domingo, 11 de setembro de 2016

O BE quer a extinção dos Comandos apenas por revanchismo

Observador 10-9-2016
A esquerda radical, ao fim de quase 41 anos, ainda não conseguiu digerir, nem aceitar, a reposição dos valores e ideais que estiveram na base da Revolução de Abril e que trouxeram a Portugal a estabilidade que o país precisava e dessa forma evitando que Portugal se tenha transformado numa ditadura de esquerda, como a uma capa da Time antevia no Verão quente de 75.

Tal só foi possível, porque a 25 de Novembro de 1975, um grupo de Comandos liderados pelo então Major Jaime Neves, saiu à rua, e pagando tal acção com a vida de dois dos seus homens - Tenente Coimbra e o Furriel Pires, nos restituíram a democracia.

Não tendo outros argumentos e de forma cobarde e oportunista, aproveitando-se da recente morte de dois recrutas dos comandos esta semana, o BE e a esganiçada mor, vêm agora exigir, mais uma vez, o fim dos Comandos.

A melhor forma de respeitar e honrar a morte destes jovens é valorizar o seu esforço, e não acabar com os Comandos!

Num passado bem recente, o país já verificou que tal decisão foi um erro, pois apenas 9 anos depois de terem sido extintos, os cursos de Comandos voltaram em 2002. Não porque é bonito termos uma força altamente treinada e operacional, mas porque o país precisa cada vez mais de uma força destas, atendendo às ameaças e instabilidade internacional, que surgem um pouco por todo o lado e às quais não estamos infelizmente imunes.

Da minha parte e tenho a certeza da de muitos Portugueses, mesmo dos que em 1975 não eram nascidos, nunca esquecerei que se agora posso dizer e escrever o que me vai na alma, devo-o aos Comandos, à sua determinação, disciplina e coragem, valores dos quais o país não pode abdicar. Algo que Catarina Martins e a esquerdalha, não compreende, não aceita e tudo faz para esquecer e apagar da história. Só por isso e rigorosamente por mais nada, querem agora acabar com os Comandos.

Pelo que fizeram pelo país e pela forma como nos últimos anos têm contribuído para a defesa dos valores da Liberdade e da Democracia, em vários terrenos internacionais só me resta agradecer-lhes - Obrigado Comandos!

Adenda - Ou se se preferir, a atitude do BE mais não é que uma leviandade, como diz Vital Moreira.

Adenda 2 - "A formação dos Comandos não é dura por capricho. Por gosto ou sadismo dos instrutores. É dura por necessidade". Um excelente texto, de alguém quem conhece a realidade dos Comandos, a sua importância e necessidade. A ler!

2 comentários:

Pedro Pinto disse...

Convirá recordar que os Comandos foram extintos em pleno Cavaquismo, em 1993. E o motivo? «A extinção chegou em 1993, após alguns acidentes mortais, ainda não totalmente explicados, ocorridos durante a instrução». O Social-Laranjinha está com memória muito curta, quando lhe convém...
https://www.publico.pt/politica/noticia/comandos-regressam-ao-activo-nove-anos-apos-a-extincao-202420

Paulo Lopes disse...

Meu caro Pedro Pinto,
Obrigdado pelo seu comentário
Ao contrário do que afirma, não só não tenho memória curta, como não sou daqueles que concorda e subscreve tudo o que é feito seja pelo seu partido seja por um governo da sua cor politica.
Discordei sempre da extinção dos Comandos! E a prova que tal foi um erro, foi não só o seu regresso, como o excelente desenpenho que têm tido nos vários cenários de guerra para onde têm sido enviados.