanto, quer agora ser candidato à Câmara de Oeiras. Para tal criou um movimento independente, sem deixar no entanto de ter tentado obter o apoio do Partido dos Animais, namorado, ao que consta, outras forças politicas do Concelho e apresentando-se agora como candidato "independente" pelo CDS, ao mesmo que os seus antigos apoiantes do movimento que criou, afirmarem que o movimento se extinguiu, pois consideram-se traídos com esta colagem ao CDS.

Independentes ou simples oportunistas ressabiados, para quem qualquer meio é legitimo para ser candidato. Candidaturas que na larguíssima maioria das vezes, mais não são que meros projectos pessoais, de quem que foi preterido pelo partido por onde foram em tempos eleitos e onde até então militavam.

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