Mostrar mensagens com a etiqueta Muro de Berlim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Muro de Berlim. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de novembro de 2015

“Ab sofort!, unverzüglich”

Morreu Guenter Schabowski, o homem que em 9 de Novembro de 1989 com apenas 3 palavras - “Ab sofort!, unverzüglich” (Imediatamente! Sem demora!) - derrubou de forma inesperada para todos o Muro de Berlim, num processo que se tinha iniciado apenas 3 meses antes em Leipzig, quando um punhado de pessoas insatisfeitas com o governo da Alemanha Oriental organizou uma manifestação pacífica no adro da igreja de São Nicolau.

Com a queda do Muro de Berlim, iniciava-se o desmoronamento do Bloco de Leste e de todo um sistema politico opressivo, de que em Portugal, 15 anos depois da nossa revolução de Abril, apenas o PCP e outros extremistas de esquerda continuavam a defender a todo custo. Curiosamente os mesmos com os quais António Costa quer agora estabelecer um acordo governativo e, sabe-se lá, até levar para um futuro governo por si liderado.

domingo, 9 de novembro de 2014

Há 25 anos caía o muro de Berlim

Precisamente um mês depois da grande manifestação de Leipzig, que marcou o principio do fim do muro de Berlim, de forma insperada pelas 23 horas o muro caiu.



Mas enquanto em Berlim se comemorava e os alemães começavam já a pensar na reunificação das duas Alemanhas, por toda a Europa Leste abriam-se as fronteiras, e se adivinhava que a cortina de ferro tinha desaparecido, por cá 5 dias depois a 14 de Novembro, o Partido Comunista ainda acreditava que tudo não passava de algo pontual e que depressa o socialismo voltaria a reinar, a RDA duraria muitos mais anos e tentava defender a perestroika, sem perceber que a Europa e o Mundo tinham mudado irreversivelmente naquela noite e que o fim da URSS estava para breve.







Mas se hoje conseguimos perceber esta cegueira dos nossos comunistas em não aceitarem, ainda nessa altura, algo que era uma evidencia para o resto do Mundo, incompreensivel é a forma como ainda hoje continuam a ver o que se passou. Esta semana o Avante escreve que,  "A pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim» está a ser levada a cabo uma campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública", não compreendendo, ou não querendo compreender, que o muro que tão rapidamente nasceu na madrugada 13 de Agosto de 1961, da mesma forma ruiu na noite de 9 de Novembro de 1989, para sempre. Tinham-se passado 28 anos...

Adenda: "O Partido Comunista Português reescreve a história, lançando um anátema sobre a «chamada queda do Muro», comemorada «pela direita e pela social-democracia», e retomando o argumento de que o seu levantamento fora determinado pelo ocidente para «conter o comunismo» e não pelas autoridades soviéticas e leste-alemãs para impedir a fuga maciça de cidadãos para a área controlada pelas potências ocidentais". In A terceira noite

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Há 25 anos começava o fim do muro

Há precisamente 25 anos, em mais uma das manifestações de segunda-feira – Montagsdemonstrationen, mais de 70.000 cidadãos de Leipzig concentraram-se mais uma vez nas proximidades da Igreja protestante de São Nicolau, para reclamar por mais direitos civis.

Estas manifestações iniciaram-se um mês antes, a 4 de Setembro, quando um punhado de pessoas insatisfeitas com o governo da Alemanha Oriental organizou uma manifestação pacífica no adro da igreja de São Nicolau. A partir desse dia, todas as segundas-feiras pelas 17 horas, cada vez mais pessoas saiam à rua para pedir  mais liberdade e mudanças significativas no regime, sabendo sempre que a STASI estava por perto e atenta, tendo intervindo por diversas vezes com grande violência, como tinha acontecido a 2 de Outubro (apenas uma semana antes).

Mas apesar da repressão exercida, e sabendo-se que o então governo da RDA, que tinha elogiado a repressão que o governo chinês exerceu em Tiananmen, ameaçava com a intervenção naquele dia do exército, e preparou hospitais para receber grande número de feridos, tento o stock de sangue sido reforçado, o povo não recuou e aquilo que aconteceu foi a maior manifestação que alguma vez se tinha visto, contra o governo, até então. 

A determinação e o enorme número de manifestantes daquela tarde, aos gritos de "Wir sind das Volk!" (nós somos o povo) e "Keine Gewalt!" (não à violência), excedeu tudo o que seria previsível, levando a que a policia presente e fortemente armada como até então nunca se tinha visto, não tivesse reagido. A sua coragem, a vontade firme de mudanças  e a renúncia à violência fizeram história.

E essa foi apenas a primeira de muitas manifestações, que um pouco por toda a Alemanha de Leste foram acontecendo até ao dia 9 de Novembro de 1989 (precisamente um mês depois), dia em que as fronteiras entre as duas Alemanhas se abriram e caía o vergonhoso muro de Berlim.